A III Assembleia da Organização Regional do Litoral Alentejano do PCP, realizada recentemente em Alcácer, vem demonstrar mais uma fez o anacronismo que este partido, e os seus dirigentes, representam na sociedade portuguesa.Entre um arrazoado de disparate, os dirigentes comunistas afirmam que nos últimos anos, graças à política do Governo PS, «continuou o processo de despovoamento» e os grandes projectos industriais e turísticos prometidos continuam por realizar. Critica a transferência de competências do poder central para as autarquias, mas defendem a regionalização.
Mas nem tudo vai mal no reino da PCP, as células de empresa, citadas como «a mais importante organização de base do Partido», foram dados passos importantes. Segundo os dirigentes no Complexo Industrial de Sines, "o Partido tomou medidas e avançou: foram militantes das comissões concelhias para as empresas e criado um organismo específico. Isto permitiu que o Partido consiga já ter actividade na Petrogal, Repsol, Metalsines, Euroresinas, Compelmada, APS, Portsines, Terminal XXI e EDP."
Confunde-se sindicatos com partido, dirigentes sindicais com militantes, lamenta-se a inexistência de investimentos que estão em curso, fala-se de desertificação e despovoamento numa das poucas regiões do país em que aumenta a população e o número de construções, critica-se transferência de competências que autarquias CDU assinaram e por fim - compreensivelmente -regozijam-se com o facto de desde 2004, entrarem para o Partido 126 novos militantes. Claro, que esperavam?