Eleito, pela primeira vez, para o Senado em 2004 tem mandato até 2010.
Nasceu no dia 4 de Agosto de 1961 em Honolulu. Reside actualmente em Chicago, Illinois.
Barack Obama foi considerado uma celebridade política nacional ainda antes de ter sido eleito para o Senado. O seu passado não é muito comum, sendo muito diferente da maioria dos políticos negros. O seu pai era oriundo do Kenya, a sua mãe do Kansas; conheceram-se no Hawaii onde, em 1961, nasceu Barack Obama. Aos dois anos de idade, o pai de Obama deixou-o para ir para Harvard e depois regressou ao Kenya onde era um político importante. Acabou por falecer um acidente de automóvel em 1982. Barack Obama apenas se lembra de o ter conhecido uma vez quando tinha 10 anos. A sua mãe casou com um Indonésio e a sua família mudou-se para lá, frequentou escolas muçulmanas e cristãs durante dois anos e, depois, regressou ao Hawaii para viver com os avós maternos. Mais tarde, prosseguiu os estudos primeiro, no Occidental College de Los Angeles e, depois, na Columbia University em Nova Iorque. Mais tarde, frequentou a Harvard Law School, onde obteve uma elevada distinção honorifica, magna cum laude, que corresponde a uma graduação não menor do que dezoito valores. Conheceu a sua esposa Michelle Robinson enquanto trabalhava na firma de advogados Sidley & Austin. Após a sua experiência em Harvard, onde chegou a ser o primeiro afro-americano eleito para a presidência da Harvard Law Review, mudou-se para Chicago, a cidade natal de Michelle onde, em 1993, começou a dar aulas na escola de direito da Universidade de Chicago.
A política sempre esteve no seu horizonte. Em 1992, trabalhou no recenseamento eleitoral para o Partido Democrata. Em 1996, concorreu ao Senado Estadual, onde não enfrentou oposição no seio dos Democratas. Em 2000, sofreu o seu primeiro revés. Ao concorrer na primária democrata contra Bobby Rush, Obama foi acusado de faltar à votação sobre o controlo de armas, por estar no Hawaii a visitar a família, sendo que uma das suas filhas também se encontrava doente. Rush recebeu o apoio de Bill Clinton e Obama perdeu por 61% - 30%. A partir daí, Obama foi determinante para uma série de legislação no Senado Estadual, como sejam a regulação de cuidados de saúde e nas questões de ética. Ainda em 2003, foi o impulsionador do sucesso de uma proposta de lei no sentido de permitir a gravação electrónica de interrogatórios e confissões nos casos de homicídio.
Em 2004, Obama não estava favorecido na corrida ao Senado dos EUA, mas conseguiu reunir alguns apoios, como os do Congressista Jesse Jackson Jr e os do antigo candidato presidencial (1984 e 1988) Jesse Jackson Sr. As suas posições nos vários temas não o distinguiam do resto dos candidatos democratas: era pró-aborto; defendia a regulação nas vendas de armas. Era a favor das uniões de facto, mas contra o casamento homossexual, apoiou apenas os cortes de impostos de Bush que se destinavam à classe média e apoiava um aumento dos impostos nos estratos mais ricos da sociedade.
Os seus concorrentes pareciam em melhor posição para conseguir o lugar no Senado, mas depressa mudou. Blair Hull viu-se envolvido num escandâlo de maus-tratos à sua ex-mulher. Dan Hynes não conseguiu capitalizar os muitos apoios que tinha, face à ascensão que Barack Obama estava a ter. Esta ascensão deveu-se, sobretudo, à sua firme posição contra a guerra no Iraque e às suas críticas a algumas das políticas da administração Bush. Os apoios populares de celebridades como Michael Jordan e o endorsement que o Chicago Tribune contribuíram também, em grande medida, para a sua vitória nas primárias democratas.
O vencedor das primárias republicanas foi Jack Ryan. Parecia um candidato à medida do brilhantismo que Barack ostentava na altura. Mas, Ryan tal como Blair Hull tinha problemas com a sua ex-mulher. A Direcção do Partido Republicano, não contente com esta vulnerabilidade do seu candidato, pressionou-o a sair da corrida. Desta forma, o partido republicano encontrava-se sem candidato.
Entretanto, Obama faz um discurso brilhante na Convenção Nacional Democrata de 2004, onde afirma: “There’s not a liberal America and a conservative America, there is the United States of America. There’s not a black America and white America and latino America and asian America, there is the United States of America”. Após o seu brilhante discurso, vários analistas já o consideravam como um personagem a ter em conta no futuro do cenário político norte-americano, possivelmente um futuro Presidente.
No seio dos Republicanos, surgiu o nome de Alan Keyes para defrontar Obama na eleição para o Senado. Alan Keyes baseou a sua campanha nas temáticas do aborto e do casamento homossexual. Este candidato não recebeu grandes apoios do establishment Republicano no Illinois e acabou por favorecer a vitória de Barack Obama por 70% - 27%.
Embora fosse considerado como um dos mais proeminentes políticos da nova geração, poucos esperavam, na altura, que agora este Senador do Illinois, nascido no Hawaii, com ascendência queniana e, que viveu em Jacarta, se encontrasse numa posição tão favorecida na corrida Democrata, especialmente contra uma candidata tão forte como o é Hillary Clinton.

HILLARY CLINTON
Eleita para o Senado em 2000, está actualmente a exercer o seu segundo mandato, para o qual foi eleita em 2006.
Nasceu a 26 de Outubro de 1947 em Chicago. Reside, actualmente, em Chappaqua e é casada com o antigo Presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.
Hillary Clinton cresceu em Park Ridge, Estado do Illinois; o seu pai dirigia uma fábrica de cortinas. No Maine South High School mostrou brilhantismo nos estudos. A zona onde cresceu, constituía um dos principais núcleos de conservadorismo em Chicago na altura e, em 1964, a jovem Hillary Clinton fazia campanha para o conservador Barry Goldwater. Foi para o Wellesley College onde se tornou uma Democrata no ano de 1968. Foi então para a Yale Law School, onde trabalhou com o advogado dos Black Panthers. Foi em Yale que conheceu o agora marido Bill Clinton.
Depois da demissão de Nixon, Hillary regressou ao Arkansas para ensinar direito, e em Outubro de 1975 casou com Bill Clinton. Em 1976, Bill foi eleito procurador-geral do Arkansas, enquanto Hillary trabalhava para a campanha de Jimmy Carter. Em 1978, ganhou a nomeação democrata para concorrer a Governador e venceu.
Em 1982, Bill Clinton perde o que poderia ser uma reeleição e vê que tem que mudar de estratégia, tem que ser mais moderado e Hillary adopta publicamente o seu nome de família (Clinton). Em 1982, venceu novamente a eleição para Governador. Entretanto, Hillary Clinton continuou a exercer advocacia em prol da Fundo para a Defesa das Crianças e outras organizações do género. Trabalhou com a Wal-Mart, com a TCBY e em 1988 e 1991 foi nomeada pelo National Law Journal como uma das 100 mais influentes advogadas do país.
Em 1991, Bill Clinton venceu a eleição presidencial. Haviam vários rumores que davam conta das relações extraconjugais do ex-governador do Arkansas. Num pequeno-almoço com a imprensa, os Clinton admitiram que o seu casamento poderia estar a passar por problemas. Após ser eleito, Clinton incumbiu a sua esposa de levar a cabo o seu plano para a reforma do sistema de saúde. No entanto, Hillary não foi capaz de convencer o Congresso acerca dos méritos do seu plano, sendo este abandonado em Setembro de 1994.
Com nítida disciplina e determinação Hillary consegue ultrapassar vários pequenos revezes, quando em Janeiro 2008 rebenta o escândalo com Monica Lewinsky, e Hillary vai até Nova Iorque, onde aparece no Today Show a dizer que as alegações não passavam de uma conspiração da direita americana. Ela continuou a apoiar Bill Clinton, apesar de este ter sido forçado a admitir a veracidade das alegações em Agosto de 1998.
Nas eleições de 1998, Hillary fez campanha pelo Partido Democrata. Três dias após a eleição, o Senador Daniel Patrick Moynihan anunciou que não iria concorrer em 2000. Hillary foi questionada acerca da sua intenção de concorrer, ao que disse que sim, não sem antes pensar cuidadosamente sobre o assunto. O adversário no campo republicano era o “brilhante” estratega Rudy Giuliani. Com estes desenvolvimentos, a primeira-dama começou a fazer cada vez mais aparições públicas em Nova Iorque, e os concorrentes internos do Partido Democrata acabaram por se afastar.
Mas a sua campanha para o Senado prometia não ser fácil. Primeiro, foi criticada por um certo “pára-quedismo” político, no sentido em que não tinha qualquer ligação ao Estado. Depois, nitidamente com a intenção de agradar à comunidade Porto-Riquenha, Bill Clinton garantiu clemência a quatro terroristas porto-riquenhos. Este, e toda uma série de outros episódios não a favoreceram e, aquando do seu anúncio oficial em Fevereiro de 2000, as sondagens indicavam uma disputa acesa com Giuliani.
Mas Hillary deu a volta por cima, com o trabalho árduo que lhe é característico, perseverança e intensidade, atravessou o Estado, ouviu as queixas dos eleitores, inteirou-se dos problemas locais. Mostrou a mesma capacidade, com que sempre lidou com os problemas, desde as eleições do marido no Arkansas até aos escândalos em Washington. Em Abril, é diagnosticado um cancro da prostata a Giuliani; em Maio, ele anuncia que se vai separar da sua esposa. Dias depois, anuncia a sua desistência da eleição para o Senado.
Em 24 horas, os Republicanos encontraram um novo candidato: Rick Lazio. Tal como Giuliani era a favor da regulamentação do aborto. Angariou bastante dinheiro: muito dele proveniente dos denominados Hillary haters de todo o país. Acabou por ter cerca de 40 milhões de dólares disponíveis. Mas a sua campanha esteve longe da perfeição. Hillary acabou por vencer 55% - 43%.
Muitos esperavam que Hillary criasse descontentamento entre o grupo democrata no Senado, devido às suas ambições presidenciais. Mas Hillary “deu a volta” através do trabalho árduo no Senado. Afastou-se também um pouco da ribalta, recusando várias aparições em programas televisivos a nível nacional. Apenas após o 11 de Setembro apareceu outra vez no programa Meet The Press. Tentou acompanhar a maioria dos comités e aproximar-se dos Senadores Republicanos, quando estes tinham propostas que poderiam ser susceptíveis de aprovação pelos Democratas. Nas reuniões entre os Democratas servia, frequentemente, os cafés aos colegas. Até os Republicanos começaram a admitir a sua admiração por Hillary. Apoiou George W. Bush na guerra ao terrorismo votou a favor da guerra no Iraque, embora tenha feito questão que, no que dizia respeito à política doméstica tinha os maiores desacordos com a administração Bush, dizendo sobre esta: “is making America less free, less fair, less strong and smart than it deserves to be in a dangerous world”.
Na Convenção Nacional Democrata de Julho de 2004, apoiou John Kerry e, inclusivamente, fez campanha a seu lado várias vezes. Com a derrota de John Kerry, abria-se o caminho a uma futura candidatura da Senadora em 2008. Hillary foi reeleita em 2006, fazendo questão de afirmar que apenas estaria empenhada em desempenhar as suas funções. Mas agora, aparece-nos como a grande favorita à nomeação presidencial democrata. Aliás já em 2004, ironicamente afirmava acerca da candidatura de uma mulher à presidência do Afeganistão: “a feat that puts Afghanistan women ahead of American women”. A sua posição sobre o aborto, constitui uma postura que reflecte mais o establishment do Partido Democrata, e poderá ser um factor que a favorecerá no eleitorado conservador, dado que este poderá não se entender com John McCain.
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