terça-feira, 6 de outubro de 2009

66 Boas Razões para Não Votar Manuel Coelho (47a 56)

47. Desconhecimento de despesas
Depois de tanto se ter falado dos custos das principais obras, como o CAS e as Piscinas Municipais e o principal evento, o FMM e decorridos que são tantos anos desde a sua construção ou início, a autarquia continua sem conhecer com rigor os custos e proveitos associados a cada equipamento municipal ou evento. Quem não conhece, não pode gerir.
48. Centralização
Manuel Coelho adoptou a centralização do poder e da decisão como linha condutora da sua actuação. Várias foram as ocasiões onde defendeu a descentralização e transferência de competências do Poder Central para as autarquias, a partir daí, defende a centralização e concentração do poder, em si. Seja porque ou não confia na capacidade de fiscalização e acompanhamento dos seus serviços, ou porque não confia nas Instituições de Sines e nos seus dirigentes ou pior talvez seja o seu desejo patológico de poder, de modo a engordar a autarquia, controlar a sociedade e perpetuar-se no poder. É poder, até não puder mais.
49. Insegurança
Nem todas as questões de insegurança podem ser assacadas às autarquias. Mas hoje é menos seguro, do que por exemplo há 10 anos atrás. Existem decisões da autarquia como a politica de habitação, ordenamento do território, horário de funcionamento nocturno, etc, que influem na segurança dos bens e pessoas. O pior do legado de Manuel Coelho em termos de segurança, foi a sua política de "avestruz" negando uma evidência: Sines é hoje mais inseguro e mais violento que no passado e não se conhece nenhuma medida autárquica que pretenda inverter esta tendência.
50. Construção de Hotéis
Uma das carências do Concelho em termos turísticos, são os prometidos hotéis nunca construído.
A autarquia não soube captar investidores que permitam aumentar o número de camas disponíveis, gerando emprego e turismo de qualidade. Da experiência que tive em trazer até Sines e à autarquia dois interessados investidores, para dois distintos hotéis, confesso que não vi um interesse real e empenhado da autarquia.
Enquanto não se construir hotéis para turismo de negócios, hotéis de charme de pequena dimensão, continuaremos a ter apenas um turismo podre, alicerçado em 2 ou 3 eventos anuais, cujo impacto na empregabilidade e economia local é pouco mais que nulo.
51. Recuperação do Palácio Pidwell e Palacete Santa Isabel
Construções de referência e da memória colectiva de um passado não muito distante, optou Manuel Coelho, ao invés da sua recuperação e colocação ao serviço da população, ou porque não da actividade hoteleira, por votá-los ao abandono e degradação, como se não existisse Sines antes de si.
52. Emprego
Ficará sempre por explicar, quem consegue obter 6 milhões para o Concelho de Sines, não conseguiu em 12 anos assegurar da parte das grandes empresas do Complexo Industrial a discriminação positiva, ou a inclusão de quotas, no acesso ao emprego qualificado para os jovens de Sines. Discriminação injusta? Talvez. E a poluição que sofremos? Trata-se de quê, principio da solidariedade?
53. Abastecimento água
As rupturas nas condutas denunciam um sistema de distribuição de água, casuísticamente remendado. Sines continua a ser abastecido por condutas construídas no tempo do GAS, com perdas de água e cuja segurança para a saúde pública é duvidosa uma vez que as condutas são de fibrocimento, material actualmente removido das construções dado a existência de amianto e a sua relação com doenças do foro oncológico. Mas também na captação surgiram recentemente provas daquilo que desde longa data a oposição falava, dada a localização dos furos na zona do Complexo Industrial a contaminação por hidrocarbonetos é uma probabilidade elevada que deve a autarquia acautelar com mais rigor e transparência. Situação antiga que exigia a existência de uma alternativa pronta a por em prática.
54. Ordenamento urbanístico
De plano em plano, a cidade foi-se degradando. Empurrou-se a cidade para a periferia, não se cuidou do centro. projectou-se uma cidade para 25 mil habitantes, quando tem pouco mais de metade e cujos preços da habitação e da qualidade de vida, afastam todos os anos os sinienses para as freguesias limítrofes, nomeadamente os mais jovens.
55. Mobiliário Urbano
A cidade de Sines não tem um mobiliário urbano moderno e atractivo. Limitando-se a soluções pontuais, normalmente resultantes da obrigação contratual dos empreiteiros que construem os loteamento. Seja em quantidade, seja em qualidade Sines carece de mobiliário adequado e homogéneo.
56. Novo Cemitério Municipal
Decorridos 12 anos desde a tomada de posse de Manuel Coelho, e atendendo à previsível saturação do actual cemitério, não se conhece uma solução para a construção de um novo cemitério municipal.

Manobras politicas, em tempo de eleições

As insinuações de prováveis coligações PS-SIM já definidas, que grassam em Sines por estes dias, tratam-se de puro boato, com a intenção de instrumentalizar o eleitorado socialista, e cujo intuito é favorecer os seus principais adversários políticos nas eleições do próximo dia 11.

A suposta vantagem que daí adviria, trata-se-ia de uma vitória de Pirro. O Partido Socialista optaria por um poder estável durante 4 anos - caso ganhe - ou por aceder ao poder - caso o SIM ganhe, mas hipotecaria desde logo as próximas autárquicas. E tudo isto, seguramente, saberá o Partido Socialista e os seus dirigentes.

Coligação para que te quero?

Com a aproximação do dia das eleições autárquicas, os mais avisados, já perceberam que tão importante quanto vencer as eleições em Sines, será a possibilidade de coligações ou acordos pós-eleitorais que se estabelecerão.

O discurso de campanha eleitoral diverge em muito do pós-eleitoral. Nem sempre por cinismo ou hipocrisia, como pode parecer à primeira vista, mas por exigência de estabilidade e de responsabilidade política dos partidos, até porque historicamente da inviabilização da governação tem resultados elevados custos eleitorais, a quem a promove.

De acordo com as minhas previsões ( a publicar quinta-feira), das autárquicas em Sines resultará um vencedor com uma minoria a rondar os 30%. Teremos um executivo constituído por 3 partidos com 2 eleitos cada e um com um vereador, sendo um dos leitos do vencedor o próximo Presidente da autarquia.

Não existirá uma coligação, mas acordos pontuais nas matérias mais importantes. Não excluo que o tempo poderá aproximar alguns dos partidos em virtude da convergência de propostas ou políticas, mas garantidamente não existirá uma coligação pós-eleitoral, seja formal ou informal. Depois existe o recurso à abstenção que permitirá não aprovar, mas também não inviabilizar algumas propostas.

Atendendo que a possibilidade de coligação para criar uma maioria estável no poder local está reservada a duas candidatura de entre PS, CDU e SIM, esta não sucederá, estando reservada na melhor das hipóteses acordos pontuais fruto de apuradas negociações, ou seja estão condenados a entenderem-se, e mais que uma vez.

Se entre CDU e SIM, a realidade local converge com a realidade do aparelho partidário comunista e uma coligação está de todo afastada, mesmo sem Manuel Coelho, já entre PS e SIM, a realidade local que aconselha de todo que o PS não ceda a coligações com o SIM, é compreensivelmente mais aceitável para quem olha de longe, que julga ver aqui a oportunidade de afastar definitivamente a CDU do poder local de Sines. Desengane-se quem assim pensa. Qualquer dos partidos – PS e CDU – muito teria de explicar aos seus militantes, apoiantes e simpatizantes uma eventual coligação com Manuel Coelho e o seu Movimento, e pagaria caro essa coligação no próximo acto eleitoral.

Uma coligação PS e CDU, podendo parecer contranatura em Sines, não era campo virgem por esse país fora, mas poderá ser inviabilizada por ambas as estruturas centrais dos partidos, que disputam entre si a supremacia no poder autárquico no distrito.

O extremar de posições que o SIM assumiu ao longo da campanha, fosse por opção politica de criar clivagens e constituir uma base eleitoral que não possui como movimento recém-criado, seja pelo temperamento do seu candidato, impossibilitam nos tempos próximos a existência de coligações com este Movimento. Uma vitória de Manuel Coelho condenaria Sines a uma instabilidade politica e a eleições antecipadas. Eleições nas quais Manuel Coelho, em virtude da limitação de mandatos no poder local, não se poderá recandidatar. E este é um dado fundamental para quem quiser entender as movimentações politicas nos tempos próximos.

Caso o SIM vencesse as eleições seria interessante acompanhar a estratégia politica de PS e CDU que desejando provocar eleições antecipadas, simultâneamente procurariam disputar o eleitorado do SIM. Derrubar o SIM, agradando a quem o elegeu, ou a quadratura do círculo.

Mas o grande combate politico está reservado para a Assembleia Municipal. Aqui existe a possibilidade de variadíssimas conjugações de votos que permitem alcançar a maioria. Não é claro que quem vença a votação para a Câmara Municipal, conquiste a Assembleia Municipal, onde teremos de contar com os cargos por inerência dos Presidentes da Junta de Freguesia de Sines e Porto Covo, e por via disso o PS pode clamar vantagem antecipada.

domingo, 4 de outubro de 2009

66 Boas Razões para Não Votar Manuel Coelho (43 a 46)

No âmbito da campanha autárquica ficará sempre por entender porque o candidato do SIM, presidente da autarquia ao longo dos últimos 12 anos, com maioria e estabilidade governativa e muitos, mas mesmo muitos milhões de receitas, continua a apresentar como propostas, o que devia ser uma realidade há uns bons. Afinal o que o impediu de:
43. Requalificação
Do Largo 5 de Outubro do Bairro 1.º Maio, com zona verde e de estacionamento, aproveitar as características da luz natural da nossa localidade, criando espaços abertos, fechados ao trânsito, promovendo a aberturas de esplanadas, em locais como o largo da GNR e do Largo Afonso de Albuquerque. Recuperar e requalificar o Mercado Municipal e o Parque de Campismo
44. Criar um mercado ambulante
Transferir o mercado semanal da Rua da Reforma Agrária para um local digno, dotado de infraestruturas de sombreamento e recolha de lixo, ao invés de fechar uma avenida da cidade, promovendo a venda ambulante sem condições para os vendedores e os clientes.
45. Espaços verdes
A criação de espaços verdes e o tratamento dos existentes, uma das imagens de marca de Sines, não foi manifestamente uma prioridade do actual presidente.
46. Parque da Cidade
Hoje poucos são os municípios que não tem um Parque da Cidade, dotado com amplas zonas verdes e de lazer, com um Parque das Merendas, onde os cidadãos possa fruir do contacto com a natureza e seja também um local de contacto social privilegiado.

Mais do mesmo

(As) propostas que temos apresentado em matéria de ambiente, segurança, emprego e saúde têm vindo a enervar os nossos concorrentes eleitorais que, em vez de fazerem política pela positiva e com alternativas, preferem lançar boatos para confundir a opinião pública. O último boato constava que o PS e o seu candidato Idalino José fariam, após as eleições, um acordo eleitoral com o candidato do SIM, de forma a este, mesmo perdendo as eleições, pudesse assumir a presidência da Câmara, uma vez que eu iria assumir a presidência de uma empresa pública. Tudo isto é falso, completamente falso. Lamento mesmo que alguns dos partidos concorrentes recorram a estas manobras para confundir as pessoas. Isto não é eticamente aceitável, muito menos de quem se candidata a presidir aos destinos de um município.



Idalino José, blogue candidatura

Hortas Urbanas

Hortas urbanas ajudam a enfrentar tempos de crise
Adesão é grande: há 700 pessoas à espera para receber lote nos espaços do Grande Porto

Nos últimos anos, por todo o país, começaram a surgir hortas nos mais variados contextos. Improvisadas na berma das estradas ou ordenadas em projectos municipais, as hortas suprem necessidades económicas e são um passatempo terapêutico.
Lancei ideia semelhante para o nosso Concelho, aqui na Estação de Sines, no post "115 propostas para Sines" e uns bons anos antes no Notícias de Sines. A avaliar pelos programas eleitorais parece que a proposta encontrou aceitação, até para Manuel Coelho, que tão preocupado andou 12 anos a construir mais e mais betão, que se esqueceu de coisas tão fáceis, importantes e óbvias.
Não quero com isto reclamar o direito a propostas que apresento, pois as propostas a partir do momento que são públicas, são do público, não conhecem direito de autor. A maior satisfação é ver os programas das candidaturas aceitá-las e mais tarde levá-las à prática. E neste aspecto pouco importa qual seja o partido.

Oportunidade ímpar

Enquanto Sines surge referenciado na imprensa nacional como um dos Concelhos em que os resultados das autárquicas, são dos mais imprevisíveis, as iniciativas partidárias dos principais candidatos registam adesões surpreendentes para os padrões de participação politica em Sines e começam a surgir os primeiros resultados das sondagens. Entretanto, a crispação vai crescendo e as previsões vão-se discutindo com cada vez mais vivacidade.
Estaremos perante um momento de participação politica da sociedade Siniense, como não se veria desde os tempos quentes do pós-25 de Abril. Um oportunidade ímpar de reduzir a abstenção e de projectar esta participação para lá das eleições.
A garantida vitória minoritária e a necessidade de coligações e acordos, manterá o interesse da população e exigirá um trabalho político das várias candidatura como não é usual. Esperemos que as diversas candidaturas aproveitem para dar uma imagem da politica diferente daquilo a que nos tem habituados e os partidos ao longo dos anos, que as Assembleias Municipais se tornem locais de debate empenhado, sério e esclarecedor, que surjam os referendos municipais, os orçamentos participativos, concelhias politicas dedicadas e trabalhadoras. Enfim que os partidos após o acto eleitoral discutam mais Sines e menos politica.

sábado, 3 de outubro de 2009

Vamos Limpar Portugal-Mais cidadania precisa-se


Hoje dia 3 pelas 18 horas na Biblioteca Municipal "Ti Manel do Tojal" em Santo André, realizou-se a primeira reunião de voluntários interessados em tornar Portugal mais limpo e mais civilizado.Foi efectuado o enquadramento das necessidades, identificaram-se os pontos onde existem lixeiras mais exuberantes, estabeleceram-se prioridades, e defeniu-se um programa de actividades conducentes a que na próxima reunião a realizar em meados de Novembro, já possa haver um número significativo de voluntários, os apoios oficiais e não oficiais estejam definidos bem como os equipamentos necessários.Foi decidido lançar o repto à participação de todos os estabelecimentos de ensino locais sem excepção e alargar através da comunicação social local, incluíndo todos os bloggeres, o conhecimento destas acções em crescendo.
Entendemos que Portugal pode ser um País de cidadãos civilizados a começar pelo respeito pelo ambiente.
Junte-se a nós. Em todos os concelhos do país está criada uma estrutura que precisa de mais voluntários.


66 Boas Razões para Não Votar Manuel Coelho (39 a 42)

39. Centro histórico
O centro histórico desgraçadamente é o paradigma da gestão de Manuel Coelho. Depauperado, vitimas de consecutivas más decisões, muitas tomadas por teimosia e alvo de eternas propostas, promessas e plano, vai definhando. É uma questão complexa, resultante de múltiplos factores, mas entre estes não pode figurar a incompetência da autarquia e de quem a dirige.

40. O poder
A ânsia de poder e a sua concentração, são o pecado capital, do candidato do SIM. Ao longo dos anos foi tecendo uma teia, com a qual pretendeu e em parte conseguiu, alargar o âmbito e a profundidade do seu poder. Tendo inclusive colocado a autarquia a competir com a sociedade civil e as suas instituições, onde esta servia com vantagem a população.
Desde cedo percebeu que poder gera mais poder, e nós confirmando que muito poder potencia a prepotência e arrogância, factores determinantes para quem pretende entender e analisar a sua derrota dia 11.
41. Impostos
Quando o equilíbrio das contas autárquicas se procura fazer unicamente pelo lado das receitas, dando rédea larga às despesas. Quando o endividamento fica superiormente condicionado e a crise trava o mercado imobiliário, restam os impostos, sempre os impostos. O Concelho de Sines está entre os que obtêm mais receitas per capita e apenas para quem não conhece a gestão camarária de Manuel Coelho, entre os mais endividados do país. Invariavelmente são propostas as taxas máximas permitidas por lei e aprovadas. Ao aumento desmesurado das receitas de impostos municipais não tem correspondido um aumento da nossa qualidade de vida, porque será?
42. Instalações e serviços camarários
Uma das bandeiras da esquerda é a defesa e qualidade das condições de trabalho. Quem conhece e trabalha nas instalações municipais sabe que não encontra em casa, o que pregam cá fora.
Desde o descontentamento com a política de recursos humanos, às condições de trabalho, à ausência de estacionamento e arranjos exteriores, ao acesso para deficientes - como um elevador para deficientes nos Paços do Município, promessa desde longa data - tem tanto de vasto como de antigo. E quem não sabe cuidar da sua casa...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Euroresinas - Trabalhadores Protestam contra despedimentos e alteração de Funções

Os trabalhadores do sector de produção da Euroresinas, no complexo industrial de Sines, protestaram hoje, em frente à unidade fabril do Grupo Sonae, contra a pressão da empresa para que os operadores passem a desempenhar funções de portaria, suspendendo desta forma o contrato com a empresa de vigilância, tendo como consequência directa o despedimento de mais 7 trabalhadores.
Ver mais aqui mas aqui também

Debate Antena 1

Ouvi na íntegra o debate da Antena 1 entre os 5 candidatos à Presidência da Câmara Municipal de Sines e tratou-se de mais um espectáculo deplorante de Manuel Coelho.
Para começar tratou o Guinote por Vereador, quando este não o é, depois desmentiu Idalino ao dizer que não havia esgotos a sair para o mar, tendo sido imediatamente desmentido por todos os candidatos. Manuel Coelho, que insistentemente interrompeu o discurso dos outros candidatos, confidenciou ainda à moderadora que Guinote em 2005 o apoiou, quando tinha sido afinal em 2001, e que este lhe tinha dito que o apoiava porque caso o Idalino ganhasse sairia de Sines. Guinote indigando perante tal atitude de falta de carácter, chamou a Manuel Coelho aldrabão e disse que mentia com quantos dentes tinha. Outro pormenor interessante foi ver Francisco Pacheco a apontar criticas ao mandato de Manuel Coelho, quando há um ano o defenderia com a mesma convicção, mas ouvir o candidato da CDU a falar, sentimo-nos a recuar no tempo, como se tivéssemos entrado num romance cuja a acção decorre há algumas décadas atrás.
João Custódio falou das pequenas obras, que tão necessárias são para Sines e Idalino referiu a sua ideia de Sines como a cidade dos oceanos e garantiu que o novo Centro de Saúde está garantido pelo Estado e já previsto pelo PS Nacional que irá formar governo. Guinote esteve também ele bem, excepto na parte dos insultos a Manuel Coelho, falando principalmente do ambiente, do centro histórico e das rendas que as grandes empresas deverão pagar à Autarquia à semelhança do que a EDP sempre fez.
Francisco Pacheco concordou, mas na sua época virou-lhes as costas e não soube negociar.
Manuel Coelho para terminar falou na sua acção na criação de emprego no Concelho, dando a entender que seria ele o responsável pela vinda de novas plataformas industriais para Sines, eu pergunto se alguém acredita que é a Autarquia a responsável pela vinda desses investimentos.
Não vou esmiuçar mais porque entendo que apenas se falou de generalidades dado o pouco tempo de debate e, mesmo tendo a noção de que não referi alguns pontos importantes levantados por alguns candidatos, ficar-me-ei por aqui.
Apesar de tudo foi divertido e revelador do estado político em que Sines se encontra. A haver um vencedor a luta seria entre Idalino e João Custódio.

Debate Antena 1

Apenas ouvi parcialmente o debate da Antena 1 entre os candidatos autárquicos a Sines, pelo que somente depois de ouvir integralmente poderei fazer a minha análise global

O debate ficou marcado pela afirmação de Manuel Coelho que nas eleições autárquicas de 2001, o candidato do BE, José Carlos Guinote, lhe terá manifestado o seu apoio, confidenciando-lhe que se o PS de José ganhasse sairia de Sines

Extravasando do campo político, onde cada um assume as suas posições e as respectivas consequências, entrámos no plano pessoal, ou seja atingimos o nível zero da política.

O candidato do SIM, Manuel Coelho, ao afirmar em público, o que lhe confidenciam em particular, está a dizer mais sobre a sua forma de estar na politica do que possa imaginar.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

39 Anos com os Trabalhadores - CGTP-IN


1 de Outubro - Aniversário da CGTP
A Central Sindical de Portugal


As campanhas de Manuel Coelho




Para conhecer a diferença entre as promessas da CDU 2005 e as promessas do SIM de 2009, para avaliar o que cumpriu, basta clicar e veja por si. É simplemente incrível.

Debate Autárquicas (em actualização)

1. Do Debate

6 temas, escolhidos pelo promotor do debate entre os propostos pelo público via email.
- Propostas para a criação de mais emprego e apoio social
- Desenvolvimento Económico
- Ambiente e Saúde Pública
- Centro Histórico
- Turismo
- Segurança

O modelo do debate consistia em 4 minutos de intervenção sobre cada um dos temas e 2 minutos de réplica.

Dada a amplitude dos temas, rapidamente se constatou o óbvio, cada candidato levava o tema até ao assunto que pretendia, independentemente do teor da temática, a similitude entre os temas, como por exemplo criação de emprego e desenvolvimento económico, em nada contribuíram. Também muito raramente os 2 minutos foram de réplica, mas de complementaridade dos 4 minutos iniciais.

Sou apologista do modelo anglo-saxónico em que a entidade promotora escolhe um painel representativo da sociedade que coloca as questões aos candidatos, em que ambos respondem à questão colocada sem direito de resposta e em que o interlocutor pode interpelar o candidato se entender que este não foi suficientemente esclarecedor ou se desviou do tema. Trata-se de um verdadeiro debate entre a sociedade civil e os candidatos, que requer um estádio de maturidade democrática e civilidade elevado.

2. Dos Candidatos

João Custódio, candidato do PSD, não se limitou a cumprir calendário, começou, e foi dando um ar da sua graça, nomeadamente com apontamentos muito contundentes acerca da politica actual de Manuel Coelho.. O PSD e o João sabem que a sua luta ainda não é agora, mas não desiludiu, apesar da prova de fogo de mais de três horas e meia e de a dado momento ter vacilado. O PSD tem candidato, e os sociais democratas utilizar o seu voto para outra força politica, com o argumento do voto útil, é uma injustiça que fazem ao seu corajoso candidato. Foram para ele os primeiros aplausos da noite.

Idalino José, candidato do PS, manteve o distanciamento das querelas, o que se aconselha a quem pretende ganhar a eleições autárquicas dentro de menos 2 semanas. Distanciou o PS dos factos políticos que enxameiam esta campanha e parece já está concentrado no momento pós-eleitoral. Deixou aqui e ali algumas boas e interessantes propostas, nomeadamente a nível da segurança industrial.

Os apoiantes da CDU empolgados por um dia de arruada com o seu secretário-geral, denotavam uma certa excitação por mais uma oportunidade de confrontar Manuel Coelho com o passado comum. Francisco do Ó não perdeu as qualidade de politico hábil e com a empatia que o caracteriza foi aproximando o público. Não renegando o passado soube olhar para o futuro.

O enfant terrible da política local José Carlos Guinote, candidato do BE, foi quem mais terá capitalizado com este e outros debates, quer pela capacidade inata de comunicar, quer pelas propostas que apresenta e que colhem junto do público. As suas propostas primaram pela diferença em relação aos restantes candidatos. o candidato do BE falou de algum muito importante, não mensurável pois não é do plano do material, por isso de valor incalculável, da discriminação das instituições em função dos seus dirigentes e da ausência de liberdade na sociedade civil, temas que me são caros.
O candidato do SIM, Manuel Coelho, esforçado por aparentar tranquilidade e ansioso por debitar o discurso habitual que se apresentou a debate, continua combativo mas longe do que o caracterizou noutras campanhas. Quem já ouviu um discurso seu já ouviu todos, sempre igual, repetitivo até à exaustão. Nada de novo nas suas propostas, a sua candidatura fica-se por uma capacidade de comunicação/marketing ímpar em Sines e invulgar a nível local de dimensões como o Concelho de Sines, feita a relação custos da campanha por voto obtido é seguramente uma, senão a mais, cara do País. Notória a crispação do público presente com Manuel Coelho. Fosse Sines um País das América Latina e tinhamos os condimentos para uma boa guerra civil, de lado um presidente apegado ao poder, como se com a sua derrota não houvesse amanhã, do outro lado mais de dois terços da população, que não apenas não se revêem no presidente, como detestam a sua arrogância e vacuidade. Manuel Coelho pode não ter perdido ainda as eleições, mas já perdeu o pé.

3. Da politica

Subsiste a dúvida a luta pelo poder far-se-á a 2 ou a 3. A esta altura o eleitorado do PS, SIM e CDU estará praticamente definido e não terá muito mais por onde crescer, resta-lhes segurar a votação. O BE terá garantida a eleição do cabeça-de- lista e creio que não mais que isso. O PSD muito dificilmente conseguirá eleger o seu candidato
O comportamento do eleitorado do BE e do PSD ditarão o vencedor entre os principais candidatos. Continua a acreditar que a luta pelo poder far-se-á a dois, sendo um deles sempre o PS, resta saber quem o acompanhará.


4. Das intervenções

A questão “Propostas de criação de mais emprego e apoio social” colocada aos candidatos à autarquia está mal colocada. Enquanto candidatos temos que analisar os reflexos sobre as condicionantes.

Como pode o presidente da autarquia falar sobre politicas de emprego promovidas pela CMS, quando asfixia os fornecedores, com as respectivas consequências sobre o emprego. Para abordar este tema temos de falar do endividamento, cuja ausência nos temas a debate estranho, que estrangula a eficácia do apoio social e a promoção do emprego.

Estamos aqui, enquanto candidatos para apresentar as nossas propostas e vocês (eleitores) para escolher e decidir que governará. Isto é uma democracia, não uma monarquia, como o candidato do SIM pretende.

Reforçaremos o apoio às instituições sociais que garantam emprego estável e com direitos

A poluição é o principal constrangimento ao desenvolvimento económico
As grandes empresas, num prazo de 10 anos, terão diminuído em 50% os seus postos de trabalho.

A CMS tem de ser justa com as empresas, adoptando critérios de transparência na contratação e não através de ajustes directos, como é hoje prática.

Os interesses da cidade e dos cidadãos foram colocados em segundo plano em relação aos interesses das grandes empresas.

O projecto de regeneração urbana, que o candidato do SIM fala, ao contrário do que diz ainda não está aprovado em definitivo. Faltam os projectos.

O BE irá propor já nesta legislatura, na Assembleia da República, um regime para as grandes empresas do Complexo de Sines semelhante ao fundo térmico de da EDP. As esmolas da Petrogal quando e a que autarcas entendem, serve para condicionar a livre escolha democrática.

Com O BE os Sinienses terão as mesmas garantias constitucionais de garantia de saúde pública que noutros pontos do território. A questão da poluição é uma questão apartidária e tem de ser defendida por todos.

Temos de acabar com o caciquismo do presidente e dos seus grupos.

Ri-te, ri-te (dirigindo-se para Manuel Coelho, arrancou a gargalhada da noite).

José Carlos Guinote, BE


A economia social é um importante motor de criação de emprego. Hoje estão dependentes da CMS é necessário libertá-las.

É fundamental relançar as cooperativas de habitação, de consumo.

Defendemos a construção de um aindústria conserveira para acrescentar valor ao pesacdo de Sines. A autarquia deve investir inicialmente e depois sair, não se trata de economia planificada.

Os comerciantes que resistem saõ os verdadeiros heróis do Centro Histórico.
Vamos devolver o centro da actividade social e cultural ao centro histórico, donde nunca devia ter saído.

Desde a construção da Albergaria D. Vasco, que nada de novo surgiu. Agora fala-se em 1.500 camas, 5 hóteis, mais projectos mirabolantes.

É engraçado falar de turismo. Quem se dirige para o Porto Covo, depois daquela estrada abaulada, abauladíssima, sem bermas, sem sinalização horizontal e vertical, chega ao Largo do Marquês, desce a rua e nada, é um vazio. Falta recuperar a arriba desde o Porto de pesca até à praia do Portinho.

Mas quem chega a Sines, vindo pela Rotunda do Idalino, entra na Avenida Vasco da Gama, vê umas tendas lá ao fundo, uns ferros brancos e vermelhos com umas fitas enroladas que o obrigam a entrar na cidade e pronto começa a confusão.

Pergunto eu? Quando se passeia e corre na avenida Vasco da Gama e se precisa de ir a uma casa de banho? Como se pode falar de turismo nestas condições.

Propomos que o Forte do Porto Covo, quando finalizada a sua recuperação, seja para um Restaurante, um Bar e instalação de uma empresa de visitas e passeios à Ilha do Pessegueiro.

A ministra da saúde deslocou-se a Sines para entregar uma ambulância aos bombeiros, afirmando que o fazia pela amizade que a ligava a Manuel Coelho, mas para fazer um Centro de Saúde a amizade já não conta.

Quem projectou e fez o Complexo Industrial de Sines construiu um centro de saúde? Não. Colocou aparelhos de medição da poluição à saída das chaminés? Não. Entretanto passaram vários governos do PS e do PSD e o que fizeram?

Tenho a informação que os 6,5 milhões da Petrogal estão ao dispôr da autarquia para lhe dar o destino que achar mais adequado. Nós faremos o Centro de Saúde de Sines, um posto de atendimento digno em Porto Covo e ainda pretendemos recuperar o conceito do médico nos meios rurais que se desloca à casa dos pacientes.

Veremos do investimento da Cova do Lago, o que é hotelaria e casas de 2ª habitação. Temos de estar atentos.

Quem zela pela nossa segurança, em ultima instãncia, quando tudo corre mal, são os homens desta casa, (bombeiros Voluntários de Sines), por isso não aceito, como já andaram a dizer que o quartel deve passar para a Ribeira dos Moinhos ou ouro local. Aqui é o seu local, este é o quartel dos BVS, a quem a CDU presta a sua gratidão.

Os Sinienses sabem e reconhecem o trabalho da CDU em mais de 30 anos, não estamos dependentes de ninguém. Temos os nossos valores e somos um projecto colectivo. Pautamo-nos por principio de trabalho, honestidade e competência, outros deixaram de ter estes valores e hoje regem-se por outros.

Francisco do Ó, CDU

O Mar é a matriz do desenvolvimento de Sines, foi no passado e será no futuro. O porto industrial de águas profundas, o porto de pesca, a indústria, o turismo, todos tem em comum o Mar.

Tenho lutado e lutarei sempre por Sines e pelos Sinienses, independentemente da força politica que Governa o País. Foi minha a proposta aprovada por unanimidade de uma acção popular quando se deu a poluição do mar.

Tudo faremos para obrigar o Governo a avançar rapidamente com o Centro de Saúde de Sines.

Foi o Governo PS que prometeu e construiu o Hospital do Litoral Alentejano, que é hoje uma realidade.

O CAS que era apontado como um elemento dinamizador do Centro Histórico, hoje comprova-se que não é.

Das coisas mais graves que a autarquia fez nos últimos anos foi o encerramento da Rua Marquês de Pombal, que permite a ligação ao Centro Histórico.

A ETAR da Ribeira dos Moínhos não pode continuar a poluir a Costa do Norte, temos de a requalificar e depois repovoar aquela zona em termos piscícolas.

Não podemos ter mais de 30 anos depois o abastecimento de água em conduta de fibro-cimento, com amianto.

É urgente criar uma ZEM – Zona económica mista – no Porto Covo

Estamos neste momento a estudar os efeitos da poluição nas crianças e nas mães, mas não é suficiente, temos de ir mais além, estudar os efeitos na saúde de quem tem 50, 60, 70 anos porque os hidrocarbonetos tem um efeito cumulativo no organismo humano.

Defendemos a criação de policiamento de proximidade, que tem dado resultados muito positivos noutros Concelhos.
Em termos turísticos Sines está entre o concelho de Grândola e de Odemira, perdemos tempo hoje temos de ser mais ágeis que os outros para não perder tempo.

As instituições, clubes e colectividade tem de ser actores, temos a obrigação de chamá-los a participar no processo de desenvolvimento de Sines.

Estou preparado para ser presidente, porque acredito na capacidade dos sinienses e nas potencialidades de Sines.


Idalino José, PS


Apoio Social? O candidato do Sim não deve estar a falar dos contentores onde quis colocar os idosos do Porto Covo?

A verdade é que saíram do anterior local, para os contentores, porque existem interesses privados nos terrenos

Quando falam em desenvolver o turismo, não pode ser com o anúncio de uma estrada entre o Porto Covo-Estrada Nacional, que afinal acaba no cruzamento para Milfontes e nem chega ao Porto Covo.

O FMM é importante, mas não cria emprego.

É importante baixar o preço do metro quadrado na ZAL para atrair empresas.

É necessário criar bolsas de estacionamento de apoio ao Centro Histórico. Durante 15 anos não fez nada, agora surge projectos e centenas de estacionamento num ano.

Para falar de segurança temos de começar pela nossa casa. Já todos vimos trabalhadores da CMS pendurados em escadas sem segurança e com uma moto-serra, já vimos trabalhadores a dar produtos químicos nas ruas sem utilizarem máscaras de protecção.

Mas quem é que consegue andar nas calçadas do Centro Histórico.

Os esgotos continuam a ir para o mar, conforme testemunhei.

Temos de ter cuidado com a publicação do relatório sobre o ambiente (GISA) para não afugentar o turismo e a população.

A Etar do Porto Covo não responde às necessidades, principalmente no pico do Verão.

Lutarei com todas as forças para que Sines seja melhor e para defender os interesses dos sinieneses.

João Custódio, PSD

O Eng. Guinote do alto da sua iluminação reconheceu a qualidade do FMM

Em relação aos 6,5 milhões da Petrogal, estes foram negociados para o Complexo Desportivo. Eu não trato com o director da refinaria de Sines, resolvo com o presidente.
(após os apupos) É a CDU que não me quer cá. Já contava com isto, vinha preparado

Desde a celebre greve verde em 1982 que Francisco Pacheco nada fez relativamente ao ambiente

Francisco Pacheco nada fez pelo Porto Covo enquanto foi presidente.

A Avenida Vasco da gama tem uma imensidão de asfalto.

Vamos fazer uma Pousada da Juventude e uma residência universitária no centro histórico.

Nunca se tinha feito nada assim, obrigue as empresas a sentarem-se à mesa para discutir a poluição e temos um projecto de 1,1 milhões para estudar o problema (GISA). Isto não é sério, isto não é um trabalho sério? Agora é que vamos saber como estamos de ambiente.

O candidato do PSD está a ofender os dirigentes da Associação Gralha, com a história dios contentores, tenho pena de não estarem cá para ouvirem isto.

O candidato do PSD está a ofender a dignidade profissional dos trabalhadores da CMS e dos responsáveis da Higiene e Segurança.

(em relação às restantes intervenções do candidato do SIM, basta conhecermos um discurso seu dos últimos 4, 5 anos, foi apenas a repetição. As referências acima correspondem às novidades do seu discurso, no debate de ontem.)

Manuel Coelho, SIM

Nota: cito de memória as intervenções atribuídas aos candidatos. Logo susceptíveis de alteração.