sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Porto Covo

Sempre conheci gente do Porto Covo, primeiro na escola e no futebol, mais tarde em grupos de praia e verão, depois na política e hoje colegas de trabalho. Em todos reconheci, alguns traços de personalidade, a astúcia, o apego à terra e uma certa altivez, fruto da sua dignidade e orgulho.

Quando confrontados sobre o futuro próximo de Porto Covo. Um novo ciclo, o virar de uma página na história da localidade, digo eu. O Plano de Urbanização de Porto Covo, a resolução da problemática do art.º 47, os projectos para construção de um pavilhão multi-usos, uma creche e pré-escola, campo de relva sintético, campos de ténis, casa de velório, a requalificação do Largo Marquês de Pombal, etc.

"Tudo isso vai ser feito ao lado do Centro Cívico, que está prometido vai para 20 anos"
"Mesmo que façam tudo o que prometem, para nós é como se se tratasse de um pedido de desculpa, por tudo o que fizeram, deixaram fazer e nunca fizeram."
"Não vejo ninguém para presidente da Junta. Daqui a um ano, perdem todos".

Continuam astutos, a amar o Porto Covo e altivos, estes irredutíveis "gauleses". O Porto Covo muda, mas a sua gente continua igual a si própria.

Contributo

Imagem actualizada a 13/9/2009


Poucos dias após termos falado aqui na Estação sobre um "pequeno" desleixo de grande impacto visual, eis que alguém meteu mãos à obra e resolveu o problema.


Coincidência, ou talvez não. Se foi a Estação e os vossos comentários que ajudaram a resolver, por um lado é de louvar o contributo e atenção dispensada a este instrumento de intervenção cívica, por outro é de lamentar que seja necessário uma manifestação pública de desagrado para resolver algo tão simples.


Portanto, permitam que não partilhe da alegria manifestada em alguns mails, quase como se tratasse de um acto de justiça.

Sem comentários






quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Insatisfeitos

Hoje, pela primeira vez desde a existência deste blog, fui abordado, à entrada de um restaurante, para me pedirem contas, sobre a minha opinião de algumas das "coisas não" de Sines e respectivos comentários.
Respondi, despreocupadamente e espero que arrogante o suficiente, que:
"Não trato de blogues públicos, em locais privados!"
E lá ficou, um cidadão, dos que defenderam a liberdade de expressão (a sua) em Abril de 74, com um ar aparvalhado e aborrecido.

Coisas do Verão

Fim do Verão.
O calor que possa fazer agora, já não é calor de Verão - seja lá isso o que for.

Três coisas muito más do nosso Verão:
- Caravanas, caravanismo e caravaneiros, e tudo o que lhes esteja associado.

- Cães na praia. Os tios, e candidatos a, continuam a achar que os Labradores, são cães chiques, que não incomodam, nem podem transmitir doenças. Pior, apenas os donos de Rottweiler, com a mania que o seu não só não faz mal, como adora crianças. Normalmente ninguém se sente incomodado, nem nadador-salvador, nem polícia marítima ou GNR - quando um qualquer milagres os faz surgir nas arribas de acesso às praias. As poucas vezes, que vi alguém protestar normalmente porque têm crianças, surgem problemas, o dono do animalzinho fica ofendido, indignado ou indiferente, ou todas juntas. Imaginem se estas gente começa a ter vacas como animal de estimação.

- Pesca na praia. Esta não dá para entender. Como é possível haver pescadores, botas de borracha, banquinho, sandocha, mini, isco enrolado em folha de jornal, vulgarmente abandonado no areal, fazendo lançamentos da areia - ou da avenida da praia - para o mar onde andam os banhistas.

João Palmela

Desde algum tempo que descobri João Palmela, é em minha opinião quem melhor capta Sines, da sua objectiva tenho visto os melhores retratos da nossa Cidade.

http://fotografiadejoaopalmela.blogs.sapo.pt/

Porto Covo

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Amb3E

A Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos celebrou uma parceria com a Amarsul para a constituição do Centro de Reciclagem de Palmela. Com este novo local de recepção de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE), a Amb3E contabiliza 14 locais de recepção no distrito de Setúbal, nos concelhos de Alcácer do Sal, Alcochete, Almada, Barreiro, Grândola, Moita, Montijo, Santiago do Cacém, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sines e agora Palmela.
Os centros de recepção de REEE destes municípios estão preparados para receber, gratuitamente, todos os fluxos de REEE: grandes equipamentos (ex.: máquinas de lavar), equipamentos de arrefecimento e refrigeração, equipamentos diversos (ex.: telemóveis, rádios, etc.), lâmpadas, monitores e aparelhos de televisão.


O site da Amb3E continua a não sinalizar no Concelho de Sines locais de recolha.

Da Série: "Campanhas dissuasoras"


Solidariedade

Justiça Portuguesa II


Dois dias depois do procurador-geral da República, Pinto Monteiro, ter pedido aos magistrados que promovam a prisão preventiva sempre que estejam em causa crimes com armas de fogo ou que sejam passíveis de pena superior a cinco anos de cadeia, um procurador da comarca de Castro Daire libertou um indivíduo suspeito de tráfico de armas.

Uma justiça que os cidadãos não compreendem é uma justiça que não serve os interesses dos cidadãos.

Justiça Portuguesa

Dos 600 mil euros pedidos na acção, de Paulo Pedroso, contra o Estado, o juiz atribuiu uma indemnização de cerca de 100 mil euros por danos morais, faltando ainda decidir sobre danos patrimoniais.
O lado positivo é que a Justiça funcionou, na medida em que se auto-fiscaliza, tendo inclusivé reconhecido um erro grosseiro a um seu agente, juiz Rui Teixeira, ao decretar a prisão de Paulo Pedroso.

Entre os vários aspectos negativos, a morosidade do processo, as dúvidas que recairão sempre sobre os suspeitos - porque já não acreditamos nas decisões da justiça - e os custos. Além dos custos de um mega-processo , que tende a parir um rato, a indemnização, os pareceres dos reputados gabinetes de advocacia que o Estado contrata, são suportados por nós, contribuintes.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Questionário às forças políticas

Recebi hoje a resposta do Presidente da CMS, às questões abaixo descritas. Tal como previsto estas serão publicadas no mesmo dia em que recepcionar as respostas colocadas ao PSD Sines, e disponibilizadas para comentários. Em relação ao PS Sines, coerente com a sua actual actuação, não deu sinais de vida, de resto nem se sabe se ainda existe.
Presidente da CMS, na qualidade de representante da CDU Sines:
1.Porquê o recurso a assessorias? Os quadros técnicos e superiores da Autarquia e a formação profissional contínua, não permitem responder às necessidades? Para além do custo de construção, são os custos de funcionamento e manutenção de três dos mais emblemáticos equipamentos construídos em Sines nos últimos 20 anos - Piscinas Municipais, Centro de Artes e Bairro Social - que transmitem uma ideia de insustentabilidade económica. Qual o peso orçamental destes equipamentos e até onde poderá a Autarquia garantir o seu funcionamento, sem recurso a parcerias?
2. Dois dos aspectos que mais preocupam os Sinienses são a poluição e a segurança (ou a falta) desta, enquanto o Presidente da Autarquia transmite para a população, uma ideia de que se tratam de problemas menores. Trata-se de uma estratégia de desdramatizar, gerindo sensações, ou sente que realmente estes aspectos não assumem a dimensão que a população lhe atribuí?
3. Sente que a principal oposição ao seu desempenho autárquico, é desenvolvida pelos partidos da oposição, pela sociedade civil ou pela própria CDU? Numa frase: qual o aspecto que mais se orgulha da sua gestão autárquica, e qual a decisão que tomou que mais se arrependeu/preocupa?

Aceitam-se legendas

Esta imagem, é mesmo daquelas que "primeiro estranha-se, depois entranha-se". Quem passa por lá todos os dias já se habituou, mas quem raramente o faz, ou nos visita não deixa de reparar.
Mais que um fait divers a reparação (ou falta dela), remete-nos para uma questão mais ampla, da responsabilidade da manutenção e conservação do Bairro 1.º de Maio.
Peço que enviem sugestões para a legenda da foto acima.
1. Sines está no buraco.
2. Sines está a ir para o buraco.
3. Sines é um buraco!
4. Metam Sines no buraco
5. Sines fez um buraco

2008, até ao fim


Primeiro, pela crise orçamental nacional, depois pela crise financeira internacional, é só para recordar agora que a silly season terminou, como vai continuar a ser o ano de 2008.