terça-feira, 3 de novembro de 2009

Luís Velhinho


Dia 4 de Outubro em Barcelona, realizou-se o Challenge de Barcelona Ironman, prova composta por 4 kms natação, 180 kms de ciclismo e 42 Kms de atletismo, onde participaram 1800 atletas de todos o Mundo e apenas 1.550 lograram completar.
O que tem de extraordinário, para além das distâncias percorridas e como o nome indica não ser para todos, é que após 4 kms de natação, 180 de ciclismo e 42 kms de atletismo, surgiu no 470.º da geral e 120.º no escalão 35-39 anos, o triatleta siniense Luís Guerreiro (Velhinho).
Depois de Nice 2008 ter completado a prova em 11 horas e 50 minutos, reduziu agora em Barcelona o tempo em 50 minutos.
Não é para todos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ser poder dá trabalho


Na sequência das eleições autárquicas, de dia 11 do passado mês de Outubro, os eleitos para o mandato 2009-2013, tomam posse, amanhã, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Sines, pelas 21 horas.

Se os eleitos para o executivos se limitarão a proferir o juramento: "Declaro pela minha honra que desempenharei fielmente as funções que me são confiadas." e assinar, ficando para a primeira reunião do executivo a questão da distribuição de pelouros, os eleitos da assembleia decidirão hoje por voto secreto quem será o presidente da Assembleia Municipal de Sines.

Em relação à distribuição de pelouros, competência do Presidente da autarquia, para além dos 3 vereadores do SIM, apenas será proposto a um vereador do PS que assuma pelouros.

Na Assembleia Municipal, o facto do SIM não ter maioria que lhe permita eleger directamente Ferreira da Costa para presidente da Assembleia, tal não condicionará a eleição do candidato do SIM. Seja por incapacidade de unir vontades, seja por estratégia politica, cada uma das forças políticas vencidas votará no seu candidato.

Mais que um simples sinal político do qual cada militante, simpatizante e eleitor deverá tirará as respectivas ilações, a eleição do presidente da assembleia municipal tem a importância de marcar a agenda política e conduzir as respectivas assembleias, matérias nada displicentes.

Mas mais importante que eleger a mesa da assembleia serão muitas das votações futuras em que as diversas forças minoritárias serão confrontadas com matérias em que se opuseram no passado e das quais apresentaram propostas alternativas nos seus programas eleitorais. Veremos que valores se sobrepõem à coerência.

domingo, 1 de novembro de 2009

Estreias

Quando comecei a correr, há cerca de 5 anos, usar um cariofrequêncimetro, ou um podómetro era vulgar, novidade era usar um relógio com GPS que permitia leitura milímetrica das distâncias percorridas, velocidade instantânea, etc. Actualmente, levar um iphone permite recolher mais que a informação necessária, conforme se comprova abaixo.

Este Domingo quis testar o iphone, a um ritmo lento, de passeio, ao fim do dia para descontrair. Relax traído por outra estreia, uma aparatosa queda. Já a noite tinha caído, junto à rotunda de plástico na Avenida da Costa do Norte, com visibilidade quase nula, as luzes de uma viatura de frente a encandearem, um toque num lancil (???), a seguir o chão. Levanto-me e lá continuo, deixando as feridas e dores para mais tarde.

Duas estreias a não repetir. O iphone e o excesso de informação desnecessária e a dolorosa queda.
_________________________

Hello,

uses MotionX-GPS on the iPhone 3G or 3GS and is sharing with you the following track:

Name: Volta Sines 15km
Date: 1 Nov 2009 5:55 pm
Distance: 15.0 kilometers
Elapsed Time: 1:28:00
Avg Speed: 10.2 km/h
Max Speed: 20.8 km/h
Avg Pace: 05' 52" per km
Min Altitude: 69 m
Max Altitude: 132 m
Start Time: 2009-11-01T17:55:00Z
Start Location:
Latitude: 37.951708º N
Longitude: 8.874405º W
End Time: 2009-11-01T19:23:00Z
End Location:
Latitude: 37.951954º N
Longitude: 8.874136º W



Ver mapa maior

A face oculta do PS

«Face Oculta»: gestores do PS implicados em corrupção
DIAP fala em «rede tentacular» dominada por nomes socialistas

Lopes Barreira mostrou-se disponível para falar com Jorge Coelho, presidente da Mota-Engil, Mário Lino, então ministro das Obras Públicas E João Mira Gomes, secretário de Estado da Defesa.

Armando Vara apresentou Paiva Nunes, ex-candidato pelo PS à Câmara de Sintra e actual administrador da EDP Imobiliária, que terá favorecido as empresas de Godinho em diversos concursos.

Paulo Costa, director de relações internacionais da Galp

José António Contradanças, ex-administrador do Porto de Sines no tempo em que Jorge Coelho era ministro das Obras Públicas, actualmente administrador da Empoderf, uma holding controlada pelo Ministério da Defesa.

José Penedos, presidente da REN, o seu filho Paulo e Carlos Vasconcelos da Refer.

Notícia completa IOL Diário

sábado, 31 de outubro de 2009

Por um prato de lentilhas

A operação "face oculta" não é apenas mais um escândalo, nem é "o escândalo", de tantos e tão inconsequente, a sociedade já revela uma certa habituação, uma perigosa habituação, aos escândalos e à lentidão e ineficácia da justiça. Resta o orgulho de uma investigação eficiente.

Para um homem como Armando Vara, financeiramente falando, 10.000 euros é uma ninharia, mas trata-se apenas de uma bizarria deste caso. Está lá tudo, as nefastas relações entre empresários e poder politico, o tráfico de influências, o financiamento partidário, o "financiamento" pessoal com o financiamento partidário e um modo de estar nos negócios de certo empresariado português.

Nas campanhas autárquicas que recentemente findaram, assistimos a uma desproporção entre os gastos e as "naturais" receitas, sendo lugar comum que não existem almoços grátis, estes serão cobrados nos próximos tempos. E pagos por todos nós, que nem fomos convidados para o repasto. Por mim dispenso, não sou comensal de tais comezainas.

Notícia desenvolvida aqui

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Malditos Blogues


No Reino Unido, um blogger foi acusado de provocar demissão maciça em autarquia.
O autor de um blogue regional do Reino Unido está a ser acusado de ser o responsável pelo pedido de demissão de 11 dos 15 vereadores de uma pequena autarquia rural, provocando eleições antecipadas.

ver notícia completa aqui

Correio dos Leitores: Academia de Ginástica de Sines

Torneio Internacional – 4 Países - 2009
Boulognhe Sur Mer – França
Ginastas da Academia em Lugar de Mérito


Decorreu no passado fim-de-semana mais uma edição do Torneio Internacional - 4 Países, na cidade francesa de Boulognhe Sur Mer.
3 Ginastas da Academia de Ginástica de Sines integram a equipa Nacional Feminina: Beatriz Martins; Ana Paulino e Sara Sousa. As ginastas sineenses foram acompanhadas pela ginasta olímpica Ana Rente.


Resultados:
Equipa Feminina: 1º Lugar França, 2º Lugar Portugal e 3º lugar a Alemanha, 4.º Lugar Inglaterra.Nas finais Individuais os ginastas alcançaram os seguintes resultados:Feminino: Sénior - 1º Lugar Ana RenteJúnior: 4º Lugar: Ana Paulino; 6º Lugar Beatriz Martins, 9.º Lugar Sara Sousa.
O ambiente entre toda a delegação foi óptimo, onde as equipas portuguesas conseguiram o melhor resultado de sempre nesta competição.
A todos os ginastas e respectivos clubes os nossos sinceros parabéns.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Movimento SIM

Na primeira reunião do vitorioso Movimento SIM - Sines Interessa Mais, "foram recordadas as acusações, perfeitamente infundadas, de que o Movimento foi alvo no dia das Eleições, as quais serão devidamente tratadas pelos directamente visados, designadamente através da eventual apresentação de queixa-crime por difamação."

Nada mau para uma primeira reunião equacionar a apresentação de uma queixa-crime. A ser feita espero que haja coragem de contemplar a CNE e o seu porta-voz e que os custos dos advogados e respectivas custas judiciais não sejam um entrave à decisão.

Quanto à gloriosa "nova caminhada, em nome do futuro de Sines", desejo sinceramente que seja feita em simultâneo por todos os cidadãos que integram o Movimento e que não se transforme numa caminhada a 2, 3 ou mais velocidades. Muito boa sorte.

Última Hora

A Policia Judiciária fez buscas na Refinaria de Sines, da Galp, no âmbito da operação "Face Oculta".

Ver notícias completas:
Público
Correio da Manhã

Os fornecedores estão "relativamente empenhados"

O presidente da Caixa Geral de Depósitos, Fernando Faria de Oliveira, manifestou-se hoje “relativamente optimista” em conseguir encontrar uma solução que permita viabilizar a química La Seda e, ao mesmo tempo, garantir a continuidade do projecto de Sines.



ler notícia completa

Vasco vence em Sines pela 1ª vez em jogos oficiais esta época

Rui Ismael regressou à equipa após suspensão e marcou



Domingo recebemos em Sines a equipa do Arrentela, jogo a contar para a 6ª jornada do campeonato da 1ª Divisão Distrital e vencemos por 1-0 na primeira vitória em casa nesta nova época, em jogos oficiais. Em dois jogos para o campeonato em Sines ainda não havíamos vencido nesta época, ao terceiro jogo foi de vez e não desperdiçamos mais pontos no nosso estádio.

Moralizados pela segunda vitória consecutiva na condição de visitantes (Comércio Indústria e Beira Mar de Almada) recebemos o Arrentela com a consciência de que para alcançar os objectivos propostos não poderíamos perder mais pontos no nosso reduto. Foi com essa consciência e responsabilidade que encarámos este jogo que acabou com a nossa vitória, a primeira perante os nossos sócios e adeptos.

Jogo totalmente dominado pela nossa equipa com muita posse de bola e jogadas ofensivas constantes, o Arrentela tentou quase sempre jogar de igual para igual, não se limitando apenas em defender, tentando sempre que conseguia incomodar a nossa defesa. Na primeira parte marcamos o único golo da partida através de Rui Ismael (regressado á equipa após castigo de um mês da associação de futebol de Setúbal, por suposta inscrição em dois clubes) que finalizou bem uma boa jogada colectiva da nossa equipa, onde a bola circulou por todos os sectores até chegar à zona de finalização que o Ismael não desperdiçou.

Desperdiço foi o que não faltou na nossa segunda parte, jogo ofensivo ainda mais forte da nossa parte com jogadas constantes de golo, que não estivemos particularmente felizes na finalização, além das muitas e muitas oportunidades de golo voltamos a desperdiçar uma grande penalidade já em cima do apito final. Poderíamos estar até hoje a tentar fazer um golo na segunda parte que não iríamos conseguir, o resultado não espelha em nada o que se passou em campo e a nossa exibição e qualidade de jogo só pecou mesmo pelo 1-0 com que terminou.

Uma palavra especial para o Rui Ismael no seu saudado regresso à competição depois de cumprir um mês de castigo, com um golo e boa exibição de quem esteve sem competir. Todo o grupo está feliz pelo seu regresso.

Próxima jornada visitamos o Zambujalense, jogo da 7ª jornada Domingo às 15h em Sesimbra.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Assembleia Municipal, sua importância e funcionamento

Durante muitos anos a Assembleia Municipal de Sines, em virtude das maiorias absolutas da CDU, resumiu a sua nobre função a um quase formalismo administrativo e debates politicos cujo efeitos se esgotava dentro das quatro paredes do Salão Nobre da autarquia. Muitos temas, excelentes intrevenções e votações relevantes reduziram-se a a discussões de lana caprina, cuja esterilidade se comprovava no acto de votar, onde invariavelmente eram aprovadas as propostas da CDU e chumbadas as dos restantes partidos.
Nunca nas raríssimas oportunidade que teve maioria a oposição soube intrepertar a vontade dos eleitores manifesta nos votos e coligar para aproveitar a oportunidade politica de efectivamente contribuir para as decisões mais importantes do Concelho e futuro de Sines.

No próximo dia 3 de Novembro, inicia-se um novo ciclo político, cheio de novidades. Teremos em Sines pela primeira vez uma assembleia em que a CDU não é a mais votada, e onde estarão representadas 5 candidaturas e pela segunda vez a candidatura politica mais votada não tem maioria. Mais importante a Assembleia Municipal de Sines doravante será um palco político com consequências.
Basta olharmos para o artigo 53.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Setembro, que estabelece o quadro de competências, das assembleias municipais, para termos noção que a assembleia é o orgão deliberativo por excelência do munícipio.
Artigo 53.º Competências

1 - Compete à assembleia municipal:
a) Eleger, por voto secreto, o presidente da mesa e os dois secretários;
b) Elaborar e aprovar o seu regimento;
c) Acompanhar e fiscalizar a actividade da câmara municipal, dos serviços municipalizados, das fundações e das empresas municipais;
d) Acompanhar, com base em informação útil da câmara, facultada em tempo oportuno, a actividade desta e os respectivos resultados, nas associações e federações de municípios, empresas, cooperativas, fundações ou outras entidades em que o município detenha alguma participação no respectivo capital social ou equiparado;
e) Apreciar, em cada uma da sessões ordinárias, uma informação escrita do presidente da câmara acerca da actividade do município, bem como da situação financeira do mesmo, informação essa que deve ser enviada ao presidente da mesa da assembleia com a antecedência de cinco dias sobre a data do início da sessão, para que conste da respectiva ordem do dia;
f) Solicitar e receber informações, através da mesa, sobre assuntos de interesse para a autarquia e sobre a execução de deliberações anteriores, o que pode ser requerido por qualquer membro em qualquer momento;
g) Aprovar referendos locais, sob proposta quer de membros da assembleia, quer da câmara municipal, quer dos cidadãos eleitores, nos termos da lei;
h) Apreciar a recusa, por acção ou omissão, de quaisquer informações e documentos, por parte da câmara municipal ou dos seus membros, que obstem à realização de acções de acompanhamento e fiscalização;
i) Conhecer e tomar posição sobre os relatórios definitivos, resultantes de acções tutelares ou de auditorias executadas sobre a actividade dos órgãos e serviços municipais;
j) Deliberar sobre a constituição de delegações, comissões ou grupos de trabalho para estudo dos problemas relacionados com as atribuições próprias da autarquia, sem interferência no funcionamento e na actividade normal da câmara;
l) Votar moções de censura à câmara municipal, em avaliação da acção desenvolvida pela mesma ou por qualquer dos seus membros;
m) Discutir, a pedido de quaisquer dos titulares do direito de oposição, o relatório a que se refere o Estatuto do Direito de Oposição;
n) Elaborar e aprovar, nos termos da lei, o regulamento do conselho municipal de segurança;
o) Tomar posição perante os órgãos do poder central sobre assuntos de interesse para a autarquia; p) Deliberar sobre recursos interpostos de marcação de faltas injustificadas aos seus membros;
q) Pronunciar-se e deliberar sobre assuntos que visem a prossecução das atribuições da autarquia;
r) Exercer outras competências que lhe sejam conferidas por lei.

2 - Compete à assembleia municipal, em matéria regulamentar e de organização e funcionamento, sob proposta da câmara:
a) Aprovar as posturas e regulamentos do município com eficácia externa;
b) Aprovar as opções do plano e a proposta de orçamento, bem como as respectivas revisões;
c) Apreciar o inventário de todos os bens, direitos e obrigações patrimoniais e respectiva avaliação, bem como apreciar e votar os documentos de prestação de contas;
d) Aprovar ou autorizar a contratação de empréstimos nos termos da lei;
e) Estabelecer, nos termos da lei, taxas municipais e fixar os respectivos quantitativos;
f) Fixar anualmente o valor da taxa da contribuição autárquica incidente sobre prédios urbanos; bem como autorizar o lançamento de derramas para reforço da capacidade financeira ou no âmbito da celebração de contratos de reequilíbrio financeiro, de acordo com a lei;
g) Pronunciar-se, no prazo legal, sobre o reconhecimento, pelo Governo, de benefícios fiscais no âmbito de impostos cuja receita reverte exclusivamente para os municípios;
h) Deliberar em tudo quanto represente o exercício dos poderes tributários conferidos por lei ao município;
i) Autorizar a câmara municipal a adquirir, alienar ou onerar bens imóveis de valor superior a 1000 vezes o índice 100 das carreiras do regime geral do sistema remuneratório da função pública, fixando as respectivas condições gerais, podendo determinar, nomeadamente, a via da hasta pública, bem como bens ou valores artísticos do município, independentemente do seu valor, sem prejuízo do disposto no n.º 9 do artigo 64.º;
j) Determinar a remuneração dos membros do conselho de administração dos serviços municipalizados;
l) Municipalizar serviços, autorizar o município, nos termos da lei, a criar fundações e empresas municipais e a aprovar os respectivos estatutos, bem como a remuneração dos membros dos corpos sociais, assim como a criar e participar em empresas de capitais exclusiva ou maioritariamente públicos, fixando as condições gerais da participação;
m) Autorizar o município, nos termos da lei, a integrar-se em associações e federações de municípios, a associar-se com outras entidades públicas, privadas ou cooperativas e a criar ou participar em empresas privadas de âmbito municipal que prossigam fins de reconhecido interesse público local e se contenham dentro das atribuições cometidas aos municípios, em quaisquer dos casos fixando as condições gerais dessa participação;
n) Aprovar, nos termos da lei, a criação ou reorganização de serviços municipais;
o) Aprovar os quadros de pessoal dos diferentes serviços do município, nos termos da lei;
p) Aprovar incentivos à fixação de funcionários, nos termos da lei;
q) Autorizar, nos termos da lei, a câmara municipal a concessionar, por concurso público, a exploração de obras e serviços públicos, fixando as respectivas condições gerais;
r) Fixar o dia feriado anual do município;
s) Autorizar a câmara municipal a delegar competências próprias, designadamente em matéria de investimentos, nas juntas de freguesia;
t) Estabelecer, após parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, a constituição do brasão, selo e bandeira do município e proceder à sua publicação no Diário da República.

3 - É ainda da competência da assembleia municipal, em matéria de planeamento, sob proposta ou pedido de autorização da câmara municipal:
a) Aprovar os planos necessários à realização das atribuições municipais;
b) Aprovar as medidas, normas, delimitações e outros actos, no âmbito dos regimes do ordenamento do território e do urbanismo, nos casos e nos termos conferidos por lei.

4 - É também da competência da assembleia municipal, sob proposta da câmara municipal:
a) Deliberar sobre a criação e a instituição em concreto do corpo de polícia municipal, nos termos e com as competências previstos na lei;
b) Deliberar sobre a afectação ou desafectação de bens do domínio público municipal, nos termos e condições previstos na lei;
c) Deliberar sobre a criação do conselho local de educação, de acordo com a lei;
d) Autorizar a geminação do município com outros municípios ou entidades equiparadas de outros países;
e) Autorizar os conselhos de administração dos serviços municipalizados a deliberar sobre a concessão de apoio financeiro, ou outro, a instituições legalmente constituídas pelos seus funcionários, tendo por objecto o desenvolvimento das actividades culturais, recreativas e desportivas, bem como a atribuição de subsídios a instituições legalmente existentes, criadas ou participadas pelos serviços municipalizados ou criadas pelos seus funcionários, visando a concessão de benefícios sociais aos mesmos e respectivos familiares.

5 - A acção de fiscalização mencionada na alínea c) do n.º 1 consiste numa apreciação casuística e posterior à respectiva prática dos actos da câmara municipal, dos serviços municipalizados, das fundações e das empresas municipais, designadamente através de documentação e informação solicitada para o efeito.

6 - A proposta apresentada pela câmara referente às alíneas b), c), i) e n) do n.º 2 não pode ser alterada pela assembleia municipal e carece da devida fundamentação quando rejeitada, mas a câmara deve acolher sugestões feitas pela assembleia, quando devidamente fundamentadas, salvo se aquelas enfermarem de previsões de factos que possam ser considerados ilegais.

7 - Os pedidos de autorização para a contratação de empréstimos a apresentar pela câmara municipal, nos termos da alínea d) do n.º 2, serão obrigatoriamente acompanhados de informação sobre as condições praticadas em, pelo menos, três instituições de crédito, bem como do mapa demonstrativo de capacidade de endividamento do município.

8 - As alterações orçamentais por contrapartida da diminuição ou anulação das dotações da assembleia municipal têm de ser aprovadas por este órgão.

X Festival Nacional de Danças de Salão e Latino-Americanas


A Associação Recreativa de Dança Sineense (ARDS), vem por este meio apresentar mais uma iniciativa que irá organizar em Sines.
"Alentejo 2009"


Depois do sucesso alcançado em anos anteriores, regressa a Sines a competição nacional, este ano denominada "Alentejo 2009" - X Festival Nacional de Danças de Salão e Latino-Americanas. Uma organização da ARDS em parceria com a Associação Portuguesa de Professores de Dança de Salão Internacional (APPDSI).
Este evento irá trazer mais uma vez ao Litoral Alentejano centenas de dançarinos de todo o País, nos diversos escalões de dança existentes em Portugal, desde os sociais aos profissionais, passando pelo juvenis e terminando nos seniores.
Quatro modalidades de dança vão ser disputadas nesta competição, as Danças de Salão Modernas, as Danças de Salão Latinas, Tango Argentino e Mambo, isto tudo, sobre o olhar atento de diversos juris internacionais que virão a Portugal para ajuizar as provas de dança.
Este festival em Sines, bastante prestigiado no nosso País, é considerado pelas entidades competentes na área da dança de salão, um dos melhores do género em Portugal, bem como, o mais concorrido pelo número de dançarinos em prova.
Para que este evento continue a ter qualidade que já habituou todos os dançarinos e público que visita Sines para assistir ao festival de dança, a ARDS continua a investir numa excelente produção de som e luz, troféus e júris internacionais dos mais conceituados no mundo da dança mundial, entre outras novidades revelar no evento.
Fica o convite para assistir a uma das melhores e mais concorridas competições em Portugal na área da dança de salão, com a participação de varias centenas de dançarinos de todo o País.

Sem outro assunto, Atenciosamente;

Pela ARDS
Tomané


Breve Apresentação da ARDS
A Associação Recreativa de Dança Sineense (ARDS), foi criada a 28 de Junho de 1999, embora o grupo de Danças de Salão de Sines tenha surgido no final dos anos 80, depois de um par de jovens (Tomané e Patrícia) terem participado num concurso regional de danças de salão, em Santiago do Cacem, em representação do rancho folclórico de S. Bartolomeu da Serra, do qual faziam parte, obtendo o primeiro lugar. Este Grupo que surgiu de forma espontânea pelas mãos de Teresa Palminha, foi inscrito na Federação Portuguesa de Dança Desportiva, começando os seus dançarinos a competir a nível nacional e a percorrer o país com o seu espectáculo de dança. Após, mais de 10 anos de competição e espectáculos, os dançarinos e alguns pais, criam a 28 de Junho de 1999 a Associação Recreativa de Dança Sineense (ARDS), com o objectivo de reforçar ainda mais esta modalidade, não só no Litoral Alentejano, bem como em todo o Alentejo. Após a ARDS criada, inscreveu-se os seus pares de dança na APPDSI - Associação Portuguesa de Professores de Dança de Salão Internacional, onde compete até hoje. Actualmente, esta Associação de Sines tem o seu professore Tomané a leccionar aulas de dança em outros locais da Costa Alentejana, como por exemplo Vila Nova de Santo André e Santiago do Cacém (Total de 5 escolas de dança), já deu aulas em outras localidades Alentejanas, mas por motivos de disponibilidade não pode continuar. Os professores desta Associação, têm sido ainda solicitados para dar aulas em várias localidades do Alentejo, Beira Baixa e Lisboa. A ARDS tem actualmente mais de 300 dançarinos (dos 3 aos 80 anos), a praticar danças de salão e latino-americanas, uns pela competição, outros pelo prazer de dançar. Os dançarinos da Associação Recreativa de Dança Sineense encontram-se nos primeiros lugares nacionais em todos os escalões de dança em que competem, participando mesmo em competições internacionais, onde já representaram Portugal, como é exemplo o campeonato da Europa de medalhistas na Dinamarca e a participação mais recente, em Setembro e Março último em dois Mundiais de Medalhistas, um no Canada e outro na China. Têm percorrido todo o País, incluindo Açores e Madeira com o seu espectáculo, participado em vários programas de televisão, acompanhado cantores da música portuguesa, participado em várias telenovelas e series portuguesas de tv, entre outros.A ARDS recebeu ainda a Medalha de Ouro por Mérito Desportivo 2005, nas comemorações do 25 de Abril. A ARDS organiza anualmente no mês de Novembro, o "Festival Alentejo de Danças de Salão e Latino -Americanas", uma das maiores competições do género em Portugal. A ARDS organiza anualmente no mês de Abril uma iniciativa, inserida nas comemorações do dia Mundial da Dança, denominada "Vamos Dançar", no qual se dedica um dia completo de Workshops em diversos géneros de dança e com a presença de vários dançarinos e bailarinos nacionais e internacionais, terminando com um grandioso espectáculo de dança. A ARDS continuará assim a divulgar as Danças de Salão e Latino-Americanas com o objectivo de cativar as populações para esta modalidade.

CCEN


domingo, 25 de outubro de 2009

Os Pobres que paguem a Crise

"Os salários baixos são necessários para 25% das nossas exportações e nós não podemos perder 25% das nossas exportações".
Nem mais, nem menos. Esta frase brutal é da autoria de Francisco Van Zeller, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, que, em entrevista recente, voltou ao ataque contra o aumento do salário mínimo nacional (SMN). É verdade que não é novo e que a sua recorrência talvez já nem surpreenda. Van Zeller tenta, assim, encavalitado nas costas largas da crise, emendar o acordo celebrado na Concertação Social que prevê o aumento gradual do SMN até aos 500 euros em 2011.
São palavras obviamente grotescas. Sobretudo porque dispensam o polimento a que aconselharia o conteúdo, defendendo, em representação dos patrões, a mais miserável interpretação da "competitividade". Pois bem, ele quer falar assim mesmo. É preciso pagar muito pouco e mal, intensificar a exploração e sujeitar esta franja de trabalhadores e trabalhadoras em Portugal ao limiar da pobreza, em nome... da "economia".
É uma ameaça dirigida a toda a gente. Trata-se de aproveitar as dificuldades para congelar as bases da exploração e intensificá-la. Mas é também um aviso e um teste à futura governação de Sócrates, agora sem maioria absoluta e com um significativo crescimento à sua esquerda. Aliás, o mesmo Van Zeller, no dia seguinte às eleições legislativas
explicou logo a Sócrates que só poderia governar com a direita. Esta espécie de mordomo dos patrões pressiona porque quer saber se o "seu homem", aquele "felizmente" foi e é o seu primeiro-ministro, está ou não à altura do que aí vem. Perante o "novo Sócrates", aparentemente equidistante e dialogante, que propõe coligações-faz-de-conta a toda a gente, Van Zeller quis pôr-se em cima da balança com todo o peso do poder dos patrões.
Mas não se pode dispensar uma outra leitura. Estas declarações surgem justamente na semana em que se confirmou que em Portugal
a pobreza não pára aumentar e afecta cerca de um quinto da população, quando percebemos que muitos destes pobres são pessoas que, mesmo tendo trabalho, não escapam à miséria. Estamos, portanto, para lá da selvajem ofensiva, perante uma disputa sobre o balanço dos últimos desastres provocados pela toxicidade das bolsas e outros carteiristas.
Querem que os pobres paguem a crise. E conseguem. Nada de novo, até aqui: os pobres pagam, todos nós pagamos, esta como todas as crises deste sistema da ganância infinita. Mas, como nos disse Paulo Portas durante a campanha eleitoral, querem também responsabilizar pela crise os pobres, os desempregados, os precários e quem trabalha cada vez mais para receber cada vez menos. Tem que ser às nossas custas. Tem que ser às nossas costas e temos que sentir todo peso, para que eles possam sair da crise às nossas cavalitas.
O descaramento não é apenas uma característica pessoal de Van Zeller. Este homem é mais uma voz - apenas aparentemente desbocada - de ideias que se querem instalar no senso comum. Para lá de Sócrates, dos seus malabarismos passados e futuros, aqui está uma disputa que conta e reclama um combate inadiável.
Tiago Gillot