segunda-feira, 30 de junho de 2008

Foto de Sines 1913

Aqui segue uma foto que encontrei de Sines, tirada em 1913. É da Ilustração Portugueza. Penso que terá sido tirada pelo meu avô, mas não tenho a certeza, pois foi uma surpresa encontrar o nome dele.

Teresa Guerreiro

" Uma festa da sociedade em Sines: Grupo de senhoras e cavalheiros que tomaram parte n'uma gardenparty que decorreu animadamente - 1-º plano da direita para a esquerda: Menina Ilda Jacinto, menino Alberto C. d'Oliveira, menimas maria jacinta e Maria Fotunato. 2º plano: Mesdemoiselles Maria Pia, Germania Calvente, Valentina Vilhena, Maria Calvente, Anunciada Vilhena, Clara da Silva, Maria dos Anjos, sr.ª D. Maria José, mademoiselle Maria Cândida. 3-º plano: Mesdemoiselles Manuela Calvente, Laura d'Oliveira, Augusta Félix, Julia garraz, Pilar de Jesus Viana, Carolina Cid, Maria Balbina Souza e Isidora santos. 4.º plano: srs. Avelino Soares, José da Rosa, José Monteiro Guerreiro, Armando Flórido, Pedro Ferro, Júlios Gomes da Silva, Virgílio Vilhena, Mário Tavares, manuel Monteiro - (Cliché do sr. João Filipe Guerreiro)."

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Portugal, país de lúcidos masoquistas

Quando tudo parecia perdido, eis a grande surpresa.
Afinal ao contrário do que parecia não somos um país de autistas, doidos varridos e esquizofrénicos. Sabemos onde estamos e para onde vamos. Reconhecemos que estamos mal e ainda estaremos piores.
E apesar disso, 9 em cada 10 Portugueses dizem-se satisfeitos por viver em Portugal. Patriotismo? Não, é masoquismo e um bom contributo para perceber porque a famigerada ditadura, levou tanto tempo para ficar com a ditamole.

terça-feira, 24 de junho de 2008

O Mundo nem sempre é redondo

A europa sentada no trono da História e civilização e os Estados Unidos da América escudados no poderio militar e económico, impuseram subtilmente através das denominadas elites e orgãos de comunicação, um pensamento único e global, baseado no conceito de democracia e liberalismo económico, construindo uma sociedade de informação de sentido único. Mas as esquinas da realidade reservam supresas, que nem as mais elaboradas e testadas teorias estatísticas podem prever. E assim, em pouco mais que um sopro, o humanidade acordou para um pesadelo: o modelo de Sociedade em que vivemos começa a dar sinais de esgotamento.

Neste contexto é interessante, independentemente de concordarmos ou não, com outras formas de encarar o Mundo, manifestados por quem se atreve a pensar por si próprio, recusando as idéias concebidas e exportadas pelas elites europeias e norte-americanas, como panaceia civilizacional.

Falo de Hugo Chávez e da magnifica entrevista - apesar do desnecessário castelhano de Mário Soares e das excessivas citações do presidente da Bolívia - que passou na RTP1, do sonho que vai concretizando da sua República Democrática Bolivariana, da sua concepção de socialismo que se reinventa, adaptando-se a cada sociedade, do seu socialismo cristão, etc. É certo que têm como alavanca as enormes reservas petrolíferas, mas outros também as têm, e não têm feito tanto pelo seu povo e região.

lembro-me do rei Abdallah, da Arábia Saudita, que num documentário passado na Sic Notícias, explicou para quem quis ouvir que a democracia têm que ser um caminho a percorrer e não um modelo a impor. Chamar-se-á democracia aquela que se impõe, ou a que se conquista pela vontade do Povo?

Falo de Bjorn Lomborg, o ambientalista céptico, um dinamarquês que está a agitar a discussão mundial, pela coragem de enfrentar a ideia dominante em relação ao aquecimento global, diz-se um pensador livre, preocupado com a sida, a malária, a pobreza e a má nutrição, ataca sem pudor os custos do Protocolo de Kyoto e demonstra que com menos teríamos feito muito mais, suscitando dúvidas pertinentes sobre o verdadeiro impacto do aquecimento global no nosso planeta.

Não sei se estão certos ou errados, se serão melhores ou piores que os seus pares, mas são diferentes e fazem-nos pensar, o que não é pouco numa sociedade com tantas "certezas".

Da série: "Coisas Evidentes"

Sabiamente, evitei falar do Euro e do histerismo descabido sobre a qualidade da selecção Portuguesa, da opção errada da 2ª linha frente à Suíça, do facto de Nani não jogar mais, dos golos de bola parada que iríamos sofrer contra a Alemanha e da nossa ausência para lá dos quartos-de-final.
Não falei do Scolari e da sua saída, da dispensa do Deco em plena competição, da ausência de Caneira e da falta de dimensão competitiva de Ricardo.

Estive calado sobre a decadente França, a esperada supresa da Rússia e da fúria espanhola, que estava bom de ver que chegavam às meias finais. Nada disse sobre a evidente presença da Turquia entre as 4 melhores, assim como da Alemanha.

Agora sim, chegou a ocasião de dizer tudo o penso. Assim, é muito mais fácil.

Um, dolitá...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Incongruências


- Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.

- Um cônjuge para se divorciar, basta pedir. Um empregador para despedir um trabalhador que o agrediu precisa deuma sentença judicial que demora 5 anos a sair.

- Na escola um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno.

- Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma €236 depois de toda uma vida do trabalho.

- Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco. O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.

- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2 000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
-Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza.

- Um clube inscreve um jogador mal, são lhe retirados 6 pontos, um clube que tenta subornar um arbitro são lhe retirados 6 pontos.

- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).

- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas como entra droga nas prisões?

- Militares que combateram em África a mando do governo da época não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.

- Fechas a janela da tua varanda e estás a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.

-Pagas 0.50€ por uma seringa na farmácia para dar um medicamento ao teu filho, se fosse drogado, não pagavas nada

Apresente-se a Oposição

O presidente do município de Sines, Manuel Coelho, garantiu hoje que a situação de desequilíbrio financeiro apontada pelo Anuário Financeiro de 2006, que a Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas apresenta hoje, “já está ultrapassada”.

In Público On Line

Perdeu-se post

Parece que em vez de publicar, apaguei inadvertidamente um comentário do Hermínio. Por favor reenvie.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Penso, logo insisto

A recente visita a Sines duma comissão de deputados Socialistas da Assembleia da República, serviu para mostrar o que podemos esperar da secção local do Partido Socialista, hoje e nos tempos próximos e do desconhecimento da realidade sócio-politica do nosso Concelho, por parte da Federação Socialista de Setúbal. Pior, demonstrou que o PS Sines não aproveitou os ensinamentos que a experiência oferece e insiste numa estratégia de oposição desadequada e estéril.
O PS de Sines vive preso na teia que ele próprio teceu: aplaudir, inquestionavelmente, o Governo Central (enquanto este for Socialista) e criticar o poder local (enquanto não for PS), independentemente das circunstâncias ou dos interesses da população. Sempre e sempre a mesma regra. Esta estafada estratégia têm criado situações embaraçosas quando existe coincidência entre as posições do Governo e do executivo camarário Siniense, ficando o PS num labirinto, próprio de quem não tem um rumo definido. Sabiamente disse Séneca: “Quando um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe é favorável”.

O PS Sines, enquanto partido com legítimas aspirações ao poder local tem a obrigação de ser parte da solução e não parte dos problemas, para o que usufrui de uma oportunidade única que lhe oferece a actualidade, com a maioria Socialista no poder.
E o que faz? Troca esta oportunidade ímpar de afirmar-se como um partido que apresenta soluções e que encara o futuro como seu.
A presença de deputados nacionais e do presidente da Federação de Setúbal, era a ocasião para abordar a solução de um programa Polis para a zona histórica de Sines, de discutir a posição do governo na questão das pescas e o seu impacto socio-económico no Concelho de Sines, de exigir meios e medidas efectivas de combate à poluição no nosso Concelho, etc. Em contrapartida estes vem falar da eventual venda do Mercado Municipal, do problema dos esgotos e da desertificação do centro histórico, conseguindo no limite, criar um pífio facto político. Deste modo ainda voltaremos a ouvir falar do Cine-Teatro Vasco da Gama.

Esta falta de profundidade politica, tem permitido que a CDU habilmente chame a si os problemas de dimensão supra municipal – localização Galp Power, art.º 47 Porto Covo, poluição, etc - e vá conseguindo junto do Governo encontrar soluções para problemas que o PS de Sines deveria reclamar ser o actor principal.
O PS Siniense continua sem saber utilizar, o acesso privilegiado que supostamente terá e utilizá-lo como trampolim para ascender ao poder local. Pelo contrário opta por uma política de cordel. Se porventura o acesso aos centros de decisão politica é uma miragem, eis um bom caminho para se aproximar da população, que tão enjoada anda da politica neo-liberal, deste Partido Socialista, que não conhece o seu passado e de futuro incerto.
Mas o presidente da comissão politica do PS Sines, o veterano Idalino José, sabe tudo isto e muito mais. Sabe que os principais problemas de Sines não radicam actualmente em questões objectivas e materiais. Sabe que Sines possui hoje a maior parte dos equipamentos que necessita, que a questão fulcral do desenvolvimento de Sines consiste em evitar a desagregação social através da manutenção da identidade histórico-social, desenvolvendo mais “vila” e menos “cidade”, lançando pontes entre a modernidade e a tradição, seduzir a população jovem e de estratos sociais mais elevados a manter-se no Concelho, criar elevados padrões de qualidade de vida para a 3ª idade, assegurando a existência de um tecido social critico e de uma sociedade civil activa e actuante.
E isto alcança-se, principalmente encontrando soluções, com criatividade, e não, caindo no facilitismo da critica.
Definitivamente este PS de Sines fala demasiado nos problemas e pouco nas soluções e nunca se ganhou eleições deste modo.
Publicado no "Notícias de Sines", de 1 de Julho de 2008

terça-feira, 17 de junho de 2008

Da Série: "Boas Novas"

A Honda já arrancou com a produção comercial do FCX Clarity, um modelo apresentado em Los Angeles e que é movido a hidrogénio e electricidade, e que não tem emissões poluentes, emitindo apenas vapor de água.

Mas, e há sempre um mas, dentro de 3 anos somente existirão 200 unidades, não se sabe o preço, e logo, logo teremos um Imposto Sobre o Hidrogénio.

Portugal no seu melhor


Comunicação e oportunidade

Actualmente, comunicação é poder, mas parece que de tão consensual, o poder local da CDU já nem se preocupa em clarificar a população do encerramento da Avenida Vasco da Gama, a mais de um mês do festival de gastronomia “Tasquinhas Sines” e do FMM, nem da necessidade de “despir” integralmente o Largo Marquês de Pombal, ex-libris, do Porto Covo, no início da época balnear.
Concordo com ambas as actividade e a sua localização e agrada-me a requalificação do Largo Marquês de Pombal, proporcionalmente ao incómodo da falta de informação e oportunidade.

Esperteza saloia

No mesmo dia é exonerada, a seu pedido, e nomeada para um cargo (ou o mesmo?), mais bem remunerado…. (vejam bem as datas!)Assim se contorna a progressão na carreira. Não nos peçam moralidade.