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domingo, 2 de novembro de 2008

Fala quem sabe, aprende quem quer

Questões partidárias à parte, Manuela Ferreira Leite, para além de uma politica séria, é uma técnica como há pouco por cá, pena que se faça acompanhar tão mal.
Em recente entrevista ao jornal Diário de Notícias e à rádio TSF, opinou que a aposta nas obras públicas não vai fomentar o crescimento do país. Segundo a líder do PSD as obras públicas ajudarão "[Ao] desemprego de Cabo Verde, desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido". "Nós temos jovens licenciados desempregados: não está a querer mandá-los para as obras públicas? Nós estamos com pessoas entre os 40 e 50 anos desempregados, [que eram] empregados administrativos", continuou.
Para Ferreira Leite, "uma política dirigida às obras públicas evidentemente que é boa para as empresas de obras públicas, está fora de causa, é boa para empresas de consultadoria, para escritórios de advogados", mas "não é fomentadora de emprego". "A estrutura económica do país está na base das pequenas e médias empresas e é aí que se está a criar o emprego, é aí que se defende o emprego".
"Eu não sou contra as obras públicas, como às vezes se pretende dizer, sou contra o facto de se pensar que a política de obras públicas é uma política de crescimento da actividade económica, porque não é", salientou a presidente do PSD.
Segundo Ferreira Leite, "as obras públicas podem e devem fazer-se com certeza, muitas têm de ser feitas, desde que não se pense que a política de obras públicas vai fomentar o crescimento do país, porque não vai".

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Manuela Ferreira Leite

Agrada-me a candidatura de Manuela Ferreira Leite. No PSD, tal como em todos os partidos, existe bons e maus políticos, ela é dos bons. A sua intervenção, aos longo dos anos, têm-se pautado pelas coerêcia e defesa de idéias, o que representa um acrescento de seriedade à política nacional, que tão carente anda de credibilidade.
Naturalmente, discordo de muitas das suas idéias, mas reconheço que todas são defensáveis, lúcidas, passíveis de argumentação, credíveis, são pilares de uma estratégia que preconiza para o País. Em suma, esta Senhora têm um rumo que se entende, concorde-se ou não com ele.
Manuela Ferreira Leite defende a descentralização do aparelho de Estado para as autarquias, é contra a avaliação dos professores que passe pelos alunos, defende uma maior flexibilização nos contratos de trabalho, desde que "acompanhada por programas sérios e eficazes de aprendizagem ao longo da vida e de protecção social adequada às situações precárias", defende um modelo de desenvolvimento assente nas exportações e no investimento privado, onde não caberá o TGV, o novo aeroporto, o Metro Sul do Tejo, as SCUT's, é pelas parcerias público privadas na saúde e defende a simplificação do sistema fiscal. Isto preocupa-me, porque concordo demasiado.
O que me tranquiliza é a candidata a candidata a 1º ministro, (ou será 1ª ministra) ser contra o levantamento do sigilo bancário, a redução dos impostos, contra a proposta da lei dos divórcios e concorda com o PS acerca das incompatibilidades nos casos de ex-governantes, pois aqui não posso estar mais em desacordo.

Com a sua candidatura e mais que provável vitória o País ganha uma oposição forte, talvez até demasiado forte para que deixe de ser oposição, mas não esqueçamos que por cada governo eleito existe um partido e o dela têm sido demasiado mau.