A recente visita a Sines duma comissão de deputados Socialistas da Assembleia da República, serviu para mostrar o que podemos esperar da secção local do Partido Socialista, hoje e nos tempos próximos e do desconhecimento da realidade sócio-politica do nosso Concelho, por parte da Federação Socialista de Setúbal. Pior, demonstrou que o PS Sines não aproveitou os ensinamentos que a experiência oferece e insiste numa estratégia de oposição desadequada e estéril.
O PS de Sines vive preso na teia que ele próprio teceu: aplaudir, inquestionavelmente, o Governo Central (enquanto este for Socialista) e criticar o poder local (enquanto não for PS), independentemente das circunstâncias ou dos interesses da população. Sempre e sempre a mesma regra. Esta estafada estratégia têm criado situações embaraçosas quando existe coincidência entre as posições do Governo e do executivo camarário Siniense, ficando o PS num labirinto, próprio de quem não tem um rumo definido. Sabiamente disse Séneca: “Quando um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe é favorável”.
O PS Sines, enquanto partido com legítimas aspirações ao poder local tem a obrigação de ser parte da solução e não parte dos problemas, para o que usufrui de uma oportunidade única que lhe oferece a actualidade, com a maioria Socialista no poder.
E o que faz? Troca esta oportunidade ímpar de afirmar-se como um partido que apresenta soluções e que encara o futuro como seu.
A presença de deputados nacionais e do presidente da Federação de Setúbal, era a ocasião para abordar a solução de um programa Polis para a zona histórica de Sines, de discutir a posição do governo na questão das pescas e o seu impacto socio-económico no Concelho de Sines, de exigir meios e medidas efectivas de combate à poluição no nosso Concelho, etc. Em contrapartida estes vem falar da eventual venda do Mercado Municipal, do problema dos esgotos e da desertificação do centro histórico, conseguindo no limite, criar um pífio facto político. Deste modo ainda voltaremos a ouvir falar do Cine-Teatro Vasco da Gama.
Esta falta de profundidade politica, tem permitido que a CDU habilmente chame a si os problemas de dimensão supra municipal – localização Galp Power, art.º 47 Porto Covo, poluição, etc - e vá conseguindo junto do Governo encontrar soluções para problemas que o PS de Sines deveria reclamar ser o actor principal.
O PS Siniense continua sem saber utilizar, o acesso privilegiado que supostamente terá e utilizá-lo como trampolim para ascender ao poder local. Pelo contrário opta por uma política de cordel. Se porventura o acesso aos centros de decisão politica é uma miragem, eis um bom caminho para se aproximar da população, que tão enjoada anda da politica neo-liberal, deste Partido Socialista, que não conhece o seu passado e de futuro incerto.
Mas o presidente da comissão politica do PS Sines, o veterano Idalino José, sabe tudo isto e muito mais. Sabe que os principais problemas de Sines não radicam actualmente em questões objectivas e materiais. Sabe que Sines possui hoje a maior parte dos equipamentos que necessita, que a questão fulcral do desenvolvimento de Sines consiste em evitar a desagregação social através da manutenção da identidade histórico-social, desenvolvendo mais “vila” e menos “cidade”, lançando pontes entre a modernidade e a tradição, seduzir a população jovem e de estratos sociais mais elevados a manter-se no Concelho, criar elevados padrões de qualidade de vida para a 3ª idade, assegurando a existência de um tecido social critico e de uma sociedade civil activa e actuante.
E isto alcança-se, principalmente encontrando soluções, com criatividade, e não, caindo no facilitismo da critica.
Definitivamente este PS de Sines fala demasiado nos problemas e pouco nas soluções e nunca se ganhou eleições deste modo.
O PS de Sines vive preso na teia que ele próprio teceu: aplaudir, inquestionavelmente, o Governo Central (enquanto este for Socialista) e criticar o poder local (enquanto não for PS), independentemente das circunstâncias ou dos interesses da população. Sempre e sempre a mesma regra. Esta estafada estratégia têm criado situações embaraçosas quando existe coincidência entre as posições do Governo e do executivo camarário Siniense, ficando o PS num labirinto, próprio de quem não tem um rumo definido. Sabiamente disse Séneca: “Quando um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe é favorável”.
O PS Sines, enquanto partido com legítimas aspirações ao poder local tem a obrigação de ser parte da solução e não parte dos problemas, para o que usufrui de uma oportunidade única que lhe oferece a actualidade, com a maioria Socialista no poder.
E o que faz? Troca esta oportunidade ímpar de afirmar-se como um partido que apresenta soluções e que encara o futuro como seu.
A presença de deputados nacionais e do presidente da Federação de Setúbal, era a ocasião para abordar a solução de um programa Polis para a zona histórica de Sines, de discutir a posição do governo na questão das pescas e o seu impacto socio-económico no Concelho de Sines, de exigir meios e medidas efectivas de combate à poluição no nosso Concelho, etc. Em contrapartida estes vem falar da eventual venda do Mercado Municipal, do problema dos esgotos e da desertificação do centro histórico, conseguindo no limite, criar um pífio facto político. Deste modo ainda voltaremos a ouvir falar do Cine-Teatro Vasco da Gama.
Esta falta de profundidade politica, tem permitido que a CDU habilmente chame a si os problemas de dimensão supra municipal – localização Galp Power, art.º 47 Porto Covo, poluição, etc - e vá conseguindo junto do Governo encontrar soluções para problemas que o PS de Sines deveria reclamar ser o actor principal.
O PS Siniense continua sem saber utilizar, o acesso privilegiado que supostamente terá e utilizá-lo como trampolim para ascender ao poder local. Pelo contrário opta por uma política de cordel. Se porventura o acesso aos centros de decisão politica é uma miragem, eis um bom caminho para se aproximar da população, que tão enjoada anda da politica neo-liberal, deste Partido Socialista, que não conhece o seu passado e de futuro incerto.
Mas o presidente da comissão politica do PS Sines, o veterano Idalino José, sabe tudo isto e muito mais. Sabe que os principais problemas de Sines não radicam actualmente em questões objectivas e materiais. Sabe que Sines possui hoje a maior parte dos equipamentos que necessita, que a questão fulcral do desenvolvimento de Sines consiste em evitar a desagregação social através da manutenção da identidade histórico-social, desenvolvendo mais “vila” e menos “cidade”, lançando pontes entre a modernidade e a tradição, seduzir a população jovem e de estratos sociais mais elevados a manter-se no Concelho, criar elevados padrões de qualidade de vida para a 3ª idade, assegurando a existência de um tecido social critico e de uma sociedade civil activa e actuante.
E isto alcança-se, principalmente encontrando soluções, com criatividade, e não, caindo no facilitismo da critica.
Definitivamente este PS de Sines fala demasiado nos problemas e pouco nas soluções e nunca se ganhou eleições deste modo.
Publicado no "Notícias de Sines", de 1 de Julho de 2008