quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

VASCO vence em Sines o Palmelense

Equipa que derrotou o Palmelense por 2-1


Domingo, recebemos e vencemos o Palmelense por duas bolas a uma no regresso ás vitorias depois do empate no Barreirense, o Palmelense vinha a Sines na 5ª posição com mais 4 pontos que nós e era importante ganhar para nos aproximarmos dos primeiros lugares do campeonato.

Jogo totalmente dominado por nós, entrada forte da nossa parte com ataques sucessivos em velocidade aproveitando o espaço nas costas da defesa do Palmelense que para sua sorte teve o seu guarda redes inspirado arrancando em Sines uma excelente exibição. Chegamos cedo ao golo após recuperação de bola do Nuno Ablum que serviu muito bem o Idi que finalizou bem num remate cruzado sem hipotse para o guarda redes. O Palmelense na minha opniao é também uma das boas equipas deste campeonato e tentou sempre jogar o jogo pelo jogo com futebol apoiado e transições bem planeadas mas um bom jogo da nossa parte anulou o seu futebol, na única jogada perigosa em todo o jogo e ainda na primeira parte o Palmelense empatou num bom remate sem qualquer hipotse para o nosso guarda redes.

Ao intervalo era injusto o resultado, premiava a eficácia do Palmelense e penalizava-nos pela falta da mesma dadas as oportunidades desperdiçadas por nós. Na segunda parte mais do mesmo, controlo do jogo por nossa parte e mais ocasiões de golo desperdiçadas. O jogo e o relógio corriam a favor do adversário que estava a defender o empate e abdicou um pouco do ataque, já nos quinze minutos finais e novamente pelo Idi marcamos o golo da vitoria que apareceu justamente ainda que pela margem mínima, que não traduz na minha opniao o que foi a nossa exibição e oportunidades de golos desperdiçadas ou defendidas pelo guarda-redes adversário.
De registar os 2 golos do Idi, que regressa assim aos golos e o reduzir de pontos da nossa parte para os lugares de cima da tabela.

Próxima jornada vamos á Trafaria em jogo da 13ª jornada do campeonato.
MUITOS PARABÉNS ao meu amigo e administrador deste blogue no dia do seu aniversário, abraço e um bom dia de anos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Nova fábrica da Renault-Nissan não vem para Sines


Apesar de pretender fazer querer o contrário a capacidade do Presidente da autarquia de influenciar a decisão dos grandes investimentos para Sines, é ridiculamente diminuta, como comprova a sua afirmação à TSF, onde diz " ter feito tudo". Tudo não foi suficiente, porque também não pode muito.

«Sines tem um potencial muito bom para acolher este tipo de indústria e nós, como pólo nacional, precisávamos desta indústria. Claro que neste momento sinto alguma frustração por não ter vindo para Sines, embora não vá comentar os porquês disto»", afirmou ainda Manuel Coelho. Para quem se diz liberto de "espartilhos partidários" e livre para defender os interesses de Sines, não se entende este silêncio.


O Investimento da fábrica da Renault-Nissan, para além do importante interesse imediato, do investimento de 250 milhões de euros na construção, a criação de 200 postos de trabalho e as empresas satélite que iria atrair, existe um interesse mais elevado. O poder politico local não consegue, nem tem uma estratégia, que contribua para quebrar o desenvolvimento baseado no ciclo de exploração do petróleo, com aquilo que este significa de poluidor, enorme sensibilidade às oscilações do preço do crude e o risco que resulta da falta de diversificação.

Não se conhecem estratégias de longo prazo para o desenvolvimento económico para Sines. A manter a situação actual, com o fim da energia fóssil, resta-nos sermos uma curiosidade turística, onde os turistas do norte do distrito virão ver uns monumentos, comer um bom peixe grelhado e usufruir da oferta cultural. Entretanto os nossos descendentes procurarão trabalho na florescente industria da restauração e hotelaria, de Tróia a Melides.

Fábrica de baterias será construída em Cacia

Nem Sempre há boas notícias para o Litoral Alentejano

A nova fábrica de baterias para carros eléctricos da Renault/Nissan vai ficar instalada em Cacia, perto de Aveiro. É um investimento superior a 200 milhões de euros e vai criar 200 postos de trabalho. O anúncio foi feito hoje pelo Governo e a empresa automóvel em cerimónia realizada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Sines no tempo


Desembarque de peixe, Ribeira de Sines, 1970

Melhores do Mundo

A 21 de Dezembro, na Gala da FIFA, saberemos qual o melhor jogador do Mundo, de entre os 5 finalista abaixo. O vencedor, será escolhido pela votação de seleccionadores e dos capitães das selecções nacionais. Na ocasião, a FIFA anunciará igualmente o 'onze' do ano, composto pelo melhores futebolistas em cada posição, numa escolha realizada pelos mais de 50 000 jogadores em todo o mundo. Sou de opinião que no futebol, como em quase tudo, não existe um melhor, mas um conjunto dos melhores, onde sem dúvida cabem os cinco finalistas. Evidente a supermacia do futebol espanhol, onde jogam os 5 nomeados, dos quais são de origem espanhola. Aliás a Espanha tem vindo a assumir-se como a maior potência desportiva mundial desde os Jogos Olímpicos de Barcelona, muito fruto da politica desportiva desenvolvida e dos "euros-pesetas".

Messi, FC Barcelona
Cristiano Ronaldo, Real Madrid (vencedor em 2008)
Kaká, Real Madrid (vencedor em 2007)
Iniesta FC Barcelona
Xavi, do FC Barcelona.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Sines no tempo

Praia de Sines, anos 60 do Séc. XX

Praia de Sines, 1.º década do Século XXI

Praia e Castelo de Sines, inicio do Séc. XX, após violento vendaval

Praia e Castelo de Sines, primeira década do Séc. XXI

Rua Gago Coutinho, conhecida como Rua do Ferreira até 1925, data desconhecida

Rua Gago Coutinho, 2009


Edifício da Misericórdia, década de 60 do séc. XX

Edifício da Misericórdia, 2009

Pontal 1907

Pontal 2009



A maioria das fotos foram retiradas do blogue Cabo de Sines


sábado, 5 de dezembro de 2009

Veteranos do VGAC, a equipa dos sem-abrigo


Deslocação ao Algarve para um torneio de verdadeiras ex-vedetas, onde deu para ver alguns jogadores que apenas recordo dos jornais e televisão.

Puxámos o lustro à equipa e apresentámo-nos com 23 jogadores - um assinalável recorde de presenças, entre as quais se contava o Vítor Madeira, o Patan e o Belchior que nisto de ex-estrelas não quisemos ficar atrás. Ficou um amargo de boca pelo ex- vascaíno Roçadas, apesar de presente não ter jogado.


Vítor Madeira e Patan, dois dos mais destacados jogadores que representaram o Vasco da Gama

Depois de um grande jogo - o melhor da época em minha opinião - com o Portimonense que se saldou num empate sem golo, com uma mão cheia de golos desperdiçados por nós, claudicámos na lotaria dos penáltis.

No jogo para a atribuição do 3º e 4º lugar, defrontámos o Casa Pia, também derrotado no desempate por grandes penalidade. Com o nosso meio campo a acusar algum desgaste, estivemos longe do brilhantismo do primeiro jogo e complicámos.



Ao azar do Vítor Canastra que se lesionou, sorriu-me a sorte ao jogar toda a segunda partida, envolvência no primeiro golo, concretização do segundo golo, um chapéu ao guarda-redes a passar a centímetros da baliza e uma troca rápida de bola desde o nosso meio campo, com o Nuno, concluído com remate ao poste, traduziram-se num dos meus melhores jogos da época onde poderia ter resolvido o jogo com um hattrick. Quiseram desta vez, os deuses da fortuna, que o empate a duas bolas fosse resolvido na marca dos 9 metros a nosso favor.

Equipa dos Veteranos do VGAC, no Torneio Cidade de Portimão

em cima a partir da esquerda: Vítor Canastra, Armando, Xano, Sequeira, Moita, Vítor Madeira, Alberto CAnastra, Braz, Cipriano Belchior, Matilde Nuno Serralha.

Em baixo a partir da esquerda: Edgar, paulos Viegas, Samuel, Ribeiro, Caseiro, Carlos, Fausto, Zé Oliveira, Rui Franco, Joel.


9 jogos, 5 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota, assim vai a época.

Para a próxima semana esta equipa de veteranos de Sines, joga em "casa", em Grândola(???). Que se trata basicamente do mesmo que convidarmos um casal amigos para jantar na casa dos vizinhos.

Teremos de percorrer 40 Kms para oferecer, a quem sempre bem nos recebe, condições dignas, que não nos facultam na nossa terra. A Câmara Municipal de Grândola, a nosso pedido disponibilizou o relvado sintético, iluminação, balneários, etc, para recebermos a equipa do Real Massamá.

Ainda bem que não pedimos a oferta do tradicional jantar entre as equipas, pois certamente a C.M. Grândola assentiriam, e então, já era humilhação.

Nota: somente quem convive com estes homens que fizeram do futebol o seu modo de vida, com tudo o que significa representar a sua terra, tornando o Vasco da Gama uma referência, compreende a forma amargurada como se chama jogar em "casa", ir jogar a Grândola. Está presente um sentimento de rejeição, de não reconhecimento do seu passado e do seu valor.

ver mais em Portimonense 1914


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Demasiado pouco, para tão desconhecidos critérios

A Câmara Municipal de Sines, a Repsol Polímeros e 10 colectividades do concelho assinaram, no dia 18 de Novembro, nos Paços do Concelho, protocolos de colaboração.Os protocolos estabelecem a atribuição de apoios financeiros da empresa no valor global de 35.000 euros às seguintes colectividades:

Academia de Ginástica de Sines – 2.000 euros
Andebol Clube de Sines – 2.500 euros
Associação Contra – Regra – 5.000 euros
Associação Pró-Artes de Sines – 5.500 euros
Associação de Bombeiros Voluntários de Sines – 3.000 euros
Clube de Natação do Litoral Alentejano – 2.000 euros
Ginásio Clube de Sines – 1.500 euros
Independentes Futsal Associação – 2.500 euros
Siga a Festa - Associação de Carnaval – 3.000 euros
Vasco da Gama Atlético Clube – 8.000 euros

Programa Escolhas 4.ª Geração


A candidatura da Câmara Municipal de Sines ao Programa Escolhas 4.ª Geração foi aprovada. Esta aprovação permite a continuidade do projecto "À Priori" por mais três anos, com reinício de actividades em Janeiro de 2010, no edifício da antiga Ludoteca.

O projecto "À Priori" destina-se a dar resposta a crianças e jovens entre os 6 e 18 anos, descendentes de imigrantes ou provenientes de comunidades étnicas.
Os principais objectivos do projecto são: reforçar a formação ministrada nas escolas, estimulando as competências psicossociais dos destinatários do projecto; promover de forma saudável os tempos livres das crianças e jovens, permitindo e incentivando o desenvolvimento de competências pessoais, culturais e sociais; promover respostas educativas através das artes performativas como meio facilitador do convívio multicultural.
A entidade promotora é a Câmara Municipal de Sines e a entidade gestora é a Associação Pro-Artes de Sines. Fazem ainda parte do consórcio, como parceiros, o Agrupamento Vertical de Escolas de Sines, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Sines e a Associação Cabo-verdiana de Sines e Santiago do Cacém.


No final da geração anterior do "À Priori", marcada com uma demonstração no Centro de Artes de Sines no dia 22 de Novembro de 2009, 40 crianças realizavam actividades regulares desenvolvidas pelo projecto.

Distritonline


Após o sucesso que representou a 3.º Geração, pela socialização, integração e resultados escolares alcançados, é com elevada expectativa que se deve encarar esta aprovação.
Estranhei a ausência do responsável máximo da autarquia na festa de encerramento e a discrição por que se pautou a presença de elementos afectos à autarquia e responsáveis pelo projecto a nível autárquico.


visite o blogue projecto apriori

Redução da contribuição patronal para a Seg. Social é inaceitável

AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL PARA 475 EUROS CORRESPONDE À REIVINDICAÇÃO DA CGTP-in


1. No 1.º de Maio de 2006, a CGTP-IN desencadeou reivindicação de um aumento significativo do salário mínimo nacional para que em Janeiro de 2011 nenhum trabalhador ganhe menos de 500 euros. A CGTP-IN propôs este ano que o salário mínimo fosse a partir de Janeiro de 2010 de 475 euros para honrar os compromissos estabelecidos e solicitara esta semana ao Governo uma decisão urgente. O Primeiro-ministro acaba de anunciar na Assembleia da República o propósito desta importante medida que representa ainda o cumprimento do Acordo de Concertação Social de Dezembro de 2006.

2. Actualizar o salário mínimo nacional para 475 euros constitui tão somente o cumprimento de uma medida de justiça social em relação à parte dos trabalhadores menos protegida por ter baixos salários, e por, com frequência, estarem também sujeitos a grande precariedade de emprego e a más condições de trabalho.

3. A CGTP-IN considera que actualizar o salário mínimo constitui também uma importante medida de politica económica. É preciso aumentar os salários, e não apenas os baixos salários, para reforçar a procura interna, para dar confiança às pessoas, para apoiar o crescimento do país.

4. O Primeiro-ministro anunciou igualmente medidas de apoio às pequenas e médias empresas durante 2010. A CGTP-IN relembra que quaisquer apoios excepcionais às empresas devem ser temporários, terem contrapartidas, quanto a garantias de emprego e de cumprimento de obrigações para com o fisco e a segurança social e que haja uma fiscalização adequada e punição rigorosa dos abusos. A CGTP-IN tem sucessivamente alertado para o facto de estas condições estarem longe de enraizadas nas práticas governativas e das empresas. Tem alertado também que a forte quebra de receita fiscal em 2009 não pode apenas ser explicada por motivos estruturalmente económicos o que exige a aplicação de medidas eficazes de fiscalização.

5. A CGTP-IN discorda frontalmente da redução excepcional da taxa social única paga pelas empresas em 2010 em relação aos trabalhadores que em 2009 auferiram o salário mínimo nacional porque põe em causa a sustentabilidade da segurança social, e, lembra que esta mesma semana foi anunciado um novo corte nas pensões em resultado da aplicação do chamado Factor de Sustentabilidade.

Dizer aos portugueses que as pensões têm de ser reduzidas e ao mesmo tempo reduzir a taxa social única, significa uma cedência a persistentes pressões patronais e constitui uma demonstração evidente de uma politica contraditória. A CGTP-IN considera que esta medida é também perigosa porque irá reforçar as pressões patronais para reduzir as contribuições das empresas, o que põe em causa os direitos de segurança e de protecção social dos portugueses.

As contribuições para a segurança social não são uma receita como outra qualquer, não são receita fiscal, mas são antes receitas que estão consignadas à realização de fins de segurança social previstas na Constituição e na lei.

Lisboa, 4 de Dezembro de 2009

Vasco empata na "guerra" do Barreiro

Onze titular no Barreiro

No passado domingo fomos até ao Barreiro para defrontar o Barreirense, em jogo a contar para a 11ª jornada do campeonato, por toda a história do Barreirense e do Vasco da Gama no futebol e o que ainda hoje representam no nosso distrito previasse um bom jogo de futebol.

Vasco da Gama e Barreirense actualmente apresentam nos seus planteis muita juventude apostando assim na formação e no lançamento de jogadores ainda com muito pouca experiência mas já com muita qualidade, esta aposta também acontece, é verdade, pela crise financeira a que estes dois clubes chegaram tendo agora praticamente que começar pelo zero.

Devido ao grande problema financeiro que o Barreirense atravessa, está impedido de utilizar o seu estádio e o jogo realizou-se no campo do Luso. Quando soubemos da má noticia onde se ia realizar o jogo, ficamos logo a saber que um bom jogo de futebol não iria haver e iria ser mais uma "guerra", como foram na época passada os dois jogos naquele campo frente ao Luso. Choveu muito durante a semana tornando o pelado bastante pesado e com várias poças de água que dificultou bastante o jogo das duas equipas.

Realizamos uma boa primeira parte, com personalidade e concentração que resultaram numa vantagem de 0-1 ao intervalo com o golo de Daniel Direito logo ao minuto 5 na concretização de um penalti. Vantagem justa, o Vasco da Gama foi a equipa que procuro sempre o golo e criou mais perigo na primeira parte.

Na segunda parte tudo mudou, o arbitro que já dava mostras de alguma intranquilidade e pressão na primeira parte por parte dos jogadores e adeptos do Barreirense na segunda parte não aguentou e com uma dualidade de critérios gritante "empurrou-nos" sistematicamente para trás assinalando todos os contactos dos nossos jogadores sobre os do Barreirense, estava comprometido pelo penalti que marcou a nosso favor na primeira parte. Depois das muitas faltas assinaladas contra nós, uma lá deu golo para descanso do árbitro. Livre lateral batido ao 1º poste desviado por um jogador nosso para a própria baliza. Ainda o adversário festejava o golo e nós já marcávamos o 1-2, bola ao centro e jogada de grande qualidade entre Roberto Guia e Daniel Direito em que o Daniel faz um passe fantástico por cima de toda a defesa e isola o Roberto que com um 'chapéu' ao guarda redes fez um belo golo. Perto do final e na única jogada de bola corrida que o Barreirense fez (todas as outras foram de bolas paradas maioritariamente forçadas pelo árbitro), empatou (2-2) novamente o jogo, resultado com que veio a acabar.

Não serve de desculpa, mas em outro campo e com outra arbitragem teríamos vencido o Barreirense que na 2ª parte teve ajuda extra para chegar com perigo à nossa baliza.

No fim do jogo e como é habitual sempre que vamos jogar ao Barreiro os adeptos despediram-se de nós e do àrbitro com insultos, arremesso de latas e ameaças de agressão, isto tudo na presença de apenas cinco agentes da polícia para um número considerável de adeptos que quase encheram o recinto.

Domingo, 06/12/2009 às 15h recebemos em Sines o Palmelense.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Nós que paguemos a crise

"O novo regulamento de Taxas Municipais que irá entrar em breve em apreciação pública (aprovado em reunião de câmara a 27.11.2009) contempla subidas abomináveis de preços.

De acordo com a proposta de Regulamento o Município passará a cobrar 549.00€ por um Pedido de Informação Prévia, quando actualmente cobra 28.74€.

Trata-se de um simples pedido para verificar qual a viabilidade de uma construção, sendo que este pode até nem implicar projecto em si."

adaptado a partir de mail recebido de visitante devidamente identificado. O título é da autoria do administrador do blogue.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Santo André a Concelho

"Movimento dos não alinhados", assim se chama o Blogue que titula o seu primeiro post com "Santo André a Concelho", ainda segundo os seus autores " Um movimento de cidadãos razoavelmente vasto decidiu criar este blogue para fazer face à letargia a que o poder centralizado em Santiago do Cacém vetou a nossa terra. Trata-se de um espaço de discussão aberto a todos os quadrantes na defesa dos interesses da nossa freguesia. Não nos iremos coibir de retratar, denunciar e enfrentar todas as situações que menosprezem a nossa terra e os seus cidadãos.Este espaço plural, verdadeiramente democrático, pretende ser uma pedrada no charco.Este movimento constituído por pessoas responsáveis, independentes e isentas lutará intransigentemente e em conjunto com os seus cidadãos para levar Santo André a concelho.Todos merecemos mais e melhor!Chegou a altura de lutarmos pelos nossos próprios destinos."

Assunto interessante e merecedor de uma vasta reflexão e debate. A visitar.

Impostos Municipais


Desde Janeiro de 2007 que a Lei das Finanças Locais conferiu aos municípios o direito, em cada ano, a uma participação variável até 5% no IRS dos sujeitos passivos (particulares e empresas) com domicílio fiscal na respectiva circunscrição territorial, relativa aos rendimentos do ano imediatamente anterior. Deste modo, as autarquias têm uma participação directa nos impostos do Estado, através do IRS. Assim, 5% do IRS gerado em cada concelho passa a constituir uma fonte de receita própria das câmaras municipais, que dispõem de autonomia para gerir essa verba, podendo optar por baixar o imposto aos residentes dentro da margem que lhes está atribuída. No Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) as taxas variam entre os 0,2% e os 0,5% para os prédios urbanos. Quem define os valores entre aquele intervalo são as autarquias, de que são beneficiárias na íntegra.

Na última Assembleia Municipal de Sines voltou a ser aprovada a taxa máxima para o IMI, proposta pelo SIM, com os votos a favor do PS e BE, a abstenção da CDU e os votos contra do PSD. Em relação ao IRS foi aprovada a taxa de 4,5%, uma redução de 0,5% em relação à taxa máxima e que vigorou no ano anterior.

O IMI vai sendo progressivamente aplicado a cada vez mais imóveis, devido ao fim dos períodos de isenção, o que tem vindo a acontecer também de forma cada vez mais célere atendendo a que a nova Lei encurtou os prazos de isenção anteriormente vigentes. Por outro lado, à medida que os imóveis são transaccionados, procede-se à sua reavaliação, o que mais contribui para o aumento da base tributável, independentemente de poderem vir a beneficiar numa fase inicial do referido período de isenção. Mesmo num cenário de manutenção das taxas, a tendência natural é para os contribuintes pagarem cada vez mais IMI e para as receitas das Autarquias aumentarem de forma muito significativa.

A gestão municipal do nosso Concelho tem-se baseada na galopante arrecadação de fundos, através de endividamento e da venda de património e agora - que a lei travou o recurso ao endividamento e a crise "esgotou" o recurso à venda de património - das receitas de impostos, que se tem feito acompanhar duma ainda maior subida das despesas, onde o aumento dos custos com pessoal é apenas um indicador. (nota: aguardo pela Prestação de Contas de 2009 para conferir as informações que disponho e que apontam para um aumento dos custo com pessoal perto dos 20%.) A solução para travar e reduzir um endividamento que já ultrapassou há muito os níveis adequados, pode passa por vender património, aumentar as receitas, nomeadamente de impostos e reduzir as despesas correntes e de capital.

Perante este cenário a aprovação, da proposta do SIM, de manter a taxa de IMI no máximo e a de IRS apenas 0,5% abaixo do máximo, pode ser correcta se previamente a oposição acordou com o executivo uma solução mista para o asfixiante endividamento da autarquia: aceitar a manutenção do nível de impostos, desde que haja o compromisso de reduzir a despesas corrente e consequentemente o nível de endividamento.


Resumindo a estratégia que melhor serve Sines passa por manter o nível de receitas, assegurar os investimentos prioritários, nomeadamente nas áreas da saúde, educação e respostas sociais, reduzir as despesas correntes e adiar os investimentos não prioritários, como na cultura e desporto.

A proposta de Orçamento para 2010 e o sentido de voto da oposição, dar-nos-á a resposta, se a aprovação das taxas, agora propostas, passou por uma inteligente e responsável estratégia da oposição ou se apenas pretendeu esvaziar o aproveitamento político do SIM, que perante o mais que provável estrangulamento financeiro que sentirá em 2010, não poderá alegar a redução da receita de impostos.

Uma questão de atitude

Mexer, foto DN
Depois da era Paulo Bento e da contratação de Caicedo, Carvalhal que Mexer, internacional de Moçambique. Pode haver aqui mais que coincidência, certamente há, tem de haver.