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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Autarquias sem Precários

Precariedade Laboral - Quem assume sarar esta ferida social?
É do domínio corrente que a precariedade laboral é hoje transversal a todos os sectores de actividade, sejam eles do domínio público ou privado.
Nas autarquias Locais, pelo que se conhece, há uma multiplicidade de funções que são tidas como normais, afectas a recibos verdes.
Falo de funções efectivas, de todos os dias e que sem profissionais a laborar, os vários serviços públicos pura e simplesmente não funcionariam.
Assim parece-me que há aqui um desvio daquilo que é temporário ou sazonal para aquilo que é definitivo, de todos os dias.
Mas precariedade laboral não é apenas a relação de trabalho, pago a recibos verdes. Precariedade é também a sucessiva contratação a termos, por toda uma vida, para as funções que são também elas de várias vidas.
Assim, a questão que se coloca e que recentemente os PI lançaram foi, o convite a todos os Autarcas a assumir a temática da precariedade no presente mandato ou próximos.
Por aqui, entendo esta uma das questões de razão fulcral da sociedade pelo que, desde já seria importante saber o que assumem os próximos Presidentes de Câmaras, mesmo os que são candidatos, obviamente com todos os condicionalismos que o Poder central lhes possa impor.
Para já, a nível nacional, apenas uma Câmara assumiu o compromisso de inviabilizar o emprego precário. Outras nem sequer responderam. E as nossas?

sábado, 1 de agosto de 2009

De Interesse Público...

AS COMISSÕES DE UTENTES DOS SERVIÇOS PÚBLICOS REUNIRAM COM O DIRECTOR EXECUTIVO DOS CENTROS DE SAÚDE DO LITORAL ALENTEJANO E COM O RESPECTIVO CONSELHO CLÍNICO.

De Alcácer a Sines, de Grândola a Santiago parece haver um denominador comum:

Falta de Médicos, Falta de Enfermeiros, precariedade nos vários profissionais da saúde e auxiliares de acção médica, serviços encerrados ao fim de semana e feriados, transportes deficientes e pouca abertura a melhorias consideradas necessáriamente progressistas numa sociedade que se quer democrática.

As conclusões podem ser vistas na íntegra, aqui.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Inov@emprego


Na fase final do curso, quando se aproximava a ansiada entrada no mercado de trabalho, fui a algumas feiras de emprego.
Desde as de grandes dimensões, como a da FIL, às mais pequenas, das Universidades, todas elas assentavam em dois objectivos:
a) Aproximar os jovens à procura do 1.º emprego, desempregados, ou activos em busca de novo emprego, do mercado de trabalho.
b) Aproximar as instituições da realidade sentida pelos empregadores/empresas na economia real.

A nós – eu e os meus colegas – interessávamos a primeira, vivi e aprendi coisas interessantes, como workshops sobre entrevista de trabalho, preparação de curriculum vitae, apresentações de experiência académica, simulações em contexto real de trabalho, possibilidade de estágios remunerados – era a novidade da época. Certo era que apesar de não ficarmos preparados para o mercado de trabalho era uma abordagem que permitia tomarmos um contacto com a dura realidade que nos esperava.

Apesar da bondade da iniciativa da autarquia de Sines, não vejo como o Inov@emprego, pretende alcançar o primeiro objectivo. Apesar das inúmeras inscrições nos stands das empresas presentes não conheço nenhuma que tenha resultado numa proposta de trabalho, não me parece que quem está à procura de emprego sai desta iniciativa mais preparado ou habilitado para solucionar o seu problema.

Em relação ao segundo objectivo, trata-se de uma oportunidade perdida, de através de debates participados e bem moderados, que as instituições ligadas à problemática do emprego/desemprego/formação aproveitassem para conhecer a realidade da região.

Não será por acaso que a Universidade de Évora e a Galp tenha assinado à margem desta iniciativa um protocolo de colaboração que aproximará a empresa da universidade, introduzindo na formação curricular, uma componente prática no meio industrial. Quando a maior Universidade e a maior empresa da região ignoram esta iniciativa, nem com muito boa vontade se pode afirmar que se trata de um caso de sucesso.