segunda-feira, 2 de junho de 2008

A verdade inconveniente

O primeiro-ministro José Sócrates anunciou a criação de 10 mil postos de trabalho na sequência da construção de 618 novos equipamentos sociais no âmbito do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES). O que a máquina de propaganda do Governo fez questão de omitir é que o encerramento de centenas de escolas primárias e ATL´s, as condicionantes do Programa PARES e algum problema mal resolvido entre José Sócrates e as Instituições Particulares de Solidariedade Social, contribuiram e ameaçam a destruição de muitos 10.000 postos de trabalho.

domingo, 1 de junho de 2008

Dia Mundial da Criança

Não existe no Mundo nada mais contagiante que o riso ingénuo e sincero de uma criança.


Projecção de Voto para a Assembleia da República

Projecção de Voto para a Assembleia da República
Análise Evolutiva

De acordo com os dados da Marktest, em Maio o PS atingiu a percentagem de intenção de voto mais baixa desde as últimas eleições legislativas, em Fevereiro de 2005. Para além deste dado convém reter:
O empate entre PS e PSD, derivado da quebra de intenção de voto no PS, enquanto o PSD apresenta uma suave subida, ainda sem o impacto da eleição do novo líder;
O retorno da CDU à terceira posição;
Os partidos à esquerda do PS (não considerando o PSD) já atingem 24% das intenções de voto;
O CDS-PP que apresenta a maior subida entre todos os partidos;
A exclusão do cenário de maioria absoluta do PS.

A serem hoje as eleições e perante a ausência de maioria absoluta, do PS ou PSD, estaríamos perante um cenário nada tranquilizador. É preciso muita boa vontade e sede de poder para acreditar em coligações, quer com o PSD, como com o PS, o que conduzirá Portugal a uma instabilidade governativa que é tudo o que não precisamos neste momento.

Ironicamente, a crise dos combustíveis - provocada por factores externos - teve um efeito de degradação na imagem do Governo que a contestação social às medidas governativas não logrou alcançar. Não será fácil os portugueses aceitarem que depois de tanta contenção e rigor orçamental, uma qualquer crise internacional ponha tudo a perder.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Rock in Crise

€ 53 euros o bilhete, 90.000 pessoas, dá € 4.770.000 de crise.

proximidade de Gasolineira


quinta-feira, 29 de maio de 2008

Pens há muitas, seu palerma!

Nesta coisa de objectos, principalmente de pequenas dimensões, o período de espera para declarar o desaparecimento conta-se em dias, ao contrário dos humanos que é em anos. Descobri que como nos desaparecidos as primeiras horas são fundamentais. Ontem todo o dia olhei de soslaio para a minha cadela, principalmente quando ela resolvia devolver algo ao mundo, o meu filho de 5 anos teimou em dar pistas falsas, a mulher a dias foi interrogada como um perigoso terrorista, os colegas de trabalho andaram de rado para o ar como se Meca chamasse por eles a toda a hora, os cafés e restaurantes habituais abordados, os bolsos de calças, cesto de roupa suja e máquina de lavar revistados, as viaturas observadas a golpe de lanterna, felizmente fui travado a tempo, quando já saia de casa com uma resma de papéis para afixar em postes e montras. E nem contei a ninguém que esta noite os meus dedos, dos pés inclusivé, se haviam transformados em pens que introduzidas em portas USB liam os meus pensamentos.
Definitivamente a minha pen desapareceu e com ela uma base de dados com alguns anos, já sem utlidade a não ser a da memória, mas as matrizes, essas não têm preço. Minto, têm o preço de largas horas de trabalho.
Mas pronto, assumi a perda, jamais encontrarei a minha pen. Estou a fazer o luto. O seu espaço será preenchido em breve por um disco externo, menos prático mas muito mais difícil de perder, convenhamos. Superei definitivamente a fase da negação.
Mas continuo a acreditar que ela voltará, e eu aceitá-la-ei de braços abertos

Para que saibam

Air Liquide investe em unidade de produção em Sines

Descobertas

Investigadora portuguesa descobre quebra-nozes complexo feito por chimpanzés

e eu descobri este feito por humanos (suponho) :

Da série: "Provérbios populares"

A Comissão Europeia aplicou uma multa de 8,6 milhões de euros à Galp Energia por concertação de preços no mercado de betume para asfalto em Espanha, anunciou o executivo comunitário em comunicado.
Bruxelas infligiu no total uma multa de 183 milhões de euros às cinco empresas envolvidas na concertação de preços: BP, Repsol, Cepsa, Nynas e Galp.

Diz o povo: Quem faz um cesto, faz um cento"

Olha o gaisóleo

Somente o responsável de um Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, - se existe mais que uma pesca, não existirá mais que uma agricultura - poderia dizer gaisóleo, em vez de gasóleo.

Não é apenas o preço que conta...


É também, e principalmente o atendimento







quarta-feira, 28 de maio de 2008

Os culpados do costume


Os recentes conflitos raciais (ou sociais ou económicos, ou os três) na África do Sul e em Itália, vêem demonstrar, mais uma vez, que somos muito tolerantes, ou preguiçosos, quando a vida nos corre bem e depressa ganhamos laivos de bestialidade quando as coisas se complicam.

O desgraçado que hoje nos enche de compaixão, pelas dificuldades que enfrenta num país estranho, pode transformar-se no culpado pelo nosso desemprego, inflação, aumento dos preços, e no limite pela falta de chuva. Afinal de contas têm que existir um culpado para os nossos problemas, e se for alguém que não se possa defender tanto melhor.

Para quê culpar o Governo Sul-Africano pelo apoio ao ditador do Zimbabwe, que provoca um êxodo de milhões de refugiado para a África do Sul; para quê culpar a Máfia que tudo controla ou o Governo que não actua em Itália? Esses têm mecanismo de defesa fisica e promocional que torna uma chatice acusá-los. Ah, agora os refugiados sem-abrigo ou um acampamento cigano, esses sim, estão à mão de semear.

Frase do Dia

«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.»

Eça de Queiroz

Hoje sinto-me assim

Sou um optimista, mas um optimista péssimo, ou um péssimo optimista o que para o caso tanto faz. Sou um optimista porque acredito naquilo que depende de nós, já naquilo que se refere à sorte, tenho sempre dúvidas, muitas dúvidas. Como desde há muito percebi que a sorte faz parte de tudo e também não devemos confiar demasiado em nós, tornei-me um péssimo optimista. Isto tudo porque perdi uma pen onde tinha bastante informação, incluindo matrizes excel que vão levar uns meses a refazer.
Dependia de mim não ter perdido e acima de tudo ter cópias de segurança - eu sei não me castiguem mais -, agora depende da sorte encontrá-la. E como já viram não tenho a sorte em grande consideração.

A crise dos outros

Estava eu a meditar sobre a crise que se instalou, quando concluí que não fosse a comunicação social, e eu nem percebia que anda por aí a famigerada crise. Depois de dias seguidos a olhar e a trabalhar sobre números, confesso que não me resta paciência para conferir facturas de restaurantes nem talões de hipermercados, não escondo que desconheço o preço da maior parte dos bens de consumo, gasóleo incluído - graças ao cartão galp frota que a empresa gentilmente me concedeu - não sei quanto pagamos de água, luz ou prestação da casa. Apercebo-me, isso sim, de oscilações no extracto bancário, que podem não reflectir a crise, mas apenas algum ímpeto consumista mal resolvido, ou bem , depende do ponto de vista. Portanto a crise dos outros é a minha crise. Sei que não é politicamente correcto dizer isto, pois o que fica bem é queixarmo-nos, muito de tudo e de todos. Nós portugueses temos um sentimento de avassaladora compaixão pelos degraçados, principalmente se estiverem piores que nós, e um ódio até à irracionalidade pelos que estão bem, em especial pelos que estão melhor que nós.