sábado, 2 de outubro de 2010

A Greve Geral mudará o rumo dos acontecimentos

O Grito de Revolta aí está!
Basta de Desigualdades, de Discriminação e de ataques ás famílias de quem trabalha
Durante Muitos anos estamos dando o máximo, cada um por si, para que o nosso país seja uma terra com presente e com futuro.
Verificamos que esta "praia lusitana" tem sido "mal frequentada" principalmente ao nível dos orgãos de poder que, apesar de terem sido eleitos pelo povo, se "encostaram" aos agiotas do capitalismo internacional mais selvagem.
É nossa responsabilidade, de todos os que sofrem, expressar o seu grito de revolta e corrermos com estes carrascos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Toxicodependência


Recentemente a Câmara Municipal de Sines, numa medida inédita aprovou, por unanimidade, a atribuição de 9.255 euros às associações de pais e encarregados de educação das escolas básicas de Sines, para apoio  à acção social escolar através de vales, cabendo a cada associação a gestão dos procedimentos inerentes às actividades complementares no âmbito de projectos educativos.

O que parece para os menos avisados uma forma de descentralização das competências da autarquia e de envolver a sociedade civil, trata-se de uma medida tão cínica quanto tantas outras do executivo.

Primeiro não entendo porque as associações de pais devem substituir a acção social escolar e assegurar uma actividade - atribuição de manuais e material escolar aos alunos carenciados - conferindo-lhe um poder discricionário para o qual não estão habilitadas e cuja legalidade duvido.

Segundo pretende-se que as Associações de Pais tenham entre outras funções um poder reivindicativo junto do Agrupamento e da Autarquia, que poderá ficará amputado por mais uma dependência das associações perante as Autarquia e de muitos pais perante a Associação de Pais em exercício.

Terceiro para recordar que a autarquia que agora atribui pouco mais de 9.000 euros às associações de pais é a mesma que deixa os professores e alunos na penúria sem papel, fotocópia, toner, que nos faz caminhar (na EB n.º 3) largos metros pela lama ou no meio da estrada porque não existe dinheiro para fazer os arruamentos, que permite que os nossos filhos se desloquem debaixo de chuva para o refeitório da escola secundária, etc, etc, etc. Aguardemos para ver com quantos trocos se vendeu, ou não a Associação de Pais, agora que se sentaram também à mesa do orçamento.

Velha a estratégia com resultados sempre idênticos, infelizmente. Hoje compreendo uma certa "agitação" em torno das Associações de Pais.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Para onde vamos, Quem assume o Leme?

Temos assistido há já algum tempo, a um tempo a que chamo de “faz de conta que somos um povo livre, civilizado, evoluído e bem governado”. Mas continuamos a fazer de conta.

Se alguns tiverem a memória para conseguirem fazer um “rewind” na sua “fita” magnética alguns anos, talvez seja possível encontrarem frases no ar tais como: A Europa dos cidadãos, A Europa dos direitos e oportunidades, a Europa da economia social e do progresso, a Europa Solidária, a Europa da Paz e da cooperação, entre outras. Se puxarmos mais atrás a bobine, talvez alguns se lembrem de frases como Sociedade sem classes, Sociedade Solidária, Educação gratuita, Igualdade de oportunidades, Serviço Nacional de Saúde Tendencialmente gratuito e universal, Trabalho para todos com direitos e deveres, Justa distribuição da riqueza produzida, entre outras também.

Tudo isto, inscrito na constituição da República, não necessariamente com estas ordens e frases, constituía para os cidadãos alguma segurança quer nos valores, quer nos direitos.

Penso para mim que 2003 depois de uma era “cavaquista” de aproveitamentos de dinheiros públicos e/ou mal utilizados, é o tal ano de viragem de muitos dos conceitos sociais aceitáveis e que muitos dos países civilizados os resguardam ainda “religiosamente” não sendo por isso que as suas economias sejam diminuídas, antes pelo contrário.

A partir do ano em que um tal primeiro-ministro tem a “lata” de dizer na sede da Democracia Portuguesa que o nosso país estava de “tanga”, nunca mais a esperança com que cada um tem o direito de viver, sorriu, antes pelo contrário.

Nessa altura, dão-se mudanças estruturais radicais no “puzle” Português e Europeu que conduziram sem qualquer margem para dúvidas ao estado actual de esmagamento dos mais pobres ou remediados pelos muito ricos. A Luta de classes põe os poderosos com cada vez mais força à custa de incoerentes sectores e organizações que, cognominando-se de organizações de esquerda, nos seu actos, facturam vitórias para a direita mais conservadora ou mais retrógrada que age como uma Monarquia fossilizada.

Chegamos assim, a uma altura da nossa vida, em que a generalidade dos cidadãos, deixa de acreditar perigosamente nos políticos e nas políticas perseguidas.

A verdade é mesmo essa – A propósito de relançar a economia, relançar o emprego e desenvolver as empresas, há um tal “Iluminado” que inventa (?) a criação de um tal Código do Trabalho que com as sucessivas remodelações e contestações, mesmo do Partido que hoje é Poder que diga-se o agravou, não conseguiu nenhum dos objectivos a que se tinham proposto e argumentado quanto aos seus benefícios. Pelo contrário, a desregulamentação do trabalho já de si com regras na prática de aplicação duvidosa, com a Autoridade para as condições de trabalho praticamente imobilizada, com o incentivo á criação das Empresas de Trabalho Temporário que colocam todos os dias trabalhadores temporários nas empresas em trabalho efectivo, agrava-se o tecido laboral com todas estas implicações no tecido social. O desemprego, o desrespeito pela sociedade e o descrédito no futuro está de facto instalado na sociedade sem dúvida nenhuma. É um facto que estamos a perder a luta por melhores condições de vida e cuja volta ou luta pela volta só se conseguirá com lutas profundas, sérias e aguerridas dos sectores democráticos (Associações, Sindicatos, Movimentos, Partidos, etc).

Portugal tem definitivamente e há muito tempo um problema que me recuso ainda, a considerá-lo como intrinsecamente Português: A tendência para desenvolver desigualdades e para distribuir a riqueza produzida de forma disforme. É inaceitável este estado de coisas.

Sabemos que o Estado só pode proporcionar os bens sociais impreteríveis e outros, se tiver dinheiro, se tiver fundos e se tiver política séria. Para a prossecução dos objectivos sociais, os impostos dos contribuintes são assaz importantes. É inaceitável que Um banco ou um qualquer empreiteiro de obras públicas ou outro, pague menos impostos do que os seus trabalhadores – Falo de Justiça e neste caso, de Justiça fiscal.

Creio com todas as bases que o problema de fundo deste País não está nas pessoas. Durante mais de 30 anos, tivemos à frente das finanças e da economia deste país (segundo dizem), os melhores “mestres” nas matérias, catedráticos que ainda hoje “botam faladura” como que não fossem eles também os responsáveis por este estado de coisas. O Problema principal como dizia, está nas POLÍTICAS adoptadas. Mudem de políticas que este Estado mudará certamente.

Acho mesmo assim, que o País tem futuro, porque remadores não faltam para levar esta “grande barcaça” a bom porto. O que falta são timoneiros e homens do leme que não enganem os remadores e que não estejam do lado dos “Adamastores”. Há muito mais vida para além do deficit que o capitalismo mundial nos impõe a cumprir rapidamente e que o Partido Socialista de Portugal com a ajuda dos seus companheiros de viagem se mantém refém. Os trabalhadores não são madraços.

ef

MUSP - Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos

Recebido na caixa do Correio para divulgação

Vasco da Gama começa com empate

Primeiro onze oficial da época 2010/11

Domingo começou o campeonato da 1ª Divisão Distrital de Setúbal, recebemos em Sines nesta primeira jornada o Palmelense e empatámos (2-2). É grande a expectativa em redor da nossa equipa para este campeonato e este por ser o primeiro jogo oficial em Sines havia a desconfiança do nosso valor em competição e o entrosamento já existente com os novos reforços.

O primeiro jogo de qualquer competição ou campeonato é quase sempre um pouco imprevisível quanto ao vencedor, as equipas ainda estão longe do ritmo desejado e o respeito e desconfiança é grande onde ninguém quer entrar a perder. Na minha opinião isso não aconteceu da nossa parte neste jogo onde fomos sempre a única equipa a querer ganhar e o Palmelense com um constante anti-jogo e com 14 'jogadores' em campo todo o jogo saiu premiado com o empate.

Jogando em nossa casa assumimos desde logo todas as iniciativas do jogo como nos competia, boa circulação de bola em toda a largura do campo e sectores sempre bem ligados entre si permitiram o controlo quase absoluto do jogo na primeira parte. Chegamos ao 1-0 através de uma grande penalidade, falta clara sobre o nosso avançado Luiz Gustavo que isolado cara-a-cara com o guarda-redes do Palmelense é derrubado por trás e o defesa vê apenas cartão amarelo. Incompetência ou decisão propositada em não expulsar o jogador? Parece-me mais a segunda, em qualquer parte um jogador isolado objectivamente e travado em falta é normalmente expulsão para quem comete a falta. Daniel Direito converteu o penalti em golo, o único da primeira parte.

Na segunda parte perdemos um pouco da consistência que tínhamos tido no primeiro tempo, o Palmelense começou finalmente a aproximar-se da nossa baliza tendo mesmo virado o resultado para 1-2 em apenas 5 minutos. Dois golos resultantes de cruzamentos para a nossa área e o Palmelense com grande eficácia aproveitou bem. Se a perder a postura do Palmelense era de um anti-jogo constante, a ganhar foi bem pior e sempre com o consentimento da equipa de arbitragem que estranhamente admitiu várias reacções agressivas contra si própria por parte dos jogadores de Palmela. Mesmo contra estes obstáculos todos mantivemos a serenidade possível e lutamos em busca do empate que acabou por aparecer depois de um excelente passe do Idi a desmarcar o Ricardo Oliveira que fez um belo golo neste seu regresso ao Vasco da Gama.

Não foi um resultado positivo, só a vitória nos interessa em qualquer jogo para atingirmos o nosso objectivo. Há um aspecto a tirar deste jogo, vamos apanhar muitas arbitragens habilidosas como esta e sabemos que só jogar bem pode não chegar, somos o candidato à subida mais deslocado de Setúbal.


1ª JORNADA:

Grandolense 4-0 Comércio Indústria

Amora 1-0 Beira Mar Almada

Zambujalense 1-1 Alfarim

Olímpico Montijo 1-0 Marítimo Rosarense

Vasco da Gama 2-2 Palmelense

Trafaria 2-2 1º Maio Sarilhense

Barreirense 6-0 Almada

União Santiago - Desportivo Portugal (adiado para 30/01/2011)


Domingo, 03/10/2010 às 15h em Sarilhos 2ª jornada: 1º de Maio Sarilhense vs Vasco da Gama.
Como já é meia-noite ontem tivemos reunião de câmara extraordinária. A mesma treta - projectos que têm que ser aprovados até ao fim do mês, hoje, fundos comunitários que se perdem se não forem aprovados ... e nessa precipitação provocada pela incompetência vai prevalecendo a condescendência em vez da inteligência. Mas quero apenas realçar o novo projecto da novissima escola de música, ontem apresentado. Foi mais ou menos assim:
- Onde? No edificio da câmara velha. Então e os inquilinos? O partido comunista e o partido socialista, a associação de artesãos, o restaurante-bar ponto de encontro já foram contactados e estão de acordo? Bem contactados apenas a associação de artesãos. E concorda a associação com a sua saída destas instalações? Existe protocolo de acordo? Protocolo de acordo se fará mais tarde. E os dois partidos politicos já sabem que têm que sair? Não, ainda não sabem mas brevemente vão ser contactados para esse efeito. E o restaurante-bar já tem conhecimento desta pretensão da câmara? Bem também não. E as obras são para fazer quando? Para começar até ao fim deste ano. O quê? A câmara quer começar obras dentro de três meses e os seus inquilinos ainda nada sabem? Não houve tempo para tratar do assunto atempadamente?
Claro que votei contra e apelidei a iniciativa da câmara de prepotente e desrespeitadora dos direitos mais elementares de entidades de interesse público como são os partidos politicos e das entidades privadas referidas.
Poderão perguntar se esteve presente algum relatório que justifique uma terceira escola de música para além da estação de caminho de ferro e da sede da Banda. Não, não existe relatório justificativo. Aguardemos desenvolvimentos ...
Francisco do Ó Pacheco

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Nos tempos que correm estes desabafos vão sendo públicos

Recebida na caixa do correio
CARTA AO MIN. DAS FINANÇAS


Carta escrita por um cidadão ao nosso Ministro das Finanças; é verídica.

Se todos tivéssemos a atitude deste homem, que não conheço, quem sabe se o nosso Portugal não melhorava, e os nossos governantes pensassem mais no povo que governam e que os elegeram. Este é sem dúvida, num país de "bufos" (esta é a minha opinião), um acto de coragem...


«Ex.mo Senhor Ministro das Finanças

Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa, contribuinte n.º152115870 vem por este meio junto de V. Exa. para lhe fazer uma proposta:

A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, vítima de CANCRO DE MAMA em 2008, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma.

Por esta 'coisinha' sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais.

Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância.

Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano seja retirado os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:

A devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Exa. que, com os meus cumprimentos, o dará à sua Esposa ou Filha.

Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:

a) Os seis (6) tratamentos de quimioterapia.

b) Os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.

c) A angústia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.

d) Os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).

e) A ansiedade com que são acompanhados estes exames.

f) A angústia em que vivemos permanentemente.

Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.

Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.

Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V. Exa. que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras...

Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender. E por isso peço a todos aqueles que receberem e lerem esta mensagem e se assim concordarem que enviem aos vossos amigos. Obrigado.

Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.

Com os melhores cumprimentos,

Atentamente,

Victor Lopes da Gama Cerqueira»

CORDIALMENTE E A BEM DA NAÇÃO

**********************************************
Depois das medidas de austeridade IMPOSTAS hoje pelos cérebros do Capitalismo Mundial ao nosso povo, eu até posso propor outra coisa:
Nós deixamos o salário TODO  (os que ainda o têm) nos vossos cofres mas, em contrapartida, a saúde, a educação, a alimentação o vestuário e todos os bens de 1ª, 2ª e 3ªs necessidades são por vossa conta, pode ser?
ef

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Na minha própria opinião pessoal

"..a câmara vai continuar a garantir apoio às colectividades e instituições de Sines, num quadro de parcerias em que sejam tidas em conta:

1 - A importância para o município e para a sociedade siniense das actividades e acções a desenvolver por cada entidade parceira (do desporto, cultura e acção social);

2 - o grau de desempenho de cada colectividade na boa gestão dos recursos e o seu empenhamento em procurar outros meios e apoios"

São palavras de Manuel Coelho, presidente da Câmara Municipal de Sines, no editorial dum jornal editado pela autarquia, do qual Manuel Coelho é director e escriba. Ou seja é o Presidente a escrever sobre si e a sua gestão num jornal que dirige. Trata-se pois de um exercício de pura propaganda politica e dar lustro ao ego.

Quanto às suas palavras é a eterna crença que uma mentira de tanto repetida se torne verdade.
A importância das actividades e acções desenvolvidas pelas entidades parceiras - conceito vago, em que é aceite quem Manuel Coelho decide - é um critério subjectivo decidido por - Manuel Coelho o Presidente e director do jornal.

"O grau de desempenho de cada colectividade na boa gestão dos recursos", é mais uma análise subjectiva decidida por quem já sabemos, quanto ao "empenhamento em procurar outros meios e apoios", traduz-se em minha opinião em "castigar" quem não quis ajudar à festa nas Tasquinhas, pagando agora essa afronta. Até porque outros meios e apoios, como por exemplo da Petrogal, são canalizados, geridos e distribuídos por... adivinharam.

Uma IPSS como a Cáritas, com 40 postos de trabalho, gestora de um infantário com quase 200 crianças entre os 6 meses e 6 anos, que gera resultados económicos positivos à quase uma década, distribui roupa e alimentos a mais de uma centena de famílias do Concelho e realiza um investimento de quase dois milhões de euros num equipamento social de excelência, não cabe nos subjectivos critérios de quadros de parcerias,  importância para o município e para a sociedade siniense das actividades e acções desenvolvidas, nem satisfaz o grau de  desempenho na boa gestão dos recursos.

É lastimável, no minímo.

Marcamos o Tempo com a Luta de quem Trabalha



De âmbito Local e Nacional!
Incontestável

domingo, 26 de setembro de 2010

Salão do Povo, ATL provisório?


Durante anos o ATL era a oportunuidade das crianças desenvolverem actividade de enriquecimento curricular num suposto ambiente de segurança e com apoio pedagógico, mas principalmente onde os pais ocupados nos seus postos de trabalho e sem o apoio familiar - avós, tios, etc - ou rede de apoio social - vizinhos, amigos, etc - doutros tempos podiam deixar os filhos até acaberem as obrigações profissionais.  

No caso de Sines o ATL trata-se de uma instituição sem fins lucrativos gerida pela Junta de Freguesia. Como muitas coisas incompreensíveis neste país não existe legislação nem fiscalização para os ATL sem fins lucrativos, apenas para aqueles que tem fins lucrativos.

A única legislação existente é a que regulamenta os espaços exteriores (de jogo e recreio), que também se aplica aos ATL e que determina coimas e multas quando por exemplo as instalações forem inadequadas face ao número de utentes que frequentam o espaço comparativamente ao número licenciado; as condições de higiene e de segurança forem deficientes; devem existir compartimentos, quer utilizando as paredes, quer colocando portas corta-fogo, que isolem o fogo ou o fumo em determinadas zonas, de modo a manter livres os caminhos de evacuação; as zonas com maior risco de incêndio (sala de trabalhos manuais, biblioteca e cozinha) devem situar-se ao nível do solo, em compartimentos separados, e dispor de portas corta-fogo com fecho automático; devem existir meios adequados para alertar as pessoas e combater o incêndio até os bombeiros chegarem; o acesso ao exterior do edifício deve ser fácil e seguro, isto é, não devem existir obstáculos pelo caminho e tem de existir uma correcta e visível sinalização das saídas de emergência; salas em número suficiente para a actividade desempenhada, ou seja, não basta uma sala individual para cada grupo; deve ainda existir uma sala polivalente para diversas actividades (desporto, dança, entre outros), além de uma sala de refeições; salas com janelas e bastante luz; pavimento "quente" e fabricado em material "elástico", que permita às crianças saltarem e jogarem sem correrem riscos de se magoarem; salas com espaço livre para as crianças brincarem; equipamento (cadeiras, mesas, armários) adaptado à estatura das crianças; no exterior, um espaço adjacente e protegido, com pavimento macio (por exemplo, areia) e equipamento, para as crianças jogarem e praticarem desporto.

Entre outros que manda a lei e o senso comum estes são os princípios básicos a que devem obedecer os equipamentos ATL. Por cá decidiu a Junta de Freguesia iniciar obras, cuja necessidade não se questiona, no inicio do ano lectivo ao invés de aproveitar a pausa escolar e como se não bastasse esta falta de planeamento as instalações provisórias encontradas - Salão do Povo - não respondem aos critérios mínimos exigíveis.

Nem o Salão do Povo reúne as condições  de climatização, salas individualizadas, condições de segurança, etc, como o espaço exterior - campo de Jogos do IOS - é partilhado pela população em geral e circulam viaturas no seu espaço. Desconheço o tempo que demorarão as obras, mas para as condições provisórias encontradas qualquer tempo é demasiado e depois existiam melhores alternativas como por exemplo a colónias de férias junto ao Infantário "A Conchinha" ou protocolar junto do Agrupamento a utilização de uma das escolas primárias. 

sábado, 25 de setembro de 2010

Assembleia Municipal de 24-9-10

Na verdade uma muito boa assembleia municipal, esta de ontem 24 de Setembro de 2010. Muita gente na assistência como uma democracia participativa exige e muitas questões colocadas à câmara municipal. Pelos munícipes e pelos deputados municipais no período "antes da ordem do dia" donde não se saíu já passava da meia noite. A limpeza da cidade, as obras que não se fazem e as que se fazendo deixam bicos por fazer que as tornam piores do que se nada se tivesse feito, consumos de água inexplicáveis mas que se insistem em cobrar, horários indevidos das actividades extra curriculares, sinalização de trânsito ausente e propostas de cidadãos para sua resolução, arruamentos por pavimentar há anos, e até a questão de como solicitar o célebre motocão para limpeza das produções caninas mas que ficou sem resposta. De salientar a intervenção do presidente do clube desportivo de Porto Covo sobre a tentativa da câmara em demolir as suas instalações e sobre decisões do tribunal nesta demanda e nesta incompreensivel atitude da câmara municipal de recusar reconhecer o trabalho do povo de Porto Covo e do seu clube. A deputada municipal do Bloco de Esquerda insistiu na incompetência da câmara para tratar das pequenas coisas do dia a dia da vida dos cidadãos e da degradação do ambiente urbano de Sines. Os deputados do PS e da CDU, esta em declaração política, concluíram que a câmara municipal não respeita a assembleia municipal e não cumpre a lei em várias matérias, desde a informação financeira, às actas das suas reuniões devidamente aprovadas e a concursos realizados com aprovação da assembleia e depois anulados sem explicações. Três horas de debate sobre a cidade e o município e sobre a incapacidade da câmara em fazer face aos problemas mais comezinhos dos cidadãos. Um bom exercício do poder local tal como eu o idealizo. O resto da ordem de trabalhos será discutido proximamente em Porto Covo. Aqui fica o convite à presença e à participação.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Divulgação Hóquei em Patins

SENIORES
INICIADOS
ESCOLARES
No último domingo realizou-se a apresentação das equipas do nosso clube. Por impedimento do Aljustrelense não foi possível realizar-se o jogo na categoria de escolares.
A equipa de iniciados perdeu por três bolas a zero. O Alverca apresentou uma equipa com um nível de preparação mais avançada.
Quanto ao jogo de Seniores terminou com uma vitória dos Tigres de Almeirim por sete bolas a três. A equipa do HCVG deu uma excelente réplica à equipa da 2ª divisão Nacional. Os nossos golos foram apontados po Felipe, Luís Custódio e Paulo Pereira.
Esta jornada desportiva ficou ensombrada pela lesão grave que sofeu Luís Custódio, o capitão Siniense.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Empresas mais que Municipais

O Sines Tecnopolo , associação privada sem fins Lucrativos, da qual a Câmara Municipal de Sines detêm mais de 90% do fundo associativo e o Presidente da autarquia é presidente do Conselho de Administração, apresenta em 2009 um resultado de exploração negativo de € 242.987 e resultado liquido negativo de € 314.505.

 A Pró-Artes de Sines, cuja principal promotora é a Câmara Municipal de Sines, entidade gestora da Escola de Artes das Sines, apresenta em 2009 um resultado operacional de € 39.561 e um resultado liquido negativo de € 43.125.

Trata-se na essência, mas não na forma, de autênticas empresas municipais, sem as obrigações legais destas. No caso do Sines Tecnopolo a autarquia detêm mais de 90% pelo que prevejo a  curto prazo a participação no necessário aumento de capital. O segundo caso, em que a direcção coincide quase integralmente, chegando a confundir-se com o executivo, a autarquia "alimenta" a máquina.

Em termos económicos ambas estão longe de serem casos de sucesso, nenhuma consegue gerar receitas para financiar as suas actividades, estando dependentes de receitas extraordinárias, normalmente subsídios vindos dos cofres da autarquia. Ou seja não só não são sustentáveis como parte substancial das suas receitas resultam de subsídios da autarquia 

Pode-se e deve-se discutir a obrigação da autarquia financiar actividades culturais, desportivas, de acção social, etc - aliás delegadas pelo poder central, das quais verbas-, mas sem que se perca de vista o rigor da gestão e da prioridade.

É importante perceber qual a sustentabilidade destas Instituições, a sua dependência da autarquia,  a  importância da actividade/existência de per si e comparativamente com as restantes instituições. 

Por fim do ponto de vista ético quem decide a atribuição das verbas não deve exercer simultaneamente cargos fundamentais nas Instituições beneficiárias.   

Vasco da Gama A.C. apresenta-se aos sócios

Plantel do Vasco da Gama Atlético Clube apresentado para a época 2010/2011

Sábado foi apresentado o plantel sénior 2010/11, do Vasco da Gama A.C. aos seus sócios e adeptos, num num particular com o Despertar de Beja. Em relação ás duas ultimas épocas foram muitas as novidades com a entrada de doze jogadores no plantel, seis jogadores da região de Sines mais cinco jogadores brasileiros resultantes do protocolo entre o Vasco da Gama A.C. Sines e o Clube de Regatas Vasco da Gama, Rio Janeiro.


Plantel 2010/2011:


- Permanências: Filipe Mariano, Daniel Direito, Henrique Martins, João Nunes, Cadu, Roberto, Nuno Diogo, Paulinho, Mascarenhas, Gerson Estrela, Idy, Tiago Sobral e Cuca.
- Entradas: Lee, Rui Silva e João Batista (União Santiago), José Brito e Ricardo Oliveira (Aljustrelense), Ricardo Rodrigues (Praia Milfontes), Luiz Fassy (Albufeira Futsal) e vindos do Brasil o guarda-redes Gotti, o defesa lateral direito Baruerí, o médio Dico e os avançados Eder e Luís Gustavo.

Equipa Técnica: João Direito (treinador), Aníbal Machado e Chano Ortiz (treinadores adjuntos).


A pré-época começou a 11 de Agosto ainda com o plantel incompleto em comparação ao que foi apresentado no sábado, já que os cinco colegas vindos do Brasil só integraram os trabalhos no clube a semana passada depois de todos os problemas burocráticos resolvidos, que impediram uma chegada a Sines mais cedo. Realizamos seis jogos de preparação sempre no final de semanas intensivas de treinos, como é costume na pré-época, não sendo os resultados desses mesmos jogos o mais importante para o grupo mas sim o ritmo adquirido em cada um e o consolidar de processos de jogo, esses sim factores importantes numa pré-época.


Jogos Particulares:
Moura 2-2 Vasco da Gama;
Vasco da Gama 1-5 Moura;
Juv.Évora 5-0 Vasco da Gama;
Trafaria 1-2 Vasco da Gama; Praia Milfontes 0-2 Vasco da Gama
Vasco da Gama 0-0 Despertar de Beja.


A politica definida pelo clube nos primeiros jogos de pré-época foi o de defrontar equipas de campeonatos superiores, como o Moura da 3ª divisão nacional e o Juv. Évora da 2ª divisão B, com fases de preparação quase concluídas para ficarem demonstrados as nossas debilidades e fragilidades para serem corrigidas e trabalhadas em vista a uma época cheia de sucesso. Os restantes jogos já foram contra equipas do nosso escalão de prova em que a nossa superioridade foi evidente.


Este ano estamos inseridos em duas provas oficiais, Campeonato da 1ª Divisão Distrital e Taça Distrital, esta segunda competição é o reeditar de uma prova em que constam equipas da 1ª e 2ª divisões do distrital de Setúbal. Os objectivos para esta época 2010/11 são vencer estas duas competições e revalidar o título da época passada, a Taça Disciplina.


Domingo, dia 26/09/2010 às 15h em Sines para a 1ª jornada: Vasco da Gama vs Palmelense.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Correio dos Leitores: Assim SIM


por manifesta falta de espaço não se publica as várias centenas de imagens possíveis