domingo, 9 de maio de 2010

Foto Desportiva do Ano


Encontro de gerações e afectos.

Divulgação

CAMPEONATO NACIONAL HÓQUEI EM PATINS
INFANTIS
8 Maio 2010
VASCO DA GAMA AC 2


1-1 Tiago Saraiva 8´- 2ª P
2-1 João Soares 13´- 2ª P
HC SINTRA 1

0-1 Gonçalo 2´ - 2ªP

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Conferência de Imprensa CDU

SENHORES JORNALISTAS

A CDU está seriamente preocupada com a situação financeira da Câmara Municipal de Sines, que classificamos de pré-insolvência, isto é, caminhando de forma acelerada para o incumprimento das suas responsabilidades financeiras.

A conta de gerência de 2009 é exemplo bastante. Subida do endividamento global de 23 para 28,2 milhões de euros, mais 22,2% que em 2008, ultrapassando os limites legais dos endividamento de médio e longo prazo e líquido, com consequências graves no futuro próximo; crescimento das despesas correntes em mais 21%, mais 3,5 milhões de euros em relação a 2008; redução das receitas correntes em mais de dois milhões de euros; prejuízo do exercício de 2009 – resultados operacionais negativos de 3,494 milhões de euros. Um exercício financeiro desastroso que as eleições municipais de Outubro de 2009 ajudam a explicar.

Se pensávamos que os excessos de 2009 iriam ser drasticamente corrigidos em 2010 enganámo-nos. As finanças da Câmara Municipal parece terem entrado em roda livre e as rotinas do despesismo irresponsável são de tal ordem que a actual maioria politica que governa (?) o município parece incapaz de as suster.

O balancete financeiro de 31 de Março de 2010 é esclarecedor. A receita total arrecadada, sem empréstimos, foi de 4,340 milhões de euros. A despesa registada (corrente, passivos financeiros, aquisições de bens de capital e transferências pagas, aumento do endividamento de curto prazo) atingiu os 4,869 milhões de euros. Um défice de mais de meio milhão de euros no trimestre.

Que significa tudo isto?

Património abandonado e em degradação (mercado municipal, palácio Pidwell, edifício de Centro Recreativo Siniense, edifício da Caninha, estádio municipal, cemitério municipal, Salão do Povo e tantos outros); ambiente urbano deteriorado (arranjos exteriores por fazer na Quinta dos Passarinhos, no Alcarial, no bairro Soeiro Pereira Gomes, na Quinta do Meio, Courela da Cruz, descida da praia, corrimão da escadaria da praia ao abandono, praia das Bicas como caixote de lixo e outros); ruas e estradas com pavimentos degradados (Avenida Humberto Delgado, rua da Reforma Agrária, rua Poeta Aleixo, estrada de Porto Covo, do Vidigal e muitas outras); falta gravíssima de apoios ao movimento popular (colectividades e associações) com atrasos de muitos meses nos pagamentos dos subsídios mensais, pagamentos aos empresários locais atrasados, adiamento de novos investimentos, etc. etc.

Até as comemorações do 25 de Abril de 2010 nunca tão vergonhosamente assinalado, tiveram a desculpa esfarrapada das condições climatéricas que parece foram exclusivas da cidade de Sines.

É imperioso que sejam implementadas políticas de gestão financeira que ponham termo a este regabofe despesista dos dinheiros dos contribuintes sinienses. A CDU na Câmara e na Assembleia Municipal lutará por tais objectivos.

A CDU exorta os sinienses e as suas instituições a exigirem do Movimento SIM o cumprimento das suas promessas eleitorais. A democracia participativa deve motivar todos para a luta por politicas municipais que respondam às necessidades actuais e futuras da população.

Com o projecto colectivo da CDU estamos a preparar o futuro de Sines com novas politicas viradas para a satisfação das necessidades concretas de todos e de cada um dos sinienses.

A Comissão Concelhia de Sines da CDU
Sines 7 de Maio de 2010

Não Faltes

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Divulgação: Hóquei em Patins


 A época de hóquei em patins do Vasco da Gama que está agora para terminar foi muito significativa em termos de êxito desportivo. Nos escalões de formação, os objectivos foram largamente ultrapassados. A equipa de escolares, atletas até os 10 anos, teve um trajecto nas competições regionais com um grau de evolução em termos de patinagem bastante satisfatório.


A equipa de infantis (11-12 anos) sagrou-se Campeão da Região Sul, competição que envolveu todas as equipas dos distritos de Setúbal, Beja, Évora e Faro.
Esta classificação permitiu o acesso à primeira fase do Nacional. Terminou no dia 1 de Maio esta primeira fase do Nacional da modalidade, classificando-se a equipa de infantis em segundo lugar o que lhe dará direito a competir na fase seguinte. Do grupo que competimos ficou também apurado o Paço de Arcos, ficando por apurar o HC Santiago, o SL e Benfica e o Stuart Carvalhais.
A partir de dia 8 de Maio inicia-se a última fase de apuramente para a “final four”. Agora já só com dois grupos (Norte e Sul), onde estarão presentes as oito melhores equipas nacionais na categoria de infantis: FC Porto, Juventude Pacence, HC Mealhada, ADB Campo, Paço de Arcos, Fisica de Torres Vedras, Sintra e VASCO DA GAMA ATLÉTICO CLUBE.


A equipa de iniciados (13-14 anos) também teve um comportamento meritório. Nas competições regionais conseguiu obter com todo o mérito a classificação que lhes deu direito a participar na primeira fase do nacional. Nesta fase a equipa classificou-se no quarto lugar. O número de atletas foi muito reduzido este ano o que quase inviabilizava a preparação da equipa. O mérito deste grupo, jogadores, técnico e seccionistas foi no fazer muito, com pouco. Parabéns ao grupo.


A equipa de Seniores 100% amadora classificou-se no Campeonato Nacional da 2ª divisão quatro lugares acima da linha de descida. Belíssima classificação para quem tão pouco apoio teve.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Entrevista com o Vice do Vasco da Gama do Brasil

NETVASCO - 05/05/2010 - QUA - 09:33 - Nelson Rocha fala sobre parceria com o Vasco de Sines

Em entrevista ao programa de rádio "Só Dá Vasco", o vice-presidente de finanças, Nelson Rocha, afirmou que o Vasco de Sines (Portugal) deverá usar uniforme e jogadores do Vasco na temporada 2010-2011:

"Na realidade, é um projeto satélite do clube. Nós entendemos, e aí é a característica do próprio povo imigrante português, de buscar novas terras e novos horizontes. Eu já vinha conversando desde o ano passado com o presidente do Vasco da Gama de Sines, o Carlos Alberto lá, para que a gente pudesse estar buscando uma parceria. A ideia é que a gente possa retornar a Portugal. Essa parceria com o Vasco da Gama de Sines tem todo um histórico, toda uma tradição por trás. Primeiro, Sines é a cidade onde nasceu o Vasco da Gama, o navegador português que deu origem ao nome do nosso clube. Segundo, Sines é uma das principais cidades, do ponto de vista econômico, de Portugal, onde tem um grande porto e grandes empresas. Embora seja uma cidade que tem poucos habitantes, é uma cidade muito importante para Portugal, e já existe um Vasco da Gama lá. Nós poderíamos simplesmente fazer essa parceria com qualquer outro clube. O Vasco da Gama, nesse momento, está na terceira divisão. Mas, para a gente, não é importante a divisão em que esteja, porque muito mais do que a divisão onde ele esteja, o nosso objetivo é de estabelecer um vínculo, um elo com um time português que tenha as raízes, as tradições que nós... Nós estamos conversando. Recentemente, nós estivemos lá, eu, o presidente Roberto Dinamite e o Rodrigo Caetano, já com o objetivo de fechar essa parceria. A ideia é que nós possamos ter troca, os sócios lá possam aproveitar o Vasco daqui, e vice-versa, que o Vasco da Gama lá passe a utilizar o nosso uniforme, a nossa marca. O Vasco já disputaria a temporada 2010-2011, em Portugal, na terceira divisão. Nós estaremos colocando jogadores lá. É uma parceria para o Vasco começar a disputar a terceira divisão do Campeonato Português. Acho que isso é muito importante, porque retorna a Portugal. Sines está ao Sul de Portugal, o que faz com que o nosso objetivo principal, que o Vasco seja um time no Sul de Portugal, que conta com uma população que gira em torno de 2 milhões de habitantes. O Vasco da Gama seria o time do Sul de Portugal. É um projeto de resgate e da manutenção, sobretudo, da tradição do nosso clube, que é uma tradição portuguesa, da sua origem, do grande navegador que deu origem ao nosso nome. Eu acredito que nós estamos retornando. O objetivo é que em três anos a gente chegue à primeira divisão do Campeonato Português, portanto, com outro patamar de equação, uma outra conversa. O que é de estranhar é que as pessoas não querem - as pessoas que hoje estão na oposição e que sempre defenderam a tradição portuguesa. Em determinados momentos, me lembro que chegaram a acusar de que nós rasgaríamos a bandeira de Portugal. Agora, esses mesmos é que não querem que a gente volte para exatamente aquilo que nos originou, falar, ter o Vasco da Gama em Portugal, disputando, participando, sobretudo, integrando a comunidade portuguesa e brasileira. Essas pessoas agora são distantes desse mesmo processo. É de estranhar." 
 
Fonte: NETVASCO
 

Mensagem do Presidente da Junta de Freguesia de Sines

consultar no site da Junta de Freguesia a mensagem do seu presidente. Esclarecedor, no mínimo.
ver mensagem

terça-feira, 4 de maio de 2010

Analise e compare

Em reunião realizada a 23 de Abril, a Assembleia Municipal de Grândola aprovou, por maioria, o Relatório e Contas de 2009.

Em termos globais a Execução Orçamental apresenta elevados níveis de execução, com as receitas a aumentarem para os 90,5% e as despesas a situarem-se nos 73,4%.

De acordo com o documento, verificou-se a melhor execução de receitas dos últimos anos: as receitas correntes excederam novamente os 100% (115,3%), beneficiando em grande medida do aumento da capacidade de o Município gerar receitas próprias e, consequentemente de uma menor dependência das receitas do Orçamento de Estado nas receitas municipais – sendo aquelas apenas 31% destas, quando anteriormente constituíam a principal fonte de financiamento do Município. Destaca-se ainda, à semelhança do ano anterior, o aumento quase para o dobro (91%) da receita de IMT, proveniente em grande parte dos investimentos turísticos. Por outro lado, a execução das despesas correntes continua a ter bastante rigor (95%).

O investimento (aquisição de bens de capital) diminuiu 7,8%, enquanto a divida de curto prazo continua a diminuir (cerca 1,1 Milhões Euros, ou seja o valor mais baixo dos últimos anos).

Sublinhe-se ainda que, pelo quinto ano consecutivo, o Município cumpre a Regra do Equilíbrio Orçamental, gerando em 2009 poupança corrente de cerca de 2,6 milhões de euros.

No que se refere à dívida e ao endividamento, para além dos valores da dívida de curto prazo, anteriormente referidos, destaca-se o facto de se terem respeitado os limites do endividamento de curto e médio/longo prazo, sendo a taxa de utilização, no final do ano, deste último, de 72,8%.

Conferência de Imprensa


A CDU -Coligação Democrática Unitária de Sines realiza na próxima sexta-feira, dia 7 de maio, pelas 16h00, no Centro de Trabalho do PCP, rua Teófilo Braga, junto ao castelo em Sines, uma conferência de imprensa sobre a situação politica e social no município de Sines, nomeadamente a situação financeira da Câmara Municipal de Sines e a situação laboral.

Errata

A explicação, constante no site da CMS, das contas de 2009 da autarquia, seriam cómica se os seus autores desconhecessem a realidade, assim é hilariante pela forma como nos apresenta a realidade.

Vejamos o que dissem e o que pretendem dizer:

Onde se lê: "destacar o decréscimo acentuado da receita, quer corrente, quer de capital, e o seu efeito “determinante” para o resultado líquido obtido no exercício".
leia-se: o empolamento inconcebível das receitas e as despesas efectuadas em ano eleitoral, resultaram num prejuízo nunca visto anteriormente".

onde se lê: “A receita líquida com impostos directos teve um decréscimo de cerca de 601 mil euros (-10%), por redução do IMI, do IMT e da derrama, e os impostos indirectos decresceram 2,3 milhões de euros (- 87%). Ou seja, em receitas correntes recebemos a menos cerca de 3 milhões de euros, donde se pode concluir que o decréscimo da receita por via da crise económica e financeira é o factor que mais influencia o resultado negativo do exercício”.
leia-se: quando, em 2008, foi feito o orçamento para 2009, foi previsto um crescimento económico fabuloso, em que o resultado das empresas (derrama), e o mercado imobiliário (IMT e IMI) entrariam em ciclo expansionista, como nunca visto. Quem é que em 2008 podia imaginar que viesse aí uma crise económico-financeira?



"Um dos aspectos que mais contribuíram para os números da gerência de 2009 foi a contratualização do PREDE, no âmbito do qual foram contraídos empréstimos no valor de 11 milhões e 288 mil euros. Considerada uma medida positiva de gestão"
leia-se: O PREDE, apontado em tempos, com ingenuidade ou malícia, como o salvador do endividamento municipal, temos uma medida tão positiva que arrastou a autarquia numa posição de incumprimento legal quanto ao endividamento, que lhe sairá muito, muito caro.


Onde se lê: “por via dos pagamentos que efectuámos a fornecedores de bens e serviços e a fornecedores de bens de investimento, verificou-se um aumento de 38% [8 milhões e 300 mil euros] na aquisição de bens e serviços e um aumento de 104% [4 milhões e 835 euros] na aquisição de bens de investimento. Estes valores não representam, pois, um acréscimo real de valor de despesa cabimentada no exercício de 2009, sendo antes um reflexo directo do PREDE.”

Leia-se: um reflexo da gestão deste executivo no passado que acumulou um endividamento colossal.


Onde se lê: "Em 2009, as despesas com pessoal totalizaram 8 milhões e 694 mil euros, o que representa um aumento de 14% em relação a 2008, que considera dever-se “essencialmente” ao contrato de execução estabelecido entre o município e o Ministério da Educação, através do qual transitaram para a Câmara 50 funcionários." “Esta transição teve reflexos relevantes na evolução da despesa corrente, embora a Câmara continue a manter-se perfeitamente dentro dos limites legais dos encargos com pessoal e dentro da média de despesas com pessoal dos municípios do distrito de Setúbal. O contrato de execução com o Ministério da Educação foi celebrado a título experimental por dois anos, pelo que a CMS está nesta data a efectuar o apuramento rigoroso das receitas e despesas decorrentes do mesmo, a fim de verificar do seu equilíbrio”.
Leia-se: Afinal o contrato de execução com o Ministério da educação, motivo de regozijo de meses atrás, é ruinoso. Ops! Espera aí. Então não foi neste acordo que o Presidente da autarquia preferiu não fazer protocolos com as IPSS´s e Misericórdia para gestão conjunta do pré-escolar", é que a média dos municípios do Distrito de Setúbal, fez o "famigerado" protocolo com as instituições, que curiosamente, ou talvez não, estão a correr bem.


Onde se lê: no entanto”, acrescenta a autarca, “há que destacar que o Fundo Social Municipal, cuja receita é consignada a despesas com educação, apenas cobre 17% das despesas totais do município com educação ao nível do pré-escolar e ensino básico, o que significa cerca de 1 milhão e 300 mil euros de défice para o município. Ou seja, o município suporta 73% das despesas, enquanto a administração central apenas contribui com 17% através de um fundo que era suposto cobrir efectivamente os encargos municipais com educação”.
Leia-se: devíamos fazer as contas antes de assumir a despesa, depois é sempre tarde de mais. Chama-se a estes acontecimentos gestão desastrosa.


Onde se lê: “O município, nos termos do artigo 39.º da Lei das Finanças Locais, terá que reduzir em cada ano subsequente pelo menos 10% do montante que excede o seu limite de empréstimos até que o limite máximo seja cumprido. De acordo com o plano de amortizações previsto para 2010, o município amortizará cerca de 1 milhão e 960 mil euros, pelo que não só cumprirá como superará os 10% impostos por lei”.
Leia-se: Ultrapassar o limite legal foi estratégico(???).

Onde se lê: "Quanto às dívidas de terceiros para com o município, no final da gerência de 2009 totalizavam 2 milhões e 993 mil euros."
Leia-se: Caloteiros. Sendo a autarquia tão cumpridora e depois isto.


À semelhança de 2009, também durante o 1.º trimestre de 2010 a arrecadação da receita ficou aquém do que era expectável, mantendo-se o endividamento global inalterado em relação a 31 de Dezembro.
Leia-se: Olhe que não, olhe que não, aumentou cerca de € 40.000.

Onde se lê: "a melhoria da situação financeira da Câmara passa por medidas “aptas a conter a despesa, sobretudo a corrente e, em particular, as despesas com pessoal, (leia-se: pensava eu que afinal tal somente se devia ao protocolo com o ministério da educação) bem como medidas ao nível do modelo de gestão, já que se considera que o actual não garante processos de inversão da situação verificada” (leia-se: a gestão actual, então mas não é a mesma desde longa data?, afinal nunca serviu, bem foram avisados)

onde se lê: Além disso, a autarquia “fará todos os esforços para garantir maior execução da receita, designadamente na venda de bens de investimento.
leia-se:  haja crise ou não, tem-se é que vender e depressa. e não se fala ainda em aumentar impostos, porque é cedo.


Com tudo istos, ainda temi que fossem reduzir as despesas com o CAS, Escola de Artes ou FMM 2010, mas isso era se estivessemos em crise e a situação da autarquia fosse difícil.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Não têm jeito mesmo

Assembleia Municipal

Na passada sexta-feira Sines assistiu a mais um facto politico singular. Pela primeira vez, na existência do Poder Local emergente do 25 de Abril, a Prestação de Conta da autarquia não foi aprovada.

Os votos contra do PS, CDU e BE, (12), a abstenção do PSD e apenas os votos a favor do SIM (10), ditou a reprovação das contas de gerência de 2009. Para além do significado político que encerra, existirão consequências práticas uma vez que as contas ora apresentadas enfermam de violação à lei em matéria de endividamento ( outra novidade amarga na autarquia de Sines, a cujo executivo ficará para sempre ligado), o que implicará:

1. a redução dos fundos municipais a processar no ano seguinte, a favor do Fundo de Regularização Municipal, em montante igual ao do excesso de endividamento apurado relativamente ao limite fixado para o mesmo ano (n.4, do art.º 5 da Lei das Finanças Locais).

2. o município encontra-se ainda obrigado a reduzir, em cada ano subsequente, pelo menos 10% do montante que excede o seu limite de endividamento líquido, até que aquele limite seja cumprido (n.º 3, art.º 39 LFL).

Traduzindo, menos receitas, imposição da redução do endividamento e esperemos contenção nos  investimentos não prioritários e nas despesas correntes.


Antes da ordem de trabalhos ainda houve tempo para ouvir as reclamações dos moradores da Quinta dos Passarinhos relativamente à ausência dos arranjos exteriores e circulação de trânsito. Manifestação da sociedade civil, invulgar em Sines e revelador que se começa a perceber que "o rei vai nú".

O ano de 2010 dir-nos-á se o actual executivo acabará o seu mandato ou teremos novidades, voluntárias ou impostas.

Ainda antes da ordem de trabalhos foi aprovada uma moção apresentada pela CDU contra a privatização do Diário do Alentejo.

Dado o avançado da hora a saga continua dia 7 de Maio.

Assim há quem vá construindo o futuro hoje

Amanhã em Bruxelas Santiago do Cacém é uma das localidades europeias que subscreverá o "Pacto de Autarcas", que reune localidades europeias comprometidas em suplantarem o objectivo energético de redução em 20 por cento das emissões de dióxido de carbono.

Plantar árvores, criar ciclovias, utilizar veículos movidos a electricidade e melhorar a eficiência energética nos edifícios municipais são algumas das medidas que vão ser adoptadas pelas câmaras municipais que este ano aderiram ao Pacto de Autarcas da União Europeia (UE) no combate às alterações climáticas, entre as quais se contam Beja, Santiago do Cacém e Loures.

Com a adesão destas autarquias, o pacto passa a incluir mais de 1500 cidades e vilas da UE, 24 das quais são portuguesas. Amanhã, cerca de 800 autarcas vão estar em Bruxelas, numa cerimónia com o objectivo de receber os novos membros e partilhar soluções e boas práticas na eficiência energética e redução das emissões de dióxido de carbono (CO2).

A autarquia de Beja já está a produzir energia por co-geração e a vender à rede, assim como já está inserida na rede nacional e na rede europeia da mobilidade eléctrica", revelou.

Vítor Proença, presidente da Câmara de Santiago do Cacém, que aderiu ao Pacto no dia 2 de Fevereiro, alertou ao DN haver "questões que ultrapassam a câmara, como nas imediações ter a central a carvão da EDP, em Sines, que produz milhões de toneladas de CO2 por ano". Adiantou ter "um ano para cumprir um conjunto de compromissos para reduzir as emissões de CO2 e tomar medidas para aumentar a eficiência energética. Temos de entregar os planos à UE até Fevereiro de 2011. Estamos a trabalhar internamente e com o Instituto de Soldadura e Qualidade para construir esses planos".
"Abrangem áreas distintas. Por exemplo, a adopção de medidas para melhorar a eficiência energética nos edifícios municipais", especificou. "A câmara está a projectar um centro cultural em Santo André e já dei indicações para essas instalações utilizarem energias renováveis e terem um bom nível de eficiência energética", disse.

Recorde-se que uma das propostas, mais interessantes do Candidato pelo Bloco de Esquerda à autarquia de Sines, passava por fazer de Sines uma localidade com uma forte aposta nas energias renováveis, passando de consumidor para produtor, reduzindo o impacto ambiental, as despesas camarárias com consumos energéticos e simultaneamente aumentar as receitas. Como? da mesma forma que estão a fazer muitas localidades europeias e das quais algumas portuguesas.

domingo, 2 de maio de 2010

Custo de vida

No âmbito da Santiagro a autarquia de Santiago do Cacém organizará um colóquio onde se debaterá a questão do aumento do custo de vida para as populações locais, decorrentes dos grandes investimentos turísticos previstos para o Litoral Alentejano. Preocupação que nunca conhecemos na autarquia de Sines relativamente ao Complexo Industrial.

Eis uma questão relevante e tantas vezes ignorada. É do senso comum, e do orçamento mensal, que o custo de vida em Sines é claramente superior à média nacional, nomeadamente no que concerne à habitação, alimentação e vestuário. É certo que o rendimento per capita em Sines é muito superior à média nacional, mas nem todos vivem do complexo industrial directa ou indirectamente.

Mas não tem sido apenas a lei da oferta e da procura a ditar os valores elevados, principalmente da habitação, as afirmações politicas de responsáveis locais e nacionais,  anunciando investimentos e consequente crescimentos populacionais que não se concretizam, geram movimentos especulativos, que penalizam os consumidores e arrastam pequenas e micro empresas para investimentos condenados ao insucesso.

Se a muitos dos a muitos agentes políticos, falta formação económica, ou pelo menos sensibilidade para essas questões, a outros sobram segundas intenções.

Investimentos (???) em Sines

O investimento da Repsol na unidade de Sines, no montante previsto de 750 milhões, que iria arrancar em 2009 e criar 500 empregos, vai continuar  suspenso devido à crise.
Fonte DN


As obras da unidade da La Seda em Sines serão retomadas dia 3 de Maio, após terem sido disponibilizados 95 milhões de euros, pela CGD, que permitem "reatar o projecto" parado desde Setembro de 2009 e liquidar dívidas pendentes.
Fonte Diário Digital