terça-feira, 20 de maio de 2008

Da Série: "Dúvidas"

Quando entender estas questões, irei formar uma opinião sobre o preço dos combustíveis, até lá, sei que o Estado e a Galp, estão a ganhar e todos nós a perder com o aumento dos combustíveis em Portugal.

De acordo com a Galp o aumento do preço dos combustíveis reflecte os aumento do preço de aquisição e a carga fiscal, sendo que os produtores e o Estado seriam os que estavam a ganhar com o aumento dos combustíveis. Deste modo como se justifica o aumento dos lucros da Galp?

Porque as energias renováveis de que Portugal diz estar na vanguarda e acima das quotas previstas pela EU e as descobertas de reservas gigantescas no Brasil, não aumentam a oferta e a recessão económica não reduz a procura, e da sua acção conjunta não resulta uma redução dos preços?

Portugal tinha a quarta gasolina e o sétimo gasóleo mais cara da Europa em Dezembro de 2007. Estes valores têm em consideração o poder de compra de cada país?

Porque desde a liberalização do preços dos combustíveis em Portugal, ainda antes da escalada do preço do petróleo, os preços não pararam de subir?

Viva a GNR

Portugal entre os países mais seguros da Europa

Birmânia

O olhar esgazeado, os rostos desesperados e as pernas trôpegas convocando as forças que restam, atrás da comida jogada de camiões, releva tudo o que se passa na Birmânia e toca-nos fundo na alma. Ver aquelas mãos estendidas gesticulando no ar suplicando a sobrevivência, revolta. Adivinhar que para além da própria sobrevivência os desesperados corredores pensam nos filhos, pais, velhos que ficaram para trás, angustia.

Enoja-me a Junta militar que desgoverna aquela pobre gente, indiferente à sua miséria, quase da mesma forma que me enoja a falsa pobreza, porque tantas vezes nos afasta da solidariedade que necessitam os verdadeiros pobres.

Recibos Verdes

Depois da denúncia dos contratados a recibo verde no Programa das Novas Oportunidades, hoje a Fenprof fala em 15 mil docentes no programa de enriquecimento escolar promovido pelo Ministério da Educação e pelas Autarquias. Uma novidade que só supreende os mais desatentos. Ou o Governo pretende legislar para acabar com a precariedade que promove ou então desconhece a realidade. Acredito mais na segunda hipótese.

Liga Bwin 2007-08


segunda-feira, 19 de maio de 2008

A inveja é coisa antiga




A taça é nossa, parem de chatear

Rotunda de Sines

Tiveram sorte, se aparece o jipe da GNR tavam feitos.

Óscar Pistorius, primeiro medalhado de Pequim

Oscar Pistorius é um atleta paraolímpico conhecido como "Blade Runner" por não ter as 2 pernas e usar próteses finas feitas de fibras de carbono. A sua participação nos Jogos Olímpicos de Pequim foi rejeitada pelo Comité Olímpico Internacional por se considerar que as suas próteses lhe conferiam vantagem 25% sobre os atletas sem deficiência. Pistorius apelou para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que, em uma decisão histórica, concedeu, após julgamento na Suíça, a autorização para que ele tente se classificar para os Jogos de Pequim. Os juízes do tribunal deixaram claro, no entanto, que a decisão vale apenas para esse caso, sem abrir precedentes para outros atletas.
O atleta que, recentemente figurou na lista de “heróis e pioneiros” da revista Time, deverá obter o índice olímpico imposto pela IAAF: 45 segundos e 95 centésimos, ou 45 segundos e 55 centésimos, se outro sul-africano correr abaixo dessa marca.
Pela coragem e perseverança de correr atrás do seu sonho que pareceria impossível, ganhou o direito de correr agora nas pistas.
É o primeiro medalhado dos Jogos Olímpicos.

Finalmente

O director da Penitenciária, com ajuda de um megafone, diz aos presos no pátio:
- Atenção! Chega de preguiça! Chega de bandalheira! Quero todo mundo a varrer e a limpar toda esta bagunça!
Amanhã chega o primeiro-ministro José Sócrates.
- Um dos presos comenta com outro:
- Caramba! Custou, mas prenderam o gajo!!

Taça de Portugal

Um FCP demolidor entre portas, caiu aos pés do SCP mais inconstante dos últimos anos, precisamente quando não podia, na Final da Taça de Portugal.
Muito devido à acção de Miguel Veloso que para além de “secar”, aquele que terá sido o melhor jogador da Liga, Lucho González, ainda teve tempo para sair a jogar, à coragem de João Moutinho e a um imponderável homem do jogo, Tiuí.
A Final da Taça de Portugal mostrou ainda, um herói chamado Rui Meireles, a que o público – incluindo sportinguista - rendeu a sua homenagem; confirmou a melhor claque portuguesa; trouxe muitas dúvidas ao FCP e dois problemas ao Sporting – Vukcevic e Tiuí.
Vukcevic, jogador com recursos físicos e técnicos que lhe permitem sonhar com um lugar ao sol, no futebol europeu e uma personalidade que o irá arrastar por muitos bancos e bancadas dos clubes onde passar;
Tiuí que, depois do golo ao Boavista que garantiu o 2.º lugar no campeonato, realizou ontem aquela que será, certamente a sua maior tarde de glória desportiva.
Vender ambos é a melhor solução para o Sporting e este o momento oportuno.
Vukcevic porque a sua recusa de entrar no jogo, originará um problema disciplinar grave que conduzirá inevitavelmente à sua desvalorização, a cada dia que passar no clube de Alvalade.
Tiuí, porque não voltará a atingir o registo actual, e quanto mais jogar, mais denunciará a sua falta de qualidade.
Já agora quanto comprarem o bilhete de ida ao Vukcevic, ele que leve o Purovic e o Stoijkovic, para aproveitar as promoções das agências de viagens.

Sines no seu melhor




domingo, 18 de maio de 2008

Hábitos e tradições

O recente hábito de os deputados da nação efectuarem um jantar com o Presidente do clube que vence o campeonato nacional, não é um bom princípio. Fazê-lo com um Presidente, condenado e afastado, ainda que, pela justiça desportiva é um péssimo sinal, que transforma o jantar numa operação de branqueamento da imagem de Pinto da Costa.
Nem a desculpa de se tratar de uma tradição desculpa a presença dos representantes da nação, pois para ser tradição é necessário bem mais que uma mão cheia de anos e depois as más tradições também devem acabar.

Crescimento económico 2008

Tal como um General num campo de batalha, o governo enquanto actor económico, através da gestão de expectativas tem a obrigação de insuflar optimismo na economia, de modo a gerar confiança. Mas quando esse optimismo é exagerado e desadequado da realidade, têm o efeito contrário do desejado. Enquanto no campo militar origina motins ou arrasta os soldados para um morticínio, na economia ao gerar falsas expectativas, induz os agentes económicos a tomadas de decisão erradas. Ambos caem em descrédito, reduzindo o seu campo de actuação no futuro.

Apesar dos alertas da oposição, - que podiam ser um mero acto político – e de outros organismos nacionais e internacionais para o irrealismo das previsões económicas para 2008, para os efeitos que a crise internacional induzem numa economia exposta como a nossa, José Sócrates argumentava que o seu governo tinha dotado a economia dos mecanismos necessários para resistir aos efeitos da crise internacional.
Agora com o anúncio da revisão do crescimento de 2,2% para 1,5%, o ministro das finanças responsabilizou, precisamente, a crise internacional. Assim sendo, assistimos à falência da política económica do governo, uma vez que os referidos mecanismos ou não existiam ou não surtiram efeito, principalmente quando a queda do crescimento económico não teve paralelo na Zona Euro, que até supera as expectativas de crescimento iniciais.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Ingerência humanitária, uma obrigação


A tragédia que se desenrola na Birmânia, vem reforçar a posição daqueles que defendem a ingerência humanitária.
Um conceito que têm por base um conceito simples, assente no humanismo e que se pode resumir no seguinte: todos temos o dever e a obrigação de combater o sofrimento humano e nem a soberania dos Estados consagrada internacionalmente o pode impedir.
Uma ideia evidente, que como tantas outras a natureza humana não tardou a complicar.
A partir de que nível de sofrimento, ou tipo, é exigível a ingerência humanitária? Não recusaram os Estados Unidos ajuda humanitária de Cuba, quando o Katrina desvastou New Orleans?
Devem os estados "impor" ajuda humanitária, quando um país soberano o recusa? Mas não é sempre isto que sucede quando ocorre uma guerra civil e os consequentes refugiados?
Não é fácil ser humano, mas vale a pena, desenvolver o conceito de ingerência humanitária pois uma boa ideia, mesmo que por vezes seja mal aplicada é sempre melhor que ideia nenhuma. Que o digam os milhares de Birmaneses que poderiam ver o seu sofrimento minimizado pelo auxílio humanitário internacional, impedido de ajudar pela Junta Militar que ditatorialmente governa o País.
Para estes ditadores, existe um destino - também resultante de uma ideia polémica -, chamado Tribunal Penal Internacional, que entre várias competências julga os crimes contra a Humanidade. Apesar de controverso, também é melhor que não existir nenhum.

Sines Antigo

Sines 1907




Sines 1960




Pastelaria Vela D'Ouro




Sines 1950