
Teimam os meios de comunicação na previsão de 70.000 professores. Não sei se serão 70, 50 ou 100 mil, aliás nunca ninguém saberá. Pouco importa. Apenas sei que as previsões estão erradas não no número mas no sujeito. Sejam quantos forem não são apenas professores. São cidadãos a exercerem o seu direito a manifestarem-se contra a política de educação errada, por o centro de saúde que fechou, contra o clientelismo político, a violência, a insegurança, o aumento do custo de vida, o aumento da pobreza e do desemprego, as promessas fiscais não cumpridas, a corrupção e muito, muito mais.
Vão lá estar reformados, desempregados, descontentes, inconformados, funcionários públicos, empresários, políticos, ilustres e anónimos, lincenciados e iletrados, exaltados e serenos, mas nenhum pretende usurpar a manifestação convocada pelos professores e educadores, porque entre eles existem dois elos comum que fazem um País progredir: o exercício de cidadania e a crença de lutar por um Portugal Melhor. E quando assim é, a esperança multiplica as presenças por milhares.
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