quarta-feira, 28 de maio de 2008

O Aluno e o Professor

No encerramento das jornadas parlamentares do PS, o aluno José Sócrates, afirmou que:
O professor Mário Soares, em artigo públicado no Público, sugere:
Estes comentários de dois dos mais destacados líderes do PS mais que um choque geracional ou diferentes tendências, desnudam duas formas diferentes de fazer política. Uma autista e distante da realidade, feita no gabinete e respaldada num partido que supostamente a apoia incondicionalmente, avessa à critica e cheia de certezas. E outra feita da experiência da realidade, forjada na rua e no povo, dialogante, dirigida ao país e não somente ao partido e aos interesses económicos e com muitas e salutares dúvidas.
Trata-se da diferença entre uma política marcadamente de esquerda e outra de circunstância, que ideologicamente nem sabe onde se situa.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Patinha, então?

"Há corrupção entre Estado e grandes empresas".
Patinha Antão, Jornalde Negócios, 26-05-2008

As bestas e as praxes

foto obtida aqui
Espero que as mãezinhas, das bestas recalcadas que chamam a isto praxe, estejam neste momento a praxar o vizinho. Quanto aqueles que defende a praxe enquanto tradição ou acto de integração, espero que as suas filhinhas ou namoradinhas estejam neste momento num processo de aculturação ou devidamente integradas.

Da Série"Bons Negócios"

Depois do Cristiano Ronaldo e do Nani, se o Manchester United pretende comprar mais jogadores ao Sportig, aconselho vivamente que comprem a Academia, saí-lhes mais barato. Quem comprar o Veloso ou o Moutinho, tem que levar o Tiuí.

Preço dos Combustíveis

O preço final de venda dos combustíveis para além do preço da matéria-prima, incorpora os custos de produção, distribuição e impostos. Se em relação aos preços da matéria-prima, esta é fixado no mercado internacional, o mesmo já não se passa em relação aos restantes custos. No que toca aos custos de produção, é desde logo importante ter a noção que parte destes corresponde à massa salarial, donde se deduz que as nossas refinarias têm aqui um factor competitivo, uma vez que os nossos salários médios são muito inferiores ao resto da Europa.

1. Preço de custo dos combustíveis sem impostos
Veja-se o preço dos combustíveis sem a componente impostos, comparativamente com os países da EU.

Olhando para o quadro acima, percebe-se que o preço dos combustíveis em Portugal não resulta apenas, nem principalmente, dos impostos, mas em grande parte das petrolíferas, que cavalgando a onda de escalada dos preços, aproveitam para inflacionar os seus lucros. Em Março de 2008, o preço da gasolina sem impostos em Portugal era superior ao da Inglaterra em 12,3%, e o do gasóleo também sem impostos era superior ao da Suécia em 17,8%. Tendo em conta a consideração inicial, ou os custos de produção em Portugal são muito elevados ou a margem de venda é muito elevada.

2. Impostos sobre os combustíveis
Em relação aos impostos sobre os combustíveis, estes têm uma componente fixa (ISP) e variável (IVA). O ISP é fixado em Portaria, pelo que não varia em função preço do combustível, antes vai perdendo peso relativo à medida que este sobe. Já em relação ao IVA, quanto maior a base tributável maior a colecta, para além do facto de termos uma taxa de IVA superior à média europeia.

O quadro seguinte, mostra o peso em euros do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) e a taxa de IVA que incidem sobre os combustíveis em Portugal e a média da UE15 e o peso total das taxas em percentagem do PVP.


ISP noutros países:
Gasóleo: http://www.apetro.pt/Uploads/%7b93AC257B-8FB7-4000-A5EE-5B54C8009045%7d.pdf

Gasolina: http://www.apetro.pt/Uploads/%7bCCCD88F0-4E8C-4EAB-B221-6A145DFA8564%7d.pdf

Como se vê o ISP em Portugal é superior ao da média da UE15 em apenas, 1,3%, e o IVA em 5,3%. Em % do PVP, o peso das taxas em Portugal representa, em relação a todos os combustíveis, 54% do PVP, que é igual à média da UE15.

3. Preço de aquisição da matéria-prima
Com a desvalorização contínua do dólar, o custo do petróleo para as empresas a funcionar em Portugal é mais baixo , como mostram os dados do quadro III.


Entre 2006 e 2007, o preço médio do barril de petróleo aumentou 11,4% em dólares e apenas 1,5% em euros, ou seja, o aumento em euros foi inferior em 7,6 vezes à subida em dólares. Dezembro de 2007 a Março de 2008 – o aumento em dólares atingiu 13,9% e em euros apenas 7%, portanto a subida em euros foi praticamente metade do aumento registado em dólares. Se a análise for feita, não em percentagem, mas em unidades monetárias, conclui-se que, entre Dezembro de 2007 e Março de 2008, o preço do barril aumentou 12,69 dólares o que correspondeu a uma subida de € 4,39, portanto o aumento em euros correspondeu quase um terço da subida em dólares.

4. Ganhos em stocks
O combustível vendido num dia não foi produzido com o petróleo adquirido nesse mesmo dia. Ele foi produzido de petróleo adquirido pelas petrolíferas três ou seis meses antes, quando o preço do petróleo era muito mais baixo, no actual momento, sucedendo o contrário em momentos de baixa do preço da matéria-prima. No entanto, o aumento dos preços dos combustíveis parecem não ter como base as variações dos preços do petróleo na data em que foi adquirido, mas sim o preço do petróleo no mercado internacional na altura em que os combustíveis, produzidos com petróleo adquirido em períodos anteriores, é vendido aos consumidores portugueses, o que evidentemente permite inflacionar os lucros das petrolíferas.

Entre Dezembro de 2006 e Dezembro de 2007, o preço da gasolina 95 aumentou em Portugal 11% e do gasóleo 17,2%, enquanto o preço médio do petróleo em euros subiu, entre 2006 e 2007, 1,5%.

Considerações Finais:
- Devido a sua situação geográfica e a opções estratégicas Portugal continua demasiado exposto aos ciclos económicos mundiais.
- Em relação aos combustíveis continuamos ser ter uma rede de transportes públicos que permita morar a 40, 50 ou mais quilómetros do local de trabalho e chegar ao local de trabalho a tempo de forma confortável e com disponibilidade em vários horários, como por exemplo na Inglaterra.
- Desde há muito que o País deveria ter apostado no sector energético de forma a permitir uma transição progressiva para formas alternativas de energia, sem continuarmos reféns dos combustíveis fósseis.
- A alternativa do gás natural nos transportes, mais económica e ambientalmente favorável, implementada com sucesso em muitos países do mundo, em Portugal continua a emperrar na falta de disponibilidade destes combustíveis nos postos de abastecimento.
- Qualquer comparação que se faça com os restantes países, deveria ter em conta o poder de compra. Mais importante que saber qual o preço de venda de cada litro de combustível, ou o valor do imposto incorporado é saber quantos litros de combustível compra um salário mínimo nacional ou um salário médio. Pois apesar da diferença do preço entre a Inglaterra e Portugal, seguramente que o mesmo aumento em Portugal é mais significativo no nosso orçamento familiar.
- As repercussões das descobertas de jazidas de petróleo onde a Galp é parte interessada e a anunciada aposta nas energias renováveis, faz-se sentir em Bolsa de Valores mas tarda em fazer efeito na bolsa dos portugueses.
- Sem sabermos as margens de lucro das petrolíferas é difícil entender se a margem já era alta e a Galp, teima em não reduzir as suas margens e partilhar o aumento do custo da matéria-prima com o consumidor, ou se não tem margens para o fazer e então terá custos de produção mais altos que as restantes petrolíferas o que a torna pouco competitiva.
- O movimento especulativo, devido à escalada do preço do petróleo, que atravessa transversalmente o tecido empresarial português, a estagnação do crescimento do PIB e as taxa de desemprego, longe do pleno emprego, desenha no horizonte um perigoso cenário de estagflação.
- Os combustíveis foram demasiado baixos, demasiado tempo e o que sucederá é que este continuará a subir até ao limite em que existirá um produto substituto ao mesmo custo ou a custo inferior e seguramente mais limpo - isto se permitirem mercado funcionar normalmente. Aqui terminará o reinado do Petróleo e começa o da água.

Este post era uma dívida que tinha para com o meu "amigo socialista" e com as correcções construtivas que dispensa a este blogue.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Site da Câmara Municipal de Sines

A Câmara Muncipal de Sines têm o melhor site da categoria autarquias. A César o que é de César.
Ponto final.

Complexo Desportivo Municipal de Sines


A Câmara Municipal de Sines, reunida no dia 15 de Maio, aprovou por unanimidade o Estudo Prévio do Complexo Desportivo Municipal. Localizado numa área de 20 hectares a norte da cidade de Sines, o complexo inclui um conjunto de espaços para a prática desportiva e equipamentos de apoio.


Entre os espaços desportivos cobertos destaca-se o pavilhão multiusos com 68x56m, que permitirá a prática de futsal, voleibol, basquetebol e andebol, entre outras modalidades. O pavilhão será também servido por um grande ginásio (32x24m2) para a prática de ginástica desportiva, sala de musculação, salas de fisioterapia e massagem e cinco salas para fitness.
O pavilhão terá uma capacidade de 3646 lugares sentados em bancada e, na vertente multiusos, poderá albergar 8000 pessoas.
O principal espaço descoberto do novo complexo é o novo estádio municipal, com um campo de jogos de relva natural com 68x105m, para a prática de futebol de 11 e de râguebi, pista de atletismo com quatro pistas e bancada exterior coberta com capacidade para 1530 lugares.
Serão também construídos dois campos de futebol de relva sintética (56x100m e 50x84m), servidos por uma bancada descoberta de 450 lugares.
Ginásio ao ar livre, polidesportivo ao ar livre para andebol e futsal, campo de voleibol de praia, tabelas de basquetebol, quatro campos de ténis, dois campos de padel (variante do ténis), pista de corridas em patins, pista de radiomodelismo, parque radical e parque verde com circuito de manutenção completam a lista de equipamentos desportivos do novo complexo.
Contam-se entre os espaços de apoio 12 balneários, edifício administrativo, auditório, restaurante, lojas e um parque de estacionamento com 649 lugares.
A ligação entre as zonas desportivas a norte e a sul da Estrada da Floresta é feita através de três passagens inferiores diferenciadas para peões e veículos. A estrada existente será objecto de requalificação paisagística.
O complexo terá também ligações por ciclovia à Avenida Vasco da Gama, através da futura nova avenida panorâmica da Costa do Norte, e à Ribeira dos Moinhos.
Dependendo de opções técnicas ainda por definir, o custo previsto do complexo situar-se-á entre os 16 e os 17 milhões de euros.

Foto: CM Sines

Da Série: "Coisas simples!?"


O impostos sobre os combustíveis têm uma componente fixa (ISP) e variável (IVA). O ISP é definido em Portaria todos os anos, e portanto não é por aí que o Estado ganha com o aumento dos preços dos combustíveis. Mas sendo o IVA uma taxa que incide sobre o preço base, quanto mais subir o preço dos combustíveis, mais aumento a colecta de IVA. Pois, naturalmente, quanto maior for a base de incidência, maior a colecta. O que significa que o governo poderia baixar o imposto e manter o valor previsto no orçamento, em relação às receitas obtidas com a carga fiscal sobre os combustíveis. Isto é baixava a taxa de ISP, mas matinha as receitas através da cobrança do IVA. Simples!?

Não para um governo que reduz o défice com base no aumento das receitas, obtidas via impostos e não através do redução de custo, nomeadamente do desperdício dos gastos públicos.
Este post, foi corrigido, pois continha um erro. Agradeço o aviso do "Amigo Socialista". E, porque defendo que devemos ser rigorosos naquilo que escrevemos, prometo para breve um post sobre a problemática do preço dos combustíveis, como forma de agradecimento ao atento visitante citado. Obrigado.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Humor negro

Ontem quando cheguei a casa a minha mulher não parava de me chataer...queria que a levasse a sair, mas a um sítio caro.
Fiz-lhe a vontade! Levei-a a uma bomba de gasolina.

Dúvida da Semana

Como é possível estarem 3.000 pessoas, num dia de semana, a meio da tarde a assistirem a um treino da selecção?
Então esta gente não trabalha e não têm aulas.

Portugal campeão da desigualdade


Só para recordar que compete aos Governos a implementação de medidas que permitam a redistribuição da riqueza.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O Ego do Zé

O ar trocista do primeiro-ministro, hoje no debate quinzenal, na Assembleia da República, diz muito do estado da Nação.
Quando questionado, por Paulo Portas, sobre o preço dos combustíveis, José Sócrates como quem mostra à mulher adúltera, fotos em pleno acto da traição, agita no ar excitadíssimo, uma portaria de 2003, ano em que PP fazia parte do Governo, que determina a formação dos preços dos combustíveis.
E pronto para José Sócrates, caso resolvido.
Não importa se é uma lei feita noutro contexto ou simplesmente uma má lei que tem que ser alterada, se estamos a ser explorados pelas petrolíferas, se atravessamos uma crise mundial em que os governos devem agir de forma a atenuar os seus efeitos. Não, nada disso importa. O que realmente é, importante é que José Sócrates ganhou o debate, atingiu o adversário político, realizou-se, mesmo que só ele perceba, ele venceu, é o maior.
O ego do senhor primeiro-ministro é uma coisa o governo da nação é outro problema, que nem sempre casam. É a política pela política.

Violência Doméstica

No sentido de delinear "estratégias mais eficazes no combate ao crime de violência doméstica", o Grupo Parlamentar do PS requereu em Março informações discriminadas sobre "os dias da semana e o período do dia" em que ocorrem esses crimes.

De acordo com o relatório apresentado, concluí-se que:

As mulheres devem casar depois dos 44 anos, sair de casa na sexta-feira à noite e regressar na segunda de manhã, aproveitar a quarta-feira para ficar em casa e por fim não se devem casar antes dos 44 anos