Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

A Hora é de Protesto

Amanhã, Sábado 11, É dia de protesto contra este estado de coisas.
Em frente na luta contra as medidas terroristas do Governo e Grande patronato! Não deixemos os nossos destinos em mãos alheias!
Estarão lá muitos milhares a encher por completo o Terreiro do Paço em Lisboa.
Traz outro amigo também...

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Gaseamento em Curso


Dia após dia, semana após semana, a diferentes horas do dia e da noite, Sines é, em permanência, invadido, por um cheiro pestilento vindo da plataforma industrial. Com uma severidade crescente uma vez que já nem janelas e portas fechadas nos permitem escapar  ao pivete que nos provoca dores de cabeça e que nos arruinará a prazo a saúde. A chaminé da Petrogal, com a sua nuvem de gases brancos recortada no escuro da noite, é o nosso indicador de referência. Quando a nuvem se dobra do alto da chaminé  sobre a cidade temos que correr a fechar tudo e, nem mesmo isso é suficiente.
Estamos sitiados nas nossas casas, sujeitos aos gaseamentos noturnos, e cada vez mais diurnos, que a prazo nos liquidarão. Aliás, nos liquidam porque a verdade é que se morre de cancro nesta terra e nesta zona como não acontece em parte nenhuma do nosso país. Claro que não há dados. Pois não, o senhor António, o senhor João, o nosso primo, o nosso tio, os nossos amigos que morreram precocemente, os nossos conhecidos que estão doentes com cancro, cada um de nós, não somos dados das estatísticas que ninguém quer recolher e tratar, não somos dados dos estudos epidemiológicos que nenhum poder quis ou quer  fazer. Há trinta anos que a lei do mais forte domina contra os direitos dos mais fracos, de nós todos. A lei do mais forte é a lei das empresas poluidoras e dos seus lacaios ao nível nacional e local com particular destaque e nojo para os lacaios locais.
Um movimento de cidadãos começou a organizar a partir do Facebook um movimento contra a poluição. Tomaram algumas iniciativas meritórias, mas cometeram um erro crasso: permitiram que os políticos coniventes com os poluidores,  com destaque para o politicamente sinistro Presidente da Câmara, integrassem essa comissão e a dominassem.  O Presidente da Câmara de Sines representa politicamente, ao nível local, os interesses das grandes empresas poluidoras e daqueles que ao longo de décadas têm agredido o direito à saúde dos cidadãos. Irá fazer tudo o que estiver ao seu alcance para canibalizar o movimento,  atrofiando-o. Os interesses que defende obrigam-no a isso. 
São patéticos os seus apelos ao combate à poluição ao mesmo tempo que no pasquim da propaganda municipal manda publicar artigos em que revela ter descoberto que a poluição é causada pela ETAR. A mesma reiterada aldrabice que desde há anos as empresas industriais, vêm divulgando. Não se via nada assim desde a revelação do terceiro segredo de Fátima.
Com Manuel Coelho a integrar o movimento a desmobilização e a demissão serão o resultado esperado até porque os cidadãos que se poderiam mobilizar para esta luta  não depositam confiança nas suas intenções e identificam-no com os interesses dos agressores.
 A Câmara se estivesse empenhada – o que  Manuel Coelho quer é o que a Câmara faz já que a sua maioria representa hoje seis dos sete eleitos que se transformaram em criados políticos do “querido líder” - tinha meios próprios para lutar contra este crime ambiental e este genocídio contra os cidadãos aqui residentes. Não o faz porque não tem nisso qualquer interesse. Saí a terreiro apenas para controlar  e desmobilizar o movimento. Ou para dar conta de mais um estudo que inevitavelmente acabará no saco do lixo e será mais tarde substituído por outro que  manterá a malta entretida e dará conta do grande empenho do “nosso querido líder”.  Estudos anestesiantes muito eficazes como se tem visto …como anestésicos.
Quando andava de braço dado com o seu querido camarada Sócrates a lançar a primeira pedra de “grandes investimentos estratégicos para Sines” e aquele prometia fazer de Sines uma plataforma petrolífera de nível europeu  devem ter limpado o rabo às preocupações ambientais e às medidas de prevenção dos acréscimos de poluição resultantes do forte investimento então realizado, com um aumento relevante da capacidade industrial instalada.
Espero que o movimento possa lutar contra a poluição e contra os que a promovem em detrimento do direito á saúde e ao ambiente a que todos nós temos direito. Espero que o movimento se liberte de tão funestas companhias. Que sentido fará ter, num movimento desta natureza, o senhor Amorim e a senhora Dos Santos? Que sentido fará ter quem ao nível local tem representado e defendido politicamente os interesses dessas pessoas? Se não for capaz de dar esse passo de se libertar o movimento acabará sem glória entontecido por um par de promessas avulsas e sem consequências futuras.
Sines é uma nódoa na democracia portuguesa. É  o local em que os cidadãos são meticulosamente envenenados apenas porque quem o faz pode fazê-lo  e quer fazê-lo, porque os seus lucros sobem na razão directa desse envenenamento. É o ponto máximo da indiferença social, da cobardia política, da traição dos interesses dos eleitores pelos que elegeram, do desprezo absoluto pela saúde dos cidadãos. Sines é o expoente de uma radical falta de ética social de um pequeno grupo de capitalistas, dos seus criados políticos nacionais e dos seus pequenos, e vorazes, caciques locais, que colocam a vida dos cidadãos desta terra, o seu direito à saúde e ao ambiente, vários pontos abaixo do mais pequeno euro que possam lucrar.
Sines é a negação da democracia

José Carlos Guinote
(este texto é da minha única e exclusiva responsabilidade)

Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

O Ausente

Correio dos leitores
No meio de toda a agitação que se vive em torno das questões ambientais e de saúde pública há uma ausência cujo silêncio e imbilismo são muito notados. Falo da Assembleia Municipal e do seu presidente que se votou à irrelevância política, sabendo nós que os personagens que querem ser apenas figurantes, tarde ou cedo serão expulsos de cena. O senhor presidente está ainda a tempo de mudar a sua atitude no sentido de dar mais peso não só à luta da população mas também dignificar o orgão que representa. Vamos a isto Sr. Presidente, sem medos.

Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

“Abençoados maus cheiros”

Na Caixa do correio electronico
A poluição em Sines é um tema sempre presente pelas razões que todos conhecemos, a novidade é o frenesim criado pelo aparecimento do Movimento Cívico. Podemos dividir a vida política Siniense em duas partes, antes e depois do aparecimento do Movimento, passámos do pântano em que nada se passava e Manuel Coelho reinava mansamente com os dinheiros que iam surgindo, alguns porventura muito mal cheirosos mas as harpas continuavam a tocar as melodias celestiais. Felizmente a coisa mudou para uma realidade vibrante e dinâmica com comunicados, acções de rua, mobilização da sociedade, “abençoados maus cheiros”. Quanto ao reinado que vai caminhado para o final, já nada tem de harmonioso e muito menos de consensual, está demasiado comprometido com o passado para acompanhar o futuro, ele sabe disso.

Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Dívidas

Na caixa do correio
Na semana passada foi aprovado o orçamento municipal de Sines e contra tudo e todos continua a aumentar a dívida a ritmo no mínimo desaconselhado à conjuntura económica. O aumento da dívida é sustentado com dois argumentos muito simples:


1. Temos que aproveitar os programas de financiamento europeu porque oferecem condições muito boas.
2. Quem vier atrás que feche a porta.

Para quem suspeitava do ainda presidente ser unha com carne com o ex-primeiro-ministro Sócrates, tem aqui a prova dos nove. Sócrates afirmava em Paris que pagar dívidas é uma ideia de criança, o Presidente da Câmara não diz mas faz o mesmo. Se no caso do não pagamento da chamada dívida soberana quem se lixava eram os capitalistas alemães já em Sines são os médios e pequenos comerciantes que ficam a arder, o que faz uma grande diferença.

Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

2012 vai ser particularmente mau para Sines

Gostaria e afirmar o contrário mas a concretizarem-se os planos da Troika e do Governo, o ano de 2012 vai ser particularmente mau para Sines, não pior do que para o resto do País, mas será sentida de uma forma abrupta pelo facto de até à data a região de Sines não a ter vivido com pungência, em grande parte graças aos milhares de milhões de euros que aqui aportaram sob a forma da expansão da Refinaria, construção da Artenius, e expansão do terminal GNL. Todos os projectos já terminaram ou estão em fase terminal e será esse vazio que Sines sentirá sem uma alternativa credível. Segundo rumores, os chineses estão interessados no porto e poderão ser a “tábua de salvação”, a ver vamos.

Sábado, 24 de Dezembro de 2011

Porquê os desejos no natal?

Porque não fazê-lo todos os dias, numa celebração contínua da vida, da natureza e da nossa humanidade? Deixo-vos este desafio, desejando-vos, não um bom natal, não um bom ano novo, mas desejando antes...uma boa vida, com toda a dignidade e valor que tal significa. Depois disto, as boas festas, serão apenas um pormenor óbvio dessa continuidade. Não desejo muitas prendas...desejo muito saber, muita paz, muita saúde, muita realização e muito amor. 
As prendas que todos podem dar e que nada custam, são as que mais valem.
Feliz Natal

Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Sines: Trabalhadores da Compelmada, Metalsines, LPCede e VCS continuam com salários em atraso

Não pagar salários é CRIME
De facto "quando se puxa pelo fio à meada" ela vai-se desenrolando.
Desde há muito tempo que se fala que há dezenas de trabalhadores nas obras do complexo de Sines com salários em atraso e alguns mesmo sem salário.
As queixas aparecem um pouco de boca em boca, anonimamente por email e telefonemas e, mais recentemente por email's também anónimos para a Rádio Sines.
Os trabalhadores alvo, pelo que se sabe estão identificados, as Empresas de Trabalho temporário também, mas, algo está a faltar ao que se supõe.
Reconhecendo a importância da comunicação social para a denúncia dos problemas, há estruturas representativas que  podem ajudar estes trabalhadores mas, pelo menos perante estas, não podem ser anónimos.
Todos sabemos que se fala por aí em clima de medo. Há que pôr fim ao medo muitas vezes infundado.
Ter medo é contribuir para o clima de medo e para a repressão da cidadania.
Que medo pode ter um trabalhador que não recebe o seu salário há 3 meses?

Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011

Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Domingo, 4 de Dezembro de 2011

Dividocracia


A pedido de várias "famílias"