Rumo à subida de divisão, ontem o Vasco da Gama voltou a justificou o seu estatuto de principal candidato, à 1ª divisão distrital de Setúbal, ao vencermos no nosso Estádio o Almada por 6-0. Numa partida que tudo indicava que seria difícil e equilibrada, mas que o desenrolar do jogo evidenciou a nossa qualidade quer individual, quer colectiva para ultrapassar este adversário com uns expressivos seis golos ( Tiago Sobral (3), Roberto, Daniel Direito e Daniel Sobral) sem resposta.
No jogo de ontem há que destacar o forte grupo de trabalho que tem o Vasco da Gama na equipa sénior, visto que o mister João Direito fez algumas alterações relativamente á equipa que tem jogado e lançou jogadores menos utilizados e a resposta foi fantástica, retribuindo assim a confiança depositada. Uma palavra especial para o Tiago Sobral que apareceu na equipa titular pela primeira vez esta época fazendo hat-trick e a justificar a opção do mister, fruto do trabalho que o Tiago tem desenvolvido nos treinos para justificar esta merecida oportunidade.
O Vasco é neste momento o melhor ataque (16 golos marcados), melhor defesa (3 golos sofridos) e líder isolado da prova com 13pontos.
Para a próxima jornada vamos defrontar em Almada o Beira-Mar, segundo classificado com menos um ponto que nós, o que faz prever um grande jogo, estando em disputa a liderança do campeonato.



Na visita a um bairro misto de barracas e algumas construções em alvenarias ilegais, a família proprietária de uma das barracas de madeira e zinco, albergava solidariamente – o sentimento de solidariedade é mais forte nas classes mais pobres, mais um dos estranhos fenómenos da natureza humana – um familiar distante, cujo sonho era possuir uma barraca. Foi então que percebi o significado da música de Gabriel o Pensador, com o refrão: “Eu só queria morar numa favela”. É o grau zero da existência humana.
Existe pelo menos três tipos de Barracas: a dos necessitados, dos aproveitadores e dos expectantes. De todos encontramos exemplo em Sines.
Aproveitadores. Tantos que existem no nosso concelho, começa na horta, no armazém de apoio à horta, e temos a barraca que em poucos anos se transforma num anexo em alvenaria, no projecto aprovado, porque o filho casou e precisa dum local para viver. A atitude de praticamente todos é uma afronta para quem verdadeiramente têm de viver numa barraca.




