domingo, 11 de outubro de 2009

Resultados das eleições autárquicas em Sines

Câmara Municipal de Sines

SIM : 3.300 votos (4 vereadores)
PS: 2.309 votos (2 vereadores)
CDU: 1124 votos (1 vereador)
BE: 368 votos
PSD: 252 votos

Assembleia Municipal

SIM : 3.086 votos (9 deputados + Presidente da Junta de Freguesia de Sines)
PS: 2.263 votos (7 deputados + Presidente da Junta de Freguesia de Porto Covo)
CDU: 1.143 votos (3 deputados)
BE: 480 votos (1 deputado)
PSD: 345 votos (1 deputado)

Manuel Coelho obtêm maioria absoluta em Sines


Supostamente crispou e dividiu a sociedade, revoltou os trabalhadores autárquicos, pressionou a população, asfixiou as instituições, mas afinal não, enganei-me e redondamente. E ao enganar-me, enganei muitos dos visitantes. Num cenário inverossímil, Manuel Coelho teve maioria absoluta em Sines, creio que nem ele próprio acreditaria nesta possibilidade. Ou pelo menos as suas atitudes, cujo corolário foi a queixa apresentada hoje junto da CNE, devido a uma pateada com cábulas de voto, não demonstram a sua tranquilidade numa vitória, afinal tão folgada.

Apesar do endividamento que asfixia, do sentimento de injustiça, do tratamento pessoalizado das instituições, Manuel Coelho e a sua péssima gestão ganharam.
Uma campanha profissional, que superou em qualidade muitas campanhas de capitais de distrito, consegui “vender” um mau candidato. Depois de uma campanha massiva, onde se jogou mão de tudo, onde as suas obras eram também as obras da CDU, inaugurações, festas, jantares, etc, de tudo se fez para chegar à almejada vitória.
Mas não começou bem. Uma saída desastrada da CDU, depois de saber que não seria o candidato, a aproximação negada ao PS e BE, a criação de um Movimento de Cidadão, para realizar um projecto pessoal, a ausência de uma máquina partidária e respectiva base eleitoral, fazia duvidar e muito do seu sucesso.
Mas afinal tudo acabou como começou, os resultados das eleições dependiam de 2 factores: de que forma os eleitores habituais da CDU se dividiria e como se comportaria o eleitorado do PS.

Historicamente está provada a dificuldade de desalojar um Presidente recandidato, hoje em vários Concelho do País voltou a verificar-se esta realidade, Sines foi apenas só mais um.

Tudo isto é triste...

Lisboa, 11 Out (Lusa) - A Comissão Nacional de Eleições (CNE) recebeu hoje reclamações sobre propaganda política ilegal que não ocorriam no país há mais de 10 anos, incluindo a de um autarca instalado à porta das urnas a pedir para ser reeleito.
"Esta manhã denunciaram-nos que um presidente de Câmara do distrito de Setúbal foi para o pátio de uma escola, onde os eleitores iam votar, a pedir para votarem nele e a distribuir cópias do boletim de voto já com a cruz no local onde deviam votar", afirmou à Lusa Nuno Godinho de Matos, porta-voz da CNE.
Este responsável escusou-se a identificar o presidente de Câmara: "A situação é tão grave que posso apenas dizer que é do distrito de Setúbal", afirmou, adiantando desconhecer se a GNR foi chamada ao local ou se foi entregue queixa ao Ministério Público.

Sapo Notícias

Autárquicas 2009

Duas notas dignas de registo:

A afluência às urnas, às 14,30 h, registava mais 9% que nas últimas autárquicas, o que significa que no fecho das urnas poderá ultrapassar os 6.500 eleitores, pelo que podemos estar perante o acto eleitoral mais participado de sempre em Sines.

Registos de incidentes, que resultaram na apresentação de queixas junto da Comissão Nacional de Eleições, devido à suposta distribuição de propaganda politica do Movimento SIM, no dia de hoje.

sábado, 10 de outubro de 2009

Retomamos a emissão Domingo,às 20 horas


obrigado

1235 intenções de voto. Obrigado a todos, mesmo aqueles que votaram umas dezenas de vezes.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Reflexão

Amanhã, enquanto as diversas candidaturas fazem lançam contas à dimensão das caravanas e número de apoiantes nos encerramentos de campanha, a Estação de Sines, respeitando o período de reflexão, para além de não publicar posts relacionados com a politica local, também não serão publicados comentários relacionados com a politica local, campanhas ou eleições autárquicas. O período de reflexão eleitoral não impedirá a publicação doutros temas.
Voltaremos a este tema no Domingo, logo após as 20 horas para publicação e análise dos resultados eleitorais do Concelho de Sines.
Ao contrário do que começa a ser veiculado, este blogue não encerrará após as eleições. Sendo um espaço de reflexão sobre a sociedade Siniense, as eleições autárquicas são parte e não a sua finalidade. A vitalidade e dinâmica deste espaço continuará a depender mais de quem nos visita e participa do que de quem o administra.

E no Domingo se decide

Na revista Visão desta semana, um artigo com o titulo "Independentes mas pouco", dá a conhecer vários candidatos ditos independentes, entre eles claro está, Manuel Coelho, que a visão num subtítulo designa como "um caso de dissidência". Este artigo é interessante, porque mostra o ridículo destes pseudo-independentes e alerta para a impossibilidade de uma verdadeira independência em grupos liderados por quem está no poder e que por lá se quer perpetuar.
De volta à estação, confesso que quando fui convidado para aqui escrever, não hesitei em aceitar o convite. Este blog independentemente do que vier a suceder no Domingo, foi uma lufada de ar fresco no ar bafiento da política local, feito de silêncios e de receios fundamentados. O autor, Antonio Braz, está de parabéns e os outros, que como eu, aqui opinam sobre política, têm apenas voz devido a ele, caso ele não fosse quem é e como é, estariam em silêncio, sem que fosse possível serem ouvidos. Mas essa possibilidade foi permitida não só a nós, colaboradores, mas também aos que por aqui comentam. A maioria optou escrever anonimamente, outros houve que corajosamente deram a cara e muitas vezes, os comentários tornaram-se mais importantes que o próprio post e isso, é o mais valioso contributo que a estação do Braz deixou a Sines.
Por aqui fizemos a nossa pequena campanha, tentando desmascarar os que julgamos estarem a mais há demasiado tempo, em benefício daqueles que merecem uma oportunidade de mostrarem o que valem. Houve por aqui insultos, processos, pressões, tentativas de intrusão mas continuámos sem medo, a escrever o que nos vinha à mente, alheios a todo esse jogo de bastidores. Falo por mim, porque nunca estive envolvido em reuniões, jantares ou comícios durante esta campanha.
No Domingo o povo de Sines decidirá quem quer à frente dos seus destinos, sendo que como diz o Braz, nada mais será igual no reino dos sinetes, esperando-nos 4 anos de conversações inter-partidárias, quando antes se vivia na arrogância das decisões prepotentes. Para mim será fácil no Domingo, porque irei votar PS de consciência tranquila, com a convicção que estou a escolher o melhor para Sines, mas para muitos estas eleições quebram o ciclo da escolha fácil a que se tinham habituado. Cerca de 40% dos eleitores de Sines habituaram-se a votar CDU, mas agora exceptuando os que fazem parte do movimento SIM e os que são comunistas autênticos, muitos estarão indecisos, ou necessitaram de um maior período de reflexão para se decidirem. Entre esses os votos provavelmente dispersar-se-ão entre CDU, SIM, BE e até PS, mas são essas pessoas no fundo os maiores beneficiados com todo este processo, apenas porque o seu voto será fruto de uma reflexão e de uma análise maiores do que aquilo que era hábito. A responsabilidade por tão bela evolução democrática, não é desta feita do Braz, mas sim de Manuel Coelho, tal como é responsabilidade dos grandes ditadores a revolta e consequente libertação dos Povos.
Eu por vezes exagero, eu sei, por vezes ofendo, é verdade, mas revoltam-me aqueles que querem calar todos os que se insurgem contra si e os seus interesses. Mas ao mesmo tempo foram esses que ajudaram a tornar este blog naquilo que é hoje, ao valorizá-lo excessivamente, ao virem aqui escrever anonimamente em defesa do SIM, quando no blog deles não permitem comentários anónimos, nem mesmo identificados mas contrários aos seus interesses.
Mas com os problemas e inseguranças dos outros posso eu bem, por isso cá esperarei ansiosamente o resultado das eleições e, ao ir votar, cumprimentarei pela primeira vez nesta campanha o meu candidato Idalino e à noite, desculpem, se a mudança acontecer, juntar-me-ei à caravana socialista e regressarei mais tarde a Lisboa, que isto há dias que não são dias, são festas.
Aos meus amigos, aos que se queixam há décadas de Sines e da falta de condições de todo o tipo, um apelo, votem na mudança!

Faça chuva ou faça SOL

Semanário SOL

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De: Helena Pereira [mailto:Helena.Pereira@sol.pt]
Enviada: sexta-feira, 9 de Outubro de 2009 11:57

Bom dia,
A disputa maior em Sines é entre a CDU e o PS.

Cumprimentos,

Helena Pereira
Semanário Sol
Rua de São Nicolau, 120
1100-550 Lisboa

helena.pereira@sol.pt
96 290 50 10
21 324 65 00/324 66 05 (direct)
_______________________________

Caros visitantes,
No vosso legitimo direito contestam a minha previsão. As contestações chegam porque sou do PS, porque o PS terá mais votos, só eu é que não acredito, porque não gosto do SIM, porque o BE terá mais, porque a surpresa é o PS, porque o eleitorado CDU é fiel, ou apenas porque estou errado.
Talvez não entendam que o meu direito de ter opinião é idêntico ao vosso de não concordar.
Mas eis que surge mais uma boa oportunidade de contestar. O Semanário SOL na sua edição on-line afirma que Sines poderá ser uma das terras em que existirá mudança da cor política. Até aqui tudo bem, depois via mail opinam que a luta será PS-CDU.
Da minha parte apesar de estar convicto que a luta será a dois mas entre o PS e o SIM, respeita a opinião e aguardo para ver.

Reflexões Finais

Hoje à meia-noite, com as tradicionais caravanas automóveis chegará ao fim a campanha autárquica 2009.

Domingo, pouco depois das 20 horas Sines mudou politicamente e nunca mais será o mesmo.
Depois de mais de 30 anos de poder maioritário do PCP, através de várias coligações e Alianças (CDU, APU, etc), os Sinienses terão um governo local minoritário. E uma muito provável alternância política.

Estas eleições apresentaram como candidatos actores políticos que marcaram gerações da politica local desde que a democracia se estabeleceu. Interruptamente pelo menos um dos candidatos esteve na presidência da autarquia e salvo raras excepções pelo menos um dos outros foi o principal candidato da oposição e esteve no executivo.
A empatia de Francisco do Ó, a inteligência ímpar de José Carlos Guinote, a coragem de João Custódio, o incansável e obstinado Manuel Coelho e a insistente coerência e serenidade de Idalino José, prestaram um contributo importante à democracia. Todos apresentaram ideias, propostas, alternativas, vieram a terreiro, dar o peito às balas, sacrificando tantas vezes a sua vida pessoal e profissional, que somente quem já esteve em campanha sabe.
Mas tão importante quanto eles são os mais ou menos anónimos jovens, independentes, simpatizantes e militantes que encabeçam as listas ou simplesmente se dedicaram às campanhas. Estes são os vencedores antecipados.
Aqui neste espaço dedicado à sociedade Siniense, as eleições autárquicas ganham estatuto de quase exclusividade. Tema tratado por mim como todos os outros. Com paixão e opinião, como em tudo o resto escolhi um lado da barricada e lutei com todas as forças por aquilo que acredito. Sem meio termo, com frontalidade e coragem.
Não escolhi Manuel Coelho como alvo das minhas criticas, por nenhum motivo que não aqueles que a minha consciência dita, acredito profundamente que Manuel Coelho – não necessariamente o Movimento SIM – seja a pior escolha para Sines, do mesmo modo que acredito que Idalino José seja a melhor solução. Manuel Coelho, não é o único, mas o principal responsável pela actual situação de Sines e nessa condição teria que ser o alvo privilegiado das criticas. Se à sua inépcia para conduzir os destinos de Sines - de que o o endividamento que condicionará o futuro da autarquia é apenas uma ponta do icebergue -, juntarmos a sua personalidade truculenta e prepotente, prenhe de razão justiça e saber, estão reunidas as condições para um ódio de estimação, comungado por muitos Sinienses.
Fundamento esta minha posição em questões factuais. Manuel Coelho teve o privilégio de 12 anos de maioria absoluta, que lhe conferiram estabilidade politica, receitas superiores a 200 milhões de euros, fundos comunitários e uma oposição tantas vezes dócil, demasiado dócil, tudo isto ao longo de um dos períodos de maior crescimento da economia nacional. Muito dificilmente se repetirá tão agradável conjugação de factores.Manuel Coelho teve a tranquilidade, tempo, dinheiro e um ambiente económico favorável, que desbaratou. Falar de década perdida, seria injusto, mas de oportunidade perdida, é mais que justo, é realidade.
Manuel Coelho fez obra, perante as condições à disposição era quase impossível que assim não fosse, mas deixa um legado que levará muitos anos a alterar, tantos mais quantos aqueles que se mantiver no poder.
Mais que o deve e haver das obras e investimentos, existem bem imateriais, sem preço ou valor que se degradaram, a segurança, a liberdade, a castração da intervenção cívica, o peso enorme, crescente e desnecessário da intervenção da autarquia na sociedade, a opacidade nos procedimentos, a pessoalização no relacionamento com as instituições, o caudilhismo na liderança, a tirania sobre a oposição e todos que se lhe opõem, a vampirização da sociedade civil, são manchas que levam anos a sair da toalha da sociedade.
Não confundo a vontade com a realidade, desejo que o PS ganhe e acredito que ganhará, caso contrário a minha previsão seria outra. Que dia 11 Sines dei ao PS, o que Sines lhe tem negado noutras autárquicas.
Idalino José não terá a astúcia politica de Chico do Ó, a juventude do João Custódio, a inteligência e vivacidade de Carlos Guinote ou a obstinação de Manuel Coelho. Mas Sines necessita mais que tudo isso. Necessita de serenidade e tranquilidade para enfrentar um governo local minoritário, de mais justiça e equidade, de libertar a sociedade civil, de solidariedade, de rigor nas contas públicas, de fazer a ponte entre a tradição e o futuro, e tudo isto o candidato do PS tem em sobra.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Belém - Está Confirmado - Há mesmo Escutas!

Aí está a prova que faltava!

Previsões Autárquicas Sines 2009

Para ampliar clicar nas imagens.

Nota: A presente previsão não tem nenhum carácter cientifico, baseia-se tão somente na minha opinião, resultante do acompanhamento atendendo que dedico à politica local e aos seus actores, na intuição e indicadores da sociedade que o tempo dirá se interpretei correctamente.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

66 Boas Razões para Não Votar Manuel Coelho (57a 66)

57. Endividamento
Todas as propostas que Manuel Coelho possa apresentar esbarraram no seu "filho" mais bizarro, uma divida que galopou de 5 para mais de 20 milhões durante a sua vigência como presidente. Para entender como apesar de receitas superiores a mais de 200 milhões de euros - o que faz da autarquia de Sines uma das que aufere mais receitas per capita do País - Manuel Coelho tornou a autarquia de Sines uma das mais endividadas do país, é necessário entender o despesismo da sua gestão, a falta de rigor e de imaginação para reduzir custos a que devemos assumir uma má orientação dos investimentos, que geraram uma estrutura de custos incomportável no curto prazo, mantendo a sua liderança.
58. Poluição
Espera-se do Poder Local que defenda os interesses dos cidadãos, fundamentalmente o seu bem estar e saúde. Não soube ou não quis, Manuel Coelho, agregar esforços e mobilizar a população para exigir o mais elementar direito.
Mais grave que não procurar soluções para mitigar o problema, adoptou uma política de desvalorização do problema e de eterna adiar de soluções, com mais e mais propostas e planos, quando após 12 anos, nem foi capaz de promover um controlo e monitorização fidedigno, que nos permita provar aquilo que o senso comum nos diz. A poluição mata-nos, a todos e todos os dias.
59. Habitação
A autarquia viu na venda de terrenos uma forma de financiamento da sua actividade, vendendo a privados que geraram mais-valias chorudas, ao invés de constituir de bolsas de terrenos destinados a ceder às pessoas a preços não especulativos, apoiar as cooperativas de habitação e criar programas de autoconstrução. O resultado mais visível, foi a saída de Sines de uma população mais jovens que foi encontrar em Santiago e Santo André as condições de habitação que lhes foram negadas em Sines.
60. Trânsito.
Uma promessa antiga de anos, sempre por cumprir, é um plano rodoviário para a Cidade, com estudos de fluxos rodoviários, sinalização vertical e horizontal, iluminação e estacionamento que garanta a segurança dos condutores e peões e a optimização da circulação rodoviária na cidade. Para uma cidade da dimensão de Sines, o trânsito é ridiculamente caótico.
61. Creche no Porto Covo
Continua por construir uma creche no Porto Covo, nada de estranho para quem há 12 anos que promete e não consegue construir um Centro Cívico na Freguesia de Porto Covo.

62. Ciclovias
Uma promessa que se arrasta pelo manos desde as últimas eleições. Uma ciclovia e área pedonal, com bebedouro, zona de paragem e descanso e marcação de distância, que ligue a Ribeira dos Moinhos ao Porto Covo, passando pela Costa do Norte, Cabo de Sines, Praia Vasco da Gama e São Torpes, têm um atraso de pelo menos um década.
63. Mais- Valias
A autarquia sob o comendo de Manuel Coelho, incompreensivelmente abandonou o seu papel de loteador que lhe permitiria captar mais-valias, que acabam nas mãos dos privados. Está por apurar os milhões de euros que deixou de ganhar.
64. Falta de participação da população
Porque auscultar a população é um acto de participação cívica, deveria a autarquia referendar as questões relacionadas com o Complexo Desportivo Municipal e o futuro da Avenida Vasco da Gama. Porque a figura do referendo é o mais puro acto de vitalidade e dinâmica da sociedade civil e não um processo de indecisão politica, os sineenses deviam ser chamados a pronunciarem-se sobre matérias importantes para o seu futuro e sobre as quais não existe um amplo e claro consenso na sociedade. Mas prefere Manuel Coelho mesmo contra a opinião e vontade de parte significativa da sociedade, optar pela sua razão e certeza.

65. Diferença de opinião
Manuel Coelho convive mal com a diferença de opinião, não aceita de bom grado o contraditório e entende uma critica como um ataque pessoal. São celebres as suas actuações na Assembleia Municipal, onde vezes sem conta menorizou o papel da oposição e dos seus deputados. Exige-se mais ao representante máximo de uma autarquia
66. Campanha
A campanha de Manuel Coelho teve (tem) a melhor máquina de informação e comunicação que alguma vez Sines assistiu e que vive folgadamente com o aspecto financeiro.
Todas as condições para não necessitar que o seu candidato tomasse atitudes e posições que dividiram e crisparam a sociedade siniense. A utilização de forma dúbia do seu estatuto de Presidente em actos de campanha, os outdoors em que as obras da autarquia se confundiam com as suas promessas de campanha, a revelação de informação supostamente confidencial no debate da Antena 1, tudo contribuiu para se falar menos nas propostas e mais na sua atitude.

Vasco da Gama ganhou em Setúbal

Comércio Indústria 2-3 Vasco da Gama

Costuma-se dizer que à terceira é de vez, e para nós foi mesmo, à terceira jornada ganhámos pela primeira vez (um empate e uma derrota, nos jogos anteriores). Uma equipa que joga sempre para ganhar em qualquer campo e que o ano passado ganhámos quase sempre, já estava a ser uma situação estranha, não se reflectir nos resultados o nosso valor como equipa e grupo.

Fomos no domingo a Setúbal defrontar o Comércio Indústria, equipa também jovem e com ambição para este campeonato, alguns dos seus jogadores fizeram a sua formação nas escolas do Vitória de Setúbal. Como nos anteriores dois jogos voltamos a entrar mal no jogo, sofrendo um golo de bola parada e com sucessivas perdas de bola em transições defesa/ataque, após sofrer o golo melhoramos um pouco, acabando por chegar ao empate num livre directo muito bem marcado pelo João Guedes. Nas primeiras partes temos cometido muitos erros colectivos que se têm pago caro, ao empatar o jogo poderíamos ter crescido animicamente e embalar para a reviravolta no marcador, mas acabámos por sofrer o 2-1 numa jogada de contra-ataque, resultado com que se chegou ao intervalo.

Na segunda parte, tudo diferente em termos de atitude e concentração, entramos com a vontade de virar o resultado e ganhar um jogo perfeitamente acessível. Mais posse de bola e ataques mais perigosos junto da baliza do Comércio fizeram com que chegássemos ao empate através de uma grande penalidade convertida pelo Daniel Direito e depois já em cima do minuto 90 o golo da vitória por Paulinho, num grande golo, após sua jogada indivual dentro da área adversária, acabando por bater o guarda-redes com muita classe.

No global não fizemos um bom jogo, mas a vitória fica bem à nossa equipa pela segunda parte e um castigo para o Comércio por apostar em entradas mais duras sobre os nossos jogadores do que jogar futebol na segunda parte.

No próximo Sábado, recebemos em Sines às 15h, o Grandolense, em jogo a contar para a 4ª jornada do campeonato.

João Guedes (nr.º7) faz golo de livre directo

Daniel Direito (nr.º 10) concretiza o penalti

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sines em suspenso

Todos que temos o privilégio de assistir às actuais autárquicas em Sines, veremos as "eleições" prolongarem-se muito para lá de dia 11, até formalmente. As eleições autárquicas, pelo menos em Sines, tem uma considerável possibilidade de não terminarem definitivamente na noite do próximo dia 11.

A diferença de votos entre os dois primeiros partidos apesar de pequeno, será suficiente para esclarecer quem será o próximo presidente. Mas seria redutor pensar que as eleições servem apenas para escolher o Presidente. Não só, mas também. Escassas dezenas de votos decidirão a eleição de vereadores, e menos ainda a de deputados municipais, que poderão decidir votações importantes. Com facilidade poderemos ter um pedido de recontagem de votos, o que não significa a sua realização, mas Sines poderá continuar em suspenso mais algum tempo.

Depois teremos um presidente eleito com cerca de 30% dos votos, o que atendendo a uma expectável abstenção na casa dos 45%, significa que apenas pouco mais de 15% dos sinieneses escolherão o futuro Presidente de todos os Sinienses. Ou seja o Presidente mais fragilizado de sempre, também poderá ser paradoxalmente o mais legitimado. Ao contrário do que sucedeu até hoje, em que apenas uma força política tudo decidia, as matérias mais importantes necessitarão do acordo formal ou tácito de outras forças politicas.

Mas se ainda não é possível saber quando acabará esta eleição, pelo menos o seu início é de todos conhecido. Germinou no seio do PCP e tornou-se público com a saída de Manuel Coelho do seu partido de sempre para fundar um Movimento de Cidadãos. E a partir daí, politicamente Sines, nunca mais foi, nem será, o mesmo.

Basta ver que entre os cinco candidatos está reunida a elite da política local, desde que existe o poder local democrático. Os dois presidentes e os dois mais importantes líderes da oposição disputam uma, mais que certa, minoria.

Adivinham-se tempo ricos de estratégia politica, luta partidária e soluções conjuntas. A democracia no seu melhor.