A Paragem técnica da Galp, já entrou na recta descendente, no que diz respeito a pessoal a operar. Várias fontes estimaram que cerca de 3.000 trabalhadores, estiveram a trabalhar na Paragem.O seu efeito na economia local foi pouco mais de nada, resumindo-se à lotação em alguns dos restaurantes mais baratos, na venda de mais uns litros de cerveja e na dinamização do mercado de arrendamento, principalmente no clandestino.
O falhanço da aposta no biodiesel, associado à descida do preço do petróleo, levou a que a Enerfuel pretenda vender a sua unidade de biodiesel em Sines, que ainda nem entrou em funcionamento, e que novas unidades previstas já não vejam a luz do sol.
O IP8 ligando Sines a Espanha, encontra-se comprometido, nos tempos mais próximos, por falta de garantia de financiamento dos potenciais construtores.
Enquanto alguns pensam que Sines, ligado (excessivamente) ao ciclo de exploração do petróleo passará incólume pela crise, começa-se a falar da retracção de outros grandes investimentos no Complexo Industrial de Sines.
Houve um claro empolamento, na gestão das expectativas do crescimento de Sines, dos postos de trabalho a criar, no impacto económico de milhares de trabalhadores temporários na economia local, da população residente, etc, que a crise mundial apenas antecipou a verdade.