sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2012 vai ser particularmente mau para Sines

Gostaria e afirmar o contrário mas a concretizarem-se os planos da Troika e do Governo, o ano de 2012 vai ser particularmente mau para Sines, não pior do que para o resto do País, mas será sentida de uma forma abrupta pelo facto de até à data a região de Sines não a ter vivido com pungência, em grande parte graças aos milhares de milhões de euros que aqui aportaram sob a forma da expansão da Refinaria, construção da Artenius, e expansão do terminal GNL. Todos os projectos já terminaram ou estão em fase terminal e será esse vazio que Sines sentirá sem uma alternativa credível. Segundo rumores, os chineses estão interessados no porto e poderão ser a “tábua de salvação”, a ver vamos.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Porquê os desejos no natal?

Porque não fazê-lo todos os dias, numa celebração contínua da vida, da natureza e da nossa humanidade? Deixo-vos este desafio, desejando-vos, não um bom natal, não um bom ano novo, mas desejando antes...uma boa vida, com toda a dignidade e valor que tal significa. Depois disto, as boas festas, serão apenas um pormenor óbvio dessa continuidade. Não desejo muitas prendas...desejo muito saber, muita paz, muita saúde, muita realização e muito amor. 
As prendas que todos podem dar e que nada custam, são as que mais valem.
Feliz Natal

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Sines: Trabalhadores da Compelmada, Metalsines, LPCede e VCS continuam com salários em atraso

Não pagar salários é CRIME
De facto "quando se puxa pelo fio à meada" ela vai-se desenrolando.
Desde há muito tempo que se fala que há dezenas de trabalhadores nas obras do complexo de Sines com salários em atraso e alguns mesmo sem salário.
As queixas aparecem um pouco de boca em boca, anonimamente por email e telefonemas e, mais recentemente por email's também anónimos para a Rádio Sines.
Os trabalhadores alvo, pelo que se sabe estão identificados, as Empresas de Trabalho temporário também, mas, algo está a faltar ao que se supõe.
Reconhecendo a importância da comunicação social para a denúncia dos problemas, há estruturas representativas que  podem ajudar estes trabalhadores mas, pelo menos perante estas, não podem ser anónimos.
Todos sabemos que se fala por aí em clima de medo. Há que pôr fim ao medo muitas vezes infundado.
Ter medo é contribuir para o clima de medo e para a repressão da cidadania.
Que medo pode ter um trabalhador que não recebe o seu salário há 3 meses?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Dividocracia


A pedido de várias "famílias"

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O Medo Mata a Esperança


Dedicado a todos aqueles que ainda acreditam no pai natal. Um documento para reflectir e agir, Um "abrolhos"

sábado, 26 de novembro de 2011

Todos contra a poluição - Chega !!

A Assembleia-geral do Movimento de dia 24 de Novembro decidiu por unanimidade duas medidas concretas:
1. Enviar uma carta aberta às organizações representativas dos trabalhadores das Empresas do Complexo, no decorrer do mês de Dezembro.
2. Agendar uma Marcha Lenta para o mês de Janeiro em moldes a definir.
Em respeito pelas decisões tomadas, a Comissão Dinamizadora do Movimento tomará todas as providências para levà-las a cabo, porém e com o objectivo de alargar ainda mais a participação popular, será importante debater o termos da Marcha (percurso, propaganda, e.t.c.). É igualmente importante a proposta de novas acções que considerem relevantes.
Todos não seremos demais!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Jerónimo de Sousa - Mais do que uma entrevista


Podem Cortar todas as flores,
Mas não impedirão a primavera de aparecer...



Desenvolvimento



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A saúde em Santiago do Cacém


Divulgação

As Comissões de Utentes do Concelho de Santiago do Cacém vêm denunciar a precária situação em que se encontra a prestação dos cuidados de saúde em Santiago do Cacém.

Assistimos a um constante desinvestimento do Governo PSD/CDS na área da saúde e a uma crescente dificuldade das populações em aceder à prestação de cuidados médicos e a serviços de saúde de proximidade.

A população exige que cessem os encerramentos das extensões de saúde e a reabertura imediata, das extensões entretanto encerradas de São Bartolomeu da Serra, Deixa-o-Resto e São Francisco da Serra.

A agravar a situação destes encerramentos, não está previsto um sistema de transporte público adequado, que tenha em conta as distâncias a que se encontra a cidade de Santiago do Cacém, as idades avançadas e as frágeis situações socioeconómicas em que a maior parte dos utentes destas extensões se encontra.

Tudo isto leva a um agravamento das já precárias condições de vida e de saúde das populações ao empurrar os utentes para as já saturadas urgências hospitalares e para os serviços de saúde privados.

Exigimos a abertura da Maternidade, a abertura do Serviço de Internamento de Pediatria e a melhoria das condições de atendimento do Serviço de Urgência do Hospital do Litoral Alentejano.

Exigimos médico de família para os mais de 7500 utentes que não o possuem, preocupação que deveriam ter os Governantes e Agrupamento dos Centros de Saúde (ACESAL), ao invés de apenas se preocuparem com os cortes e os encerramentos.

Santiago do Cacém está contra esta política e está disponível para o combate e a luta.

Porque este é um tempo de protesto, de indignação e de luta apelamos à participação de todos na Greve Geral de 24 de Novembro.


A saúde é um direito…
                        E sem ela nada feito.

domingo, 6 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Concentração em Alcácer do Sal no dia 04/11/2011 às 17:00

Pedido de divulgação

As Comissões de Utentes do Litoral Alentejano vão organizar uma Concentração de utentes e membros das Juntas e Assembleias de Freguesia do Litoral Alentejano em Alcácer do Sal no próximo dia 4 de Novembro de 2011 (Sexta-Feira) pelas 17:00, frente à sede do Agrupamento dos Centros de Saúde do Alentejo Litoral. 
  
   Pretende-se com esta Concentração lutar e impedir o encerramento de todas as Extensões de Saúde e Postos Médicos com menos de 1500 utentes.
  
   Estes encerramentos que o Governo PSD/CDS pretende impor é especialmente gravoso nesta região onde as distâncias a percorrer, o envelhecimento populacional e a ausência de sistema de transportes condiciona em grande medida o acesso à prestação de cuidados de saúde.
Pelas Comissões de Utentes
Dinis Silva

domingo, 30 de outubro de 2011

DEMITA-SE!

Na caixa do correio
A recente tentativa desesperada de Manuel Coelho se colar ao Movimento Cívico representa muito simplesmente um oportunismo despudorado de alguém que ainda não percebeu que se afigura a um cadáver político daqueles que vemos nos filmes de terror com as entranhas à mostra, um zombie. Não percebeu que está gasto e desacreditado e nalguns casos é alvo de chacota, ouvi-lo falar em luta contra a poluição soa a falso, soa a mangação, soa a desespero para manter o poder a todo o custo. Felizmente a política local não é tão distante como a nacional onde o Presidente da República pode agora fingir que não tem qualquer responsabilidade na situação do País e da condução da política que nos trouxe aqui. Quando o ainda presidente da câmara tenta fazer esse malabarismo, além de se sair mal, as pessoas sorriem por dentro, mesmo aqueles que ele pensa estarem com ele, assim é com a poluição.

Ao que parece o dito senhor apresentou um extenso pacote de medidas para acabar com os problemas de Sines e para isso vai fazer um elevador que não servirá para nada e quem sabe até acabar uma rotunda que iniciou há mais de dois anos e inferniza a vida de todos aqueles que passam na Costa do Norte. Quanto à poluição, mais do mesmo, ou seja, nada, porque até aqueles que ele consideraria como aliados já lhe viraram as costas e junto deles a sua credibilidade também voa razinho, próximo do zero. Demita-se!

..

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tribuna Pública em Santiago do Cacém

Contra o Empobrecimento do País e dos Portugueses
Pelo funcionamento da Justiça.

Na Concentração do dia 24 de Outubro, em São Francisco da Serra, foi aprovada por unanimidade uma resolução que junto anexamos.


Por um Serviço Nacional de Saúde: Universal, Geral e Gratuito

A população de S. Francisco da Serra, de Santiago do Cacém em conjunto com as Comissões de Utentes do Litoral Alentejano e os autarcas da região reunidos no Largo da Junta de Freguesia de S. Francisco da Serra no dia 24 de Outubro de 2011 tomou a seguinte resolução em defesa do Serviço Nacional de Saúde e da prestação local de cuidados de saúde:

1.    Combater a política deste Governo PSD/CDS que tem, contrariamente ao instituído na Constituição da República Portuguesa, tornado os cuidados de saúde pagos, escassos, de fraca qualidade e distantes das populações.
2.    Combater a política de cortes cegos na Saúde evidenciada com a proposta de encerramento dos postos médicos e extensões de saúde com menos de 1500 utentes sem qualquer critério associado às distâncias a percorrer pelos utentes, pelas condições socioeconómicas e envelhecimento das populações afectadas e sem salvaguardar a existência de uma rede de transportes públicos capazes de mitigar os efeitos destes encerramentos.
3.    Combater a política que permite que grande número de cidadãos não tenha acesso a médico de família (6.000 em Grândola, 7.500 em Santiago do Cacém, 1.500 em Sines e 4.000 em Odemira).
4.    Combater esta política de encerramentos e estrangulamento financeiro das unidades de saúde que coloca em causa o acesso a cuidados primários e em risco a saúde das populações ou invés de promover uma gestão eficiente e criteriosa dos recursos humanos, materiais e financeiros.
5.    Combater esta política de cortes nas comparticipações dos medicamentos, nos transportes e aumentos generalizados nas taxas moderadoras e no acesso aos serviços de saúde
6.    Combater esta política que agrava as já precárias condições de acesso à saúde e empurra os doentes para as urgências hospitalares e para os serviços de saúde privados.
7.    Saudar os profissionais de saúde, que pela sua qualidade e empenho, nível de prestação e eficiência mantém o Serviço Nacional de Saúde no 5.º lugar da OCDE.
8.    Defender o Serviço Nacional de Saúde como o sistema mais justo, eficaz e sustentável de prestar cuidados de saúde aos cidadãos.
9.    Afirmar a oposição e discordância aos cortes previstos para o orçamento da Saúde para o próximo ano que restringirá ainda mais o acesso aos cuidados de saúde num ministério que já vive em suborçamentação crónica.
10. Reafirmar a reprovação pela forma como o Litoral alentejano e os seus serviços de saúde têm sido considerados pelo Governo e repudiar qualquer tentativa de encerramento ou transferência de serviços.
11. Reafirmar a necessidade de garantir a prestação de cuidados de saúde às populações do Litoral Alentejano e de melhorar o seu nível de qualidade através do reforço de recursos humanos, técnicos e logísticos.

A saúde é um direito e sem ela nada feito


S. Francisco da Serra, 24 de Outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O FMI veio para ajudar(?) - Vídeo actualizado.

 Carlos Carvalhas, 6.4.011

São 7 minutos que de vídeo que antecipavam o momento presente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Todos contra a poluição - Chega !!

Está constituído um grupo de cidadãos que Lutam contra a poluição e os respectivos maus cheiros que "impestam" várias horas do dia e já há muito tempo.
O Grupo formado no Facebook atingiu até hoje os 632 participantes que manifestam o seu mais veemente protesto pelo facto de, até ao momento não haver uma resposta cabal das autoridades para o que está a suceder na costa alentejana, com maior incidência na zona de Sines.
Está então já marcada uma assembleia de participantes do grupo para elencar algumas medidas que possam vir a satisfazer a curiosidade de todos. O local adiantado é o ponto de encontro pelas 19 horas do próximo dia 14 de Outubro.
Se todas as pessoas ou pelo menos metade delas participarem activamente com as suas sugestões nesta assembleia, é de crer que o futuro pode ser diferente.
Há de facto algo de muito importante para a saúde e vida de todos nós que terá que mudar. 
É possível a convivência da Indústria duma forma sustentada com as populações mas com regras de segurança que sejam devidamente fiscalizadas e observadas.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Discriminação no Complexo de Sines

Os emails Anónimos começam a dar nas vistas. De facto as informações recolhidas referem actos de discriminação entre trabalhadores Portugueses e Espanhóis.
Seria bom para todos, que este assunto saltasse para a discussão que, a ser verdade, é demasiado grave para não se tomarem as medidas correctas.
Para mais Informações ver Aqui

domingo, 2 de outubro de 2011

Encerramento da Extensão de Saúde de São Francisco da Serra


Divulgação
As Comissões de Saúde do concelho de Santiago do Cacém, tiveram conhecimento do encerramento da Extensão de Saúde de São Francisco da Serra, desde o dia 3 de Outubro de 2011.
 
   São Francisco da Serra é uma pequena freguesia, no concelho de Santiago do Cacém com cerca de 900 habitantes. A Extensão de Saúde mais próxima desta freguesia é na sede de concelho. Uma distancia de mais de 15km e onde não existe transportes públicos. A maioria desta população é idosa, com baixos rendimentos e sem viatura própria.
 
   O encerramento da Extensão de Saúde restringiu o acesso de todos os habitantes aos cuidados de saúde primários. O direito à Saúde está colocado em causa para esta população.
 
   O encerramento da Extensão de Saúde de São Francisco da Serra insere-se numa política de desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde, de redução e/ou encerramento de serviços e de redução dos profissionais de saúde, onde as questões economicistas imperam, em detrimento da prestação dos cuidados de saúde à população. A política de saúde não pode estar sujeita a critérios cegos.
 
   O Governo PSD/CDS tem a responsabilidade de assegurar a toda a população o acesso a cuidados de saúde com qualidade e eficiência. Cabe ao Governo PSD/CDS assegurar o direito à saúde, como está consagrado na Constituição da República, através do reforço do investimento público e assente numa política de proximidade, que dê resposta às necessidades da população.
 
   As Comissões de Utentes do concelho de Santiago do Cacém, informam que estão contra a mais este encerramento.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Poema de agradecimento à Corja

Obrigado, excelências.

Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade de vivermos felizes e em paz. Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade. Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada. Por não nos darem explicações.  Obrigado por se orgulharem de nos tirar as coisas por que lutámos e às quais temos direito. Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria. Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero. Obrigado pela vossa mediocridade. E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer. Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber. Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera. Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias um dia menos interessante que o anterior. Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar. Obrigado por nos darem em troca quase nada. Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade. Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço. E pelo vosso vergonhoso descaramento. Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer, o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar. Obrigado por serem o que são. Obrigado por serem como são. Para que não sejamos também assim. E para que possamos reconhecer facilmente quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Governo faz, dissimulado, o pior ataque aos direitos dos trabalhadores desde o 25 de Abril

Em 1 de Outubro é necessário a manifestação de todos. Juntos temos que travar este ataque feroz 

sábado, 24 de setembro de 2011

Fossas sépticas no centro da nossa cidade em 2011?


Na caixa do correio
Sines parece a terra dos fenómenos ! Senão vejam lá o desfecho de um problema que há anos afligia um dos moradores desta rua vulgarmente conhecida como rua do depósito da água.
Há anos que os proprietários se queixavam de problemas de mau cheiro , até que ultimamente o problema se agravou com o total entupimento  da canalização . Afinal , apesar do pagamento da taxa de conservação dos esgotos ao longo dos anos, a moradia não tinha ligação àquela rede , sendo os mesmos enviados para uma fossa séptica o mesmo acontecendo a várias moradias da referida rua!!!
Fossas sépticas no centro da nossa cidade em 2011? Será que há mais? Este problema transformou-se num problema de saúde pública que merecia uma justificação à população !

sábado, 17 de setembro de 2011

Cadaver em decomposição

Cada vez mais eu me convenço de que os seres humanos dão mais valor ao dinheiro e a si próprios, e pouco se importam se os outros estão bem ou mal
Esta semana ao subir para o meu apartamento notei um cheiro naseabundo num piso do edificio ancorope, e pelos vistos já outros residentes daquele piso se apercebiam do mesmo, nada tendo feito para averiguar o que se passava
Sabendo eu que ali morava um enfermeiro que a solidão fazia com que se refugiasse no alcool e que há algum tempo tinha estado doente, não o vendo também já há algum tempo, achei por bem alertar a GNR e os Bombeiros de Sines
que protamente se deslocaram ao piso e se depararam com o cadaver do dito senhor que já estava morto há pouco mais de uma semana.
O curioso é que na falta do pagamento da renda do apartamento, a administração do prédio em causa, apenas teve a preocupação de colocar um papel na porta ou por baixo da mesma para chamar o inquilino a atenção para a limpeza do apartamento e o pagamento da renda do mesmo.
Já há alguns anos ocorreu uma situação semelhante em que uma residente no primeiro andar esteve morta 26 dias dentro de um apartamento a dois ou três metros do escritório da administração. Pelos vistos o mau cheiro não incomóda muita gente que apenas se preocupa com dinheiro ou a manutenção de lugares, e não é capaz de pensar que o civismo e os actos de cidadania são atitudes mais nobres

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sines-Trocar saúde por trabalho


Na caixa do correio

O Sr. Van Zeller fez um exercício curioso ao dizer que acha normal a contestação dos trabalhadores às medidas anunciadas pelo governo. O dito patrão dos patrões faz um exercício de normalização da luta dos trabalhadores tentando retirar-lhe força e ao mesmo tempo integrando-a numa rotina como ele diz normal. Disse ainda o mesmo senhor que se assim não acontecesse o povo seria tonto ou molenga.
Serve este episódio para introduzir o tema que realmente quero abordar: o mau-cheiro que repetidamente invade a cidade e a resposta a essa mesma situação.O problema permanece sem que alguém ouse levantar a voz e agir no sentido de resolver alguma coisa. Quem o deveria fazer em primeiro lugar seria a Câmara Municipal porém esta está completamente manietada e comprometida com as Empresas do Complexo fazendo parte do problema e não da solução. O actual executivo aprofundou a dependência da CMS, muito devido à gestão ruinosa e a sempre pronta mão estendida para subsídios e patrocínios de ordem vária.Junto da população o sentimento não é muito diferente, é regra geral associada a criação de emprego ao complexo e este à poluição, o que indirectamente associa o emprego à poluição e faz com que a aceitem como uma coisa normal retirando-lhe o peso negativo à semelhança do Sr. Van Zeller. De uma forma simples é feita uma troca de saúde por trabalho o que não faz sentido. O negócio não é justo nem compensa porque temos direito a ter emprego e saúde sem considerar que nos fazem um favor. São 23:50h de 12 de Setembro e o ar na Cidade de Sines está irrespirável, seria normal a revolta e a indignação. Porque não é assim?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Carnaval de Sines - O que é preciso mudar?

Pela importância que tem tradicionalmente e como veículo de promoção da cidade, o Carnaval vive momentos difíceis. Mais que um opinião acabada, este post pretende ser um contributo para iniciar um debate que está pendente e que.por falta de coragem de uns, "medo" de outros e apatia de muitos se vai adiando...


A imposição da localização na Avenida imposta pela Câmara Municipal é ou não a melhor solução?

A apropriação do Carnaval por uma Associação tem-se revelado a mais ajustada para o desenvolvimento da iniciativa ?

Faz sentido realizar uma mostra de Carnaval de Verão e nos moldes imitativos do original brasileiro?

Deve o Carnaval de Sines assumir uma identidade própria que o diferencie dos demais?


São apenas perguntas às quais penso que a comunidade local pode e deve responder.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

As Obras nas Vias rápidas..."Xanta Ingrácia" 3

"Ricas" Obras num "rico" País

Pachorrentamente como tem sido adjectivado nos artigos anteriores e por muita gente, cidadãos comuns que assistem impacientes ao desenrolar destas estruturas, umas necessárias, outras de interesse duvidoso e outras pode dizer-se que nem por isso.
Via Rápida Santo André-Barbuda
A Autoestrada (IP8) Sines-Espanha é segundo muitos, uma via estruturante como agora se diz, da economia Portuguesa que ligará o maior porto de mar da "praia lusitana" a Castela para que estes e não só, a possam utilizar para escoar e receber mercadorias (atenção que para o mesmo efeito será construída uma via férrea de alta velocidade). A transformação da actual via rápida entre Santo André e a rotunda da Barbuda em Autoestrada, salvo algumas pequenas obras de colocação de tubagens, entendo-a como uma obra desnecessária, megalómana e com um futuro muito duvidoso de interesse para os cidadãos. A prová-lo está a construção de uma via paralela destinada a ciclistas, tractores, "porra velhos" e a todos os veículos não automóveis - Gente com dinheiro a mais faz destas coisas.Outro bezilus  é a construção de Pontes (que posso calcular serem caríssimas não só pela estrutura em si, bem como a movimentação de terras que provocam e o tempo que levam a construir) que não levam a lado nenhum, tal como aquela em construção sobre a via rápida referida e que ligará os acessos praia das areias brancas ao aterro sanitário.

Tanto quanto me é dado saber, por interferência do ICN, não será possível construir uma estrada digna desse nome para a praia das areias brancas. Logo, iremos ter uma bela ponte sobre uma autoestrada que mais ano menos ano levará com uma portagem, e que dará acesso a coisa nenhuma o que só comprova o título deste texto. É uma questão de deixar passar o tempo.

Independentemente da forma e do tempo que estas obras estão a decorrer que já foram suficientemente criticadas pela forma displicente como são geridas há, para mim sem dúvida nenhuma, a montante alguma falta de visão de futuro, atendendo até, e principalmente, aos custos das mesmas. Temos de facto obras rodoviárias não muito longe daqui, e da tutela do mesmo instituto, essas sim que necessitariam de uma remodelação completa. Estas por cá, é óbvio que não vão agora destruir o que está feito mas, não seria MUITO MAIS BARATO E MUITO MAIS EFICIENTE construir-se uma pequena via de Santo André à praia e outra desta cidade ao aterro sanitário? Se calhar, só o preço da ponte dava para as duas vias e ainda sobravam umas massas, digo eu!


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Redução da TSU: um favor ao grande capital, um rombo na Segurança Social


Pela Importância que tem, transcreve-se texto integral

O anúncio do Governo PSD/CDS de proceder à redução da taxa social única, medida inscrita no Programa de submissão e agressão externa que o PS, o PSD e o CDS acordaram com o FMI e a União Europeia – constitui, para lá do que comporta de alteração em sentido negativo do modelo de financiamento da segurança social, uma transferência directa da riqueza produzida para os bolsos dos grupos económicos e financeiros e uma preocupante quebra de receitas para a segurança social.
Ao contrário do que dizem, o Governo ou aqueles que pretendem embolsar milhões de euros à custa dos trabalhadores, a redução da taxa social única não introduz qualquer ganho de competitividade no tecido económico nacional – que aliás em breve sofrerá as consequências dos brutais agravamentos do IVA sobre a energia eléctrica e o gás – como implicará, se a contrapartida for o aumento ou a reclassificação das taxas do IVA, um aprofundamento da contracção do mercado interno e do quadro recessivo em que Portugal se encontra e uma dupla contribuição dos trabalhadores para a segurança social, seja por via dos descontos directos, seja por via do IVA.
O PCP opõe-se à redução da taxa social única. Trata-se de uma medida que terá repercussões na degradação da situação financeira do regime contributivo dos trabalhadores tornando-o mais permeável às consequências da actual crise (desemprego, baixos salários, elevada evasão contributiva) e do seu mais que provável agravamento. Trata-se de subtrair receitas decisivas para garantir o direito à protecção social das novas gerações no âmbito do Sistema Público de Segurança Social. Trata-se de iludir a real causa dos níveis de competitividade da nossa economia e de atirar para cima dos ombros dos trabalhadores, dos reformados e do povo português um novo agravamento dos impostos e do custo de vida.
"in PCP -ver texto completo"

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Reflexão sobre a suposta vocação turística de Sines

Na caixa do correio


Numa altura em que podemos dizer que o Verão já acabou cá no burgo está na hora de fazer um balanço do que foi e é o turismo em Sines e se a aposta da Câmara Municipal de Sines é a mais correcta. 


Antes temos que reflectir sobre a suposta vocação turística da cidade se Sines e mesmo do Concelho (Porto Covo incluído). Sines apesar de contar com praias de muito razoável qualidade, pelo menos com bandeira azul há muitas, tem um clima geralmente ventoso que não propicia o turismo de Sol e mar que possa concorrer com o Algarve, ou sequer com a próxima Comporta ou Carvalhal por estes se encontrarem a Norte do Complexo Industrial a salvo das poeiras que respiramos e dos incessantes maus cheiros. 

O grande problema em termos turísticos é precisamente o antagonismo entre a cidade e o Complexo e enquanto não for resolvido esse conflito não haverá política de promoção turística que resista.Neste campo a Câmara até tem feito um esforço assinalável com a animação de Verão integrada no FMM, porém se virmos bem, quem enche o recinto das tasquinhas são os locais e das redondezas, basta comparar a afluência no fim-de-semana e nos dias de semana. 

A grande incapacidade da CMS tem sido a resolução do problema do Parque de Campismo que poderia ajudar na promoção de um turismo mais massificada em vez da aposta municipal no turismo cultural elitista de classe média/alta cuja disponibilidade financeira o leva para outras paragens. Onde o ar seja respirável e não cheire mal!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

KEEP CALM AND CARRY ON….Mantém-te Calmo/a e segue em frente..

Histórias de Vida…na caixa do correio 

Esta frase não lhe saía da cabeça. “Mantém-te calmo/a e segue em frente”.

Tinha sido criada, durante a 2ª Guerra Mundial, pelo Ministério da Defesa Inglês, para levantar o ânimo aos cidadãos face à brutalidade dos bombardeamentos de que as cidades inglesas eram vítimas.

Não conseguia manter-se calma e, muito menos seguir em frente sem se sentir frustrada e sobretudo humilhada. Todos os dias tentava, mentalizar-se que a situação em Portugal havia de melhorar, mas a desilusão com o que a rodeava era cada vez maior.

Tudo pelo que a sua geração tinha lutado e que tinha custado tanto a conquistar, estava a um passo de se desmoronar.

Direito ao trabalho, direito à saúde, direito à educação, direito a uma reforma digna após anos e anos de trabalho. Todos os dias acordava a pensar qual seria a surpresa que o Governo lhe/s reservaria naquele dia qual seria o direito que o governo lhe/s iria tirar nesse dia?

Já não podia ouvir o argumento de que teríamos de fazer sacrifícios pelo futuro, a bem das novas gerações.
Que futuro? Onde estavam os empregos para as novas gerações? No estrangeiro????? Qual estrangeiro?
Como se podia pensar em futuro se as medidas que o governo tomava eram as mais fáceis. Apenas, e apenas, se limitava a aumentar os impostos ?????
Mais uma vez sentiu náuseas ao ouvir o Ministro da Defesa. A culpa é sempre dos outros !!!!!!

Que POPULISMO !!!!!!!

Do acordo com a TROIKA só tinham retido o que lhes interessava, o aumento dos impostos para aumentar a receita.
Não era ingénua ao ponto de pensar que, no imediato fosse possível criar novos empregos, mas que pelo menos não aumentassem o desemprego ou que o tentassem reduzir por pouco que fosse.
Onde estava o tão apregoado orçamento de base zero na base do qual iriam governar ????
Será que o Senhor primeiro - ministro já se esqueceu do que disse?
Seria só ela que sentia náuseas cada vez que os ouvia falar?
O discurso do “Pontal” tinha-a tirado do sério. Deu consigo a falar sozinha para a televisão aos gritos.

- Vá, diga lá onde é que cortou na despesa? Diga? Onde estão as medidas de fundo?

Claro que não obteve resposta, nem ela nem os milhares de portugueses que iriam ficar sem uma parte do seu Subsídio de Natal e que cada vez tinham menos dinheiro para os bens essenciais!!!!

Calma, iria manter-se certamente, seguir em frente também, mas não iria deixar, por preço algum, de manifestar a sua opinião de que as medidas eram injustas e apenas superficiais, embora lhe começasse a dar vontade de fugir para bem longe daqui.
Porque que é que só os rendimentos de trabalho eram penalizados? Onde estava a contribuição dos rendimentos de capital para ajudar a superar a crise?

Certamente que não estava na venda do BPN a preço de saldo !!!!

-“Mantém-te calma e segue em frente, mas não deixes que te calem, nunca desistas do direito à indignação”- deu consigo a pensar, quando desligou a televisão farta de ouvir tanta baboseira.. KEEP CALM AND CARRY ON!!!!!!

domingo, 14 de agosto de 2011

Saúde a quanto obrigas...

A Saúde é um direito e sem ela nada feito

Mas, ao fim de semana ou feriados se os cidadãos do Litoral Alentejano ou quem nos visita precisarem de fazer um qualquer tratamento de enfermagem só tem duas hipóteses onde recorrer:

HLA
Clinica Privada

Porquê?

Porque os centros de saúde estão fechados!

Como o HLA principalmente nesta altura está muito concorrido, nada mais resta aos cidadãos do que pedir por favor a um ou outro enfermeiro que conheçam, para que pagando, possam fazer o favor de lhe dar uma injecção ou fazer curativo a algum ferimento.

É de facto curiosa este tipo de gestão dos Centros de Saúde Públicos (de todos nós), que durante os dias de semana funcionam em horários de escritório e ao fim de semana fecham para descanso do pessoal como se a saúde ou neste caso a falta dela tivesse horas pré-determinadas.
Só falta de facto fecharem para férias do pessoal.

Parece-me assim que a revisão da constituição da república que os "troikos" apregoam a propósito da crise que construiram para atacar a saúde, a educação, o trabalho e a cidadania, se vai fazendo  à margem da própria sede e, o povo se vai calando...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

TSU a baixar - IVA a SUBIR. A quem serve isto?

Aí está o Governo a servir os "Tubarões"

Se alguém tinha dúvidas sobre os desígnios dos Governos de direita, e que fervorosamente, defende a tal economia de mercado onde haja menos Estado e melhor Estado, aqui está mais uma medida onde o Estado deixa de o ser para se submeter ás exigências da "finança" e do roubo generalizado dos cidadãos.

Todos sabemos que ao longo dos últimos mais de dez anos que a Segurança Social (aquele serviço que nos paga as reformas e pensões, os subsídios de doença, o RSI, o Apoio à Infância e 3ª idade, os subsídios de desemprego, etc), tem as contas muito apertadas pela redução das contribuições derivadas dos mais variados factos, entre os quais o aumento do desemprego que faz aumentar a despesa e reduzir consequentemente a receita.

A acrescer a isto tudo há o "buraco" no fundo de estabilização financeira da SS que durante os anos 2003 a 2005 quando governavam Durão Barroso e Santana Lopes com Bagão e Portas pelo meio, não meteram sequer "um tusto" naquele fundo. É importante referir que aquele fundo, deve manter-se suficientemente estável para em caso de crise agravada nas contas do estado, possa servir de almofada para durante um ano permitir pagar reformas e pensões.

Assim, a Segurança Social é uma instituição solidária que vive à custa de quem paga (Trabalhadores e Empresários) e está visto com muitas dificuldades por razões óbvias.

Quando se propõe baixar a Taxa Social Única para as Empresas (mas pelos vistos não é para todas), no meu entender está implícita a destruição financeira da Segurança Social, a não ser que o aumento do iva nos bens e serviços seja transferido directamente para a Segurança Social. Claro que isto só acredita quem quer ou quem for "burro". Porque será que  a redução da TSU não desce também para os trabalhadores?

É lugar comum dizer que este Governo pretende destruir todos os benefícios que eu chamo direitos, emergentes dum Estado Social, arduamente conquistados há muitos anos pela sociedade civil. Mas isto é mesmo Verdade!

O Pontapé de saída sobre este ataque à Sociedade é importante não esquecermos que foi dado pelos Governos anteriores "xuxialistas" que tendo o apoio maioritariamente popular, governaram à direita e sempre com os mesmos objectivos da direita.

O Povo quando correu com aquela corja foi  e é soberano e não votou nesta "senhora" porque gostaria de o ver no poder, Votou contra Sócrates e seus muxaxos pela "merda que foram fazendo ao longo dos anos.

Agora, lixamo-nos todos, excepto alguns Tubarões que dominam cada vez mais o mundo.

Nunca os Estados estiveram tanto nas mãos dos Tubarões da Finança e da especulação.

Dar a volta a isto será uma tarefe muito difícil mas, Não Impossível. Onde anda o ânimo?
ef

domingo, 7 de agosto de 2011

«os pobres são muitos e já estão habituados»

Paulatinamente, ao ritmo de uma medida por semana, vem o actual Governo implementando um conjunto de medidas com que se pretende restringir drasticamente direitos sociais e direitos laborais, juridicamente garantidos, conquistados ao longo de muitas décadas.Há duas semanas foi o imposto sobre o 13.º mês (50%), a semana passada foi o aumento de 15% do preço dos transportes públicos, esta semana o pacote laboral.Estas decisões apresentadas como inapeláveis, e onde começam a surgir tenuamente tiques ditatoriais (veja-se a posição assumida pela presidente da Assembleia da República sobre o direito de parecer das organizações dos trabalhadores na discussão do pacote laboral), são-nos apresentadas como consequência da situação económica doPaís que, dizem, não comporta os custos desses direitos.
Como inserir neste discurso o vencimento do agora nomeadopresidente da CGD que vai auferir mensalmente mais de 46 salários mínimos?!! O princípio de que o País não comporta determinados custos não se aplica aqui?
O desfasamento entre os salários dos trabalhadores portugueses e o custo de vida cresce exponencialmente tornando-se incomportável e insuportável para a maior parte da população. Inversamente, até ao momento, não foi apresentada uma única medida que penalize o capital.
Aliás, esta medida de um aumento brutal do preço dos transportes visa, essencialmente, sanar as empresas públicas de transportes das dívidas existentes para depois as privatizar. Ou seja: aqui vamos todos fazer mais um esforçozinho para dar uma ajuda ao capitalismo a braços com uma crise que ele próprio criou.
Esta crise não é nossa – é uma crise do capitalismo que, «democraticamente» nos impõem que paguemos.
Estas decisões fazem lembrar uma frase atribuída ao ditador Salazar, que continua bem vivo na memória colectiva do nosso povo – um dia perante uma decisão que apenas penalizava os mais pobres, alguém o questionou pelo facto de os ricos não serem afectados, ao que ele terá respondido «os pobres são muitos e já estão habituados».
Ao poder político aqui fica o recado – o povo português jamais aceitará ser de novo tratado da mesma forma.
in “Avante!” nº 1965 de 28.07.2011

sábado, 6 de agosto de 2011

A capacidade de indignação


“Não há volta a dar-lhe. Neste pobre País, por maior que seja a infâmia, é escusado esperar de alguém qualquer assomo de repulsa. Todos fazem de conta. O aviltamento chegou a tal ponto que já nem a natural revolta dos ofendidos se entende. Temos ainda o nome de homens. Mas perdemos o mais elementar dos seus atributos, aquele que o próprio Cristo assumiu, com todas as consequências: a capacidade de indignação.”

Miguel Torga – Diário( Janeiro 1979)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

As Obras nas Vias rápidas..."Xanta Ingrácia" 2

Continuam a passo de caracol, estas obras que, atendendo a muitas circunstâncias nomeadamente económicas poderiam ser consideradas por muitos como desnecessárias.
São obras de organização "suigeneris". Arrasa-se de um lado, pavimenta-se de outro, esburaca-se noutro lado ainda, desvia-se o transito para a direita e depois para a esquerda, tudo isto nas 4 faixas, sem qualquer lógica aparente mas prejudicando seriamente os utentes de todos os dias.
Há dias até que parecendo querer gozar os utentes, as máquinas e outros veículos adstritos ás obras, saltam da zona de obra para a estrada, percorrendo pachorrentamente alguns quilómetros para depois pararem noutra zona de obra como se quisessem dizer que só eles é que trabalham e que quem vem atrás é turista e que se aguente.
Mas, curioso mesmo é também a construção paralela de uma outra estrada que, segundo se fala, será para permitir o transito de veículos que não podem circular na autoestrada. Cá para mim que "sou má língua", tenho que, depois das autoestradas bem arranjadinhas, surgirão portagens obrigando quem não quer pagar a ir pela estrada paralela até esta ficar destruída e não sendo reparada obrigando toda a populaça a voltar à autoestrada mas a "pagantes", será este o jogo? Podem crer que gostaria muito de estar enganado.
Se pode ser inquestionável a necessidade da construção de uma autoestrada entre Sines e Espanha (IP8),. já relativamente ao troço entre Santo André e Sines, me leva a ter muitas dúvidas, a não ser que o Instituto de estradas tenha alguma verba adicional que não gastou e precisa gastá-la à pressa.
Quanto à gestão das obras, apenas quero deixar aqui uma palavra à Direcção da obra, de "apreço" pela "bela gestão" que estão fazendo... A coisa vai render!
Quem nos vale?

domingo, 24 de julho de 2011

Tristeza...

"Anunciam os sociólogos o advento próximo de uma humanidade sem alma, de superfície, fútil, a viver despreocupadamente o quotidiano, feliz, liberta de inquietações de qualquer ordem, politicas, morais, religiosas ou cívicas. Cada qual contente da sua condição singular, alheio ao poder, à autoridade, aos problemas do mundo. E fico-me a pensar no qual será o amanhecer desse feriado egotista no longo calendário agitado do tempo. É que pergunto a mim mesmo se, depois dele, os pesadelos que agora nos afligem não voltarão redobrados. Quanto mais profundamente se dorme, mais estremunhado se acorda com a realidade. Ninguém vive indefinidamente entre parêntesis"




Miguel Torga - Diário 1988
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Será que não é por a Humanidade estar cada vez mais voltada para si mesma que acontecem desgraças como a que aconteceu na Noruega?
af



sábado, 23 de julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

“No jobs for the boys”.

Na caixa do correio
Em várias circunstâncias, normalmente quando há mudanças no poder, é usual quem o ocupa de novo, rodear-se de uma série de pessoas da sua confiança política. Não fosse o abuso e a prática até seria natural, todavia o Povo apelidou-os de boys partidáros a partir de uma expressão que ficou célebre “No jobs for the boys”. Em Sines, terra de muitas peculiaridades, ocorreu mais um fenómeno: a autarquia contratou um quadro político da oposição, da concelhia e deputado municipal do PS. Quando aqui falamos em oposição é só um modo de dizer porque para ser fiéis à realidade teríamos que chamá-la de "oposiçãozinha" ou de aposição no sentido em que se sobrepõe ou se confunde. Azar dos azares, Manuel Coelho não é assim tão diferente na aplicação do ”Jobs for the boys”, a sua independência dá-lhe liberdade de contratar quem lhe apetece e dá jeito, ora essa...

domingo, 10 de julho de 2011

Ementa para Hoje: Coelho em lume brando

As ruas do centro histórico de Sines foram esventradas com o anunciado objectivo de substituir o pavimento antigo por um melhor. Todavia o que se viu e o que se vê, são ruas esburacadas, o trânsito condicionado (agravado pelo encerramento da avenida) e muito pó.Enfim,o cenário ideal para atrair os turistas e receber o tão almejado Festival das Músicas do Mundo.O que não se vê é um fim para as obras nem a tal política de promoção do turismo ou será só má gestão. Uma qualquer criança diría dahhh!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Com a coisa pública, não basta ser sério!

Na Caixa do correio
Em Sines existe uma situação que desafia todas as regras do bom-senso e que qualquer lei de incompatibilidades devia proibir.
Estou a falar da Escola das Artes, pertença à Associação Pró Artes que funciona "mais ou menos" como uma empresa familiar ao estilo da AMI de Fernando Nobre. 
Assim o caso mais complicado é o da presidência daquela associação cujo titular é… o sr Presidente da Câmara. 
Se a coisa ficasse assim e a consabida paixão do autarca pela música, poderia justificar a coisa e mantê-la no limiar da decência. Todavia assim não é, e o facto Inaudito da situação é que a Câmara Municipal de Sines suporta quase na íntegra as despesas da escola das Artes com um financiamento regular.
Como quem não quer ser lobo não lhe veste a pele, não seria de rever ou no mínimo esclarecer este processo? É que com a coisa pública, não basta ser sério. É preciso também parecê-lo.

domingo, 3 de julho de 2011

sábado, 2 de julho de 2011

Projecto GISA traça relações entre qualidade do ar e saúde humana

Não foram poucos os objectivos traçados para o projecto GISA – Gestão Integrada de Saúde e Ambiente, iniciado em 2008 e que abrange cinco concelhos do litoral alentejano. «Fomos muito ambiciosos nos objectivos, com muitas tarefas a fazer, num curto espaço de tempo», reconhece a própria coordenadora do GISA, Maria João Pereira. Mesmo assim, tudo parece indicar que as metas serão concluídas até ao final deste ano, altura da conclusão do projecto.(...)

domingo, 26 de junho de 2011

As Caravanas junto à praia

Na praia de São Torpes, temos assistido a um infindável e cada vez maior parque de caravanas que ocupam sistematicamente aquele espaço.
Numa zona de paisagem "privilegiada", quem não gostaria de acordar ao som das ondas do mar, quem não gostaria de olhar aquela imensidão de água, quem não gostaria de tomar o seu pequeno almoço, olhando o mar, respirando a brisa fresca da manhã, e quem não gostaria de contemplar o pôr do sol ao mesmo tempo que toma o seu repasto ao ar livre? 
Obviamente que qualquer um, porque viver a natureza enche-nos o corpo e o espírito de bem estar e reforça-nos as defesas para enfrentarmos as agruras do dia a dia.
Sendo adepto da natureza e do campismo de caravana há regras OBRIGATÓRIAS de bem viver e conviver para o uso destes equipamentos. Falo de regras Sanitárias e de Segurança.
Não me consta que em São Torpes, existam infraestruturas para além do parque de estacionamento para acolher todas aquelas dezenas de caravanas que ainda hoje lá estavam, que não ponham em causa a saúde pública, e não degradem a qualidade da praia.
Claro que, se todos aqueles caravanistas quisessem pernoitar no parque de campismo, não sei se aquele teria capacidade para os acolher. Portanto, deverá ser assumido pelas autoridades competentes, que São Torpes não tem condições sanitárias para acolher todos aqueles cidadãos que duma forma espontânea vão aproveitando aquele sítio maravilhoso para passarem as noites de verão.

A questão que se coloca agora é a seguinte:

Não seria interessante do ponto de vista ambiental e económico que a Câmara Municipal de Sines promovesse a construção de um parque de autocaravanas, ambiental e economicamente sustentável nas imediações de São Torpes?
É que metermos a "cabeça na areia" e fingirmos que nada se passa dizendo apenas que os caravanistas não podem lançar dejectos, e etc, é muito pouco...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

As Palmeiras na Avenida Vasco da Gama


O Lamento e Protesto, na caixa do correio

O ainda recente episódio do arranque das palmeiras na Avenida Vasco da Gama é um caso paradigmático da gestão casuísticamente desajustada da actual presidência da câmara. Resta dizer que no lugar das palmeiras ficaram clareiras com terra, quais toupeiras por ali habitassem. 

Algumas questões:

1. Tinham as palmeiras alguma doença?
2. Obstruíam de algum modo a passagem das pessoas?

A resposta é uma dupla negativa porque a suposta razão é não serem as palmeiras espécies autóctones tal como todas as outras que lá permanecem. 
A câmara argumenta desta forma e só acredita quem quer, porque sabemos bem que a principal e única razão para a eliminação das palmeiras foi arranjar espaço paras as Tasquinhas fruto do seu local original estar sobre o risco de derrocada. Este episódio reflecte os três traços principais da actual gestão camarária.

1“Prá frentex” sem planeamento algum, hoje dá jeito arrancar as palmeiras e depois logo se vê o que fazer. Nem que se tragam umas toupeiras para fazer um parque temático.
2. Teimosia militante sem a preocupação de arranjar consensos, a Presidência teima contra tudo e contra todos, que a realização das Tasquinhas é naquele sítio sem se preocupar em arranjar um sítio alternativo nem que para isso tenha que destruir toda a cidade, agora foram as palmeiras e, é conhecido o coro de protestos que todos os anos se fazem ouvir pelo incómodo do encerramento da avenida durante um mês inteiro.
3. Tremenda insensibilidade, porque não percebe que a cidade não é pertença da câmara sendo muito menos de quem a gere.


A cidade pertence aos cidadãos, neste caso aos Sineenses que possuem um sistema de referências que não podem ser apagadas nem malbaratadas por dá cá aquela palha ou um qualquer capricho do Senhor Doutor.
Os Sineenses que cresceram em Sines, todos os dias vivem em sobressalto sobre qual vai ser o próximo devaneio do senhor iluminado que à noite aparece de retroescavadora em riste e não deixa pedra sobre pedra daquilo que eles são. Dói na alma e tenho pena.