sábado, 31 de janeiro de 2009

Aliança Atlântica - actualizado



A crise que se instalou para ficar, como visitas incómodas, na nossa sala de estar e o caso Freeport, quase fizeram passar despercebida mais um capítulo entre as nações subscritores da mais antiga aliança diplomática do mundo, ainda em vigor.

Operários das refinarias britânicas fazem greve contra o desemprego e a contratação de Portugueses e Italianos, mais baratos do que os Britânicos que estão no desemprego.

Nunca simpatizei com os Ingleses. Se não bastasse a sua sobranceria, a história das relações de Portugal/Inglaterra seriam suficientes para não morrer de amores por aquela gente. Este meu sentimento não impede que reconheça a sua importância na História Mundial e no contributo para o desenvolvimento da sociedade ocidental, nomeadamente o seu papel na 2.ª Guerra Mundial.

Faz cerca de 4 anos por motivos profissionais, desloquei-me a Inglaterra, concretamente aos arredores de Manchester, onde a empresa onde trabalho, cumpria um contrato de empreitada numa refinaria. Os sindicatos locais recorriam a todos os argumentos legais para impedir as empresas portuguesas de lá trabalhar, usando precisamente os mesmos argumentos de hoje.

A recorrente afirmação “This is a fight for work” das autoridades e sindicatos, não coincidia com os cartazes “Portuguese workers, go home”, empunhados por centenas de pessoas que se juntavam nas saídas da refinaria e afirmações como os portugueses serem os "pretos" da Europa denunciavam os que pensavam de nós e dos africanos.

Esgotados os argumentos legais e administrativos, optaram com sucesso pelos argumentos físicos, agredindo os portugueses que se aventuravam na cidade. Se desde cedo o que nos mantinha era mais uma questão de principio, do que o aspecto económico, todas batalhas tem limite, e o nosso era a integridade física dos trabalhadores.

Aquela região era então, como hoje, assolada pelo desemprego, e ensina-nos a história que o recrudescimento do racismo está intimamente ligado às dificuldades económicas.

Mais uma noticia preocupante para o rol de preocupações que a crise trará ao nosso país e particularmente a Sines, onde a bem sucedida emigração sazonal de técnicos qualificados da indústria para países que hoje enfrentam taxas de desemprego elevadas, sofrerá um forte revés.

É nos momentos dificeis que conhecemos os nossos aliados e quem nos presta solidariedade, os ingleses já tiveram várias oportunidades de comprová-lo e desperdiçaram.
Greve contra estrangeiros levou grupo de dez portugueses a regressar ontem
“A situação está muito má"

Idade do "ece"




Cantor brasileiro de estilo satírico, passou a apresentar shows em que conta inúmeras anedotas. Chegou a compilar mais de 30.000 piadas, que contava em shows, discos, programas de TV e livros.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Coelhinhas


Querida Estação,

Chamo-me Maria, mas os meus amigos tratam-me por Mia, sou de Sines e não digo a idade. Estou a escrever-lhe pois ando muito nervosa. Recentemente descobri a infidelidade do meu marido, que me trocou por outra, 20 anos mais velha. Tentei tudo, desde a medicina convencional à tradicional, passando pela oriental, lancei búzios, fui à Maya, leram-me as cartas, até comecei a ir à Toca da Zorra, mas nada, nada me fazia esquecer o Alfredo.

Quis o destino, e os banhos de sol que o meu vizinho Casimiro toma no quintal, que numa noite de falta de electricidade, tenha ido ver a novela à sua casa, depois de desabafar no seu ombro, acabei no seu colo.

Casimiro era o homem perfeito, até a semana passada, quando estávamos na cama e me chamou Coelhinha. Fosse noutra altura e talvez eu não ligasse, mas nos dias que correm, não lhe consigo perdoar, e desde então nunca mais consegui fazer amor com o Casimiro.

Ando numa angústia tremenda. Dizem-me que se apoiar Manuel Coelho, significa que sou contra a CDU, ou até do PS; se disser que sou socialista pode significar que apoio Manuel Coelho, ou ser contra a CDU; se apoiar a CDU é porque não gosto do Manuel Coelho e provavelmente do PS, ou até pode significar que gosto do PS e não do Manuel Coelho. Se não disser nada pode significar que sou contra todos, que sou do PSD, ou que estou à espera para ver onde me encosto, e quem me conhece sabe que eu só me encosto ao Casimiro. Acho que é esta a minha dúvida, ou será tudo ao contrário.

O que tem isto a ver com a minha relação com Casimiro? Pergunta-me a Querida Estação. Quando contei às minhas colegas que Casimiro me chamara Coelhinha, estas deixaram de me falar, pois contou-me a telefonista da empresa que Coelhinhas são os apoiantes de Manuel Coelho.

Querida Estação, será Casimiro apoiante de Manuel Coelho, ou pensará que eu sou? Devo contar-lhe tudo? Será que estou grávida? Por favor, ajude-me.

Sua Mia

As trituradoras máquinas partidária - parte II

O comunicado da Federação Distrital do PS, apesar de politicamente hábil, deixa entender aquilo que futuramente será debatido nas “mesas” e espíritos socialistas: guerra aberta entre parte significativa da Concelhia e a Federação Distrital de Setúbal, pela candidatura de Manuel Coelho pelo PS Sines.

Tradutor de Politiquês

Assumir que Manuel Coelho se desvinculou por “razões ideológicas”, significa abrir uma janela, dizer que “é positivo para a causa da verdadeira esquerda”, é escancarar a porta;
aconselhar prudência e evitar “declarações públicas desapropriadas” é silenciar e manietar a Concelhia de Sines do PS;
pedir um compasso de espera para “que se possa tomar uma posição coerente na altura apropriada”, é o mesmo que dizer para terem paciência e irem habituando-se à ideia.

Nota: Continuo sem saber a posição do PCP sobre a desvinculação da Vereadora Marisa Santos. Por muito que queiram desvalorizar este aspecto, trata-se de uma pedra importante no tabuleiro politico Siniense.

Dias de Tempestade

São dias de tempestade que vivemos em Sines. Nestes dias em que o mar ruge, alguns rochedos permanecem imóveis, sustendo a forças das águas. Também assim são alguns Homens.
Quando volta a bonança, avalia-se o que resistiu e o que cedeu, e depois a vida continua. Também assim é com a vida.

Momentos de rara beleza



Às primeiras chuvas mais fortes e repentinas, o eficaz sistema de drenagem de águas pluviais da nossa cidade proporciona-nos momentos de rara beleza.


A tradicional confusão

A Concelhia de Sines do PS fez um comunicado à imprensa?

Se não fez, porque tarda em desmenti-lo?

Qual é afinal a posição do PS Sines?

Se a imprensa confundiu um comunicado da Federação com um comunicado da Concelhia, como era possível surgir afirmações na Imprensa que não constam do comunicado da Federação?

Porque no blogue do PS Sines apenas surge o comunicado da Federação e nenhum da Concelhia?

Alguém terá falado em nome da Concelhia indevidamente?

Porque sempre que se fala da Concelhia do PS surgem das dúvidas e interrogações?

Porque o PS Sines há-de ser assim?

Comunicado da Federação Distrital de Setúbal do PS

FEDERAÇÃO DISTRITAL DE SETÚBAL
Nota de Imprensa
COMUNICADO
DESVINCULAÇÃO DO PRESIDENTE DA CÂMARA DE SINES DO PCP
Como é já do domínio público o Presidente da Câmara de Sines, Dr. Manuel Coelho e duas Vereadoras, que concorreram pela CDU, uma delas também do PCP, desvincularam-se do partido.
A declaração pública que fez o Dr. Manuel Coelho, de natureza politica, reflecte uma desvinculação do PCP suportada em razões ideológicas e não pessoais, ou de carreirismo, o que deve ser merecedor do respeito politico.
Tendo em atenção o que já havia ocorrido com o Dr. Carlos de Sousa e o Vereador Aranha Figueiredo, na Câmara de Setúbal, afastados do PCP torna-se evidente a debilidade do nosso principal adversário no distrito, o que é positivo para a causa da verdadeira esquerda, que é o PS.
Por todas as razões é prudente que o PS aguarde a evolução dos acontecimentos sem declarações públicas desapropriadas para que se possa tomar posição coerente na altura apropriada.
O Presidente da Federação
Vítor Ramalho
Setúbal, 27 de Janeiro de 2009

Correio dos Leitores

Se me for permitido gostaria de rectificar um erro cometido pela estação. Este post - sobre o comunicado do PS - não faz qualquer sentido num espaço que procura ser rigoroso. A Concelhia de Sines do PS não disse uma única das palavras que lhe são imputadas. A concelhia de Sines do PS não emitiu nenhum comunicado. O comunicado que aqui é referido foi efectuado pelo Presidente da Federação do Distrito de Setúbal (parece-me que também ele um ex-comunista) Vítor Ramalho. Daí termos de continuar a aguardar pelo comunicado da Concelhia de Sines do PS. E o M.C. tem aqui uma situação para Reflectir: O controle dentro do aparelho do PS ainda é maior que o do P.C.P.? Pois se até o texto de um comunicado com um assunto referente a uma concelhia é escrito pelos órgãos superiores, como será tudo o resto. Ou isto não será bem assim?M.C vê bem com quem te vais meter.
Nota do Administrador do Blogue: a publicação do mencionado comunicado, consta na fonte referida no post, caso seja errado sou alheio a esse facto. O meu comentário baseia-se na notícia publicada pela Lusa/Diário Digital e parte do pressuposto da sua veracidade.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Coelho na Pedra

Sem juízos de valor sobre o conteúdo, soberba a forma como José Carlos Guinote viu a entrevista de Manuel Coelho na Sic Notícias, na Pedra do Homem.

Comunicado PS

Sines: Autarca tem razões para se desvincular, diz PS
A Concelhia do PS de Sines apelou hoje ao PCP para que os conflitos da estrutura comunista com o presidente da Câmara, que abandonou o partido, não venham «prejudicar a concretização dos projectos em curso».
Em comunicado, o PS de Sines comentou assim a decisão do presidente do município, Manuel Coelho, e da vereadora Marisa Santos de abandonarem o PCP.
O PS de Sines diz que «não se intromete nos conflitos de outros partidos», mas admite que o presidente da Câmara de Sines, que ocupa o cargo há três mandatos consecutivos, terá «as suas razões para se desvincular do PCP».
«Não é difícil entender as razões que levaram a esta ruptura», sustentam os socialistas, que acusa, o PCP de não ter «qualquer projecto credível para Sines» e de sobrepor «sempre os seus interesses de luta partidária nacional aos interesses do concelho».

Diário Digital / Lusa

O comunicado do PS sofre da habitual confrangedora falta de visão politica, que só serve para confundir os seus militantes e simpatizantes em particular e os Sinienses em geral.

Pelo que conheço, a estratégia do PS Sines passa por acautelar que Manuel Coelho não se venha a desculpar pela não execução dos investimentos prometidos para este mandato, com o processo de ruptura da CDU. Primeira questão: de que modo o PCP pode interferir com a execução dos investimentos para Sines ? Através do voto contra da bancada CDU, na Assembleia Municipal. Basta que o PS vote a favor e quase seguramente serão aprovados os investimentos, o que colocará o PS numa situação incomoda, ou vota a favor e viabiliza as proposta de Manuel Coelho ou vota contra e corre o risco de ser acusado de não permitir a realização dos referidos investimentos. Conhecendo o PS Sines, este vai abster-se.

Segundo aspecto, o PS diz compreender as razões de Manuel Coelho, ( curioso como o PS promove a vitimização Manuel Coelho ou a primeira aproximação do PS ao actual Presidente da CMS) e acusa o PCP de não ter nenhum projecto credível para Sines.

Como todos sabemos o projecto para Sines de Manuel Coelho, foi caucionado pelo PCP. O PS cai no ridículo de apelar à CDU que não comprometa um projecto que segundo o próprio PS não é credível. Confuso?., Não. É o PS no seu melhor.

O PS não entendeu, ou não quis entender, para daí tirar dividendos políticos, que a clivagem entre Manuel Coelho e o PCP, resultou de questões de principio e de actuação e não de projectos ou obras realizadas, pois aqui não podiam estar mais de acordo?

Na ânsia de perseguir uma estratégia de não comprometimento e de aproveitamento da instabilidade politica o PS Sines, confunde-se, confundi-nos.

Mais de trinta anos de maiorias absolutas, criar em nós uma noção naif das relações partidárias, em que um partido governa com a oposição dos restantes. Acabou. Doravante vamos assistir aos cínicos acordos explícitos e tácitos que permitem aos partidos tocar menos que ao de leve no poder. Acabou a inocência politica, dentro de alguns meses, o PS apoiar Manuel Coelho, ou o PSD viabilizar posições do PS ou CDU. Veremos a politica em todo o seu "esplendor".

Definitivamente este PS não merece ganhar a autarquia de Sines, nem Sines merece este PS.

Jorginho assina pelo Paços de Ferreira

Jorge Manuel Galufo, conhecido no futebol nacional como "Jorginho", é natural de Sines, onde iniciou a sua formação desportiva no Vasco da Gama, e jogou como sénior, passando pelo Modena de Itália, regressar por pouco tempo ao Vasco da Gama, para se lançar no futebol de alta competição no Estoril Praia. Fez parte da equipa sensação do Vitória de Setúbal da época anterior, onde deixou o seu nome ligado à história do clube, ganhando a 1ª Taça da Liga. Assinou pelo Asteras Tripoli, acompanhando Carvalhal ex-treinador do V. Seúbal na aventura Grega. Com a saída de Carvalhal regressa, pouco depois a Portugal, estando a aguardar por novas propostas, que se concretizaram com a sua contratação pelo Paços de Ferreira. Boa sorte, para este jogador fruto da formação Vascaína.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Efeito Coelho


O Blogue Estação de Sines havia estabilizado o número de acessos - diferente de visitantes - entre 200 a 250 dia, com o "efeito Coelho", ontem atingimos o número record de 737. Até ver somos os únicos a beneficiar com a crise institucional Siniense.

Cenários Políticos


Como muitos dos políticos ao longo da sua carreira Manuel Coelho é hoje um homem mais só, e não se trata somente da solidão do poder.

Com a oposição a alargar o seu leque, resta a Manuel Coelho a solidariedade dos vereadores eleitos pela CDU - excepto Albino Roque - e certamente muitos apoiantes e simpatizantes de vários quadrantes políticos.

Até Manuel Coelho, com a sua personalidade firme, teimosa, decidida e firme, se neste momento não tem dúvidas, virá a tê-las. A pressão do PCP, fortemente enraizado na sociedade Siniense, o afastamento de muitos que supunha seus apoiantes e o natural aproveitamento dos restantes partidos, levá-lo-á a equacionar diversos cenários.

Uma das grandes batalhas politicas travar-se-á na Assembleia Municipal onde a CDU dificilmente deixará passar as diversas decisões que o executivo por força da lei, terá que sujeitar à aprovação da Assembleia Municipal. Com os votos divididos dos deputados da CDU, como prevejo, o PS e o PSD ganharão um inusitado poder de decisão.

Deverá Manuel Coelho optar por um governo de gestão, limitando-se à gestão corrente e decisões de superior interesse para a Cidade? ou submeter-se ao sufrágio da assembleia que representa mais de 90 dos votantes, recriando um cenário de moção de apoio?

Não sou defensor de nenhum dos cenários. Primeiro porque o restante executivo está solidario - aguardo para saber a posição da CDU relativamente a estes vereadores, nomeadamente se este apoio não foi autorizado pelo próprio PCP - com o Presidente, segundo porque foi eleito legitimamente pelos cidadãos, e que se saiba não existem manifestações populares no sentido de pedir a destituição de Manuel Coelho, terceiro porque o momento particularmente dificil que atravessamos e as iniciativas e investimentos em curso, exigem, mais do que nunca, que o interesse de Sines se sobreponha aos conflitos politico-partidários, quarto e talvez mais importante porque existe a Assembleia Municipal, orgão fiscalizador da actividade da autarquia e onde terão de ser aprovadas as decisões mais importantes para o futuro de Sines.

Quanto à questão de quem ganhou as últimas eleições autáquicas, Manuel Coelho ou a CDU? Nem as próximas eleições autárquicas esclarecerão esta dúvidas, pois o contexto nunca é idêntico. Uma certeza, teremos sempre esta dúvida.

Posição do Presidente da CMS

Presidente da câmara de Sines não vê razão para se demitir.
O presidente da Câmara Municipal de Sines, Manuel Coelho, considera que não vê “necessidade de entregar o cargo de presidente a outro vereador”, porque “foi eleito pelo povo”. Estas palavras surgem em resposta ao comunicado da comissão da concelhia do PCP de Sines, que recomendava que “pusesse à disposição da força política que o elegeu o cargo que exerce”, na sequência no anúncio de Manuel Coelho em se desvincular do PCP.

Setúbal na rede

Posição do PCP

Em nota a Comissão Concelhia de Sines do PCP esclarece que «a decisão anunciada pelo Presidente da Câmara Municipal de Sines de se demitir do PCP culmina um processo de repetidos gestos e decisões contrários ao projecto da CDU e de injustificada aproximação a objectivos e propósitos da política do Governo PS para a região e para o país.» A decisão anunciada pelo Presidente da Câmara Municipal de Sines de se demitir do PCP, culmina um processo de repetidos gestos e decisões contrários ao projecto da CDU e de injustificada aproximação a objectivos e propósitos da política do Governo PS para a região e para o país.
A retirada da Vice-Presidência, dos pelouros e do tempo inteiro ao vereador Albino Roque é expressão da manifesta dificuldade do actual Presidente da Câmara em conviver com as críticas, constituindo um acto gratuito de retaliação política que se traduzirá num empobrecimento do funcionamento colegial da Câmara Municipal e em prejuízo do concelho e da população de Sines.
A manifesta diferença de posicionamento político e a clara ruptura com as orientações e o projecto do PCP exigiriam que, no respeito por valores e princípios de ética e honestidade política, o Presidente da Câmara pusesse à disposição da força política que o elegeu o cargo que exerce.
Face à disposição do actual Presidente da Câmara de se manter agarrado ao poder, usurpando um cargo que no plano político não lhe pertence, o PCP reitera à população de Sines o seu empenhamento em prosseguir uma intervenção e um trabalho que centenas de eleitos da CDU, em sucessivos mandatos desde o 25 de Abril, realizaram para dar resposta aos problemas das populações e assegurar um rumo de desenvolvimento e afirmação do concelho de Sines.

Hoje é o primeiro dia do resto da nossa vida

Desde a tomada de posse do primeiro executivo municipal, em Janeiro de 1977, que Sines foi governado pelo Partido Comunista Português, através de variadas coligações (APU, CDU, etc).
Trinta e dois anos depois, hoje foi o primeiro dia, que presidiu aos destinos do Concelho um independente, que alguns preferem apelidar de dissidente.
É caso para dizer que em Sines só o partido comunista pode derrotar o partido comunista.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

As trituradoras máquinas partidárias

O PCP entende que o presidente da câmara municipal de Sines, que hoje anunciou a desvinculação do partido, devia pôr o cargo à disposição da força política que o elegeu.
Em declarações à agência Lusa, o responsável pela direcção regional do Litoral Alentejano do PCP, Manuel Valente afirmou que "quem ganhou as eleições em Sines foi a CDU e não o senhor Manuel Coelho", pelo que "do ponto de vista ético e político, pôr o cargo à disposição seria o mais correcto".
"Se está em ruptura com o projecto, o que seria de esperar é que, por razões de ética, pusesse o seu cargo á disposição da força política que o elegeu", sublinhou Manuel Valente, que é também membro do Comité Central do PCP.
"Isto é que seria sério e é isto que vamos tornar público para a população do concelho", assegurou.
Manuel Coelho foi eleito nas listas da coligação CDU, nas últimas eleições autárquicas, proposto pelo PCP.
Para o dirigente comunista, o anúncio da desvinculação de Manuel Coelho culmina "um processo de repetidos actos de tomada de decisões contrárias ao projecto da CDU" para o concelho e uma "injustificada aproximação às políticas do governo para a região".
Manuel Valente acusa o presidente da câmara municipal de Sines de "má-fé, saneamento político e retaliação ao propor, numa reunião camarária extraordinária, a alteração de pelouros, retirando o também eleito pela CDU Albino Roque, da vice-presidência que tem exercido".
"Estas medidas só se entendem por uma necessidade de poder pessoal, contrária à gestão participada e descentralizada" que o partido defende para o poder local, afirmou o dirigente comunista.
Por outro lado, Manuel Valente rejeitou as acusações de "organização dogmática e estalinizada" feitas por Manuel Coelho ao PCP, afirmando que este é "um partido de prática democrática e de funcionamento colectivo".
"Estas afirmações não nos surpreendem, porque já foram feitas por outros militantes que se desvincularam e veja-se o percurso que tiveram. Alguns foram até parar ao PSD", acrescentou.
O presidente da Câmara Municipal de Sines, Manuel Coelho anunciou hoje a sua desvinculação do PCP, alegando "recriminações e acusações" do partido relativamente a decisões tomadas enquanto autarca.
"Tomei a decisão de me desvincular do PCP, no qual militava há mais de 35 anos", revelou hoje o autarca em conferência de imprensa, realizada no município.
Manuel Coelho, que está a cumprir o terceiro mandato à frente da câmara de Sines, disse ter comunicado pessoalmente, no sábado passado, a "três elementos dirigentes" do PCP, a sua decisão de se desvincular do partido.
O autarca alega que, em reuniões partidárias, era alvo de "recriminações" e "acusações", as quais considera "absurdas, idiotas, insuportáveis e não mais toleráveis".
Como exemplo, Manuel Coelho disse ter sido questionado sobre os motivos pelos quais tem comparecido nos "actos de cerimónia do senhor primeiro-ministro" ou sobre "o que disse, ou quis dizer, em entrevistas sobre o interesse dos investimentos em Sines".


Lusa


Somente à luz do distanciamento das máquinas partidárias das realidades locais e as suas estratégias de poder e de lógica nacional, em que os seus actores políticos somente fazem sentido como uma peça de um todo, aglutinados e diluídos num superior interesse partidário, permitem entender algumas das afirmações proferidas.

Entrevista a Manuel Coelho

Amanhã, cerca das 18 horas, solicitarei ao Presidente da Câmara Municipal de Sines que conceda uma entrevista ao blogue "Estação de Sines". Para além das questões abaixo descritas, fica à vossa disposição os comentários para proporem questões que gostariam ver respondidas pelo Presidente da Câmara Municipal de Sines.
1. O que mudou na relação com o PCP, foi o Manuel Coelho, o PCP ou as circunstâncias?

2. Que cenários políticos equaciona para si: a candidatura como independente, como candidato independente do PS ou outra força politica ou o afastamento da politica activa?

3. Afinal, em sua opinião, quem ganhou a autarquia de Sines: Manuel Coelho ou a CDU?

4. Como pode tranquilizar a população de que a instabilidade politica que vivemos não comprometerá o normal funcionamento da autarquia nem os investimentos em curso?

Preocupações

Estou apreensivo com as consequências de em plena crise económica e com investimentos de vulto em curso, surja ao fim de 35 anos a instabilidade politica em Sines;
- que a questão politica e aproveitamentos partidários se sobreponham ao zelo profissional e comprometam o normal funcionamento da autarquia, nomeadamente nos serviços que presta aos cidadãos;
-que esta polémica turve o necessário diálogo e apresentação de ideias da campanha autárquica que se avizinha;
-que Manuel Coelho em ano de eleições e governando como independente, caia no facilitismo eleitoral;
-que se concretize o paradoxo de o PS ganhar a autarquia e perder a Concelhia de Sines (grande ironia, como na vida a realidade ultrapassa a ficção);
-que se discuta na praça pública o que deve permanecer na discrição e coesão de um executivo camarário, excepto o deve ser tornado público;
-que a troca de acusações se vulgarize de modo que confundamos o essencial com o acessório.

O que é eu e o Jerónimo temos em comum?


Jerónimo de Sousa defendeu hoje que o presidente da autarquia de Sines, que vai desvincular-se do PCP, deveria "devolver o mandato à CDU" e avançou com a hipótese de o autarca ser o próximo candidato local do PS.

Lusa e sapo noticias

Aguardo o reconhecimento dos meus caros leitores e um pedido de desculpa daqueles que zurziram quando há tempos atrás fiz a mesma afirmação. Ver aqui.

Tachos e Sapos


Desconheço se a ironia não morará nas palavras de Jerónimo de Sousa, no que se refere à minha opinião trata-se de uma profunda convicção fundamentada na observação de vários factos e sinais. Aguardo com alguma expectativa, mas sem grande surpresa, a posição do PS local e a eventual atribuição de pelouros ao vereadores do0 PS, como parte do puzzle, agora quase completo.

Resta uma questão que não é de somenos. A escolha dos candidatos nem sempre, ou muitas das vezes, é uma decisão das Concelhia.

Acredito profundamente que a Comissão Politica Local, não queira nem ouvir falar em Manuel Coelho como candidato do PS, assim como uma maioria substancial dos militantes e simpatizantes, assim como sei que a Federação de Setúbal do PS é das mais conservadoras em termos ideológicos e mais distantes de José Sócrates.

Agora não ignoro que, infelizmente, a politica pura e dura é uma questão aritmética e o Partido Socialista Nacional, não enjeitará a possibilidade de ganhar uma autarquia, que sempre foi comunista e num Concelho que tem tanto de irrelevante eleitoralmente, como de importância e significado politico, dada a projecção económica.

Basicamente o PS Sines não quererá Manuel Coelho, mas mais uma vez é uma decisão que não caberá a si, como resposta os mais dignos baterão com a porta e restarão aqueles que tem uma "divida de gratidão" (entenda-se tacho) com o partido e cuja garganta lhes permitirá engolir um sapo destas dimensões.
Aliás tachos e sapos fazem parte do léxico dos politicos que dependem dos aparelhos partidários para singrar económica, social e profissionalmente, os apelidados "coluna vertebral de gelatina".

Eis que o país acordou

O autarca de Sines anunciou a sua desvinculação do PCP devido a «recriminações e acusações» lançadas contra si por causa da sua acção de autarca. Manuel Coelho diz que estas recriminações são «absurdas, idiotas, insuportáveis e não mais toleráveis».
O presidente da Câmara Municipal de Sines anunciou, esta terça-feira, a sua desvinculação do PCP, no qual militava há 35 anos, na sequência de «recriminações e acusações» do partido em relação a decisões tomadas enquanto autarca.
Em conferência de imprensa, Manuel Coelho explicou que comunicou pessoalmente a «três elementos dirigentes do partido» esta sua decisão no sábado, «após uma discussão semelhante a outras e que levou, inevitavelmente, a esta decisão».
O autarca, que está a cumprir o seu terceiro mandato, considerou as recriminações e acusações de que foi alvo em reuniões partidárias como «absurdas, idiotas, insuportáveis e não mais toleráveis».
Manuel Coelho disse ter sido questionado sobre os motivos pelos quais tem comparecido nos «actos de cerimónia do senhor primeiro-ministro» ou sobre «o que disse, ou quis dizer, em entrevistas sobre o interesse dos investimentos em Sines».
Estes factos levaram-no a uma «análise dos fundamentos ideológicos, da estrutura, dos programas e das práticas políticas do PCP», o que o levou à decisão de desvinculação que anunciou esta terça-feira.
«Concluo que este partido está impregnado de um conjunto de características típicas de organizações dogmáticas, com disciplina de caserna, que o tornam uma organização estalinizada, com práticas reaccionárias, envolvidas de um discurso pretensamente progressista, mas, de facto, retrógrado», concluiu.
TSF

Veja também em:
Público
RTP
Diário Digital

O Cenário Politico Actual

Neste momento está-se a fazer história na politica local siniense, escrevo em cima do acontecimento, com todos os riscos daí decorrentes, nomeadamente a falta de algumas informações para complementar a minha opinião. Não sendo o modo mais agradável de escrever, pois poderia obrigar a alguma exercício de especulação, não é menos verdade que muito do que hoje sucedeu tem as suas raízes bem longe deste dia.
Desde cedo que Manuel Coelho demonstrou que era um espírito livre, a quem as grilhetas partidárias teriam dificuldade em segurar. O PCP ao contrário do que fazia prever não afrouxou as suas amarras nestes últimos anos, forçando a linha entre o pragmatismo necessário da gestão autárquica e a dialéctica politico-partidária, veja o caso da transferência de competências da rede escolar.
Contudo, devemos ter o cuidado para não aceitar um branqueamento da gestão do actual executivo das suas decisões e opções, pois o afastamento da linha PCP, só torna mais claro a independência nas decisões tomada, e hoje Sines é composto por uma sociedade civil altamente controlada e dependente da autarquia, que deixa de ser governada por uma força politica, mas por um independente, o que suscita receios fundamentados, mas sempre menores que o poder cair na rua.
A posição que tomarão nos tempos próximos, o PS, PSD e a própria CDU, será fundamental e podem alavancar ou comprometer a sua estratégia em ano eleitoral.
Espera-nos a candidatura pela CDU, do Eng.º Albino Roque, apoiado pela Concelhia de Sines e colando os feitos do actual executivo ao seu partido, o que configura uma candidatura mais forte do que muitos imaginam, Manuel Coelho com uma candidatura independente ou apoiada pelo PS (opção que continuo a defender como mais provável, um dos primeiros sinais poderá ser os vereadores socialistas assumirem pelouros) alicerçada na sua inquestionável obra, e o PSD estou em crer que terá em Micael Raposo o seu melhor candidato.
De tudo isto, resultará uma campanha quente, com os candidatos - Albino Roque e Manuel Coelho - a esgrimirem o passado, como argumento de futuro, e o PS e PSD numa posição mais confortável do que habitual, não que daí resultem necessariamente mais votos.
Talvez o mais importante seja que Manuel com o capital politico que possui, e desde que seja candidato, o executivo camarário e a própria Assembleia Municipal, não terá maioria absoluta, para o bem e para o mal.
Vivemos um momento histórico na politica local Siniense.

Ùltima Hora - Actualização

Enquanto se aguarda a divulgação de informação pelos órgãos de comunicação "oficiais", confirmou-se na conferência de imprensa o afastamento do Presidente da Câmara Municipal de Sines, da CDU, partido pelo qual foi eleito.
A solidariedade dos vereadores eleitos pela mesma força politica, Carmen Francisco, Marisa Santos e Nogueira.
A destituição da vice-presidência do Engº. Albino Roque, assim como a retirada dos pelouros que lhe estavam atribuídos.
A atribuição da vice-presidência à vereadora Marisa Santos, agora também independente.
Fica por confirmar a suposta solidariedade dos vereadores do PS, cuja presença leva a crer.
Também não fica claro se assistimos a uma manobra de Manuel Coelho, antecipando-se à previsível retirada de confiança politica da CDU, ou se o conhecimento desta posição do Presidente da CMS, originará a referida acção por parte da CDU.

Ùltima Hora

Conferência de imprensa, no Castelo de Sines, do Presidente da CMS, hoje às 12 horas.

De acordo com as informações que disponho a CDU terá retirado a confiança política a dois dos vereadores que constituem o executivo camarário e a um assessor do Presidente.

As decisões da reunião extraordinária, serão a resposta a esta posição da CDU.

GRANDE VITÓRIA sobre adversário directo!!!

Vasco da Gama 6-0 Luso do Barreiro

Decorrida mais uma jornada o Vasco voltou a vencer e a convencer frente ao Luso por números (6-0) que antes do jogo ninguém se arriscaria apostar. Recebíamos o Luso com a consciência de que uma vitória sobre um adversário directo na luta pelos primeiros lugares nesta fase era muito importante, foi isso mesmo que aconteceu, vencemos e deixamos o Luso a dez pontos da liderança.

Tarde com muito vento e frio em Sines que dificultou bastante o jogo de ambas as equipas, mas nós adaptamos-se melhor ao factor vento e soubemos aproveitar para fazer três golos na primeira parte. Resultado nada previsto antes do jogo começar visto que se previa maior equilíbrio dada a classificação das duas equipas. Ao intervalo vencíamos por três, mas tínhamos a consciência de que um golo do Luso logo no inicio da segunda parte poderia relançar o jogo, já que o Luso iria beneficiar do vento a seu favor.

Entramos determinados em mandar no jogo e em não permitir que o Luso criasse grandes oportunidades de golo, mantivemos sempre a posse de bola e com naturalidade chegamos ao quarto e quinto golos numa fase em que o adversário já se rendera. Muitas dificuldades do Luso em se impor no jogo e mostrando realmente a diferença entre as duas equipas apesar de se defrontarem 1º e 3º classificado. Já no final do jogo voltamos a marcar o sexto golo que fez o resultado final.

Algumas notas deste jogo: primeira vez que apresentamos o mesmo onze em dois jogos seguidos ao fim da jornada treze; mais uma vitória por 6 golos em casa e sem sofrer; Idi fez hat-trick provando que é o seu melhor momento desde o inicio da época e por fim os golos de Pedrinho e Fio (um cada) que voltaram a marcar com a camisola do Vasco da Gama no regresso de ambos ao clube.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Reunião extraordinária (literalmente)

Através do Edital N.º 08/2009, o Presidente da Câmara Municipal de Sines, convoca uma reunião extraordinária, para o próximo dia 27 de Janeiro, 11:00 horas, o executivo camarário com um único ponto na ordem de trabalhos: Alteração da Distribuição de Pelouros
De acordo com as informações que disponho, as decisões que daqui resultarão, marcam, o inicio do movimentar das peças no tabuleiro politico local, a olhar para as próximas autárquicas. Basicamente tratar-se-á do acto formal, há muito previsto, de separação de águas, que há muito se tinham turvado.
Tudo isto, faz-me lembrar, noutro contexto, Jorge Coelho do PS, com a sua celebre frase: "Quem se mete com o PS, leva".

Especial Santa Catarina

À semelhnaça dos orgão de comunicação social, a Camâra Municipa de Sines criou um Especial Santa Catarina.
À semelhança dos especiais televisivos, os actores culpam-se mutuamente.
À semelhança dos especiais televisivos, os prejudicados somos nós.
À semelhança dos especiais televisivos, alguém beneficia, com o prejuízo colectivo.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Crise olha para Sines

Até hoje Sines, mantinha-se, relativamente, imune à crise económica, que assola Portugal, sem piedade. Muito devido aos enormes investimentos industriais anunciados para o Complexo Industrial e ao tecido económico baseado no ciclo de exploração do petróleo. O entusiasmo e optimismo, regado pelo lançamento de primeiras "pedras" e testemunhados pelos devidos acólitos, fizeram crer aos mais crédulos, que seriam uma irredutível aldeia gaulesa. Infelizmente tinha razão, o que não me traz nenhuma felicidade.


Eis que depois do fiasco do Biodiesel, surge hoje, 23 de Janeiro, em paragonas no caderno de economia do Semanário Expresso que "Repsol adia investimento em Sines".

Sines foi atingido pela primeira etapa da crise: o recuo do investimento. Seguir-se-á a segunda etapa: o desinvestimento, nomeadamente por parte da Sonae Indústria na sua fábrica da Euroresinas em Sines?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Ainda há esperança

Santiago do Cacém rejeita nova lei dos ajustes directos. O município alentejano de Santiago do Cacém, invocando critérios de «transparência», recusou hoje adoptar o novo limite excepcional de cinco milhões de euros para a adjudicação directa de obras públicas, aprovado quarta-feira pelo Governo.
A não adopção do novo limite, mantendo o actual de 150 mil euros, foi aprovada por maioria, em reunião de câmara, com os votos a favor dos quatro eleitos da CDU e um do PSD, enquanto que, do lado dos eleitos do PS, um votou contra e outro absteve-se.
Porque a transparência não se afirma, pratica-se, fica aqui o registo de um exemplo feliz, a merecer a atenção de muitos autarcas.

O Tio Monteiro

O processo relativo ao espaço comercial do Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002, através de um decreto-lei, e que terá sido mudada para possibilitar a construção da infra-estrutura que já tinha sido anteriormente chumbada por colidir com os interesses ambientais acordados entre Portugal e a União Europeia

"José Sócrates é o ministro do Governo de António Guterres referido no já célebre DVD que faz parte da investigação desencadeada em Inglaterra ao negócio Freeport. Trata-se da gravação de uma conversa em que um administrador da empresa inglesa pede explicações sobre avultadas saídas de dinheiro para Portugal.
O intermediário do negócio responde-lhe que o dinheiro se destinou a «pagamentos corruptos», que ficaram combinados numa reunião com o então ministro do Ambiente, hoje primeiro-ministro de Portugal."

TVI online

"Mas como vieram a saber das minhas offshores?"

Carvalho Monteiro, empresário e tio do primeiro-ministro, José Sócrates, em entrevista ao Semanário Sol


Mais um episódio vinda á praça pública sobre corrupção em Portugal. A particularidade desta vez, não é a forma ou o método, mas a suspeita de um ministro que se tornou primeiro-ministro. A corrupção é talvez o fenómeno mais característico da sociedade portuguesa, que está implementada transversalmente na nossa sociedade, sustentada por uma justiça (talvez propositadamente) medíocre. Tudo isto faz-me recordar João Cravinho, amordaçado pelo próprio partido, com ordem de despacho para o BERD, com o seu plano anti-corrupção, excluído pelo parlamento, debaixo do braço.

Neste caso concreto, não sei o que mais indigna, se:

a) José Sócrates insinuar que existe interesses políticos, nomeadamente no timming, desta investigação;

b)a condenação do inspector da Polícia Judiciária, por fuga de informação para os jornais, no 1.º acto desta triste comédia;

c) o facto de ser a Inglaterra a procurar resolver casos de corrupção em Portugal;

d) a indignação saloia de Carvalho Monteiro sobre o desvendar das suas contas offshores.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Quase-Ficção


Luís e Júlia, jovens a quem a recente licenciatura, a facilidade de comunicação e boa apresentação permitiu serem seleccionados após apuradas entrevistas, para a empresa de inquéritos e sondagens, auferindo o almejado salário mínimo nacional, acrescido de € 1 por inquérito realizado, fintando o desemprego, a golpes de recibos verdes.
São estas duas personagens que se apresentam na Rua Teófilo Braga, antiga Rua Direita, da cidade de Sines, num final de manhã tristonho, como aliás, tudo o que os rodeia neste dia.
Após três tentativas, todas elas inglória, inclusive na primeira, onde Luís pareceu-lhe ouvir um cão ladrar, algo que de resto, continuaria a ouvir ao longo do dia, eis que se encontram defronte de mais uma habitação de 1.º andar, cuja cor os anos escondeu.
Duas pancadas no vidro da porta, seguido de outras tantas, e nada. Luís e Júlia entreolham-se, viram as costas e avançam para outra porta. Menos um euro, deixa escapar Luís, com um sorriso amarelo, procurando quebrar o gelo.
Eis que se abre uma janela do primeiro andar, donde espreita uma velha, manifestamente à espera que abalassem para ver quem era.

Bom dia! Diz Luísa, expedita ou não fosse ela boa comunicadora, se poder adivinhar o que a esperava. A senhora mora aqui?
O que é que acha, que sou mulher-a-dias, ou outra coisa pior? Dispara a velha.
De acordo com os nossos dados é a D. Josefina!, afirma Luís.
Como? Grita a velha.
É a D. Jo-se-fi-na?
Se sabe porque pergunta?
É dona da moradia?
Que, raio, querem à tua tia? Pergunta Vítor, o marido, tantos anos de acamado como de surdo e o dobro de teimoso.
É do meu Vítor, comprou-a no mar.
Querem levar? levar o quê, mulher? Daqui não levam nada, agita-se Vítor.
O agregado é composto por quantas pessoas, quantas são?
O colchão, puta que os pariu, são do Lar, daqui não saio, berra o homem, olhos irados de sangue, baba e saliva a cuspir, vociferando impropérios.
Mas afinal que querem, desconfia a velha.

Estamos a fazer um inquérito, dizem quase em uníssono, mostrando o cartão da autarquia, para saber o que os moradores gostariam de ver aqui na zona onde moram.
Olhe, - responde secamente a velha rapaz, gostava de me ver com menos 30 anos, sem diabetes, colesterol, tensão alta e a porra deste velho, que há-de porrar comigo, se eu não der cabo dele antes, fechando a janela com estrondo.

Quem era, afinal? O que queriam?
Votos, queriam votos.
Diz-lhes que tá tudo pago.
Hã?!
Os esgotos, tão pagos os esgotos, a merda da velha não ouve nada.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Ah, pois é! Ná Chom

Terreno objecto de permuta com urbanizador acaba na posse de privados
Câmara de Sines autoriza construção de uma casa em cima de falésia instável

Na encosta que ladeia a Avenida Vasco da Gama, em frente ao Pontal, em Sines, não é indiferente a quem circula por esta artéria que margina o porto pesqueiro a construção de uma moradia que, à distância, parece encavalitada na ponta da falésia, com mais de 30 metros de altura. Dificilmente haverá em Sines quem desconheça a celeuma à volta da obra autorizada, pela autarquia, na Quinta de Santa Catarina, antiga propriedade da família do poeta Alberto Pidwell Tavares (Al Berto), num local privilegiado pela soberba panorâmica que oferece sobre o oceano. A localização e volumetria do edifício na falésia, que um estudo do Centro de Geologia de Santo André, a pedido do município de Sines, considerou ser uma área "instável do ponto de vista geológico", suscita fortes interrogações na cidade e na Sociedade de Urbanização da Quinta de Santa Catarina. As conclusões do estudo forçaram autarquia a realizar obras de "recuperação e consolidação da rocha, para evitar a desagregação e a precipitação de pedras", segundo uma informação camarária, que contabiliza o investimento de 140 mil euros no muro de suporte. José Carlos Guinote, da sociedade urbanizadora, reagindo às críticas que lhe têm sido endossadas por residentes e instituições de Sines, partilha das apreensões em relação a uma obra cuja construção já implicou a demolição de parte da falésia.

Não consta do alvará.


A obra "desrespeita grosseiramente o alvará de loteamento em vigor, ao triplicar a área de construção e acrescentar alguns pisos aos legalmente autorizados", acusa Guinote, garantindo que a construção "está implantada num local proibido face a uma permuta de terrenos realizada em 2001 entre a câmara e a sociedade urbanizadora que previa o afastamento do lote 15, cerca de 20 metros, em relação à falésia". Neste sentido, o alvará de loteamento foi alterado para "criar uma faixa de protecção entre o limite dos lotes e a falésia", seguindo as recomendações do Centro de Sistemas Urbanos e Regionais do Instituto Superior Técnico, observa Carlos Guinote. O organismo elaborou várias propostas de localização do lote 15 e uma delas foi aceite pela sociedade e aprovada pela câmara. Para além do recuo do lote em relação à falésia, as partes aceitaram a manutenção da área de construção do lote 15, que ficou dividida por dois pisos. Quando a obra foi autorizada, em Abril de 2007, verificou-se que o projecto de arquitectura contempla, afinal, uma cave com 161 metros quadrados e três pisos com uma área de construção total superior a 600m2. Além destas alterações, a casa está implantada sobre a faixa de protecção à falésia criada através da permuta, que passou para o domínio público municipal e se destinava ao circuito pedonal ao longo da Av. Vasco da Gama.Além disso, o lote da polémica construção tem, agora, 780m2, quando no alvará estão inscritos 590,6m2. Carlos Guinote observa que a moradia "não está prevista no alvará de loteamento" da sociedade de urbanização, "nem na alteração do mesmo alvará já aprovada pela Câmara de Sines e a aguardar registo". O responsável não compreende como é que uma faixa de terreno permutada pela sociedade para fazer parte da faixa de protecção da falésia, "acaba nas mãos da empresa Coibal-Construções Irmãos Barbosa para aí construir a sua casa quando isso é expressamente proibido, quer pelo alvará em vigor, quer pela alteração aprovada pela autarquia".A moradia está ainda transformada numa "barreira de betão" com sete metros de altura que tapa as vistas do mar aos residentes noutros lotes da Quinta de Santa Catarina. A Câmara de Sines, após três semanas, não respondeu às questões colocadas pelo PÚBLICO. A empresa Coibal só estará disponível para comentar o assunto a partir de 2 de Fevereiro.


As decisões contraditórias da autarquia alentejana


O projecto de arquitectura que a empresa Coibal apresentou para a construção de uma moradia unifamiliar no lote 15, com um único piso, foi aprovado pela autarquia em Agosto de 1997. No entanto, após denúncia da sociedade de urbanização, veio a comprovar-se que a construção tinha dois pisos, uma cave, uma piscina e uma área superior ao permitido. A câmara revogou a anterior decisão com um despacho desfavorável, por "não estar em conformidade com o alvará de loteamento". Uma década depois desta decisão, a autarquia aprovou através do Despacho 43/2007 a construção de três pisos, um em cave, e piscina. Carlos Guinote adianta que, desta vez, "a autarquia nem sequer respondeu ao apelo que a sociedade urbanizadora lhe dirigiu em Março daquele ano", quando a construção no lote 15 estava no início, "chamando a atenção para a desconformidade da construção com o alvará de loteamento" e "alertando para o facto de ela estar em terreno do domínio público municipal". Também Armando Bila, residente em Santa Catarina, questionou o executivo municipal sobre as razões que levaram a autarquia a licenciar a construção da moradia com uma área "muito superior" à dos restantes lotes da urbanização. De acordo com a acta da reunião de câmara, de 21 de Fevereiro de 2008, a vereadora da Gestão Urbanística, Marisa Santos (CDU), admitiu que o lote em causa "pode ter algumas alterações diferentes dos restantes". Confrontada pelo vereador da oposição, Carlos Silva (PS), que lhe recordou ter assumido que os 18 lotes de Santa Catarina "teriam todos a mesma área", a autarca disse que "não aprovaria, conscientemente, uma obra que tivesse uma área muito superior àquela que deveria ter". Os trabalhos no lote 15, contudo, prosseguem. O presidente da Câmara de Sines, Manuel Coelho (CDU), garantiu por seu lado que o município que dirige "não tem por prática favorecer ninguém".


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Até tu, Brutus, meu filho?

Buscas da PJ na Câmara de Odemira

O presidente do município alentejano de Odemira, António Camilo (PS), admitiu que as buscas realizadas pela Policia Judiciária (PJ) na autarquia podem estar relacionadas com processos de obras particulares.
Segundo o autarca, 'dois inspectores' da PJ entraram hoje de manhã na Câmara 'com um mandato', com o intuito de 'fazer buscas na Câmara'.
Cerca de 30 inspectores da Polícia Judiciária (PJ) do Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) estão a realizar buscas na Câmara Municipal de Odemira.
Em causa estão dezenas de processos de licenciamento considerados 'suspeitos'. Trata-se de uma investigação que já vinha sendo desenvolvida pela PJ há alguns meses e que recai sobre o actual e anterior mandato do presidente António Camilo eleito pelo Partido Socialista.
Para além das instalações da câmara, estão também a decorrer buscas em vários domicílios particulares e ateliers de arquitectos.
Suspeita-se dos crimes de corrupção, peculato e abuso de poder.

Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado

O município de Sines apresentou uma candidatura ao “Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado” criado pelo governo com o objectivo de garantir os pagamentos a credores privados das dívidas vencidas dos serviços e dos organismos da administração directa e indirecta do Estado.

A Câmara Municipal de Sines candidatou-se à contracção de um empréstimo de médio e longo prazo no valor global de 13.347.034 euros, sendo 60% (8.008.220,72 euros) a contratar com uma instituição de crédito e 40% (que corresponde a 5.338.813,82 euros) a contratar com o Estado. A contratação deste empréstimo irá permitir pagar dívidas a fornecedores transformando assim endividamento de curto prazo em endividamento de médio e longo prazo. Este financiamento, para além de possibilitar que o município pague os compromissos assumidos com fornecedores, apresenta como vantagem que a parte a contratar directamente com o Estado, através da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, tem uma taxa de juro zero na primeira metade do prazo máximo de pagamento (10 anos) e é indexado à taxa Euribor a 6 meses no período seguinte. No que respeita ao empréstimo a contratar com a banca este terá um prazo máximo de cinco anos. Note-se que esta contratação deste empréstimo só se concretizará se a candidatura for aprovada. A contratação deste empréstimo já mereceu autorização prévia da Assembleia Municipal, em sessão realizada no dia 12 de Janeiro de 2009.
Para bem de Sines e, particularmente, dos fornecedores da autarquia desejo que esta candidatura seja aprovada, pois permite não só permite pagar aos fornecedores como reduzir os encargos com a banca, mas convenhamos que se trata de mais uma medida, em ano eleitoral, em que de novo, nós contribuintes, vamos pagar a má gestão, neste caso das autarquias. Ou alguém pensa que a taxa de juro zero é suportada por quem? Todos já aprendemos que não há almoços grátis.

VASCO soma e segue no campeonato!!

Lagameças 2-3 Vasco da Gama

Concluída a 12ª jornada do campeonato, o Vasco mantem o primeiro lugar ao ir vencer ao sempre dificil campo do Lagameças. Foi uma jornada em que as equipas que ocupam os lugares cimeiros da classificação - Vasco e Beira-Mar - aproveitaram o deslize dos adversários mais próximos -Luso, Botafogo e Paio Pires - para cavar mais fundo o fosso que os separa , distância essa que pode ser decisiva para a segunda fase do campeonato.
Deslocámos-se ao campo do Lagameças com o objectivo de defender o primeiro lugar e foi isso que procuramos fazer desde o inicio da partida. Para este jogo o mister voltou a fazer alterações no onze inicial, apostando num onze que para as características deste jogo seria o melhor, como se veio a comprovar.

Entramos bem no jogo e aos 20m já vencíamos por dois a zero com golos de Idi e Guedes, o jogo estava completamente controlado por nós e o Lagameças tinha dificuldade em chegar á nossa baliza. Mas através de um pontapé de canto o Lagameças reduziu para 1-2, relançando o jogo que parecia praticamente decidido, tal era a supremacia do Vasco, e foi nesta toada que chegámos ao intervalo. No segundo tempo voltámos a entrar bem e dispostos a resolver logo o jogo, o sucedeu com o golo de Ismael, deitando por terra as esperanças do Lagameças. A partir do terceiro golo fizemos circulação de bola e criámos mais duas ou três boas ocasiões para aumentar o marcador, quando já estava nos descontos um jogador do Lagameças cai na nossa área em lance muito duvidoso e o árbitro marca penalti, que o jogador da casa não desperdiçou reduzindo a diferença no marcador. Resultado enganador que não reflecte de todo o domínio do Vasco ao longo dos 90 minutos.

Este domingo dia 25/01/09 ás 15h perspectiva-se um grande jogo em Sines, onde recebemos o Luso do Barreiro que está em terceiro lugar e é um dos nossos adversários directos.

Classificação à 12ª Jornada
1. Vasco da Gama 29 pontos
2º Beira-Mar Almada 28 p
3º Luso Barreiro 22 p
4º Botafogo 20 p
5º Paio Pires 19 p
6º Almada 16 p
7º Lagameças 11 p
8º Quinta Conde 11 p
9º J. Sarilhense 10 p
10º Charneca da Caparica 3 p

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Portugal no seu melhor











Incêndio na Refinaria Galp Sines

A refinaria de Sines vai estar encerrada num período até seis semanas, anunciou hoje a Galp Energia em comunicado, na sequência de um incêndio que ocorreu sábado na central eléctrica.
"Após uma primeira avaliação, prevê-se que a refinaria permaneça em paragem por um período de até seis semanas, devendo reiniciar a sua actividade de forma gradual após esse prazo", pode ler-se no comunicado divulgado pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
A Galp diz que o incêndio não provocou danos pessoais ou ambientais e remete para mais tarde uma avaliação dos prejuízos físicos causados.
Segundo a empresa, os seguros existentes cobrem "os riscos de perda de exploração, danos materiais e responsabilidade civil".

Expresso

domingo, 18 de janeiro de 2009

Vá para fora cá dentro...







Pensamos muitas das vezes que o que os outros têm é sempre melhor que o nosso. Este fim de semana deslumbrei-me com a beleza da NOSSA Serra da Estrela. Não fui para os lugares frequentemente visitados pelos turistas, mas sim para locais pouco conhecidos, mas que são de uma beleza enorme. Não aconselho a irem fotografar o nascer do sol na serra, porque teriam de sair de Sines à 1 da manhã... :D

Incêndio na Refinaria da Galp Sines

Sines, 18 Jan (Lusa) - Um incêndio na central eléctrica da refinaria de Sines eclodiu a noite passada, cerca das 21:30, mas já está dominado, disse hoje à Lusa o Presidente da Câmara Municipal local.
Manuel Coelho revelou que uma avaria numa turbina da central eléctrica provocou um sobreaquecimento de que resultou um incêndio prontamente controlado.
"Neste momento procede-se ao rescaldo", disse, sublinhando que não houve danos ambientais, apesar de se constatar fumo proveniente do vapor de água e dos produtos usados no combate às chamas.
O presidente da autarquia confirmou que apenas se registaram danos materiais e que, como medida de precaução, a produção foi interrompida, reiterando que o sinistro ficou circunscrito à central.
Os bombeiros de Sines revelaram desconhecer o sinistro na refinaria da Petrogal em Sines quando contactados pela
Lusa.
A nuvens de fumo inclusive, até podem ser benéficas, funcionando como vapor para inalações de quem sofra de problemas respiratórios. A Refinaria de Sines, parou a produção - medida que lhe fica extremamente em conta - em solidariedade com as vitimas das vagas de frio que tem assolado a Europa. E quanto ao Bombeiros de Sines, porque raio, haviam de saber, tratou-se apenas de uma pequena fogueira, numa pequena unidade industrial, nem sei porque foram incomodar o Presidente da Autarquia ao fim-de-semana, que por acaso também é presidente da Protecção Civil, que por sua vez devia avisar os Bombeiros. Enfim tudo pormenores.
A produção foi interrompida não por motivos de precaução, mas de ordem técnica e assim deverá ficar durante algum tempo. Fala-se em 5 meses, outros dizem até Março.

sábado, 17 de janeiro de 2009

O seu a seu dono

Câmara Municipal de Sines sofre choque tecnológico
De facto confirmou-se que as dúvidas eram erros, nem a tenda podia ser tão cara, nem uma empresa de computadores podia vender tractores. O que, pensando bem, estando em Portugal, não era de todo impossível, assim foi "só" o portal de concursos públicos, feito no Magalhães, que estava enganado.
O lado mau é que a autarquia perde a sua posição de segunda classificada no ranking, e um segundo lugar não era desprezível. Paciência.
Apesar de ser alheio a este erro, publico na íntegra o comunicado divulgado no site da CMS.
"Informação errada sobre ajustes directos da Câmara Municipal de Sines no portal de contratos públicos
2009.01.16. Circulou ontem, 15 de Janeiro de 2009, nas redacções um e-mail que incluía a seguinte informação:
"Um tractor de 640.000€ comprado pela CM Sines à CPC Informáticahttp://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=11908
Trata-se de um erro na publicação dos dados enviados, não sendo a primeira vez que tal se verifica.
No primeiro registo enviado houve, de facto, um erro da Câmara Municipal de Sines, que indicou a aquisição de tractor, quando deveria ter indicado computadores portáteis. No entanto, o valor enviado pela autarquia esteve sempre correcto: 6.405,15€. O valor que depois aparece no portal parece resultar de uma colocação incorrecta de vírgulas, alheia à Câmara.
Entretanto, a Câmara enviou a correcção para o material adquirido, que está publicada no portal:
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=15196

O problema é que o portal mantém acessíveis os dois registos - o errado e o corrigido -, dando a impressão que se trata de duas aquisições diferentes.

Outros casos têm sucedido. No caso de aluguer de uma tenda para o Castelo de Sines, estão publicados também dois anúncios:
O errado: Aluguer de tenda por 1,2 milhões de euros: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=6875

O correcto: Aluguer de tenda por 12 mil euros http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=16789

Considerando que está em causa o bom nome das autarquias, a Câmara Municipal de Sines decidiu reportar a situação à Associação Nacional de Municípios Portugueses para que adopte as medidas que entender pertinentes no sentido de que estas situações sejam corrigidas e assumida a responsabilidade pelos erros publicados."

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Adjustecar directamente

A melhor forma de fazer passar uma notícia despercebida do grande público, é divulgá-la em determinadas época, como o final de ano ou Natal, ou colada a grandes acontecimentos que concentram a nova atenção, desviando-nos daquilo que se divulga, pretendendo esconder. Assim, foi este ano com o anúncio de as obras públicas até cinco milhões de euros poderem ser feitas por ajuste directo, estávamos nós a abandonar 2008 e a mergulhar, nesta incógnita chamada, 2009.

por estes dias deparei com o blogue Fliscorno, que a propósito de ajustes directos recomenda a visita a http://transparencia-pt.org/, usar o termo de pesquisa "câmara", e confirmar que a autarquia de Sines é a 2ª no top das que mais recorreram a adjudicações por ajuste directo:

1. câmara municipal de loures: 8,817,579.14 €
2. câmara municipal de Sines: 3,944,477.15 €
3. câmara municipal de albufeira: 2,083,566.77 €
4. gestão de obras públicas da câmara municipal do porto, empresa municipal: 1,952,988.00 €
5. câmara municipal de castelo branco: 1,539,757.49 €
6. câmara municipal de Matosinhos: 1,294,871.42 €
7. câmara municipal de s. João da madeira: 1,108,783.96 €
8. câmara municipal das caldas da rainha: 938,033.60 €
9. câmara municipal de Oeiras: 816,213.60 €
10. câmara municipal de torres Vedras: 793,400.03 €

Para este 2º lugar no pódio contribuíram as seguintes adjudicações:



11-19-2008 - Alentexpo - Organização e Montagem de Feiras e Exposições, Lda
Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines: 1.236.500
11-20-2008 - Mendes & Irmão, Lda - Aquisição de Tampas Pluviais e Domésticos: 1.086.100
12-16-2008 - CPC Informática Sistemas - Aquisição de um tractor: 640.515
10-28-2008 - Manuel Pedro de Sousa & Filhos, Lda - Montagem e desmontagem de estaleiro; Fornecimento e aplicação de calçada em cubos de granito de 10x11 assente em camada de pó de pedra de 5 cm de espessura: 298.856
12-10-2008 - Milvila - Construção Civil e Obras Públicas, Lda. - Montagem e desmontagem de estaleiro; Demolição e remoção de telhas partidas ou danificadas; Fornecimento e colocação de telhas; Abertura de chaminé: 130.000
10-16-2008 - Larus - Artigos para Construção e Equipamentos, Ldª, Fornecimento e Montagem de Estrutura do Tipo Quiosque: 71.734
11-26-2008 - REGI - Planeamento e Desenvolvimento Regional, EIM - Implementação de infra-estruturas das redes e comunicações da escola básica nº2 em Sines: 35.486
12-19-2008 - Camineto, lda - Aquisição de dois semi-reboques: 31.250
12-16-2008 - AutoSueco - Aquisição de um tractor: 27.000
10-2-2008 - CPU - Urbanistas e Arquitectos, Ldª - Estudo Urbanístico da Frente Marítima da Cidade de Sines: 24.990
10-2-2008 - PROAP - Estudos e Projectos de Arquitectura Paisagista, Ldª - Estudo Urbanístico da Frente Marítima de Sines e Ribeira dos Moinhos: 24.950
10-2-2008 - FVA - Frederico Valsassina Arquitectos, Ldª - Estudo Urbanístico da Quinta de S. Sebastião - Sines: 24.900
10-2-2008 - GRAPHOS - Arquitectos Associados, Ldª - Estudo Urbanístico do Portinho de Porto Côvo: 24.500
10-8-2008 - Instituto Superior Técnico Estudo Urbanístico da Avenida General Humberto Delgado: 23.400
10-2-2008 - Espaço & Desenvolvimento, Estudos e Projectos, Ldª - Estudo Urbanístico do Centro Administrativo de Sines: 19.000
10-2-2008 - Espaço & Desenvolvimento, Estudos e Projectos, Ldª -Estudo Urbanístico do Centro Administrativo de Sines: 19.000
10-17-2008 - Rogério Luz, lda - Aquisição de Congelados para as cantinas escolares: 17.616
10-7-2008 - Rogério Luz, Lda - Aquisição de Carnes para cantinas escolares do 1º ciclo de Sines: 17.616
10-10-2008 - Albano Nunes Lourenço - Aquisição de mercearias para as escolas do 1º ciclo de Sines: 16.669
10-13-2008 - Termibérica Gestão de Energia, lª - Aquisição de duas caldeiras de aquecimento de água da Piscina Municipal: 16.500
10-2-2008 - Florival Carlos Pereira - Fornecimento de Frutas e Legumes para as cantinas das escolas do 1º ciclo de Sines: 14.676
10-7-2008 - Talho Campos - Aquisição de Carnes para cantinas escolares do 1º ciclo de Sines:
13.149
12-29-2008 - Luso Eventos - produções Multimédia, lda - Espectáculo de Pirotécnia: 12.480
10-24-2008 - HME - Construções Mecânicas, Lda - Remodelação das EEARS Ribeira de Cima e Centro Cultural: 11.880
9-25-2008 - A.Milne Carmo, S.A -Fornecimento e montagem de equipamento para arranjos exteriores do Castelo de Sines: 10.227
10-23-2008 - Construções Edgar & Costa, Lda. -Montagem e desmontagem de estaleiro; Reparação e pintura de Paredes exteriores; Paredes interiores e tectos; Janelas exteriores, rodapés das salas de aula; Substituição de luminárias existentes: 9.304
12-17-2008 - Botelhos, Reparação de máquinas agrícolas, lda - Aquisição de viatura ligeira:
8.500
10-24-2008 - A. L. Estêvão, lda - Fornecimento de bombas submersíveis para estação elevatória de esgotos nº3 - Centro Cultural: 8.040
9-26-2008 - Multitude Design e Impressão Digital Unipessoal, Lda - Fornecimento de Telas:
7.200
10-3-2008 - Gráfica de Santiago, Ldª - Execução de trabalhos gráficos: 6.950
10-13-2008 - M-2 Artes Gráficas, Ldª - Impressão e Encadernação do livro Ler a Paisagem:
6.800
10-22-2008 - VecoJuncal - Com. Mobiliário e Ilum. Unipessoal, Lda -Aquisição de mobiliário diverso para a escola básica 1 nº1 de Sines: 6.795
11-20-2008 - Associação dos Bombeiros Voluntários de Sines - Publicidade na Rádio: 6.760
10-13-2008 - Archeofactu - Arqueologia e Arte, Ldª - Restauro de Objectos metálicos do Museu do Castelo de Sines: 6.500
12-12-2008 - Carmona, Gestão Global de resíduos Perigosos, S.A. - Recolha de resíduos contaminados do lote 100 da ZIL II: 6.410
11-25-2008 - Jodisarte de José Dias dos Santos. -Aquisição de Búzios de cristal e Vidro colorido:
6.075
11-20-2008 - Grupo Spormex - Aluguer de Stands: 5.900
11-20-2008 - Artur Florêncio & Filhos, AFF Equipamentos Desportivos, Lda - Fornecimento de materiais de desporto: 5.470
12-9-2008 - J. L. Santa Bárbara - Construções, Lda. - Pintura de paredes, portas, bancos e janelas; Fornecimento e colocação de vidros para janelas.:4.780


Lista completa retirada de:
1. http://spreadsheets.google.com/ccc?key=pdxbZ9ZT8dH8ZEoYQFm3qJA (todos os resultados da pesquisa)
2. http://spreadsheets.google.com/ccc?key=pdxbZ9ZT8dH_fnmAtEIYadA (câmara e total de ajustes directos)

Nota: existem dois dados que me suscitam muitas dúvida da sua exactidão. O valor referente ao Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines, no montante de 1.236.500 (???) e a aquisição de um tractor (???) à empresa CPC Informática Sistemas.

Pessoas de Bem

A agência de notação de risco Standard & Poor’s colocou a dívida portuguesa em vigilância negativa e avisou que uma decisão de baixar o notação nos próximos dois, três meses dependerá agora da evolução da políticas orçamentais e financeiras do Governo.Esta decisão significa que a agência está preocupada com a capacidade do Estado de satisfazer as suas responsabilidades orçamentais, o que coloca mais pressão sobre Portugal nas emissões de dívida pública que terá de fazer este ano.
Sou duma geração em que se dizia que o Estado era "Pessoa de Bem, como os professores era pessoas respeitáveis e a policia uma autoridade respeitada e temida. Os dois últimos foram decapitados no seu status social, à machadada de vários actos políticos, agora, e somente, para os menos atentos, o Estado Português não é uma referência de honorabilidade. O incumprimento de prazos de pagamento, decisões arbitrárias, utilizações abusivas, entre outras, minou gradualmente a sua honra.
Agora por muito que venham apregoar, a sua "assinatura" perdeu credibilidade, e todos sabemos o que vale um aval destes, nos cruéis mercados financeiros.

Postais do Pretérito Perfeito



















quarta-feira, 14 de janeiro de 2009