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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Scuts em Sines



Hoje deparei-me com vedações a serem colocadas no acesso à AVenida Vasco da Gama.
Fiquei a pensar. Bilhetes para as Tasquinhas? Não, não faz sentido. Bilhetes para o Carnaval de Verão? Inédito e torná-lo-ia num enorme flop.

Só vejo um motivo. Scuts em Sines, a autarquia vai começar a cobrar portagens na Avenida Vasco da Gama. Apesar de tudo, ainda faz mais sentido que as hipótese anteriores.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O "meu" Carnaval

Mantendo o principio de "quem não sabe rir de si, não é sério", voltei a mascarar-me mais um ano, e de novo a aposta recaiu na zoofilia, não sei o que Freud diria disto. Depois de Leões, Pintos, este ano foi a vez de cantar de Galo. Para o ano outro galo cantará.
Correndo o risco do estado de espirito, etilico e não só, influenciar a minha opinião, aqui ficam as impressões do "meu Carnaval 2009":

Sexta-Feira, Carnaval dos Pequeninos - Crescente qualidade e número de espectadores em cada ano que passa. Se nos anos mais recentes, o Infantário Pintaínho foi claramente o mais giro, este ano teve forte concorrência, com uma melhoria generalizada de todas as escolas a desfilarem. ver aqui

Sexta à noite, faltou este ano a grande supresa, para mim, dos últimos anos, o jantar de mascarados na Zorra, quem nem a vitória do meu Sporting compensou.

Sábado à noite, DJ´s na tenda do Parque Desportivo João Martins - não sendo apreciador, é seguramente uma boa iniciativa, muito participada, alargando o leque de ofertas e público do Carnaval.

Sábado e Domingo à noite - os poucos bares com ritmo carnavalesco, funcionaram bem em termos de público e consumo, aliás alguns registaram consumos recordes, nestes dias.

Segunda-Feira - foi a desilusão. O tempo convidativo, em relação a anos mais recentes, os dias anteriores e uma jantarada com mais de 100 pessoas, faziam prever uma noite histórica. Não o foi, ficoando-se por mais uma boa noite de Carnaval, o que já não é pouco, com bares e baile cheios, mas longe do limite e de anos anteriores.

Corso Terça-Feira - Com um sol convidativo, arrastei-me cheio de sono, - pois as crianças não compreendem o que significa uma noite e madrugada de Carnaval - para assistir ao desfile do Corso. O modelo "brasileiro" de apostar nas escolas de sambas, com um respectivo carro, não parece ter por onde vingar. Primeiro Sines não terá participantes suficientes para fazer um desfile com a dimensão pretendida, depois os carros, sendo poucos, terão que ganhar em qualidade, o que falta em quantidade. Reduzido o número de carros e grupos foliões. Pouco público, a assistir a um corso pobre, muito pobre. Necessário repensar um regresso às origens e apostar num corso mais popular, com mais grupos foliões e participação, o que não depende somente da Organização, mas de todos nós.

Video de Corso de Domingo e 3.ª Feira

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Carnaval de Sines


Lembro do Carnaval em Sines na década de 80, 90 do século passado, os carros serpenteando pelas exíguas ruas do centro histórico, ovos, farinhas, guaches, muita água, tratava-se mais de um bando de foliões, que propriamente de um desfile carnavalesco. Era então um modelo esgotado em acentuado declínio.

No final da década de 90, o cortejo muda-se para a avenida General Humberto Delgado, atingindo o seu auge no ano que contou com a presença da actriz brasileira Regina Duarte, protagonista da novela da noite, Rainha da Sucata. Recordo-me que enquanto o seu carro desfilava na Avenida e simultaneamente em directo na RTP, as pessoas gritavam-lhe à sua passagem: “Deixa-o, ele é um malandro!”, referindo-se à personagem masculina que no ecrã do televisor com ela enchia a noite e os corações dos telespectadores, na telenovela Rainha da Sucata. Eram os tempos da novela única, que todos partilhavam a seguir ao jornal da noite, discutiam as incidências e imitavam os tiques dos personagens.

“Mudou-se para a Avenida”, é muito mais que uma mera deslocalização geográfica do cortejo. Tratou-se de uma nova forma de encarar o Carnaval, dar-lhe a dimensão que a sua história e as suas gentes mereciam, tratá-lo como um evento turístico exigente de qualidade e inovação, como um acontecimento económico, e a par de tudo isto manter a tradição, com os seus heróicos voluntários e a participação popular, onde os bailes no pavilhão ganharam foros de lenda. Foi uma verdadeira revolução Copernicana.

Sou daqueles que defendi, e continuo a acreditar, que o modelo ainda não estava esgotado, quando se mudou para a outra avenida, desta vez a Vasco da Gama ou Avenida da Praia. O que não significa que não acredite no modelo actual, a sua mudança não foi precipitada, evitou-se que iniciasse um novo declínio. O mundo do entretenimento, com a acelerada oferta de inovadoras formas, exige que o Carnaval se reinvente constantemente. Actualmente o Carnaval de Sines, quase uma indústria, consolida o seu modelo, mantendo-se como uma referência do espectáculo e do turismo da região, tendo como rival apenas o FMM.

Pela sua história, pelas muitas estórias, pelos protagonistas, pelos anónimos que laboram noites dentro, por se tratar de uma festa organizada pela sociedade, pelas muitas noites e dias de diversão que nos proporciona, pelo dinamismo que imprime à nossa terra, é a minha festa preferida, sentido-me sempre penhorado perante os poucos que trabalham para que aconteça ano, após ano, enquanto muitos como eu repousam.

Que seja novamente um grande CARNAVAL.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Correio dos Leitores

Após uma Assembleia pouco concorrida foi decidido a extinção da Comissão do Carnaval de Sines, uma associação com alguns anos e que foi extinta pela actual sócio-gerente do Siga a Festa.
Quem ficou com dinheiro por receber, não recebe.

E agora?

Qual é a vossa opinião em relação ao futuro do Carnaval de Sines?

N. Pereira