sexta-feira, 30 de maio de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Pens há muitas, seu palerma!
Nesta coisa de objectos, principalmente de pequenas dimensões, o período de espera para declarar o desaparecimento conta-se em dias, ao contrário dos humanos que é em anos. Descobri que como nos desaparecidos as primeiras horas são fundamentais. Ontem todo o dia olhei de soslaio para a minha cadela, principalmente quando ela resolvia devolver algo ao mundo, o meu filho de 5 anos teimou em dar pistas falsas, a mulher a dias foi interrogada como um perigoso terrorista, os colegas de trabalho andaram de rado para o ar como se Meca chamasse por eles a toda a hora, os cafés e restaurantes habituais abordados, os bolsos de calças, cesto de roupa suja e máquina de lavar revistados, as viaturas observadas a golpe de lanterna, felizmente fui travado a tempo, quando já saia de casa com uma resma de papéis para afixar em postes e montras. E nem contei a ninguém que esta noite os meus dedos, dos pés inclusivé, se haviam transformados em pens que introduzidas em portas USB liam os meus pensamentos.Definitivamente a minha pen desapareceu e com ela uma base de dados com alguns anos, já sem utlidade a não ser a da memória, mas as matrizes, essas não têm preço. Minto, têm o preço de largas horas de trabalho.
Mas pronto, assumi a perda, jamais encontrarei a minha pen. Estou a fazer o luto. O seu espaço será preenchido em breve por um disco externo, menos prático mas muito mais difícil de perder, convenhamos. Superei definitivamente a fase da negação.
Mas continuo a acreditar que ela voltará, e eu aceitá-la-ei de braços abertos
Descobertas
Investigadora portuguesa descobre quebra-nozes complexo feito por chimpanzés
e eu descobri este feito por humanos (suponho) :
e eu descobri este feito por humanos (suponho) :
Da série: "Provérbios populares"
A Comissão Europeia aplicou uma multa de 8,6 milhões de euros à Galp Energia por concertação de preços no mercado de betume para asfalto em Espanha, anunciou o executivo comunitário em comunicado.
Bruxelas infligiu no total uma multa de 183 milhões de euros às cinco empresas envolvidas na concertação de preços: BP, Repsol, Cepsa, Nynas e Galp.
Diz o povo: Quem faz um cesto, faz um cento"
Bruxelas infligiu no total uma multa de 183 milhões de euros às cinco empresas envolvidas na concertação de preços: BP, Repsol, Cepsa, Nynas e Galp.
Diz o povo: Quem faz um cesto, faz um cento"
Olha o gaisóleo
Somente o responsável de um Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, - se existe mais que uma pesca, não existirá mais que uma agricultura - poderia dizer gaisóleo, em vez de gasóleo.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Os culpados do costume

Os recentes conflitos raciais (ou sociais ou económicos, ou os três) na África do Sul e em Itália, vêem demonstrar, mais uma vez, que somos muito tolerantes, ou preguiçosos, quando a vida nos corre bem e depressa ganhamos laivos de bestialidade quando as coisas se complicam.
O desgraçado que hoje nos enche de compaixão, pelas dificuldades que enfrenta num país estranho, pode transformar-se no culpado pelo nosso desemprego, inflação, aumento dos preços, e no limite pela falta de chuva. Afinal de contas têm que existir um culpado para os nossos problemas, e se for alguém que não se possa defender tanto melhor.
Para quê culpar o Governo Sul-Africano pelo apoio ao ditador do Zimbabwe, que provoca um êxodo de milhões de refugiado para a África do Sul; para quê culpar a Máfia que tudo controla ou o Governo que não actua em Itália? Esses têm mecanismo de defesa fisica e promocional que torna uma chatice acusá-los. Ah, agora os refugiados sem-abrigo ou um acampamento cigano, esses sim, estão à mão de semear.
Frase do Dia
«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.»
Eça de Queiroz
Eça de Queiroz
Hoje sinto-me assim
Sou um optimista, mas um optimista péssimo, ou um péssimo optimista o que para o caso tanto faz. Sou um optimista porque acredito naquilo que depende de nós, já naquilo que se refere à sorte, tenho sempre dúvidas, muitas dúvidas. Como desde há muito percebi que a sorte faz parte de tudo e também não devemos confiar demasiado em nós, tornei-me um péssimo optimista. Isto tudo porque perdi uma pen onde tinha bastante informação, incluindo matrizes excel que vão levar uns meses a refazer.Dependia de mim não ter perdido e acima de tudo ter cópias de segurança - eu sei não me castiguem mais -, agora depende da sorte encontrá-la. E como já viram não tenho a sorte em grande consideração.
A crise dos outros
Estava eu a meditar sobre a crise que se instalou, quando concluí que não fosse a comunicação social, e eu nem percebia que anda por aí a famigerada crise. Depois de dias seguidos a olhar e a trabalhar sobre números, confesso que não me resta paciência para conferir facturas de restaurantes nem talões de hipermercados, não escondo que desconheço o preço da maior parte dos bens de consumo, gasóleo incluído - graças ao cartão galp frota que a empresa gentilmente me concedeu - não sei quanto pagamos de água, luz ou prestação da casa. Apercebo-me, isso sim, de oscilações no extracto bancário, que podem não reflectir a crise, mas apenas algum ímpeto consumista mal resolvido, ou bem , depende do ponto de vista. Portanto a crise dos outros é a minha crise. Sei que não é politicamente correcto dizer isto, pois o que fica bem é queixarmo-nos, muito de tudo e de todos. Nós portugueses temos um sentimento de avassaladora compaixão pelos degraçados, principalmente se estiverem piores que nós, e um ódio até à irracionalidade pelos que estão bem, em especial pelos que estão melhor que nós.
O Aluno e o Professor
No encerramento das jornadas parlamentares do PS, o aluno José Sócrates, afirmou que:
O professor Mário Soares, em artigo públicado no Público, sugere:
Estes comentários de dois dos mais destacados líderes do PS mais que um choque geracional ou diferentes tendências, desnudam duas formas diferentes de fazer política. Uma autista e distante da realidade, feita no gabinete e respaldada num partido que supostamente a apoia incondicionalmente, avessa à critica e cheia de certezas. E outra feita da experiência da realidade, forjada na rua e no povo, dialogante, dirigida ao país e não somente ao partido e aos interesses económicos e com muitas e salutares dúvidas.
Trata-se da diferença entre uma política marcadamente de esquerda e outra de circunstância, que ideologicamente nem sabe onde se situa.
terça-feira, 27 de maio de 2008
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