Precariedade Laboral - Quem assume sarar esta ferida social?
É do domínio corrente que a precariedade laboral é hoje transversal a todos os sectores de actividade, sejam eles do domínio público ou privado.
Nas autarquias Locais, pelo que se conhece, há uma multiplicidade de funções que são tidas como normais, afectas a recibos verdes.
Falo de funções efectivas, de todos os dias e que sem profissionais a laborar, os vários serviços públicos pura e simplesmente não funcionariam.
Assim parece-me que há aqui um desvio daquilo que é temporário ou sazonal para aquilo que é definitivo, de todos os dias.
Mas precariedade laboral não é apenas a relação de trabalho, pago a recibos verdes. Precariedade é também a sucessiva contratação a termos, por toda uma vida, para as funções que são também elas de várias vidas.
Assim, a questão que se coloca e que recentemente os PI lançaram foi, o convite a todos os Autarcas a assumir a temática da precariedade no presente mandato ou próximos.
Por aqui, entendo esta uma das questões de razão fulcral da sociedade pelo que, desde já seria importante saber o que assumem os próximos Presidentes de Câmaras, mesmo os que são candidatos, obviamente com todos os condicionalismos que o Poder central lhes possa impor.
Para já, a nível nacional, apenas uma Câmara assumiu o compromisso de inviabilizar o emprego precário. Outras nem sequer responderam. E as nossas?