Sou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pois permitir é tornar igual o que é diferente. Não me incomoda minimamente os homossexuais, compreendo e aceito a sua diferença. Mais, entendo que é nesta diferença que reside o seu direito à igualdade de tratamento e de direitos.
Ser diferente não é ser melhor nem pior, é tão-somente ser diferente, insistir na igualdade quando somos diferentes trata-se de um revelador sinal de fraqueza. As mulheres na sua legítima luta de igualdade de tratamento na sociedade, não pretendem ser iguais aos homens, pois nunca o serão, quer serem tratadas de forma idêntica, apesar de serem diferentes. E aqui o conceito diferente não tem um sentido pejorativo, pois aceitar a diferença do outro, é reconhecer a nossa própria diferença perante o outro.
A luta dos homossexuais deve centrar-se na exigência dos mesmos direitos e regalias para quem é diferente. Não há nada mais discricionário do que pretenderem que sejamos todos iguais.
Depois esta discussão esbarra em algo incontornável. A sociedade portuguesa, nomeadamente os mais jovens, - até aos 30 anos - aceitam e reconhecem a união homossexual como um dado adquirido, sem traumas ou complexos pré-concebidos.
O Partido Socialista na azáfama de capitalizar votos à sua esquerda e desviar a agenda politica dos problemas reais e prementes da sociedade, lança o debate na sociedade de forma cinicamente calculada, procurando criar um facto político fracturante.
Tolo é aquele que pensa que são todos tolos.