quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Gaivotas em Terra


O que une as gaivotas, as canas e as salgadeiras, todos característicos da nossa terra. A irreverência, a sobranceria e indiferença perante o avanço do progresso e a sua parafernália tecnológica. Não existe pedaço de terra onde não rompa uma, duas, três canas, um canavial inteiro, as salgadeiras não invadiram a barroca, porque não se invade o que sempre foi nosso, pelo contrário nenhum progresso as expropriará do seu espaço. Mas as gaivotas são ímpares, não contrariam o progresso, usam e abusam dele, está na sua natureza adaptar-se com uma capacidade predatória ao progresso, só elas conhecem o toque da campainha que anuncia o intervalo da escola primária, onde esvoaçando, miram pedaços de lanche deixados pelos petizes, sabem o horários em que a Santa Casa despeja o lixo nos contentores e antecipam-se, com uma sabedoria de mendigo. Mas não se pense que deixaram de perseguir os barcos que chegam carregados de peixe, ou elas própria de efectuar as suas pescarias. Então, ao fim do dia, na areia da praia, ou embaladas nas suaves ondas da baía, riem-se de nós, que ao longo do dia por baixo do seu esvoaçar trocista, nos esforçamos a acompanhar um "mundo" que roda cada vez mais rápido.

1 comentário:

Anónimo disse...

Para donde irá a gaivota, coitadinha.
será Moita, será Poceirão, Sines não é certamente (graças a Deus)!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! quem será a gaivota?