A feliz sugestão do dirigente socialista, António Vitorino, no programa Falar Claro na RTP, de que o sistema de avaliação seja testado ao longo do tempo e não imposto imediatamente, acolheu a satisfação dos dirigentes sindicais que, aliás, desde o ínicio propunham esta solução.
É dos livros que as reformas/mudanças têm que ser graduais, claras e participadas, pelo que não espanta que um espirito esclarecido chegue a esta conclusão, o que é preocupante é uma ministra não tenha a sensibilidade e o tacto para perceber algo tão evidente. Ou pior, apesar de saber, tornou uma medida de impacto fundamental na educação, num braço-de-ferro, fruto da crispação que o seu temperamento truculento alimentou. Vamos ver a reacção do Governo e da Ministra a esta sugestão de António Vitorino.
Notório é que o Governo começa a dar sinais de abrandar o seu afã reformador, necessário, mas feito sem a envolvência de todos os autores. E também é dos livros que qualquer mudança que não envolva todos os interesados é uma mudança condenada ao insucesso.

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