- Deve saber bem acordar todos os dias com vista para esta baía!
Ia a caminho do castelo quando ouvi isto vindo de um grupo de quatro jovens sentados na esplanada do restaurante Mexilhão.
Gosto de ver Sines assim, vestida com o colorido de um corropio de gente para todos os gostos, ou quase, porque durante estes dias, por aqui, não há lugar a cinzentismos dos velhos do restelo habituais.
A música começou em Português, mas esperava-nos um mergulho nocturno por sons do Continente Americano. Um bom ponto de partida, unir os dois lados do Atlântico com dois palcos a servir de ponte.
- Nunca vi um festival com um ambiente assim!
Uma pessoa derrete-se a ouvir estas coisas, afinal o festival é a minha terra e essa, já não consegue viver sem as músicas que lhe trazem o Mundo por alguns dias.
À saída do castelo,
- Desculpa, ainda vais entrar ou posso ficar com a tua senha?
- Epá, olha há ali uma bilheteira em baixo, se calhar é melhor ires comprar bilhete, sempre davas dinheiro a quem faz isto, e olha que eles bem precisam...
Que raio de gente é esta que nem serve para comprar bilhete para um festival? Para mim o FMM passa-se no castelo, ou nasce lá pelo menos, porque depois espalha-se dali para todo o lado, como a brisa que nos traz a meio de um concerto o cheiro a maresia.
O parque de campismo cheio, tendas na relva da APS, seres a deambular a toda a hora, por todo o lado, sem rumo aparente, preenchendo até os sítios que nos habituámos a ver desertos, bancos vazios agora acompanhados, canteiros que servem de poltrona, muros que são por uns minutos mesa de jantar e quase aposto que Sines gosta destas aventuras.
- Ai! Ainda agora aqui passou um casal, os dois descalços cada um com a sua garrafa de vinho debaixo do braço veja bem!
- Isso a mim não me faz confusão nenhuma, só não percebo porque é que os concertos da Avenida não são pagos.
Nem eu percebo, mas isso são contas de quem não as sabe fazer. Dois mais dois afinal são três de maneira que me é difícil tentar perceber alguns porquês. Nem estou para isso aliás, que o nosso Presidente diz que isto sim é serviço público, e se é público que se lixe a diferença deste dois mais dois, porque o que se arranjou aqui foi um espírito que não se pode perder e isso não tem preço. Daqui a alguns anos, quando estes jovens que em paz nos invadem forem pais, quando forem chefes, nem que seja de si próprios, quanto irá valer a imagem que guardam da nossa terra?
- O melhor de tudo é que aqui é tudo à borla! Só gastas dinheiro em comida e bebida.
Que isto dos espiritos não tem preço, e a coisa cria-se e depois não apetece nada deixá-la ir, assim de mão beijada à mercê de um prejuízo mais escondidinho.
- Ainda estou para ver o que vai acontecer ao FMM quando o Coelho sair daqui.
Não acontece nada, que o homem lá por ter deixado criar isto não lhe fica assim com o exclusivo e acho que ninguém quer perder este festival, mesmo que não dê dinheiro por x menos y. Ainda não sei como, mas qualquer dia ainda vos provo que a riqueza de um povo não se mede apenas pelo seu ouro em caixa.
- Há uma tenda na pedreira com festa até as quatro da tarde!
- Estes moços até metem medo...
Eu também tenho medo de chegar ao final de Julho e a minha Sines deserta, de bancos solitários, canteiros vazios, noites despidas, os mesmos sítios desertos, como costumam estar sempre, dia após dia. Mas agora passa, quando descer as escadas e me misturar com a maré de gente que inunda Sines, que me inunda a mim, da ilusão de que isto podia ser tão diferente daquilo que realmente é.
Aproveitem!
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Galp admite congelar central em Sines
O presidente executivo da Galp Energia disse hoje que a empresa não avançará com uma nova central de ciclo combinado em Sines, caso o Governo não institua, para as novas centrais, uma remuneração de potência semelhante à existente em Espanha.
oferece-se emprego
procura-se comerciais e venderes para:
amaciadores para todos os tipos de cabelolocal: antigo parque de campismo de Sines e provável futura urbanização do parque
período: FMM
remuneração: à comissão e boa sorte
Curioso ou Talvez Não!
Freitas defende nacionalizações das empresas estratégicas
Se as golden shares e os direitos de veto forem declarados ilegais pela UE, Freitas do Amaral diz que "haverá que caminhar sem receios para a nacionalização de 50,01% do capital das empresas que não estamos dispostos a perder".
Freitas do Amaral aconselha Sócrates a nacionalizar 50,01% da EDP, GALP e PT.
Quando fala em sectores estratégicos, Freitas refere que empresas como a "PT,a EDP, a GALP (e a TAP!) estão entre os nossos "campeões nacionais". "Portugal não pode ficar sem elas, pois são para nós empresas estratégicas, são o melhor que fomos capazes d pôr de pé nas últimas décadas, em boa parte com o dinheiro dos nossos impostos".
"O Estado português não pode ceder. Tem de traçar um risco no chão, dizendo em voz alta e sem complexos: daí para cá não passam", afirmou o antigo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros do primeiro governo de José Sócrates.
Freitas do Amaral lembra que na Europa continental "o interesse público sempre teve, e tem, primazia sobre os interesses privados, nomeadamente os económicos e lucrativos". "Por isso a nossa Constituição determina (e bem) que o poder económico está sempre subordinado ao poder político; e, quando tenta não estar, deve ser colocado no seu devido lugar".
"O projecto europeu fez-se, além do mais, para aumentar a concorrência - e não para reduzir essa competição incentivando as grandes a engolirem as pequenas", acrescenta Freitas do Amaral. "É paradoxal ver os capitalistas liberais, consciente ou inconscientemente, a contribuírem para dar razão a Marx, na sua 'lei da concentração capitalista'".
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Curiosas as coisas que se dizem, tantos anos depois dos Governos de bloco Central (de direita), terem destruído o que de melhor o país detinha.
Não gostaria de ter razão (por estes factos)
quinta-feira, 29 de julho de 2010
As notícias que os outros "esquecem"
O hastera das bandeiras azuis é smpre motivo de noytícia da autarquia vangloriando-se, e bem, da qualidade das praias, já o contrário merece o mais profundo silêncio.
Na última semana a praia da Vieirinha, em Sines, perdeu a Bandeira Azul, «devido a obras de requalificação do acesso ao areal», dizem.
O Programa Bandeira Azul iniciou-se em 1987 com o objectivo de elevar o grau de consciencialização para a necessidade de se proteger o ambiente, marinho e costeiro e incentivar a realização de ações de educação ambiental, de melhoria da qualidade da água balnear, dos acessos, da segurança e equipamentos para os utilizadores.
Realizar as obras de acesso às praias no inverno não é pedir muito.
Na última semana a praia da Vieirinha, em Sines, perdeu a Bandeira Azul, «devido a obras de requalificação do acesso ao areal», dizem.
O Programa Bandeira Azul iniciou-se em 1987 com o objectivo de elevar o grau de consciencialização para a necessidade de se proteger o ambiente, marinho e costeiro e incentivar a realização de ações de educação ambiental, de melhoria da qualidade da água balnear, dos acessos, da segurança e equipamentos para os utilizadores.
Realizar as obras de acesso às praias no inverno não é pedir muito.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Despesismo com vista para a baía
imagem meramente ilustrativa, não corresponde ao banquete mencionado no post
Desenganem-se os guardiões da contenção de custos, os defensores da redução de despesas e os inocentes que acreditavam que doravante nada seria igual. Contenção de custo e redução de despesas há, mas ao contrário do sol, quando nasce não é para todos.
Por mais que a crise aperte, os fornecedores gemam, os munícipes berrem e os eleitores se sintam defraudados se existe algo inatacável pela crise é a paparoca na abertura do FMM. É certo que mais comedida, devido à crise. Ou seja existir festim com o dinheiro dos contribuintes é garantido, só que apenas para alguns, o povoléu ficou de fora.
E assim, junto aos canhões do Castelo, com o manjar em nova localização, dá-se o tiro de partida para mais uma etapa do vale tudo. Unidades hoteleiros com repórteres instalados à despesa - que isto de laudatórios também tem o seu preço -, restaurantes a servir músicos a crédito, música até o sol raiar (como justificar depois de todas as limitações horárias a bares e festas, iniciar um espectáculo na avenida da praia às 3 da manhã, numa quarta-feira), estacionamentos nos telhados se conseguirem, acampamentos dentro da nossa casa se permitirmos, vale tudo para o prazer, lucro e protagonismo de poucos.
Autêntico atavismo provinciano, comida, procissão e patrono e foguetório não podem faltar num arrial popular, mesmo que travestido (ah! que prazer utilizar este termo do Primeiro) de evento cultural erudito. Esquecendo a procissão que os compêndios marxistas da juventude afastaram-nas para longe até como sinal do progressismo de uma juventude libertária, o resto está bem presente.
Turismo de calidade
Considerando que consigo fazer uma viagem até Lisboa sem ouvir um pingo de música, sintonizando a rádio em notícias, debates ou relatos, não conheço parte dos grupos da moda, nem tenho ipod, não sou propriamente um melómano - o que reconheço não torna a minha vida mais feliz.
Daí que o FMM não seja para mim um acontecimento musical, mas a sua essência transcende a música, sendo esta apenas o motivo. Adoro a moldura humana, o gentio, o movimento e o seu burburinho que torna Sines uma cidade por escassos dias.
Invariavelmente o FMM, arrasta consigo bandos de freaks de verão, pelos quais nutro uma repugnância que quase roça a indiferença. não pelo aspecto fisico ou falta de àgua, pelos cafés cheios, as caixas ATM sem dinheiro, o cheiro, o barulho, nada disso me incomoda, mas o que me tortura é o abandono da verdade.
Depois de um ano inteiro a aturarmos de falsos comunistas, interesseiros socialistas, espectantes sociais-democratas, amigos de ocasião, defensores de causas próprias, alpinistas sociais e toda a sorte de gente que vende princípios e valores pelo vil metal e sabor do poder, ainda temos de aturar os freaks e rastas de Agosto, que após as férias correm a vestir o fato e gravata e deixam de ser cool no último dia de férias.
Não não quero comprar artesanato africano, nem calendários com a nossa senhora, nem óculos de marca, nem haxixe, nem dou cigarros - porque não fumo e não tenho o hábito de dar a quem pede, mas antes a quem precisa, o que nem sempre é a mesma coisa - não pago copos senão aos amigos e vá lá conhecidos, desamparem a loja.
Não é este turismo de qualidade que se pretende, nem o futuro (?) parque de campismo serve para este turismo, nem a venda de melancias à beira da estrada e de atoalhados nos parques de estacionamento das praias, nem caravanas a ofuscar a paisagem, nem um trânsito cuja circulação e sinalização é no mínimo patético, nem ruas esburacadas, ausência de passeios e espaços verdes, nem tampouco haverá turismo, quanto mais de qualidade.
Daí que o FMM não seja para mim um acontecimento musical, mas a sua essência transcende a música, sendo esta apenas o motivo. Adoro a moldura humana, o gentio, o movimento e o seu burburinho que torna Sines uma cidade por escassos dias.
Invariavelmente o FMM, arrasta consigo bandos de freaks de verão, pelos quais nutro uma repugnância que quase roça a indiferença. não pelo aspecto fisico ou falta de àgua, pelos cafés cheios, as caixas ATM sem dinheiro, o cheiro, o barulho, nada disso me incomoda, mas o que me tortura é o abandono da verdade.
Depois de um ano inteiro a aturarmos de falsos comunistas, interesseiros socialistas, espectantes sociais-democratas, amigos de ocasião, defensores de causas próprias, alpinistas sociais e toda a sorte de gente que vende princípios e valores pelo vil metal e sabor do poder, ainda temos de aturar os freaks e rastas de Agosto, que após as férias correm a vestir o fato e gravata e deixam de ser cool no último dia de férias.
Não não quero comprar artesanato africano, nem calendários com a nossa senhora, nem óculos de marca, nem haxixe, nem dou cigarros - porque não fumo e não tenho o hábito de dar a quem pede, mas antes a quem precisa, o que nem sempre é a mesma coisa - não pago copos senão aos amigos e vá lá conhecidos, desamparem a loja.
Não é este turismo de qualidade que se pretende, nem o futuro (?) parque de campismo serve para este turismo, nem a venda de melancias à beira da estrada e de atoalhados nos parques de estacionamento das praias, nem caravanas a ofuscar a paisagem, nem um trânsito cuja circulação e sinalização é no mínimo patético, nem ruas esburacadas, ausência de passeios e espaços verdes, nem tampouco haverá turismo, quanto mais de qualidade.
terça-feira, 27 de julho de 2010
O Primeiro esteve em Sines
O primeiro-ministro esteve hoje na nossa localidade para a inauguração de um investimento privado. Segundo José Sócrates para quem quer investir em Sines é a altura para isso, afirmando ainda que o Governo vai acompanhar esses investimentos. "Sines vai-se afirmar como o grande porto da fachada atlântica da Europa, é isso que nós queremos, não queremos menos que isso, e por isso conjugaremos esforços entre as políticas públicas e os investimentos privados”.
O Primeiro-ministro estava acompanhado do Ministro das Obras Públicas, António Mendonça, e visitou ainda as obras de ampliação do Terminal XXI, realçando a importância do porto de contentores de Sines, que só no primeiro semestre cresceu 71% no dia em que o Porto de Sines recebe os dois maiores navios do mundo.
Entre a inauguração e o Terminal XXI, a sorte bafejou o Primeiro-Ministro que não teve de passar na Avenida Vasco da Gama, futura estrada ou rua Vasco da Gama, pois caso contrário teria de subir para gigantesco, confuso e caótico ordenamento do tráfego da pequena cidade.
O Primeiro-ministro estava acompanhado do Ministro das Obras Públicas, António Mendonça, e visitou ainda as obras de ampliação do Terminal XXI, realçando a importância do porto de contentores de Sines, que só no primeiro semestre cresceu 71% no dia em que o Porto de Sines recebe os dois maiores navios do mundo.
Entre a inauguração e o Terminal XXI, a sorte bafejou o Primeiro-Ministro que não teve de passar na Avenida Vasco da Gama, futura estrada ou rua Vasco da Gama, pois caso contrário teria de subir para gigantesco, confuso e caótico ordenamento do tráfego da pequena cidade.
sábado, 24 de julho de 2010
Acidente IP8
Cerca das 12h30, no IP8, junto à saída para Santa Cruz, um brutal acidente envolvendo 6 viaturas, originou uma vitima mortal e 3 feridos, um dos quais uma criança em estado grave.
Notícia Sic Online
"Dois mortos, 2 feridos graves - 2 crianças - e ainda 4 feridos ligeiros é o resultado de um violento acidente ocorrido esta tarde no IC 33, estrada que liga Grândola a Sines. O acidente envolveu 6 viaturas. Em causa, um choque em cadeia, que envolveu cinco viaturas. De acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil, no local, estão 32 bombeiros e o helicóptero do INEM. O acidente aconteceu perto de Santa Cruz."
Jesuítas deixam Vila Nova de Santo André
A Companhia de Jesus vai encerrar em Setembro a comunidade da cidade de Vila Nova de Santo André, onde estava desde 1975, quando se formavam as estruturas básicas de um núcleo urbano destinado a apoiar os trabalhadores da Plataforma Industrial de Sines.
Os primeiros jesuítas a serem enviados para Vila Nova de Santo André foram os padres Amadeu Pinto, - entretanto falecido, figura proeminente do ensino em Portugal, foi entre outros cargos director do Colégio São João de Brito, distinguido recentemente com a atribuição do seu nome ao novo pavilhão Desportivo de Santo André, - a que se seguiram mais oito religiosos da congregação.
Os dois jesuítas que trabalharam em Vila Nova de Santo André nos últimos anos já receberam outras missões: o Pe. Manuel Malvar vai para Moçambique e o Pe. Domingos Gonçalves transfere-se para Soutelo (Vila Verde).
Tenha o Pe Malvar um terço da popularidade que lhe conheci em tempos e assistiremos a mais um levantamento popular dos fiéis contra as decisões da Igreja, desta feita em Santo André.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Cinema em Sines
Sou do tempo em uma localidade ter sala de cinema era sinónimo de desenvolvimento social e o Cine-Teatro Vasco da Gama motivo de orgulho, nomeadamente perante os nossos vizinhos de Santiago do Cacém.
Os tempos mudaram, o Cine-Teatro veio abaixo, apareceram leitores de video e depois de CD's, e a HD e o Blue-Ray, pelo meio os clubes de vídeo, a pirataria informática com os downloads da internet, os dvd's piratas, etc, etc, etc e foi-se a magia do escuro da sala de cinema.
Desde o encerramento e posterior demolição do Cine-Teatro Vasco da Gama, ainda houve uma tentativa, bem sucedida durante algum tempo, de manter uma sala de cinema a funcionar em Sines que acabou por claudicar. Agora a reabertura desta sala coloca fim a quase dois anos sem cinema comercial em Sines, agora com novo equipamento que vai ser instalado, nomeadamente sistema digital e 3D e a exibição de grandes filmes em estreia a nível nacional.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Lá vem betão
Tal como a Bimby, os terrenos do parque de campismo de Sines, servem quase para tudo, mas parecem demasiado caros.
Primeiro terá havido uma tentativa de urbanização, ideia da qual ninguém me demove, depois o parque de campismo passaria para um particular e seria construído junto da Ribeira dos Moinhos, o actual parque de campismo seria transformado num parque da cidade, a última versão pretende requalificá-lo de modo "a abrir um capitulo novo no campismo da cidade" com a criação de um espaço com módulos, tendas e bungalows que atraia o turismo de qualidade, segundo o presidente da autarquia. Sempre em grande, nada é pensado com peso de medida, passamos de um parque de campismo inqualificável para um parque de campismo de direccionado para um turismo de qualidade. Existe mercado para esse turismo?
Terá havido muito de promessas, mais de politicas e menos intenções. Ao certo perdeu o parque que como praticamente todos os equipamentos em Sines não sofreu obras de manutenção até à degradação actual, perderam os potenciais campistas, perdeu o turismo, perderam os comerciantes e por fim perdemos todos nós. Existirá alguém que tenha avaliado qual o impacto económico do encerramento este ano e da degradação e encerramento parcial em anos anteriores. estarão os comerciantes devidamente representados pela sua associação nesta questão? onde mora a oposição?
Se o parque não reúne condições para estar aberto, será que fica momentaneamente licenciada somente para os espectadores do FMM ? estamos perante uma excepção, tratar-se-á dum mundo à parte, dum desígnio municipal, que se sobrepõe à lei e à ordem, uma espécie de transe em que Sines se esgota no FMM?
A CM de Sines justifica o encerramento do único parque de campismo da cidade com a necessidade de concessionar aquele espaço, e se não houver interessados ficamos sem parque?
História que vai longa e cabeluda e acabará invariavelmente em betão.
Primeiro terá havido uma tentativa de urbanização, ideia da qual ninguém me demove, depois o parque de campismo passaria para um particular e seria construído junto da Ribeira dos Moinhos, o actual parque de campismo seria transformado num parque da cidade, a última versão pretende requalificá-lo de modo "a abrir um capitulo novo no campismo da cidade" com a criação de um espaço com módulos, tendas e bungalows que atraia o turismo de qualidade, segundo o presidente da autarquia. Sempre em grande, nada é pensado com peso de medida, passamos de um parque de campismo inqualificável para um parque de campismo de direccionado para um turismo de qualidade. Existe mercado para esse turismo?
Terá havido muito de promessas, mais de politicas e menos intenções. Ao certo perdeu o parque que como praticamente todos os equipamentos em Sines não sofreu obras de manutenção até à degradação actual, perderam os potenciais campistas, perdeu o turismo, perderam os comerciantes e por fim perdemos todos nós. Existirá alguém que tenha avaliado qual o impacto económico do encerramento este ano e da degradação e encerramento parcial em anos anteriores. estarão os comerciantes devidamente representados pela sua associação nesta questão? onde mora a oposição?
Se o parque não reúne condições para estar aberto, será que fica momentaneamente licenciada somente para os espectadores do FMM ? estamos perante uma excepção, tratar-se-á dum mundo à parte, dum desígnio municipal, que se sobrepõe à lei e à ordem, uma espécie de transe em que Sines se esgota no FMM?
A CM de Sines justifica o encerramento do único parque de campismo da cidade com a necessidade de concessionar aquele espaço, e se não houver interessados ficamos sem parque?
História que vai longa e cabeluda e acabará invariavelmente em betão.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
A torre de babel gastronómica
As Tasquinhas voltam a revelar-se um sucesso em termos de visitantes, aplaudo a iniciativa da autarquia de abrir o espaço às colectividades e associações. Quanto a sucesso e aplausos fiquemos por aqui. Esqueçamos por enquanto a sua localização e o transtorno para quem utiliza diariamente, talvez a única via digna desse nome na nossa cidade, porque tudo o resto está errado.
O Andebol Clube de Sines tomou a iniciativa de efectuar as festas no Castelo e com isso terá aberto uma porta que temos que evitar a todo o custo que se feche. O conceito que hoje assume o evento das Tasquinhas pertence ao Castelo, a sua função para além da actividade lúdica é o contributo para gerar a independência dos subsídios autárquicos.
O sucesso, em número de visitante das tasquinhas revelam a falta de eventos em Sines e o manifesto desejo da população pela sua existência. As tasquinhas que se assumem como um reencontro com a gastronomia popular regional, redundam num estrondoso fracasso, excepto se a cerveja a rodo faz parte da dieta alimentar do alentejo litoral - o que é bem possível e merecia um festival da cerveja.
O abandono da dinâmica de festival ou mostra gastronómica - e pensar que tudo começou num bem sucedido festival de gastronomia, na Docapesca - tornou aquilo que podia ser um importante cartaz turístico - veja-se o festival do Marisco em Olhão - numa quermesse manhosa onde cabe desde farturas e pipocas, a associações e colectividades, a movimentos do SIM e partidos do Não, tudo numa alegre caminhada para coisa nenhuma.
O que é hoje as Tasquinhas é feito à medida do Castelo de Sines, por ocasião dos Santos Populares ou num evento de Verão, para os clubes e associações, o que se pretende que sejam as Tasquinhas deverá ser efectuado pelos restaurantes, no estacionamento da Marina e espaço junto ao Pontal, promovendo a gastronomia regional, nomeadamente o peixe grelhado - provavelmente o melhor do país, o marisco e a sardinha, sempre a sardinha, assada de preferência.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Dunas, são como divãs
A Quercus exigiu a retirada dos equipamentos para actividades desportivas instalados pelo concessionário na praia da Ilha do Pessegueiro, em Sines, alegando estarem "a destruir áreas de vegetação dunar", o que é refutado pela Capitania do Porto local.
"A instalação e o uso de equipamentos de apoio para actividades desportivas de aventura estão a destruir áreas de vegetação dunar, junto à praia da Ilha do Pessegueiro", disse à agência Lusa Dário Cardador, do Grupo de Conservação da Natureza da associação ambientalista Quercus.
Dário Cardador explicou que estão montadas "estruturas de desportos de lazer, umas aquáticas e outras em cima das dunas", numa área de "70 a 100 metros quadrados" que está dentro dos limites do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina (PNSACV).
A Capitania do Porto de Sines explicou que a estrutura foi por ela autorizada, tendo sido informada a ARH do Alentejo e tendo também já decorrido uma reunião com o PNSACV e com o concessionário para que seja apresentado e analisado o projecto concreto.
Sem conhecer o caso em concreto, pois a Praia da ilha não é a "minha praia", só lamento que a Quercus não seja tão célere noutros casos, parece quase ridículo que com a dimensão que a poluição na nossa região a Associação Ambientalista seja notícia por causa de um equipamento desportivo.
Mas falemos de dunas. As moto quatro e os jipes continuam a fazer destas o seu parque de diversão privado, as caravanas sempre que o seu rodado possibilita não hesitam a estacionar o mais perto possível da rebentação, como se estivessem arrependidos de comprar uma caravana em vez de um barco.
Como em quase tudo a solução não tem um único caminho, é necessário por um lado criar parques de estacionamento para as caravanas e circuitos para os jipes e motos (bem longe das dunas, entenda-se) e depois punir quem prevaricar. Na ausência dos citados equipamentos, aplique-se a segunda medida, puna-se e exemplarmente.
"A instalação e o uso de equipamentos de apoio para actividades desportivas de aventura estão a destruir áreas de vegetação dunar, junto à praia da Ilha do Pessegueiro", disse à agência Lusa Dário Cardador, do Grupo de Conservação da Natureza da associação ambientalista Quercus.
Dário Cardador explicou que estão montadas "estruturas de desportos de lazer, umas aquáticas e outras em cima das dunas", numa área de "70 a 100 metros quadrados" que está dentro dos limites do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina (PNSACV).
A Capitania do Porto de Sines explicou que a estrutura foi por ela autorizada, tendo sido informada a ARH do Alentejo e tendo também já decorrido uma reunião com o PNSACV e com o concessionário para que seja apresentado e analisado o projecto concreto.
Sem conhecer o caso em concreto, pois a Praia da ilha não é a "minha praia", só lamento que a Quercus não seja tão célere noutros casos, parece quase ridículo que com a dimensão que a poluição na nossa região a Associação Ambientalista seja notícia por causa de um equipamento desportivo.
Mas falemos de dunas. As moto quatro e os jipes continuam a fazer destas o seu parque de diversão privado, as caravanas sempre que o seu rodado possibilita não hesitam a estacionar o mais perto possível da rebentação, como se estivessem arrependidos de comprar uma caravana em vez de um barco.
Como em quase tudo a solução não tem um único caminho, é necessário por um lado criar parques de estacionamento para as caravanas e circuitos para os jipes e motos (bem longe das dunas, entenda-se) e depois punir quem prevaricar. Na ausência dos citados equipamentos, aplique-se a segunda medida, puna-se e exemplarmente.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Visita Instituições no Litoral Alentejano
Catarina Marcelino, Deputada do Partido Socialista eleita por Setúbal, que no Parlamento integra a Comissão do Trabalho, Segurança Social e Administração Publica, deslocou-se no dia 12 de Julho aos Concelhos de Santiago do Cacém e de Sines para visitar os equipamentos sociais das Santas Casas da Misericórdia, contactando assim com a realidade destas Instituições.
A Deputada, após as visitas realizadas às Santas Casas e ainda a um novo equipamento para a infância da Cáritas de Sines, que oferece condições de altíssima qualidade às crianças que o frequenta, pode concluir que estes dois Concelhos do sul do Distrito de Setúbal se caracterizam por um forte envelhecimento da população, sendo necessário que as respostas aqui desenvolvidas possam qualificar-se no sentido de responder com o máximo de qualidade às necessidades existentes; que os Cuidados Continuados são uma realidade nesta região, sendo uma resposta fundamental integrando a área social com a área da saúde, de extrema importância no combate à dependência. Mas também constatou que existe uma visão de futuro por parte das Instituições, que se traduz na aposta em creches, contribuindo para a fixação na região de casais jovens, combatendo assim a desertificação e o envelhecimento geracional.
Notícia completa Rostos On-line
Sublinhado da minha autoria
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