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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A Pobreza em Portugal é uma Vergonha"

"Não aceito esta vergonha no nosso país”

Não me falem com os problemas de aumento do salário mínimo.

Quem é que aqui nesta sala consegue viver com 450 euros?”.
“Não me venham com cirurgias plásticas para as mudanças que vão acontecer no mundo. Nós, os cidadãos não as vamos aceitar

Estas foram algumas das frases que FERNANDO NOBRE, fundador e presidente da AMI, deixou aos economistas presentes no 3º Congresso da Ordem dos Economistas sobre a Nova Ordem Económica.


Num discurso Inflamado, provocou a assembleia, composta por alguns presentes que são também os responsáveis pelo estado da nação, dizendo mais algumas verdades:

“Em Portugal é preciso redistribuir melhor a riqueza”

“Há dezenas, senão centenas de milhares de jovens a sair de Portugal porque perderam a esperança”.

“Combater a pobreza é uma causa nacional”, e salientando:

“Não me venham com os 18% de taxa de pobreza, porque se somássemos os que recebem o rendimento social de inserção, os que recebem o complemento solidário para idosos, os que recebem o subsídio disto, e o subsídio daquilo, temos uma pobreza estrutural no nosso país acima dos 40%”.

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Há quem aceite? Pelos vistos!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Lei 98/2009 vai ser alterada

Trabalhadores em situação de baixa por doença profissional


Em 22 Outubro, 2009 denunciamos publicamente a Lei...
Hoje anunciamos a sua revogação

A Ministra do Trabalho comunicou, no dia 21 de Dezembro, durante uma audição parlamentar, que constituiu um grupo de trabalho para proceder à alteração da Lei 98/2009, designadamente dos Artºs 161º, 162 e 163º que estabelecem a possibilidade de a entidade patronal declarar a impossibilidade de reocupação de trabalhador portador de doença profissional ou sinistrado no trabalho independentemente do seu grau de incapacidade.


A comunicação da Ministra foi efectuada em reposta a interpelações de deputados do PCP, BE, PSD e CDS que, partilhando da opinião do SIESI, expressa em diversas audiências, consideraram o mecanismo de “reabilitação profissional” desajustado e susceptível de conduzir à cessação dos contratos de trabalho, propondo-se alterá-lo. O próprio presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional admitiu não ter sido sequer auscultado pelo governo quando da elaboração da lei, pelo que, além de não de dispor de técnicos e meios para a cumprir, manifestou ao governo a necessidade da sua alteração.

A Ministra do Trabalho, cuja chefe de gabinete recebeu o SIESI no dia 27 de Novembro, quando da greve e concentração dos trabalhadores, já nos informou que a sua perspectiva é a de regular a lei no sentido de que a declaração patronal invocando a impossibilidade de reocupar o trabalhador só possa ser efectuada em casos cuja incapacidade permanente para o trabalho seja superior a 50%. Sendo uma solução possível o SIESI considera, no entanto, que aquela percentagem terá de ser mais elevada, sobretudo tendo em conta os acidentes de trabalho.

Uma vez que a lei não será alterada antes da sua entrada em vigor, o que acontecerá no dia 1 de Janeiro de 2010, o SIESI solicita a qualquer trabalhador, portador de doença profissional ou sinistrado, relativamente ao qual a entidade patronal declare a impossibilidade de o reocupar, que contacte imediatamente o sindicato no sentido de tal decisão ser anulada.

A Direcção do SIESI saúda os trabalhadores do sector pela sua combatividade, que deu visibilidade e criou condições para a alteração de um instrumento legal injusto e susceptível de lançar no desemprego milhares de trabalhadores que perderam a saúde a trabalhar. A luta dos trabalhadores das indústrias eléctricas, que terá de continuar até à efectiva alteração da lei, tem efeitos, também, na defesa dos portadores de doença profissional e sinistrados no trabalho de outros sectores e a nível nacional.

Nota: Comunicado recente do SIESI