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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A Pobreza em Portugal é uma Vergonha"

"Não aceito esta vergonha no nosso país”

Não me falem com os problemas de aumento do salário mínimo.

Quem é que aqui nesta sala consegue viver com 450 euros?”.
“Não me venham com cirurgias plásticas para as mudanças que vão acontecer no mundo. Nós, os cidadãos não as vamos aceitar

Estas foram algumas das frases que FERNANDO NOBRE, fundador e presidente da AMI, deixou aos economistas presentes no 3º Congresso da Ordem dos Economistas sobre a Nova Ordem Económica.


Num discurso Inflamado, provocou a assembleia, composta por alguns presentes que são também os responsáveis pelo estado da nação, dizendo mais algumas verdades:

“Em Portugal é preciso redistribuir melhor a riqueza”

“Há dezenas, senão centenas de milhares de jovens a sair de Portugal porque perderam a esperança”.

“Combater a pobreza é uma causa nacional”, e salientando:

“Não me venham com os 18% de taxa de pobreza, porque se somássemos os que recebem o rendimento social de inserção, os que recebem o complemento solidário para idosos, os que recebem o subsídio disto, e o subsídio daquilo, temos uma pobreza estrutural no nosso país acima dos 40%”.

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Há quem aceite? Pelos vistos!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Porquê?

A Câmara Municipal de Sines, a Repsol Polímeros e oito colectividades do concelho assinaram ontem, terça-feira,11, nos Paços do Concelho, protocolos de colaboração.Os protocolos estabelecem a atribuição de apoios financeiros da empresa às oito colectividades, como o Vasco da Gama Atlético Clube, Independentes Futsal Associação, Ginásio Clube de Sines, Andebol Clube de Sines, Clube de Natação do Litoral Alentejano, Bombeiros Voluntários de Sines, Academia de Ginástica de Sines e Teatro do Mar.O valor do conjunto de apoios atribuídos é de 35 mil euros.


Não questiono a nobreza do acto (apesar de diminuto) da Repsol, aceito como uma atitude de boa vontade da Câmara Municipal intermediar (controlar?) a concessão de subsídios das grandes empresas do Complexo, obtendo deste modo um montante que provavelmente a soma de vários apoios individuais não atingiria, não ponho em causa a importância das colectividades contempladas, do mesmo modo que não posso duvidar do mérito das que ficaram de fora.

A única critica em todo este processo é a falta de transparência, o desconhecimento do critério, a dúvida instalada e o eventual favorecimento de algumas colectividades em detrimento de outras.
Tudo porque a autarquia ao não divulgar os critérios de selecção das entidades e dos montantes atribuídos semeia suspeitas, inibe a crítica das colectividades contempladas e das excluídas (que esperam a sua vez, num comprometedor silêncio), permite duvidar da existência de estratégia de apoio em substituição de uma atribuição casuística (ou pior) e acreditar que a boa vontade mais não é que uma actividade centralizadora e dominadora que visa controlar o associativismo.
E qual o papel da Repsol e da Petrogal em tudo isto, serão apenas mecenas "cegos"? ou terá conhecimento de quem e do que apoiam? saberão quem fica de fora? limitar-se-ão a despachar a "sua responsabilidade social" para a autarquia, lavando as mão como Pilatos? Será uma decisão local, ou da sede das empresas? e onde mora a oposição? já procurou saber as repostas a estas questões, ou ainda nem se interrogou?