
"A opinião tem pela Câmara dos deputados um sentimento unânime e unanimemente declarado de tédio.
Diz-se mal da Câmara por toda a parte. Os jornais mais sérios falam constantemente da sua improdutividade. Ela é geralmente considerada como um sórdido covil de intrigas.
Se se pergunta:
- Que houve hoje na Câmara?
- Uma farsa - respondem uns.
- Uma feira - respondem outro".
Do "nosso" Eça de Queirós, que já não sei se era um visionário, ou é Portugal que não muda.
Na última Assembleia Municipal Extraordinária, a votação da assinatura por parte do Presidente da Câmara Municipal de Sines com o Ministério da Educação para a transferência de competências na educação do 1º e 2º ciclo, dividiu o elenco camarário da CDU e a sua bancada.
A favor Presidente da Câmara, Vereadora Marisa, a deputada Helena Sales ( CDU), deputado Murta ( CDU) , deputado Micael (PSD) e toda a bancada PS.
Diz-se mal da Câmara por toda a parte. Os jornais mais sérios falam constantemente da sua improdutividade. Ela é geralmente considerada como um sórdido covil de intrigas.
Se se pergunta:
- Que houve hoje na Câmara?
- Uma farsa - respondem uns.
- Uma feira - respondem outro".
Do "nosso" Eça de Queirós, que já não sei se era um visionário, ou é Portugal que não muda.
Na última Assembleia Municipal Extraordinária, a votação da assinatura por parte do Presidente da Câmara Municipal de Sines com o Ministério da Educação para a transferência de competências na educação do 1º e 2º ciclo, dividiu o elenco camarário da CDU e a sua bancada.
A favor Presidente da Câmara, Vereadora Marisa, a deputada Helena Sales ( CDU), deputado Murta ( CDU) , deputado Micael (PSD) e toda a bancada PS.
Contra a Mesa da Assembleia - Presidente da Assembleia e Secretários - deputado Venturinha (PSD) e a restante bancada CDU.
Fez-se história, a CDU perde pela primeira vez uma votação por si proposta.
Manuel Coelho, pragmático, esqueceu a lealdade partidária em benefício da autarquia, da sua gestão e de Sines.
Manuel Coelho, pragmático, esqueceu a lealdade partidária em benefício da autarquia, da sua gestão e de Sines.
O PS que tanto contesta e com razão, a má gestão da CDU siniense e uma certa tentaculização sobre a vida siniense, votou favoravelmente, mais poder para a autarquia, sem esboçar o mais pequeno desconforto. São os sapos da politica, pois a medida em termos globais é favorável e muito para a autarquia e para Sines.
A CDU provou do seu próprio fel, a apregoada descentralização, o reforço do poder local, a defesa dos interesse da população que os elegeu acima dos interesses partidários, foi por água abaixo, ao primeiro sinal da cúpula partidária.
O PSD, quem mais podia capitalizar esta situação, deu uma imagem de si próprio, mantendo-se dividido. Nem aqui que era só ganho, soube trazer a mala cheia de dividendos políticos.
Politicamente saiu a ganhar Manuel Coelho que demonstrou a sua independência em relação à CDU em nome da defesa dos interesses de Sines, dizem uns, em defesa da sua gestão, dizem outros. Ao PS coube a sorte do guarda-redes no penálti, que sem se mexer o avançado acerta-lhe com a bola.
Ganhou Sines, pois o Estado passa a transferir verbas para competências que em grande parte a autarquia já assumia, sem daí resultar proventos financeiros.
Recuando no tempo, recordo-me quando a divisão do PS Sines, protagonizada entre a bancada e a vereação socialista, encabeçada pelo Idalino e Guinote respectivamente, punha o PCP em histerismo louco. "Afinal, quantos PS's existem?" era a palavra de ordem para regozijo imbecil. Imbecil porque não beneficiou ninguém, nem o PCP capitalizou politicamente com esta divisão, o PS perdeu o seu melhor quadro desde sempre, em Sines, não dignificou a política, nem a Assembleia Municipal, e a Cidade, essa, saiu sempre a perder.