domingo, 30 de novembro de 2008

Para que o esquecimento não vença

Descobri recentemente o Blogue Cabo de Sines, onde obtive as fotos aqui reproduzidas, aproveitando para elaborar uma brevíssima resenha dos acidentes mais marcantes, registados em Sines, relacionados com a sua actividade industrial. Certo que outros existiram, mas estes quer pelas dimensões indisfarçáveis, como pelo impacto emocional, ambiental e económico, ficarão para sempre na memória.

Numa localidade tão despojada de homenagens traduzidas em monumentos públicos, mais que uma dever é uma obrigação que sejam perpetuadas as memórias das vitimas mortais, o sacrifício da população gravemente lesada pelos acontecimentos e louvar os actos dos heróis destes dias, efeito não é alcançado, seguramente, através de uma anónima hélice, colocada num local improvável.


15 de Agosto de 1980, explosão do navio petroleiro "Campéon", originando vítimas mortais.



Junto ao acesso à Docapesca de Sines existe esta hélice do navio "Campeon", - que sempre pensei ser um mero elemento decorativo, - espécie de Monumento a recordar o trágico acontecimento. Se isto é o melhor que conseguimos fazer para recordar o nosso passado, então não merecemos que nos recordem.


Inicio do verão de 1986, explosão de um dos tanques da APS, registaram-se 2 vítimas mortais.

26 de Maio 1987, o navio-tanque "Nisa" rebenta durante uma operação de descarga, espalhando cerca de dez mil toneladas de crude pelos areais de Sines, São Torpes, Porto Covo e ilha do Pessegueiro

A 14 de Julho de 1989, o petroleiro Marão, derrama cerca de 4.500 t de crude na sequência de um encalhe no terminal petroleiro. Procedeu-se à limpeza de 35 km de areais durante 45 dias. O rombo do petroleiro Marão, em Sines, formou uma mancha negra com mais de 20 Km quadrados.

Sines 2008



Alcool Clube - Sines Alentejo Litoral

sábado, 29 de novembro de 2008

Sines 1936




Filme de 1936, disponível no Museu de Sines, obtido a partir do arquivo da RTP, constituído por três partes: vistas de Sines e da sua praia, chegada do comboio a Sines e inauguração do Lar Prats.

Para efectuar o seu enquadramento, nada como o texto do historiador João Madeira, em Setúbal na Rede, a 15.02.2006.

"Um filme de propaganda

Vai para setenta anos que em Sines se juntou muita gente para esperar a chegada do primeiro comboio. Concluía-se assim o ramal de Sines. Ouvi há alguns anos mulheres ainda contarem como foram da Costa de Santo André, uns bons quilómetros a norte, a pé, pela praia, assistir ao acontecimento.
Há desse dia um filme, um filme de propaganda do Estado Novo, evidentemente, que termina com uma imagem curiosíssima – o administrador do concelho e o governador civil de Setúbal apertam as mãos, cumprimentando-se sorridentes, os olhos na câmara que lhes capta os movimentos e em fundo a baía com uma bandeira nazi, a cruz suástica inscrita, nítida, adejando.
O curioso reside no inusitado da situação, na presença ostensiva da bandeira no filme, situação explicada pela conjuntura política no distrito em que o governador civil, da extrema-direita do regime, representante activo de uma corrente claramente pró-nazi, teceu uma rede de administradores dos concelhos, a quem cabia nomear, da sua total confiança política, cuja acção foi por muito lado, em Sines e Santiago do Cacém concretamente, limpar do regime o velho conservadorismo liberal de extracção republicana, representado principalmente nesses concelhos prelos Presidentes da Câmara, e fascizá-lo no mais estrito sentido do termo.
O filme é aliás, todo ele, um documento extraordinário do que era a iconografia, o simbolismo de uma cerimónia pública encenada e explorada pelo regime até ao mais pequeno pormenor. A entrada da locomotiva na gare engalanada, a descida solene dos dignitários do regime, as ruas enfeitadas com cruzes de Cristo e esferas armilares, a assistência social aos ex-combatentes da 1ª guerra Mundial, o cortejo das escolas…
A sua importância longe de uma qualquer dimensão apologética permite a desmontagem do simbolismo da cerimónia, como permite também ver em movimento como era Sines, o seu porto, a baía, a praia nos anos Trinta.
O filme é neste sentido um objecto insubstituível de património documental e como tal merece a sua preservação no suporte no formato original, mas deve merecer também a sua reprodução para suportes hoje mais comuns e mais democratizados, como o vídeo e o DVD.
Por esses meios poderá ser divulgado entre a população de Sines; levado às escolas e tornado um recurso educativo passível de múltiplas utilizações; contextualizado e mediado pelos depoimentos orais dos protagonistas ainda vivos que assistiriam ao acontecimento; tomado ainda como peça documental de um conjunto substancialmente mais vasto do que pode constituir a memória, necessariamente plural, sobre o que foi e o que significou a chegada do comboio a Sines.
"

Medalhas de Mérito Municipal


No âmbito das comemorações do Dia do Munícipio, na Sessão Solene da Assembleia Municipal de Sines, é tradição serem atribuídas medalhas de mérito municipal a entidades e figuras de Sines, pelos serviços prestados à comunidade, assim como nas comemorações do 25 de Abril são atribuídas Medalhas de Mérito Desportivo Municipal.

Naturalmente que no conceito de "serviços prestados à comunidade" cabe toda a subjectividade que os homenageadores pretenderem.

A banalização da atribuição de medalhas de mérito desportivo, fazem lembrar o período final da Monarquia portuguesa, em que o Estado procedeu à venda de títulos nobiliários de modo pouco criterioso, facto que esteve na origem da célebre frase "Foge cão, que te fazem barão! - Para onde, se me fazem conde?"; e a politização da atribuição das Medalhas de Mérito Municipal ao longo dos anos retirou credibilidade à distinção, prejudicando e desvalorizando aqueles que efectivamente mereceram o reconhecimento e ostracizando outros.
Assim, foi de novo no passado dia 24 de Novembro, entre ausentes e esquecidos, merecedores e outros nem tanto, foram distinguidas duas entidades e oito personalidades:

A Cercisiago - Cooperativa de Educação e Reabilitação, foi fundada à 30 anos por um grupo de pais e amigos de crianças e jovens portadores de deficiência. Desde então tem desempenhado um papel fundamental e inovador na reabilitação e integração social de crianças, jovens e adultos com deficiência no litoral alentejano (concelhos de Sines, Santiago do Cacém e Odemira), apoiando neste momento 130 pessoas nas valências educacional, formação profissional, Centro de Actividades Ocupacionais e Lar Residencial.

A Cooperativa de Habitação e Construção Económica “Unidade e Acção” teve na sua origem a missão de apoiar os munícipes com menores rendimentos na aquisição de habitação. Em 30 anos de trabalho desenvolvido, acompanhou o crescimento da cidade de Sines, tendo sido responsável pela construção de 318 fogos, servindo um número estimado em mais de 1250 pessoas.

David Pereira (n. 1925) e Virgílio Gorgulho (n. 1941) distinguiram-se pelos seus serviços como bombeiros, tendo visto o seu mérito reconhecidos várias vezes, quer pelos seus pares, quer pelo Instituto de Socorros a Náufragos e pelos governos de Portugal e Espanha, destacando-se a sua participação no célebre salvamento de um navio espanhol naufragado ao largo de Sines em 1957.

João Fragoso (n. 1940) marcou gerações de jovens sinienses como professor e toda a comunidade pelo trabalho desenvolvido como autarca e dirigente associativo. Foi membro da Assembleia Municipal, fundador e dirigente de várias colectividades locais e director pedagógico da Escola Tecnológica do Litoral Alentejano durante 13 anos.

José Vilhena (n. 1940) foi autarca na Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Sines e na Assembleia Municipal (que presidiu por duas vezes), além de ter desempenhado um papel fundamental na dinamização do movimento sindical e associativo de Sines. É também um poeta, prosador e cronista de qualidade reconhecida.

Agostinho Rodrigues (1954-1992) foi um vértice do movimento sindical no concelho, fundador da União dos Sindicatos de Sines, Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal, além de ter desempenhado um papel preponderante no cooperativismo de habitação e, junto da comunidade piscatória, como funcionário e dinamizador da Mútua dos Pescadores.

João Doroteia (1954-2006) liderou a reactivação da Associação Cabo-verdiana de Sines e Santiago do Cacém, dando novo fôlego à divulgação e promoção da cultura cabo-verdiana e à integração de todas as comunidades imigrantes. Foi também eleito pela Junta de Freguesia de Sines, trabalhando em prol de toda a população siniense.

José Manuel Viana da Silva (1938-2007) foi um homem-bom de Sines, activo, durante décadas, em todas as dimensões da vida do concelho. Vereador da Câmara Municipal e presidente da Junta de Freguesia de Sines, é enquanto professor que, pelas suas inovações e dedicação, permanece de forma mais viva e afectiva a sua recordação entre os sinienses.

José Miguel da Costa (1922-2005) teve um papel central na recolha e tratamento do património arqueológico de Sines, tendo sido responsável pela fundação dos primeiros núcleos museológicos do concelho e pela organização da sua primeira biblioteca pública. A doação da sua colecção de obras de artes e biblioteca pessoal foram outros legados a esta comunidade.

ver aqui homenageados em anos anteriores

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

De Espanha nem bom vento, nem boas refinarias

Nova refinaria em Espanha ensombra projecto da Galp para Sines.
Já é uma fonte de ‘atrito’ entre Portugal e Espanha. Aos mais variados níveis. A futura refinaria da Extremadura, um projecto independente que conta com o beneplácito do governo local, está em marcha acelerada.
Situada na região de Badajoz, a cerca de 50 quilómetros da fronteira portuguesa, a Refinaria de Balboa promete ensombrar a rentabilidade da unidade da Galp, em Sines, para onde estão a ser canalizados investimentos de modernização na ordem dos mil milhões de euros.

A sensibilidade do projecto obrigou a Junta da Extremadura a intensificar contactos com o Governo português. O presidente da Junta da Extremadura esclareceu apenas que serão feitos todos os esforços para resolver as críticas ambientais levantadas pelo projecto. “Demos todas as garantias de que estas questões serão resolvidas”. O presidente da Junta da Extremadura vai ainda pedir à ministra do Ambiente de Espanha que envie toda a documentação sobre este tema ao Governo português.

As atenções recaem nos riscos de contaminação atmosférica e hidrográfica, numa região em que estão previstos grandes investimentos turísticos e agrícolas. Preocupação idêntica é partilhada pela EDIA, a gestora das infraestruturas do Alqueva que aponta também o dedo à dispersão dos poluentes atmosféricos. Já o Instituto da Água (INAG) e a Administração da Região Hidrográfica do Alentejo alertam para os impactes potenciais dos efluentes líquidos gerado pela refinaria na bacia hidrográfica do rio Guadiana e, em particular, na albufeira do Alqueva, fonte de abastecimento público para cerca de 200 mil habitantes da região do Alentejo.

Projectos prontos a arrancar no Alqueva
Seis anos após o enchimento da barragem do Alqueva, a região tem prevista a construção de projectos turísticos emblemáticos, como os PIN (Potencial Interesse Nacional) Parque Alqueva e Herdade do Barrocal, a que se junta o Vila Lago Monsaraz Golf & Nautic Resort. Com hotéis de cinco estrelas e turismo residencial de luxo, aliados a infra-estruturas de lazer, como golfe, os projectos têm o licenciamento praticamente concluído e as obras arrancam no próximo ano. Joel Santos, da Imoholding, promotora do Vila Lago, garantiu ao DE que a “refinaria preocupa” e pode pôr “todo o investimento em risco”, mas acredita que o Governo e a União Europeia irão saber acautelar os interesses do Alqueva.

Legitimas e salutares preocupações dos políticos e ambientalistas, nomeadamente porque está em causa os investimentos turísticos do Alqueva e a viabilidade económica da expansão da Refinaria da Petrogal de Sines. Doutro modo as preocupações como a refinaria de Badajoz decalcam-se para a Refinaria de Sines, com as devidas adaptações. Vimos agora os mesmos argumentos de quem justifica a poluição, serem esgrimidos do outro lado da fronteiras e quem pretende defender o seu investimento arremessa a mesmas justificações que outrora rebateu. Mais uma vez, e de novo, tudo resume-se a "desenvolvimento", economia, dinheiro...


Fonte Diário Económico

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pombais do nosso descontentamento

Emproados no topo da falésia, residem desde sempre, (pelo menos para várias gerações), um conjunto de barracas, que só um olhar mais avisado ou atento descortina tratar-se de pombais. Já passaram 3, 4 anos desde que na qualidade de vereador vi um projecto para a instalação dos pombais noutro local. Soube mais tarde que por motivos de saúde pública o local não foi aprovado, entretanto ao longo destes 3,4 anos tudo permaneceu igual.

A columbofilia é uma actividade que movimenta milhares de praticantes e admiradores, e que em Sines conta com uma tradição significativa. A incapacidade de resolução de uma questão , aparentemente tão simples, é confrangedora e em dignifica a Sociedade Columbófila, os seus associados e a Cidade.

Correio dos Leitores

Na qualidade de morador na Urbanização de Santa Catarina, estas imagens (obtidas no blogue Pedra do Homem) acompanhadas da música que envio, são tudo aquilo que me resta para homenagear aqueles que chegam, vêem e vencem, passando um atestado de ignorância a todos nós e passando, quiça, outras coisas a outros, com o beneplácito da Camara Municipal de Sines e dos seus doutos planos de pormenor e de urbanização, feitos para favorecer quem entendem.

Grato pela eventual publicação



Da Vinci - Conquistador

MEO, hummmm

Um dos bons hábitos de cidadania que adquirir é reclamar, condimentado com algum bom senso e paciência, quando estão m causa os meus dieitos de cidadão ou consumidor. Vendo-me privado de net pela 3ª vez em pouco mais de dois meses, reclamei. Entretanto dia 24.11, apareceu o técnico. Ah, isso é o (não sei o nome que ele disse) que ardeu na centrl, já venho...cinco minutos depois telefona. "Tente lá a ver se já tá tudo bem. Ok, até à próxima". VAI HAVER PRÓXIMA???

Mail enviado dia 21.11, às 14,30 h

Assunto: Reclamação
autor: Antonio Braz

Após alguns anos como cliente de outras operadoras, em má hora – sei-o hoje – mudei para o MEO.
No espaço de alguns meses, por três vezes tive, e tenho à presente data, problemas de acesso ao serviço Internet. De todas elas tentámos via telefone e depois remotamente solucionar o problema, o que em nenhuma foi possível, ficando dependente da assistência técnica in loco.
Após 48 horas de espera e várias chamadas para o serviço telefónico de assistência técnica, seguiram-se várias promessas de futuro e breve contacto telefónico, nunca cumprido. “Ainda hoje será contactado?” Não fui! “Até ao final da amanhã será contactado”. Não fui!
Das duas vezes anteriores esperei 15 dias, desta vamos numa semana. Não me é facultada a possibilidade de falar com nenhum supervisor do serviço de assistência técnica telefónica e não existe (???) livro de reclamações.

Aproxima-se o fim-de-semana seguido de um feriado municipal, ou seja espera-me, novamente, 15 dias sem Internet.

Entendo que dada a complexa tecnologia envolvida e a prematuridade do vosso serviço, ainda não permita a estabilidade e qualidade do serviço que gostariam de oferecer, contudo três questões carecem de resposta:

1. A não existência de livro de reclamações;
2. A constante indicação de contacto telefónico para agendamento de visita, sem se concretizar?
3. A cobrança de um serviço que não estão a prestar, ou seja para além de ser criada a falsa expectativa de que vou dispôr do serviço, ainda tenho que pagar um mês integralmente (enriquecimento sem causa), quando não usufrui este tempo dele.

Num país a sério, com instrumento e entidades de regulação eficazes, deveriam ressarcir os utilizadores dos custos que têm para usufruir do mesmo serviço noutros operadores? Basicamente quem pagará os custo que tenho tido e continuarei a ter para manter a internet em casa? E se não o fizer quem suporta os danos patrimoniais daí resultantes?

Como poderão constatar, da situação descrita apresento queixa à ANACOM, DECO e à Direcção-Geral do Consumidor, o que sinceramente, já duvido se vos preocupa.

Aguardando a v. resposta apresento os meus cumprimentos

A. Braz
_________________.....____________________________
Mail de resposta da MEO, recebido 21.11, às 21,24 h

Estimado Cliente,

Agradecemos o seu contacto que mereceu a nossa melhor atenção.
Em relação à sua questão gostaríamos de informar que efectivamente, a sua exposição identifica ocorrências não consentâneas com os procedimentos habituais e não correspondentes aos padrões de qualidade de serviço que pretendemos assegurar aos nossos clientes. Neste sentido, gostaríamos de agradecer o seu reparo, por nos identificar erros de actuação, permitindo melhorar procedimentos, assim como, manifestar a nossa compreensão pelo desagrado transmitido e apresentar-lhe o nosso sincero pedido de desculpa pelo transtorno e incómodo involuntariamente causado.
Quanto à questão do livro de reclamações, poderá requerê-lo em qualquer loja PT Comunicações, e lá registar a sua reclamação relativamente ao serviço prestado.
Por fim, relativamente à questão de facturação, informamos que quando ocorre uma interrupção de serviço devido a avaria, e a partir do momento em que o cliente procede à respectiva participação junto do serviço de avarias, se a resolução da mesma ultrapassar um período de 48 horas úteis, será efectuado um acerto ao valor da Assinatura Mensal do serviço que corresponda ao tempo de interrupção do serviço. No entanto, se por lapso, a factura PT Comunicações, não reflectir o respectivo acerto devido, agradecemos o seu contacto, através da nossa Linha de Apoio a Clientes, 16200, onde procederemos ao acerto de facturação devido.

Para mais informações estamos sempre disponíveis pelo e-mail meo@telecom.pt ou pelo 16200, chamada gratuita na rede PT.
O comando é seu!
Obrigado e até breve,
Serviço de Apoio ao Cliente MEO
www.meo.pt

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Mail de resposta da ANACOM, recebido 24.11, às 8,13 h


Acusamos a recepção da sua reclamação, a qual será analisada dentro do mais breve prazo possível. Entretanto, aproveitamos para transmitir algumas informações prévias sobre o âmbito da nossa actuação e sobre aquilo que poderá esperar da intervenção desta Autoridade. A ANACOM é a entidade reguladora dos sectores das comunicações electrónicas e dos serviços postais, cabendo-lhe, entre outras atribuições, assegurar um elevado nível de protecção dos consumidores no seu relacionamento com os prestadores de serviços. Com este fim, a ANACOM procede à regulação, à supervisão e à fiscalização da actividade das entidades relevantes. No entanto, não tem esta Autoridade, de acordo com a lei, poderes para conciliar, mediar ou resolver conflitos entre os utilizadores e os prestadores de serviços. Se, com base numa reclamação, forem detectados indícios de infracção à lei por parte do prestador de serviços, isso dará lugar a um procedimento que poderá culminar na aplicação, pela ANACOM, de uma sanção a esse prestador. Tal, porém, não resolverá o conflito que motivou a reclamação, nem imporá ao prestador de serviços quaisquer obrigações para com o reclamante, nomeadamente de indemnização dos prejuízos eventualmente sofridos. Assim, será sempre nesta perspectiva que iremos analisar e responder à reclamação que nos dirigiu. Procuraremos transmitir informação que lhe possa ser útil, analisaremos a conduta do prestador de serviços à luz da legislação aplicável, desencadeando subsequentemente as acções adequadas, e, por fim, utilizaremos os dados resultantes do tratamento das reclamações para melhor orientarmos o desempenho das nossas funções. A sua reclamação constitui, neste sentido, um valioso contributo para a nossa actuação e para uma mais eficaz prossecução dos nossos objectivos. Estamos cientes, porém, que a sua preocupação se centra, acima de tudo, na resolução do conflito que esteve na base da reclamação. Neste sentido, poderá sempre dirigir-se à Direcção-Geral do Consumidor (anteriormente designada por Instituto do Consumidor), para obter informação quanto aos seus direitos e meios de reacção, ou recorrer aos tribunais ou aos centros de arbitragem de conflitos de consumo.

Com os melhores cumprimentos,
Maria Corte-Real
Chefe de Divisão de Apoio aos Utilizadores
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Mail recebido 27 de novembro, às 15:11
Boa tarde,

Li agora o seu post e tomei a liberdade do encaminhar, internamente para tentar resolver o seu problema com a maior brevidade.

Cumprimentos,

Ricardo Fernandes
Direcção de Comunicação Corporativa
Av.Fontes Pereira de Melo, 40
1069-300 Lisboa
Tlf. +351 21 500 09 29
Tlm. +351 96 244 63 97
Fax. +351 21 500 02 65
ricardo.d.fernandes@telecom.pt
www.telecom.pt

Nova Rotunda

Rotunda de ligação entre a Estrada da Vidigueira (quinta dos Passarinhos) e o Bairro CDH. Mais um exemplo da arquitectura viária de Sines. É certo que se trata de uma construção (??) provisória, só que em Sines o termo provisório ganha foros de eternidade.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Afinal havia outra

"Presidente da República afirma que não pode pactuar com mentiras", disse Aníbal Cavaco Silva em Sines.
Regressado de Lisboa, onde me desloquei para tratar de assuntos pessoais inadiáveis, não assisti à inauguração da Casa de Vasco da Gama e do Museu de Sines, daí que quando li o título acima logo não entendi que afinal se tratava do caso BPN.

Convite que agradeço e divulgo

O escritor e jornalista, FRANCISCO JOSÉ VIEGAS, vai estar na livraria A das Artes QUINTA-FEIRA, 27 DE NOVEMBRO, ÀS 18 HORAS, para apresentar e autografar o seu novo livro "Liberal à moda antiga" e ainda conversar sobre tudo e sobre nada com quem quiser aparecer.
Esperamos sinceramente que nos contemple com a sua presença.
O convite está feito!
Até Quinta!

Primeira derrota, Vasco cai para 2º lugar

Ao fim da sexta jornada a nossa primeira derrota, 2-1 em Almada frente a um adversário directo na luta pela subida de divisão. Á entrada para esta jornada éramos primeiros com um ponto de vantagem sobre o Beira-Mar de Almada e previa-se um jogo difícil e muito intenso, pois foi o que encontramos em Almada e de que resultou na nossa primeira derrota.

Entrámos praticamente a perder ao sofrermos um golo logos aos 5m de jogo, num lance de sorte por parte do Beira-Mar, livre directo em que a bola desvia na barreira e traí o nosso guarda-redes que nada podia fazer. Este golo curiosamente é o espelho do que viria a ser o jogo... a sorte do jogo que sobrava ao Beira-Mar era proporcional à que nos faltava a nós. Foram 90m sentido único (a baliza do Beira-Mar) em que quem se deslocou ao recinto de jogo para assistir só viu uma equipa a jogar futebol e a querer conquistar os três pontos que foi o Vasco da Gama. Ao intervalo ainda prevalecia aquele golo que dava o primeiro lugar aos locais, mas nós estávamos certos de que o nosso tento iria aparecer e repor a verdade no jogo. Entrámos determinados na segunda parte e fizemos o empate através de um remate fora da área do médio João Guedes, o mais difícil estava feito.. ultrapassar a barreira defensiva que em alguns momentos era feita por nove jogadores do Beira-Mar (mostra bem o ascendente do Vasco). E quando tudo levava a querer que mais cedo ou mais tarde iríamos fazer o golo da vitória, mais um golo inesperado o 2-1 final. No segundo remate do Beira Mar de Almada em todo o jogo, segundo golo.

O futebol tem destas coisas, nem sempre a equipa que joga mais e melhor futebol, a que quer vencer e a que respeita o espectáculo ganha o jogo. Foi o que aconteceu no domingo, o Vasco da Gama voltou a oferecer ao público bom futebol e boa postura em campo, embora pecando na finalização, e como quem marca mais vence... parabéns ao Beira-Mar de Almada pela vitória e a subida ao 1º lugar. pedimos desculpa pelo incómodo, mas prometemos ser breves no regresso ao 1.º lugar.

Domingo, dia 30/11/2008, às 15h, recebemos o Botafogo, no Municipal de Sines, em jogo a contar para a 7ª jornada do campeonato distrital da 2.ª Divisão.

domingo, 23 de novembro de 2008

Avaliação do professores

A quem tenha interesse e queira fazer o seu juízo de valor, tenho o dever de informar que o Agrupamento de Escolas de Sines, não interrompeu a avaliação.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Assembleia da discórdia

As "minhas" fontes, sempre credíveis e seguras, garantem-me que Francisco do Ó, ex-Presidente da Câmara Municipal de Sines e actual Presidente da Assembleia Municipal de Sines, eleito pela CDU, não estará presente na sessão solene do 24 de Novembro, sendo a sua mensagem lida por outro elemento da Assembleia Municipal, devido à discordância politica que grassa no PCP de Sines, nomedamente com o actual Presidente da Câmara Municipal, eleito igualmente pela CDU.
Será um teste à (des)união da CDU em Sines, mas também às minhas fontes.

PS - Mais um ano sem distinguir a Cáritas Paroquial de Sines e o Infantário Pintainho por mais de 30 anos de serviço à comunidade, mas a nossa medalha são as cerca de 500 pessoas a quem distribuimos alimentos e roupas e as continuas gerações de crianças que educamos e formamos para o futuro, e para estas actividades não têm os politicos medalhas, porque de nada valeriam.

Assembleia Municipal

Ontem na Assembleia Municipal de Sines, continuou a ópera bufa. Segundo consta, os deputados da CDU não se entendem e veêm para "a rua dizer o que comem em casa". Mau exemplo que, aliás, o PS já nos havia habituado em tempos idos.

Digo "segundo consta", porque a Assembleia Municipal é local que deixei de frequentar.

Visita de S.Exa o Presidente da República


Sines está a engalanar-se para a recepção ao Presidente da República. Imaginemos que todas as localidades fazem o mesmo aquando de visitas presidenciais ( muito possível), e que o Presidente da República é crédulo o suficiente ou desconhece o País (muito possível), e vive a acreditar que Sines como as outras terras tem sempre os jardins arranjados, as ruas limpas, árvores podadas, etc.

Qual a semelhança entre o presidente da república e o Carnaval de Sines há uns anos atrás, com a vinda de ambos Sines maquilha-se.

Faz muitos anos numa das grandes empresas do Complexo Industrial de Sines, preparou-se as instalações para a visita do Primeiro-Ministro, curiosamente era então Cavaco Silva. Por falta de tempo, apenas de pintou as paredes do trajecto que este iria percorrer, por infortúnios do destino, depois de percorrer alguns metros de lustrosas instalações, virou onde não devia e todo o provincianismo surgiu de forma exuberante.

Seminário sobre Segurança Higiene e Saúde no Trabalho


Dia 4 de Dezembro no Centro de Artes em Sines, a União de Sindicatos de Sines irá promover um Seminário sobre Segurança Higiene e Saúde no Trabalho com o apoio da Autoridade para as Condições de Trabalho e a Câmara Municipal de Sines.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

(Ex) citações da semana

“…é uma estratégia própria do PCP, de não deixar crescer nem melhorar, e de ir muito devagarinho para poder controlar. É o poder pelo poder.”

“Nas autárquicas, o que acontece é que a força que gere o concelho cobra e exerce alguma pressão sobre as pessoas, funciona através do medo, da coacção e da vitimização para conseguir votos.”

“…sabendo que uma empresa local, não só ofereceu à Câmara o projecto para uma ETAR como se disponibilizou a pagar uma percentagem dos encargos. Não fazer uma obra que ficava à Câmara praticamente a custo zero, é uma demonstração de incompetência e desleixo desta gestão autárquica. E não considerou prioritária esta obra porque, como todos sabemos, as coisas que não se vêm não dão votos.”

“…se o PS for eleito, vai fazer aquilo que a CDU não teve coragem de fazer, que é gerir os dinheiros públicos com rigor e competência. Tem que haver um combate permanente ao desperdício.”

“Comparativamente aos outros concelhos do litoral alentejano, Sines recebe muito dinheiro. E para onde vai o dinheiro? Para festas e foguetes e despesas correntes muito volumosas. É a incapacidade organizativa deste executivo e o grande peso da Câmara com os seus assessores vindos de fora, e que aqui têm carro, casa e chorudos ordenados(…) este executivo só se revê nestes assessores que, ao fim e ao cabo, são os seus comissários políticos.”

Mas temos outros problemas graves ao nível ambiental, como é o caso da poluição causada pelas empresas, nomeadamente a poluição atmosférica. Os executivos autárquicos são eleitos para defenderem os interesses das populações e, em última análise, são sempre os responsáveis por tudo o que acontece: ou por não reagir ou por fazer parte do problema. A minha opinião é de que temos de reagir, pois os autarcas são os 'zeladores' do concelho.

“Quando a Petrogal emite todos aqueles gases a população alarma-se, porque, por vezes, são emissões excessivas, o presidente da Câmara olha para aquilo e diz que não faz mal às pessoas. Isto fica-lhe duplamente mal porque é presidente da Câmara e, simultaneamente, é médico.”

“…o candidato da CDU promete a piscina mas o certo é que esse candidato, que também é presidente da Câmara, tem vindo a prometê-la desde que está no poder e os seus antecessores já a prometem há mais de doze anos.”

“Por exemplo, o Centro Cívico de Porto Covo para cuja construção foi aprovado, há onze anos, 240 mil contos de empréstimo, teve projecto elaborado e uma maqueta que ainda existe, mas o certo é que não foi construído.”

“Sines funciona a duas velocidades: a empresarial, com alta tecnologia e gestão moderna, e a velocidade terceiro-mundista desta gestão autárquica. Esta diferença vai provocar rupturas e, como se sabe, as rupturas pagam-se muito caro.”

“Numa altura em que os investimentos se intensificam, as acessibilidades a Sines continuam a ser um problema. Como é que resolveria estas questões?”

“E não tenho qualquer dúvida que se esses compromissos (acessibilidades) não fossem respeitados a PSA exigiria chorudas indemnizações ao Estado português. “

“…o facto de sermos da mesma cor política do Governo não nos tira a capacidade reivindicativa. Estamos preparados para influenciar e reivindicar tudo o que consideramos melhor para Sines”

“Este modelo (de habitação social) não é o melhor, pois promove os guetos, e espero que seja ultrapassado em breve. Temos o bairro Amílcar Cabral, iniciado há cerca de 20 anos, altura em que possivelmente, não existia muita sensibilidade para estar coisas, por parte de quem estava no poder. Assim, criou-se uma espécie de gueto e isso é errado porque a melhor forma de integrar as pessoas é pulverizando as minorias étnicas pelas várias zonas habitacionais.”
“Quanto às minorias étnicas continua tudo por fazer, nomeadamente ao nível das condições de vida e de inserção social. Daí, a nossa aposta no associativismo e na habitação social sem guetização.”

“A oposição pode vir dizer que teme que o Hospital do Litoral Alentejano não venha a contemplar a maternidade, mas o certo é que ela está prevista e isso é um facto. Mas é natural que a oposição duvide sempre de tudo.”

Na área da Saúde, a Câmara cometeu o erro de se substituir ao Ministério da Saúde e responsabilizar-se pelas obras num edifício que veio a ser o actual Centro de Saúde. Na altura comprometeu-se ainda aumentar o espaço, ou até construir um novo centro, quando o actual espaço se revelasse exíguo para as necessidades da população. Isto está escrito, mas agora o centro não responde às necessidades e continuamos à espera de um outro edifício.

“…mas a realidade é que a autarquia não faz aquilo que é da sua competência e depois vem fazer aquilo que não lhe diz respeito. Acho que, com um novo Centro de Saúde - previsto para breve - em articulação com as extensões de saúde em todas as freguesias e o próprio hospital, teremos uma boa rede de apoio à população. Depois, há que haver uma componente de retaguarda para aumentar a capacidade de resposta do próprio hospital. É necessário uma unidade desse tipo, na região, que pode até ser assumida por uma instituição de solidariedade social.”
Idalino José, Candidato PS, à Presidência da CMS 2001
Setúbal na rede, 2001.11.27

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Avaliação de desempenho

O dono de um talho foi surpreendido pela entrada de um cão dentro da loja. Enxota-o mas o cão volta a entrar. Volta a enxotá-lo e repara que o cão traz um bilhete na boca. Apanha o bilhete e lê: 'Manda-me 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor?'
Também repara que o cão tem na boca uma nota de 50 euros. Avia o cão e põe-lhe o saco de compras na boca.

Impressionado e, como estava para fechar, resolve seguir o cão. O cão desce a rua, chega aos semáforos e, com um salto, carrega no botão para ligar o sinal verde. Aguarda a mudança de cor do sinal, atravessa a rua e dirige-se à paragem dos autocarros. O talhante estava perplexo! Na paragem, o cão observa o painel dos horários e senta-se no banco, aguardando o autocarro.. Chega um autocarro, o cão vai à sua frente verificar o número e volta a sentar-se no banco. Chega outro autocarro e, verificando que era aquele o número certo, entra. E o talhante, de boca aberta, também entra para seguir o cão. Algumas paragens depois, o cão fica em pé das patas traseiras e carrega no botão de stop, para mandar parar o autocarro e sempre com as compras na boca. O talhante e o cão caminham pela rua, quando o cão parou à porta de uma casa e pôs as compras no passeio.

Vira-se um pouco, correu e atirou-se contra a porta. Repetiu o acto mas ninguém lhe abre a porta. Contorna a casa, salta um muro e, numa janela, começa a bater com a cabeça no vidro várias vezes, retornando para a porta. De repente, aparece um tipo enorme a abrir a porta e começa a bater no cão.

O talhante corre até ao homem, tenta-o impedir de bater mais no cão e diz-lhe bastante indignado: 'Ó homem, o que é que está a fazer? O seu cão é um génio!'
O homem responde: 'Um génio? Já é a segunda vez esta semana que este estúpido cão, se esquece da chave!'

Moral da história: Podes continuar a exceder as expectativas, mas... a tua avaliação depende sempre da competência de quem avalia.

Visionário

Thomas Jefferson (1743-1826), foi um dos fundadores do Partido Democrático e terceiro presidente dos Estados Unidos da América (1801 e 1809).

Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»

Porque a crise também mora em Sines

Vivemos uma crise financeira a nível mundial, que rapidamente pressionou a estrutura económica das empresas, e num mundo globalizado atingiu a economia real num ápice, o nosso dia-a-dia.

Em Sines um conjunto de felizes coincidências, ou antes investimentos, tem o condão de atrasar ou atenuar a referida crise, que contudo se vai sentido no comércio e na restauração, mas principalmente junto dos mais desfavorecidos. A pressão junto das instituições de solidariedade, câmara municipal e assistentes sociais aumenta diariamente, não apenas com as situações típicas, mas com uma outrora classe média, agora endividada, muitas vezes desempregada a engrossar a lista dos mais pobres dos pobres, “a pobreza envergonhada”.
É função do poder político, central e local, atenuar e diluir os impactos económicos nos momentos de crise, como a que atravessamos e que se agravará, sem que seja ainda possível adivinhar-lhe o fim.
O executivo camarário unanimemente - porque com a miséria não se faz politica - deverá constituir um gabinete de crise para monitorizar o seu impacto no Concelho e procurar soluções para os mais desprotegidos, entre muitas outras soluções deverá:
- a autarquia reforçar as verbas a atribuir às instituições de solidariedade, que trabalhem juntos dos idosos, desempregados e “novos” pobres;
- adiar os investimentos que não respondam a necessidades básicas da população como a solução dos esgotos;
- pelo menos os investimentos autárquicos a realizar, devem ser efectuados preferencialmente por empresas de Sines, ou que empreguem, preferencialmente, pessoas do Concelho de Sines, de forma a garantir postos de trabalho.
Não creiam em argumentos que existem normas nos concursos públicos que não permitem blindar as respectivas consultas, que me recorda o processo das piscinas municipais, em que uma empresa de Sines apresentou o melhor preço, obedecendo aos requisitos do caderno de encargos e por “opção técnica” a obra foi entregue a outra empresa, que trouxe os seus trabalhadores, máquinas e capital, e regressou sem criar riqueza no Concelho para além da própria, pelo menos que se saiba. Na ocasião, na qualidade de vereador, manifestei a minha admiração e indignação, mas prevaleceu a decisão técnica, porque politicamente quem podia, não quis assumir, de tudo resultou, mais um voto vencido.
É nos momentos difíceis que se vem de que massa é feita quem nos dirige, e situações drásticas exigem medidas drásticas, haja coragem.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

€ 35.000, uma... € 35.000, duas....

No acto de assinatura do protocolo de colaboração entre a Repsol e o Munícipio de Santiago do Cacém, Vítor Proença presidente da autarquia, afirmou que “a Repsol é a única entidade que trata da mesma forma o Município de Sines e o de Santiago do Cacém” e manifestou o desejo que “o apoio continue a ser assim já que a maioria dos trabalhadores da Repsol reside em Santo André e em Santiago".
Mais que a importância das suas palavras, o fundamental fica no seu silêncio, a Petrogal não apoia Santiago do Cacém da mesma forma que apoia Sines. Algo que poderá ser resolvido com com eventual proibição de trânsito de veículos de transporte de mercadorias perigosas nas estradas do concelho.

O argumento da localização dos seus trabalhadores é legitimo, mas não menos importante será o impacto que cada concelho sofreu na sua geografia, com a implementação destas indústrias, e a forma como afectou a vida dos seus habitantes, principalmente dos que não trabalham nessas empresas.

Estéril a discussão sobre quem deve receber apoios - que levaria a um autêntico leilão, por míseros e ridiculos € 70.000 - , profícua a discussão como são distribuidos esses apoios e de que forma as grandes empresas da região se devem envolver na sua atribuição. Na referida cerimónia o autarca afirmou que não é política da autarquia pedir às entidades que celebram protocolos com o Munícipio que “atribuam mais ou menos valor às colectividades e instituições”, porque sublinhou Vítor Proença “são as empresas que decidem o valor a atribuir”. O que é uma boa prática, aborta no facto de a Repsol desconhecer as colectividades ou instituições que está a subsidiar.

Cá por Sines, continua a ser importante definir critérios claros e transparentes de atribuição de subsídios às instituições e colectividades. Antiguidade, número de munícipes abrangidos, resultados alcançados, objecto social, etc. As possibilidades de critérios são tantas quantas as injustiças que se cometem quando o critério de atribuição é a vontade discricionária dos decisores.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Numa rua perto de si

GNR deteve no sábado em Sines um indivíduo por suspeita de tráfico de droga.
De acordo com as autoridades, o indivíduo foi “apanhado a comercializar estupefacientes numa zona habitacional em Sines”. Na altura da detenção, os militares da GNR apreenderam 17 doses individuais de haxixe.
Posteriormente foi efectuada uma busca domiciliária, tendo sido apreendidas mais 54 doses de heroína, mais de mil euros em dinheiro e três telemóveis.

Correio da Manhã

Vasco goleia e isola-se no comando

Rumo à subida de divisão, ontem o Vasco da Gama voltou a justificou o seu estatuto de principal candidato, à 1ª divisão distrital de Setúbal, ao vencermos no nosso Estádio o Almada por 6-0. Numa partida que tudo indicava que seria difícil e equilibrada, mas que o desenrolar do jogo evidenciou a nossa qualidade quer individual, quer colectiva para ultrapassar este adversário com uns expressivos seis golos ( Tiago Sobral (3), Roberto, Daniel Direito e Daniel Sobral) sem resposta.

No jogo de ontem que destacar o forte grupo de trabalho que tem o Vasco da Gama na equipa sénior, visto que o mister João Direito fez algumas alterações relativamente á equipa que tem jogado e lançou jogadores menos utilizados e a resposta foi fantástica, retribuindo assim a confiança depositada. Uma palavra especial para o Tiago Sobral que apareceu na equipa titular pela primeira vez esta época fazendo hat-trick e a justificar a opção do mister, fruto do trabalho que o Tiago tem desenvolvido nos treinos para justificar esta merecida oportunidade.

O Vasco é neste momento o melhor ataque (16 golos marcados), melhor defesa (3 golos sofridos) e líder isolado da prova com 13pontos.


Para a próxima jornada vamos defrontar em Almada o Beira-Mar, segundo classificado com menos um ponto que nós, o que faz prever um grande jogo, estando em disputa a liderança do campeonato.

Sines, Capital Alentejana da Cultura


Sines assume-se de direito próprio capital da cultura do Baixo Alentejo, muito por mérito do trabalho desenvolvido pela Autarquia, tendo o seu ponto alto na realização anual do melhor festival nacional de World Music, o FMM, Sem esquecer o trabalho desenvolvido por associações, onde se distingue o CCEN e o Teatro do Mar.

Uma marca da política cultural deste executivo, principalmente do presidente da autarquia, foi o abandono da lamechice da cultura popular, introduzindo actividades culturais mais eruditas, para a qual se supunha que o eixo Sines-Santiago-Santo André, não teria procura suficiente, e por vezes não tem, mas Sines já se tornou uma referência nacional em muitas actividades culturais, o que lhe permite um público geograficamente diversificado.
Tudo isto mantém muito elevada a minha expectativa relativamente ao Museu e Casa Vasco da Gama, e o saudado regresso ao castelo de Sines, dos eventos de importância maior na vida do Concelho.
Duas questões que nunca terão resposta, ou pelo contrário, terão várias respostas: a actual politica cultural é a mais correcta? Os investimentos autárquicos na área cultural serão prioritários para Sines?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Auto-estrada do Baixo Alentejo

São seis os consórcios candidatos ao concurso público para a subconcessão do Baixo Alentejo, revelou o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC). Em comunicado, o ministério liderado por Mário Lino adianta que os consórcios concorrentes são o Grupo Rodoviário do Baixo Alentejo (onde está integrada a Edifer), a Rota do Baixo Alentejo (liderado pela Somague), a Cintra, a Auto-Estradas XXI (em que surge a Soares da Costa), a AENOR e a Auto-Estrada do Baixo Alentejo (liderado pela Brisa).A Comissão de Avaliação irá agora apreciar as propostas e, revela o MOPTC, ainda este mês será proposta a “adjudicação provisória da obra a um dos concorrentes”. Refira-se que esta subconcessão integra a construção de uma nova auto-estrada entre Sines e Beja, parcialmente portajada, além da construção do IP 2 entre Évora e São Manços e da ER 261-5 entre Sines e Santo André, bem como a conservação de outras estradas já em serviço.

Correio Alentejo

Plano Rodoviário

Sines aguarda desde há muito um plano rodoviário, que defina o trânsito de modo a que não tenhamos de fazer um quilómetro para percorrer uma distância de 200 metros, entre o ponto de origem e de destino, estacionamento que não seja caótico atafulhando espaço de circulação pedonal, sinalização vertical e horizontal*, eliminar a quantidade desnecessária de sinalética, implementação de sinalização de orientação de modo a que Sines não seja um labirinto para os visitantes. Mas um plano rodoviário, contempla igualmente os peões, somos das localidades com menos e mais curtos passeios que conheço, iluminação nos pontos de maior circulação e intersecção de trânsito e peões, lombas limitadoras de velocidades em zonas de escolas e de passadeiras, etc, etc, etc.
Tudo isto é do senso comum, contudo a sua aplicação não basta olhar para uma planta da cidade e decidir, existem empresas e técnicos especializados, a autarquia que tão bem se tem assessorado e recorrido a empresas externas, para trabalhos técnicos especializados, teima em não apostar na qualidade numa área com um impacto tão grande na vida dos cidadãos.
E tudo isto, numa área urbana ridiculamente pequena, para tão desgraçado planeamento (???) rodoviário.

* A sinalização horizontal ou antes a sua ausência (excepto na marginal da Costa do Norte e na Avenida da praia, cuja gestão não cabe à autarquia), é um mistério. Porque as ruas e estradas de Sines deixaram de ter marcas no asfalto? Quem sabe quantas faixas tem a Avenida General Humberto Delgado? Apesar do ridículo não ter limites, terá andado lá perto no dias em que assisti a funcionários da autarquia a pintar de rolo e tinta de água uma passadeira.

Até a Barraca abana!

As campanhas eleitorais, nomeadamente o contacto porta a porta, são uma das experiências sociais verdadeiramente enriquecedora. Mesmo num meio pequeno em que muitos têm a presunção de tudo e todos conhecerem.
Numa das duas campanhas eleitorais autárquicas que participei, conheci um caso que nunca tinha pensado, e ainda hoje recordo com frequência.
Na visita a um bairro misto de barracas e algumas construções em alvenarias ilegais, a família proprietária de uma das barracas de madeira e zinco, albergava solidariamente – o sentimento de solidariedade é mais forte nas classes mais pobres, mais um dos estranhos fenómenos da natureza humana – um familiar distante, cujo sonho era possuir uma barraca. Foi então que percebi o significado da música de Gabriel o Pensador, com o refrão: “Eu só queria morar numa favela”. É o grau zero da existência humana.
Existe pelo menos três tipos de Barracas: a dos necessitados, dos aproveitadores e dos expectantes. De todos encontramos exemplo em Sines.
A dos necessitados, que continuam a existir em Sines. E que sem qualquer demagogismo, não se devia fazer nem mais uma Festa, equipamento de lazer, ou outro investimento sem resolver este drama. Este é o investimento prioritário, que todos devemos aos mais desfavorecidos, é para isso que pagamos impostos, o principio da solidariedade, é um dos pilares da sociedade desenvolvidas. Aproveitadores. Tantos que existem no nosso concelho, começa na horta, no armazém de apoio à horta, e temos a barraca que em poucos anos se transforma num anexo em alvenaria, no projecto aprovado, porque o filho casou e precisa dum local para viver. A atitude de praticamente todos é uma afronta para quem verdadeiramente têm de viver numa barraca.
Os expectantes. Vão existindo no Concelho e muitos com sucesso, muitas das vezes por inacção de quem de direito. Vem trabalhar para Sines, normalmente em trabalhos de paragens das unidades industriais, mal remunerados, findo o trabalho vão ficando, começam qual formiguinha a montar a sua barraca. Quando se dá por isso, temos mais uma barraca no Concelho.
Das muitas fotos possíveis, publiquei somente aquelas que encontrei entre o restaurante e o regresso ao trabalho, mas não é possível deixar de referir locais como a Ribeira dos Moinhos e a Barbuda.
Nota: É impressionante o "bairro" que a autarquia permitiu junto à estrada da Costa do Norte, o percurso foi o normal, primeiro horta, depois armazém e agora barracas e casas, veremos se o comodato, não dará origem a direitos adquirido, à moda da boa e velha tradição.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Porquê?

A Câmara Municipal de Sines, a Repsol Polímeros e oito colectividades do concelho assinaram ontem, terça-feira,11, nos Paços do Concelho, protocolos de colaboração.Os protocolos estabelecem a atribuição de apoios financeiros da empresa às oito colectividades, como o Vasco da Gama Atlético Clube, Independentes Futsal Associação, Ginásio Clube de Sines, Andebol Clube de Sines, Clube de Natação do Litoral Alentejano, Bombeiros Voluntários de Sines, Academia de Ginástica de Sines e Teatro do Mar.O valor do conjunto de apoios atribuídos é de 35 mil euros.


Não questiono a nobreza do acto (apesar de diminuto) da Repsol, aceito como uma atitude de boa vontade da Câmara Municipal intermediar (controlar?) a concessão de subsídios das grandes empresas do Complexo, obtendo deste modo um montante que provavelmente a soma de vários apoios individuais não atingiria, não ponho em causa a importância das colectividades contempladas, do mesmo modo que não posso duvidar do mérito das que ficaram de fora.

A única critica em todo este processo é a falta de transparência, o desconhecimento do critério, a dúvida instalada e o eventual favorecimento de algumas colectividades em detrimento de outras.
Tudo porque a autarquia ao não divulgar os critérios de selecção das entidades e dos montantes atribuídos semeia suspeitas, inibe a crítica das colectividades contempladas e das excluídas (que esperam a sua vez, num comprometedor silêncio), permite duvidar da existência de estratégia de apoio em substituição de uma atribuição casuística (ou pior) e acreditar que a boa vontade mais não é que uma actividade centralizadora e dominadora que visa controlar o associativismo.
E qual o papel da Repsol e da Petrogal em tudo isto, serão apenas mecenas "cegos"? ou terá conhecimento de quem e do que apoiam? saberão quem fica de fora? limitar-se-ão a despachar a "sua responsabilidade social" para a autarquia, lavando as mão como Pilatos? Será uma decisão local, ou da sede das empresas? e onde mora a oposição? já procurou saber as repostas a estas questões, ou ainda nem se interrogou?
Portugal Teachers: Portuguese government must do better
Portugal’s teachers have descended on Lisbon en masse. More than 100,000 staff from all over the country gathered for a rally in the centre of the Portuguese capital.
They are furious at the socialist government’s education policies in general, and a new method of assessing teachers’ performance in particular – introduced for the first time this year.
Although they do not question the need for evaluation, they argue that the system as it stands is too bureaucratic, and difficult to operate fairly. But that is not the only issue which sparked such a huge turnout.
They are also unhappy with their work timetable, the way jobs are distributed, and the status of teachers in Portugal.

Euronews

Rotundamente

Além de facilitarem o trânsito, as rotundas são um elemento georreferenciador e de embelezamento das localidades. Mas para que cumpram a segunda e terceira função devem ser dotada de elemento distintivo. Resumindo, porque motivo a autarquia siniense faz as rotundas e simplesmente abandona-as ao seu papel funcional.Antigamente, praticamente todas as vilas vestiam as suas rotundas ou ilhas de trânsito com flores da estação, hoje existem localidades que optam por elementos decorativos, fontes de águas, outras por homenagear os seus heróis individuais ou colectivos, outras por monumentos de arte pública, e outras por nada. Simplesmente nada, excepto mato, ervas e tudo o mais que queira crescer livremente, enquanto os carros contornam bufando gás, como no caso de Sines.Em Sines para além da fonte de água, feita pela APS, não existe nenhuma rotunda distintiva, que sirva de referência geográfica, que imortalize os nossos heróis, ou os feitos de gerações passadas, ou simplesmente embeleze a nossa Cidade.Confesso que desconheço se existe, da parte do executivo camarário, algum prurido ideológico que impeça a valorização do indivíduo, enquanto actor individual da história, se falta liquidez para adquirir obras de arte públicas ou manter arranjos florias todo o ano, se questões ambientais impedem fontes de água ou luminosas, se não reconhecem a existência de nenhum movimento ou acontecimento colectivo de relevo na sociedade siniense digno de relevo, mas façam algo nas nossas rotundas que as distingam de um baldio ou simples empedrado.
Sobre este assunto veja: a http://asmaisbelasrotundas.blogspot.com/, blogue temático bastante curioso e engraçado.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Confesso que temi o pior

La Seda obtém aprovação para projecto de 320 milhões em Sines,
Financiamento a 15 anos

A La Seda de Barcelona obteve a aprovação para um «project finance» de 320 milhões de euros para as suas instalações em Sines, com um financiamento a longo prazo de 15 anos.
O calendário de amortizações permitirá pouca carga financeira para a empresa nos próximos cinco anos, de acordo com a própria. O «project finance» da fábrica de PTA da multinacional química é liderado pela Caixa Geral de Depósitos.
A construção desta fábrica iniciou-se no passado mês de Março e foi qualificada como Projecto de Interesse Nacional (PIN) pelo Governo e conta com subvenções directas e benefícios fiscais, ajudas autorizadas por Bruxelas.

Esplanadas de Estacionamento

Cada local possui a sua própria luz, como se o céu e o sol mudassem de cidade. Sines tem talvez a mais bela luz natural que conheço, e que atinge o seu expoente, algures entre o azul do mar e do céu limpo de nuvens.
Mas a esta generosidade da natureza, sobrepôs-se o destino dos homens. Sines merece ruas, avenidas e passeios largas, jardim amplos, largos e espaços ao ar livre servidos por esplanadas, que aproveitassem esta benesse da natureza.

No Largo da GNR, em vez de um esplanada, temos um parque de estacionamento, devidamente servido por mais um prédio sem cave de estacionamento, com varandas avançadas sobre o espaço público, que mais parecem querer devorá-lo.

No Largo Afonso de Albuquerque (antigo Largo da Rodoviária Nacional) porta de entrada do Centro Histórico e situada numa área comercial e de serviços de relevo, em vez de uma esplanada a toda a dimensão do largo e da criação de estacionamento subterrâneo, licenciou-se a construção de mais um prédio de dimensões consideráveis, sem cave de estacionamento e no lugar da esplanada, estacionam viatura encostadas a barras de ferro para evitar que entrem pelas montras. Neste caso as alegadas dificuldades de fazer uma cave naquele solo, apresentadas pela autarquia, esbarram na existência da cave do prédio ex-BNU, na cave do Centro de Artes, a escassos metros, e nas soluções de engenharia actuais que permitem quase tudo.

Nota: Prevê a lei a atribuição de uma compensação devida pela ausência de estacionamento, paga pelo construtor à autarquia, que atendendo ao espírito da lei serviria para criar os lugares de estacionamento à superfície, compensando deste modo a sua ausência em cave.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

VASCO continua sem perder!!!

Mais uma jornada passada e o Vasco da Gama continua sem perder no campeonato da 2ª divisão distrital de Setúbal, decorridas quatro jornadas. Este domingo deslocámos-se ao Barreiro para defrontar o Luso, adversário sempre difícil de bater no seu (mau) terreno, quer pela intensidade que imprime ao jogo, quer pela pressão (com muitos excessos) do seu público à equipa de arbitragem e às equipas visitantes.

Entramos bem no jogo dominando os primeiros 20 minutos, traduzindo-se no nosso primeiro golo, obtido num livre directo, bem cobrado pelo Miguel Nobre e que espelhava a nossa superioridade até aquele período do jogo. Depois do 0-1 o Luso reagiu e procurou o golo do empate, que chegou perto do intervalo numa falha de marcação dentro da nossa área, fixando o resultado em 1-1 ao intervalo, perspectivando-se uma boa segunda parte.

Na segunda parte não estivemos ao nosso nível e permitimos alguns ataques do Luso, num desses ataques e de aparente controlo da nossa parte o Luso chega á vantagem num golo muito consentido da nossa parte, resultante de um lance sem o mínimo perigo... inverteram-se os papéis, agora éramos nós que corríamos atrás da (injusta) desvantagem. E quando já ninguém acreditava que empataríamos, e que o Luso seria a primeira equipa a vencer o Vasco da Gama, Ismael ao minuto 90 faz um grande golo (2-2), em remate fora da área que permite continuarmos em 1º lugar isolados com 10 pontos.

Domingo, dia 16/11/08 ás 15h, prevê-se um jogo difícil para o Vasco da Gama na recepção ao Almada a contar para a 5ª jornada. Os sócios do Vasco com as quotas em dia têm entrada gratuita, já o restante publico pagará apenas 4,00€ para ver o jogo.

VASCO DA GAMA 10 pontos - 4 jogos
Beira-Mar de Almada 9
Paio Pires 8
Almada 7
Botafogo 7
Luso Barreiro 5
Quinta do Conde 4
Juventude Sarilhense 3
Lagameças 2
10º Charneca da Caparica 0

domingo, 9 de novembro de 2008

Falta de Ar

A Câmara Municipal de Sines será (e espero que sempre) o sócio maioritário, como garante do funcionamento e êxito deste grande projecto (Escola das Artes de Sines).
Presidente da CMS, in Informação à População de 5.11.2008


Penso precisamente o contrário, e espero que a CMS possa rapidamente deixar de ser o sócio maioritário, porque existem instituições da sociedade civil que garantem o funcionamento e o êxito da Escola de Artes de Sines. Isto porque acredito na capacidade dos indivíduos e nas instituições, e porque entendo que as competências das autarquias devem ir somente até onde não chega a sociedade civil.
Da política do actual executivo autárquico a centralização da vida social, com o consequente controlo das suas instituições e esmagamento da iniciativa privada da sociedade civil, é aquele que irremediavelmente mais me afasta.
Esta relação de domínio, directo ou indirecto, sobre algumas instituições e de menosprezo com aquelas onde não consegue exerce a sua influência, tem sofrido um agravamento nos tempos recentes. Recentes atitudes – como a recusa da CMS apoiar iniciativas do Centro Cultural Emmerico Nunes, a exclusão de parcerias na gestão da pré-escolas - superaram o bom-senso e dificilmente se justificam ideologicamente (a este propósito ver aqui) ou um fundamento estratégico que não seja a perpetuação do poder, através do controlo das instituições e do esvaziamento da sociedade civil.
Sou acérrimo apologista de uma sociedade civil livre, independente e vibrante, competindo às autarquias promover a sua dinamização, garantir e assegurar o seu funcionamento e regulação, constituindo um complemento à iniciativa da sociedade civil e não à sua substituição.
O mais recente acto desta dispendiosa politica é a criação de uma bolsa de emprego, criada pela autarquia. Ultrapassa-me de que forma poderá a autarquia substituir, suprir ou melhorar o mesmo serviço prestado pelo Centro de Emprego de Sines.
Menos grave, mas igualmente preocupante, são os custos que tudo isto significa para e que em última análise os nossos impostos suportam. De cada vez que a autarquia ocupa o espaço da sociedade civil, canibalizando as suas instituições, “engorda” a sua já obesa estrutura de pessoal e de custos.
Se para alguns a iniciativa privada continua a ser um pecado, para muitos mais, a ineficiência da gestão pública é um inferno.

sábado, 8 de novembro de 2008

Mea Culpa


Hoje ao ler o comunicado à população do Presidente da Câmara Municipal de Sines, sobre os corpos sociais da Associação Pró Artes, percebi que errámos e ambos por bons motivos.


Errou o presidente da Câmara Municipal de Sines, que somente olhando a bondade do fim a alcançar - oficializar a Escola de Música para o corrente ano lectivo e assegurar o seu financiamento - não ponderou os meios, convidando particulares da sua esfera pessoal, pejando o honrosos caminho percorrido - conseguir a oficialização num mês, num país complex - de desconfiança e criando um facto politico. Errou ao não prever a suspeita e antecipar a justificação.

Errei redondamente, precipitando-me no post em que critiquei o facto de não ter o presidente da CMS convidado instituições e colectividades ligadas à área da música para constituir a associação. Fi-lo certo da legitimidade de tornar pública a minha indignação, da exclusão de instituições ligadas à música em detrimento de particulares.

Por não ter confirmado que esses convites foram efectuados e somente a exigência de cumprir procedimentos estatutários não permitiram que as entidades se associassem dentro do tempo exigido, apresento as minhas desculpas aos visados e aos leitores.

Nota de rodapé: Sempre que penso que existem fins que justificam os meios, recordo-me de uma estória, que não sei se verdadeira ou falsa. Um prefeito no interior do Brasil - terra fértil dos mais recambolescos acontecimentos - pretendia construir um novo cemitério, contudo o número anual de óbitos não era suficiente para garantir o financiamento estadual. Pois, foi algo que ficou resolvido com o banquete oferecido nas festas da cidade e consequente intoxicação alimentar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Comunismo pragmático


A Câmara de Santiago do Cacém lançou à discussão pública um projecto que prevê a proibição de trânsito de veículos de transporte de mercadorias perigosas nas estradas do concelho.


De acordo com esta autarquia do Litoral Alentejano "a circulação de veículos de transporte de mercadorias perigosas nos perímetros urbanos do município de Santiago do Cacém apresenta elevada perigosidade, susceptível de provocar acidentes ecológicos, situações de poluição ambiental e é um factor de degradação da qualidade de vida das populações, seja pelo ruído, seja pela poluição seja pelo risco de acidente agravado", segundo é revelado pelo elenco camarário.

Ainda na opinião do município, a presente postura visa, assim, condicionar a circulação de veículos de transporte de mercadorias perigosas desde que estas mercadorias se encontrem abrangidas pelos critérios de classificação de mercadorias perigosas.
Um "estatuto" que, de resto, está previsto no Regulamento Nacional de Transporte de Mercadorias Perigosas por Estrada e na demais legislação e normas europeias em vigor nesta matéria".
A nível do distrito de Setúbal é o transporte de gás liquefeito que levanta maior apreensão aos serviços de protecção civil, já que em caso de acidente, uma nuvem tóxica pode ser muito grave e, se houver aquecimento da cisterna, ela pode explodir e os estilhaços atingirem centenas de metros. Daí que que existam atenções redobradas sobre Sines.


Preocupação legitima, mas que creio, se resolva com uma maior atribuição de subsídios das empresas do Complexo Industrial de Sines ao Município de Santiago, como Vítor Proença já reclamou.

A sul do Sado, há um dono da cultura

"Nestas coisas da cultura, felizmente que ainda há quem resista, ainda há quem vá contra poderes instituídos.
O Centro Cultural Emmerico Nunes é uma das mais reconhecidas instituições culturais, não só em todo o litoral alentejano, mas também no sul do país. E claro de reconhecidíssima importância e relevância para a sua cidade berço – Sines.

Foi e ainda é aos olhos dos principais agentes e divulgadores de arte, um dos principais promotores, a sul do Tejo, da arte contemporânea feita em Portugal. Anualmente produz a “Verão Arte Contemporânea”, o seu evento de divulgação dos mais considerados artistas plásticos nacionais. De Paula Rego a Graça Morais, de Júlio Pomar a Pedro Cabrita Reis, de Assis Cordeiro a Pedro Calapez, inúmera a lista. De jovens artistas e menos tal, sem excepção, todos reconhecem ao CCEN uma enorme valia na divulgação das artes e da cultura deste país.

Parceira de instituições como a Fundação Gulbenkian, CCB ou Colecção EDP/Culturgest, o CCEN de Sines continua a constar como uma das mais prestigiantes cooperativas culturais no sul do país.

Ninho de sensibilidades artísticas, por ele passaram jovens de diferentes gerações que, ao longo dos anos, foram valorizando uma instituição que actualmente recebe da autarquia, sua promotora, nem mais nem menos que o absoluto desprezo.

Apoiada no passado pelo município de Sines, onde aliás, consta ainda oficialmente como cooperante, o Centro Cultural segue indiferente ao garrote sufocante a que foi votada pela actual autarquia há vários anos, continuando com a sua programação possível. Indiferente não é bem assim…

Há coisas que doem. Que magoam profundamente, sobretudo para quem se dedica à cultura com paixão, espírito solidário e de sociedade. Mais que a dívida (monetária), custa o desprezo.

O CCEN é uma cooperativa cultural na melhor acepção da palavra. Vive do voluntariado dos seus cooperantes e do apoio económico de alguns mecenas (instituições públicas e empresas privadas), que reconhecem ao Centro, um passado e um presente de importância cultural relevante. É por isso e por muito mais, que lhe foi reconhecido o estatuto de utilidade pública.

Recentemente, em 10 de Outubro passado, inaugurou a exposição “Sines – Três Séculos de Cartografia” e apresentou oficialmente o livro “Alexandre Massai: A Escola Italiana de Engenharia Militar no Litoral Alentejano (Séculos XVI e XVII)” do historiador António Martins Quaresma.

Entre os dias 18 e 19 de Outubro levou a efeito na cidade de Sines um - Encontro de História “Alentejo Litoral”, que reuniu naquela cidade, historiadores, arqueólogos, professores de história e outros interessados. Sete (7) conferências, 27 comunicações, dezenas de participantes. Um concerto de harpa céltica e outro de guitarra portuguesa. Durante dois dias o centro histórico da cidade esteve vivo e movimentado como raramente está.

Se disser que em nenhum dos eventos relatados esteve representado, apesar dos convites, algum membro do actual elenco municipal, digo rigorosamente a verdade. Em termos institucionais autárquicos, apenas a presença da Junta de Freguesia e do actual presidente da Assembleia Municipal.

Como qualquer instituição cultural, também o Centro Cultural Emmerico Nunes de Sines, precisa de apoio. Económico e solidário. Sobretudo pelo reconhecimento de mais de vinte anos ao serviço e em prol da cultura.

Assim não entende a autarquia de Sines. Desde que construiu o seu Centro de Artes, o apoio a instituições culturais como o CCEN acabou. Perante a sua política cultural, centrada umbilicalmente nas suas realizações e produções, tudo o resto secou. Como se a cultura fosse propriedade de quem tem poder. Político e económico. Como se a cultura tivesse dono. O município tem a sua política e o Centro também.

Resta apenas uma pergunta: - a ser assim, porque razão é ainda a Câmara Municipal sócia cooperante (???) do CCEN?

Resposta muito simples: - para o Centro, as instituições são isso mesmo. As pessoas vão e vêm, mas as instituições ficam. E essas quando funcionam bem é que merecem respeito."
Texto (adaptado) de João Pereira da Silva
In Setúbal na Rede

da série: "Quero voltar prá ilha!"

Este País está estranho.

Cristiano Ronaldo sério candidato a melhor jogador de futebol do mundo, não foi indicado pela Federação Portuguesa de Futebol para o prémio anual de melhor atleta masculino da Confederação dos Desportos de Portugal. Dizem que se deve ao tema proposto: "amor à camisola". Então o prémio não deveria chamar-se "melhor atleta masculino do ano", mas "Prémio amor à camisola", que de facto é algo que Cristiano faz questão em despir de cada vez que marca um golo.

O PCP vota contra a nacionalização de um banco. Porque têm dúvidas, dizem. Que pena que não tenha tido estas dúvidas na década de 70.

Fátima Felgueiras, estranhamente exulta que se fez justiça, quando foi condenada pelo Tribunal de Felgueiras a três anos e três meses de prisão com pena suspensa por igual período, decretando ainda a perda de mandato da autarca. A autarca foi condenada pelos crimes de abuso de poder, peculato e peculato de uso, estando em causa ajudas de custo indevidas numa viagem, a apropriação de uma viatura e ainda a participação na aprovação de loteamento de terrenos.
A perda de mandato reporta ao período em que se verificou factos provados, ou seja não se perde um mandato que já se cumpriu.

da série: "Curiosidades"

Vulgarmente diz-se: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro.'
Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro.'

'Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.''
Enquanto o correto é: 'Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'

'Quem tem boca vai a Roma.'
O correto é: 'Quem tem boca vaia Roma.' (do verbo vaiar)

'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é: 'Esculpido em Carrara.' (tipo de mármore)

'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correto é: 'Quem não tem cão, caça como gato'... ou seja, sozinho!

Nossa Língua Portuguesa - Prof. Pasquale Cipro Neto

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Banco Português Nacionalizado

Vale e Azevedo enganou o BPN em dois milhões de euros

Diz o povo "Ladrão que rouba a ladrão...", paga o cidadão, acrescento eu.

Inov@emprego


Na fase final do curso, quando se aproximava a ansiada entrada no mercado de trabalho, fui a algumas feiras de emprego.
Desde as de grandes dimensões, como a da FIL, às mais pequenas, das Universidades, todas elas assentavam em dois objectivos:
a) Aproximar os jovens à procura do 1.º emprego, desempregados, ou activos em busca de novo emprego, do mercado de trabalho.
b) Aproximar as instituições da realidade sentida pelos empregadores/empresas na economia real.

A nós – eu e os meus colegas – interessávamos a primeira, vivi e aprendi coisas interessantes, como workshops sobre entrevista de trabalho, preparação de curriculum vitae, apresentações de experiência académica, simulações em contexto real de trabalho, possibilidade de estágios remunerados – era a novidade da época. Certo era que apesar de não ficarmos preparados para o mercado de trabalho era uma abordagem que permitia tomarmos um contacto com a dura realidade que nos esperava.

Apesar da bondade da iniciativa da autarquia de Sines, não vejo como o Inov@emprego, pretende alcançar o primeiro objectivo. Apesar das inúmeras inscrições nos stands das empresas presentes não conheço nenhuma que tenha resultado numa proposta de trabalho, não me parece que quem está à procura de emprego sai desta iniciativa mais preparado ou habilitado para solucionar o seu problema.

Em relação ao segundo objectivo, trata-se de uma oportunidade perdida, de através de debates participados e bem moderados, que as instituições ligadas à problemática do emprego/desemprego/formação aproveitassem para conhecer a realidade da região.

Não será por acaso que a Universidade de Évora e a Galp tenha assinado à margem desta iniciativa um protocolo de colaboração que aproximará a empresa da universidade, introduzindo na formação curricular, uma componente prática no meio industrial. Quando a maior Universidade e a maior empresa da região ignoram esta iniciativa, nem com muito boa vontade se pode afirmar que se trata de um caso de sucesso.

Nova regra

A partir de hoje todos os comentários que façam referência a nomes ou casos concretos e especificos, somente serão aceites devidamente identificados e recepcionados via mail: antonio.luis.braz@hotmail.com

Petrogal

A Universidade de Évora e a Petrogal assinaram um protocolo de colaboração no âmbito das licenciaturas de terceira geração, para o curso de Engenharia Química. O principal objectivo é aproximar a empresa da universidade, introduzindo na formação curricular, uma componente prática no meio industrial.
A empresa está curiosa e tem expectativas muito positivas. "Temos dificuldade em fixar quadros na área de Sines e esta pode ser uma forma de assegurar a continuação da actividade profissional na região".
Jornal Online da Universidade de Évora

E se admitissem colaboradores da região de Sines, não seria mais fácil fixá-los na região?