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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Comunismo pragmático


A Câmara de Santiago do Cacém lançou à discussão pública um projecto que prevê a proibição de trânsito de veículos de transporte de mercadorias perigosas nas estradas do concelho.


De acordo com esta autarquia do Litoral Alentejano "a circulação de veículos de transporte de mercadorias perigosas nos perímetros urbanos do município de Santiago do Cacém apresenta elevada perigosidade, susceptível de provocar acidentes ecológicos, situações de poluição ambiental e é um factor de degradação da qualidade de vida das populações, seja pelo ruído, seja pela poluição seja pelo risco de acidente agravado", segundo é revelado pelo elenco camarário.

Ainda na opinião do município, a presente postura visa, assim, condicionar a circulação de veículos de transporte de mercadorias perigosas desde que estas mercadorias se encontrem abrangidas pelos critérios de classificação de mercadorias perigosas.
Um "estatuto" que, de resto, está previsto no Regulamento Nacional de Transporte de Mercadorias Perigosas por Estrada e na demais legislação e normas europeias em vigor nesta matéria".
A nível do distrito de Setúbal é o transporte de gás liquefeito que levanta maior apreensão aos serviços de protecção civil, já que em caso de acidente, uma nuvem tóxica pode ser muito grave e, se houver aquecimento da cisterna, ela pode explodir e os estilhaços atingirem centenas de metros. Daí que que existam atenções redobradas sobre Sines.


Preocupação legitima, mas que creio, se resolva com uma maior atribuição de subsídios das empresas do Complexo Industrial de Sines ao Município de Santiago, como Vítor Proença já reclamou.