terça-feira, 13 de outubro de 2009

Realpolitik?

“Não é ainda questão menor o facto do PCP ter passado a terceira força em Sines, muito em resultado também – é justo sublinhá-lo – da acção desenvolvida pela Federação e pelos dirigentes locais de Sines do PS. Será agora possível trabalhar com a força política de independentes eleitos à Câmara de Sines, reforçando desta forma a democracia da Associação de Municípios do Litoral Alentejano."


Rostos on-line

Vítor Ramalho, Presidente da Federação do PS do Distrito de Setúbal, analisando os resultados alcançados, pelo PS no Distrito de Setúbal.

Vítor Ramalho avança uma estratégia política centrada no interesse partidário a nível distrital, secundarizando a realidade local. O conhecimento local diz-nos que se o PS quer assumir-se como força do poder num futuro próximo tem que se demarcar do SIM, sendo coerente com as suas posições na campanha, onde as divergências entre visão, estratégia e projectos para o desenvolvimento de Sines, ficaram bem patentes. Ganhar o Distrito, hipotecando uma futura vitória do PS em Sines, não é a minha forma de entender a política.

A resposta a esta questão virá na próxima eleição para o Presidente para a Assembleia Municipal de Sines.

Voltaremos a este assunto após a votação para o Presidente da Assembleia Municipal de Sines, em que o SIM não tem maioria absoluta.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Estação de Sines promovida a PRO

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Pois é caros visitantes, vocês extravasaram aquilo que o contador ShinyStat aceita como amador (2.000 entradas dia). Nesses dias apenas a pagantes posso saber o número de entradas. Por enquanto o número de visitantes (medido por diferenetes IP's) superou os 1.500.
Obrigado

São eles que dizem

"As pessoas valorizam muito mais a obra feita que a honestidade."
João Cravinho, ex-ministro PS, Semanário Expresso de 09.10.2009

"O cidadão convive diariamente com a corrupção no seu relacionamento com as Instituições."
Manuel Meirinho, Politológo, idem

"Os eleitores votam em corruptos porque são beneficiários de redes clientelares. Sentem que têm de retribuir o que foi feito de bom no Concelho."
Luís Sousa, Investigador, idem

Comentários

A ânsia de calar tudo o que se lhes opõe leva a que vaticinem o fim deste blogue, depois das eleições, ou se o PS ganhar, ou se o SIM ganhasse, ou,ou,ou...

Depois existem outros que insistem nas minhas "sondagens", confundindo alarvemente opinião com sondagens. Todos tinham a opinião, eu publiquei e assumi a minha, errei, outros enviaram comentários anonimamente com a sua opinião, nenhum acertou, muitos outros apenas terão acertado ontem depois dos resultados. Prognósticos no final do jogo.

Por fim começaram a surgir hoje os mais patéticos, ainda andarão a perceber como ganharam as eleições e já falam que este blogue é serviço público tem de ser imparcial e colocado ao serviço da população. Depois de uma tentativa de OPA, agora uma nacionalização?

O Estação de Sines, é um blogue de opinião, não tendo qualquer dever de imparcialidade ou serviço público e apenas a obrigação de cumprir a legislação em vigor e a liberdade de expressão. Factos que nenhuma maioria absoluta ou relativa altera.

A visão redutora daqueles que acreditam que o blogue se findaria com as eleições e a vitória de Manuel Coelho, como se a vida se extinguisse após o acto eleitoral, hoje tem uma resposta à altura. Desde a existência da Estação de Sines, ainda o fim do dia vai longe e já atingimos valores históricos de visitantes e comentários. E mais importante, os comentários aumentaram não apenas quantitativamente, mas qualitativamente. Deixo-vos 2 exemplos.


Comentários:

Apenas três notas:

1) em Portugal cargos eleitos não se perdem nas urnas. Apesar das excepções, que confirmam a regra, o eleitor português por razões sociológicas, estados de alma, ou qualquer estranho cálculo pessoal não "despede" um político, seja a nível local (autarquias e juntas), seja a nível nacional (governo). Neste sentido não há nenhuma originalidade no caso sinense, onde mais uma vez foi preciso que tudo mudasse para que tudo se mantivesse exactamente na mesma. Felizmente que a Monarquia primeiro e o Estado Novo depois caíram através de pronunciamentos militares e nunca foram referendados.

2) A única curiosidade que vejo nas eleições em Sines tem a ver com a perda por parte do PCP de uma câmara que detinha à décadas. Para o Partido Comunista Sines pode ser um case study. É importante compreender que o mapa eleitoral autárquico arrisca-se a mudar profundamente a nível nacional nas próximas eleições quando um grande parte dos actuais presidentes de câmara já não se puder recandidatar. O que Sines indicia é que a fidelização dos eleitores é mais nominal ou pessoal do que partidária pronunciando que, a nível autárquico, talvez os amanhãs não cantem para o PC português.

3) O "Estação de Sines" assume o seu discurso no espaço público, logo político, com os riscos que lhe são inerentes. Assim, se por um lado merece parabéns cívicos, por outro acaba por ser um dos derrotados da noite de ontem em Sines. Quanto às previsões que havia avançado - qualquer coisa entre o oráculo de Delfos e a fezada do jogador do euromilhões - o próprio autor já vez o mea culpa. Percebe-se porquê.
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Ouvir a Música das Estrelas.

A distribuição das forças políticas que se apresentava ao acto eleitoral de Domingo possibilitava dois cenários: um racional que apontava para a disseminação de votos, outro emotivo que fazia antever, por reacção, uma concentração do voto no candidato em exercício. A "Estação de Sines" errou. A "Estação de Sines" esqueceu-se de que a democracia tem muito pouco de racional.

Alegrem-se contudo os corações. O regime comunista que se arrastava em Sines há décadas caiu. Obviamente que esta Perestroika servida à moda do Alentejo tem mais de continuidade do que de mudança. Conta a pequena história que, quando informado dos acontecimentos em Paris, Luís XVI terá perguntado se se tratava de uma revolta ao que lhe responderam que não, que era uma revolução. Em Sines, porém, respeitam-se as leis da astronomia e o movimento de translação de um astro em relação a outro implica um regresso ao ponto de partida. O "Estação de Sines" errou. O "Estação de Sines não consultou os astros e, como sabemos, tudo está escrito nos astros. O "Estação de Sines" errou ainda quando deu a entender que Manuel Coelho não tem obra feita. Primeiro o homem transvestiu-se de militante comunista durante 35 anos e foi eleito presidente da câmara. Depois transvestiu-se de independente e foi reeleito retirando ao PC local uma câmara que sempre lhe pertencera, dando-lhe assim um golpe cuja gravidade nem um Hipócrates sinense conseguirá antever. Como diria a minha mãe: é obra.

Resta dar os parabéns ao PS de Sines pela sua visão estratégica. A antropofagia comunista leva a crer que mais tarde ou mais cedo - mais tarde do que cedo pelos vistos - o poder lhe cairá nos braços. Basta que não se mexa, que não respire. Alguém por lá deve ter lido a história daquele bêbado que, em vez de ir para casa, ficava parado à espera que o movimento de rotação da terra trouxesse a casa até ele. O que como todos sabemos acabará por acontecer. São as leis da astronomia.

Um dia na Escola Primária

A CDU acusou hoje o Movimento SIM, liderado pelo actual presidente da autarquia, Manuel Coelho, de distribuir cópias dos boletins de voto com a cruz na sua candidatura, na escola, junto às assembleias de votação.
A candidatura comunista, encabeçada por Francisco do Ó Pacheco, garante ter presenciado a distribuição de cópias dos boletins de voto por elementos do Movimento Sines Interessa Mais (SIM) no recinto da Escola Primária nº 1 de Sines, único local de voto na freguesia.
"Estamos a falar dum comportamento que hoje foi tido aqui durante todo o dia que consideramos perfeitamente lesivo", apontou à Lusa Francisco Pacheco.
"Dentro da assembleia de voto, no espaço da escola, onde as pessoas vão exercer o seu direito de voto, houve a entrega de fac-similes dos boletins de voto, com a indicação do voto no Movimento SIM", acusou, mostrando um dos referidos documentos.
A CDU tenciona assim apresentar queixa à Comissão Nacional de Eleições (CNE), segunda-feira, bem como à Ordem dos Médicos.
"Para agravar a situação, um desses documentos, que temos em nossa posse, tem no seu verso uma receita médica assinada pelo candidato do SIM enquanto médico para a pessoa ir levantar um medicamento à farmácia", acrescentou.
Respondendo às acusações dos comunistas, Manuel Coelho afiançou tratar-se de "uma falsidade grosseira".
O candidato considerou tais acusações "graves" e pediu a "prova" de tal atitude. "Se alguém disser isso, eu faço queixa-crime, tem de provar o que diz", vincou.
Para Manuel Coelho, tal acusação deriva do facto de "ter aparecido alguém dos eleitores com um desses fac-similes dos boletins de voto. Nesse momento, alguém da minha candidatura mandou logo recolher isso", justificou.
Francisco Pacheco lidera a candidatura da CDU, tendo presidido à Câmara Municipal de Sines durante 21 anos, até 1997, altura em que Manuel Coelho foi eleito. Depois de doze anos na autarquia, Manuel Coelho desvinculou-se do PCP no início deste ano, apresentando-se agora como candidato independente.

Diário de Notícias

Pois é, pois é...

Manuel Coelho mostra abertura para fazer propostas a outros partidos.
Sines, Setúbal, 11 Out (Lusa) - Manuel Coelho que venceu hoje as autárquicas em Sines com maioria absoluta mostrou abertura para fazer propostas a outros partidos, já que a vitória do movimento independente que encabeça se ficou pela maioria relativa ma Assembleia Municipal.

Visão

A forma como conduziu a sua campanha, tornará muito cara a sua tentativa de arranjar um deputado "Limiano". Mesmo abrindo as portas ao Porto Covo, tal não chegará, desde que as restantes forças se entendam.

Água mole em pedra dura...

Talvez esteja tudo bem em Sines afinal. Talvez haja infraestruturas, locais de diversão, e saúde financeira no concelho. Talvez haja uma boa gestão dos fundos, talvez não sejamos governados por um cacique, nem mesmo por um caudilho de gente sem competências. Talvez o Sol gire afinal à volta da Terra, porque em Sines o povo falou e disse.
É claro que há suspeitas, testemunhas também as há ao que parece, mas neste País não se dá muita importância a votos receitados, de maneira que o o crime compensa sempre em Portugal.
Foi uma vitória esmagadora de um grupo de gente sem base eleitoral, contra partidos que raramente partem abaixo dos 30%. Mas a mim, ainda me custa pensar que na política vale fazer tudo, sem que haja penalizações. O SIM fez uma excelente campanha, com muitos meios, fundos e vontades legítimas ou não, que durante meses chegaram à população na forma de uma conversa, de uma promessa, que se espalhou por quase todos os sinienses e a que muitos terão cedido. Eu imagino que seja bem mais fácil fazer campanha quando se está na Autarquia, principalmente no caso de Sines, em que haverá por certo pessoas, várias pessoas, cuja função primordial que a entidade patronal lhes incumbe é a de serem responsáveis pela campanha. Imagino que seja mais difícil, bastante mais até, fazer campanha na oposição de uma Autarquia, em que os meios são inferiores, os fundos também e a disponibilidade será bem menor. Além de tudo isto, ao longo dos 4 anos acaba por acontecer uma proximidade do Presidente aos eleitores ao invés do que acontece com a oposição que muitas vezes, até mesmo por desmotivação se desmobiliza. Mas isso não justifica a falta de originalidade e de criatividade de uma campanha, isso não justifica escolhas separatistas em vez de se optar pelas agregadoras. Escrevi aqui, muito antes da campanha começar, que o PS deveria trazer obrigatoriamente todos as suas personalidades, todos os seus históricos para as listas, mesmo em lugares não elegíveis, escrevi-o na esperança de que concordassem comigo, mas tal não aconteceu. Responsabilidades apurar-se-ão, quer no caso do PS, quer no caso das suspeitas, mas a vida continua e agora, é certo, é hora de reflectir sobre as causas desta derrota, mas também é hora de planear o futuro e congregar vontades e interesses entre aqueles que não se revêm nesta gestão, sejam eles de que cor forem.
Escrevo pessoalmente e em testemunho sempre pessoal, poderei por isso estar errado afinal, mas eu sou teimoso e acho que será hora de lutar com as mesmas armas, em vez de dar constantemente a outra face, em vez de se ficar a assistir, como se isso fosse um mérito, participar e entrar no jogo, porque meus amigos, isto na política como já vimos, vale tudo.

domingo, 11 de outubro de 2009

Esmiuçando os resultados

Não confundo desejo com realidade. Manuel Coelho ganhou, e ganhou bem, foi reeleito com maioria e conseguiu assegurar a vereação dos principais actores políticos que arriscaram acompanhá-lo. Este não é um resultado do campo da politica ou da sociologia, antes remeterá para a Psicologia, simplesmente inacreditável.

Os grandes vencedores desta eleição são, ao contrário do que vai acontecendo noutros actos eleitorais, os próprios vencedores, e os derrotados todos os restantes partidos e candidatos.

O Movimento SIM e Manuel Coelho, com a maioria alcançada no executivo e a vitória na Junta de Freguesia de Sines e Luís Gil que voltou a demonstrar que o Porto Covo reconhece a sua capacidade de dirigir a Freguesia.

Derrotados inapelávelmente foram João Custódio, José Carlos Guinote e Francisco do Ó, que para além de obterem votações medíocres, para os seus objectivos, ainda devem tirar uma ilação de importante significado político, foram os menos votados dos candidatos das suas forças politicas aos vários órgãos que se candidataram. Ao passo que Manuel Coelho e Idalino José lograram ser mais votados que os outros candidatos das respectivas forças candidatas à Assembleia Municipal e Junta de Freguesia.

O PS conseguiu aumentar o seu eleitorado em 500 votos em relação a 2005, mas numa eleição onde votaram mais 1.371 do que nessa eleição. Mas continua a ser o partido da oposição e a alternativa possível. Terá sido o menos derrotado, o que de pouco lhe vale hoje, mas que pode ser decisivo no futuro.

Na composição do executivo camarário, a CDU perde 4 vereadores para o SIM ( que na realidade se traduz na saída de Albino Roque para entrada de Carmem Francisco) e o PS mantêm os dois vereadores. O PS ficou a 170 votos de recuperar o terceiro vereador perdido nas últimas eleições e consequentemente de deixar o SIM com uma maioria relativa.

Na Assembleia Municipal, palco onde decorrerá a verdadeira batalha política de Sines nos próximos 4 anos.

A CDU perde 9 deputados, mais o presidente da Junta de Freguesia de Sines - eleito com maioria - para o SIM, o BE elege pela primeira vez um autarca em Sines, o PSD perde um deputado, restando-lhe apenas um eleito e o PS mantêm os 7 deputados, mais o presidente da Junta de Freguesia de Porto Covo - eleito com maioria.

Ao contrário do que foi afirmado na Rádio Sines - a maior imprecisão, entre outras menos graves - o candidato do SIM, Ferreira da Costa não é o Presidente da Assembleia Municipal de Sines, arrisco mesmo a dizer que provavelmente neste mandato não o será.

Ditaram os resultados que o SIM não tem maioria na Assembleia Municipal, sendo o Presidente deste órgão não o mais votado nas urnas, mas resultante da eleição dos deputados eleitos. Veremos qual o papel que o futuro reserva para a oposição.

O recuo da abstenção de 42%, em 2005, para 35%, são mais uma prova que para além duma louvável capacidade de mobilização, tratou de uma eleição disputada, com o resultado em aberto e sem vencedor antecipado.

Esmiuçando a minha previsão

O resultado alcançado pelo SIM, o descalabro do PSD e do BE e até da CDU não era de todo expectável. Muitos acreditavam na vitória do SIM, eu acreditava na vitória do PS, tal como manifestei e assumi de forma clara, escrita e identificada. Não se tratava de nenhuma sondagem, como é óbvio, mas tão somente da minha opinião.

Mas em nada tudo isto justifica as desastrosas previsões que fiz para as eleições autárquicas de Sines.

Errei em toda a linha, sem desculpa. As minhas previsões demonstram um completo desconhecimento da actual realidade politico-social de Sines.

Comecei por errar na abstenção, esperando 6.500 votos (excluindo brancos e nulos), quanto votaram nos partidos 7.353 eleitores. Mas se estes 753 votos não previstos se distribuíssem na proporção que previa, tudo se manteria sem grande embaraço.

Nunca acreditei que o BE teria apenas mais cerca de 200 votos do que na eleição anterior, atendendo ao candidato actual e aos recentes resultados nas eleições nacionais;

Não previa que o PSD teria a sua pior votação de sempre em Sines, passando para quase metade do eleitorado das últimas eleições

Ainda custo a crer que a mítica fidelização do eleitorado CDU, era isso mesmo, um mito.

Jamais coloquei sequer a possibilidade do SIM poder ter maioria absoluta. O SIM ou qualquer outra candidatura. Depois de todo o percurso, desde a sua saída com estrondo da CDU, até à trapalhada do dia de hoje, apenas a mobilização nos jantares e uma campanha brutal, faria prever uma boa votação, mas nunca quase o dobro do que previa, pensava eu.

Também não pensei que o PS, no actual cenário de um movimento de cidadãos e da candidatura do BE, aumentasse a sua votação em 500 votos em relação às últimas autárquicas.

Sem que me sirva de desculpa, mas apenas de atenuante, alguns órgãos de comunicação social afirmaram que Sines era uma das incógnitas, avançando mesmo com a discussão a dois, entre o PS e a CDU. Onde existe maioria absoluta, não há dúvidas.

Não me choca grandes votações, nem tão pouco maioria absolutas. Quantos maus governantes, ditadores até foram eleitos com maioria absolutas. Quando os governantes utilizam as votações como um cheque em branco, recordo sempre Hitler que em eleições livres e democráticas foi eleito com uma maioria esclarecedora.

Nem sempre as maiorias tiveram razão, tantas vezes a história provou que as minorias estavam certas.

Resultados das eleições autárquicas em Sines

Câmara Municipal de Sines

SIM : 3.300 votos (4 vereadores)
PS: 2.309 votos (2 vereadores)
CDU: 1124 votos (1 vereador)
BE: 368 votos
PSD: 252 votos

Assembleia Municipal

SIM : 3.086 votos (9 deputados + Presidente da Junta de Freguesia de Sines)
PS: 2.263 votos (7 deputados + Presidente da Junta de Freguesia de Porto Covo)
CDU: 1.143 votos (3 deputados)
BE: 480 votos (1 deputado)
PSD: 345 votos (1 deputado)

Manuel Coelho obtêm maioria absoluta em Sines


Supostamente crispou e dividiu a sociedade, revoltou os trabalhadores autárquicos, pressionou a população, asfixiou as instituições, mas afinal não, enganei-me e redondamente. E ao enganar-me, enganei muitos dos visitantes. Num cenário inverossímil, Manuel Coelho teve maioria absoluta em Sines, creio que nem ele próprio acreditaria nesta possibilidade. Ou pelo menos as suas atitudes, cujo corolário foi a queixa apresentada hoje junto da CNE, devido a uma pateada com cábulas de voto, não demonstram a sua tranquilidade numa vitória, afinal tão folgada.

Apesar do endividamento que asfixia, do sentimento de injustiça, do tratamento pessoalizado das instituições, Manuel Coelho e a sua péssima gestão ganharam.
Uma campanha profissional, que superou em qualidade muitas campanhas de capitais de distrito, consegui “vender” um mau candidato. Depois de uma campanha massiva, onde se jogou mão de tudo, onde as suas obras eram também as obras da CDU, inaugurações, festas, jantares, etc, de tudo se fez para chegar à almejada vitória.
Mas não começou bem. Uma saída desastrada da CDU, depois de saber que não seria o candidato, a aproximação negada ao PS e BE, a criação de um Movimento de Cidadão, para realizar um projecto pessoal, a ausência de uma máquina partidária e respectiva base eleitoral, fazia duvidar e muito do seu sucesso.
Mas afinal tudo acabou como começou, os resultados das eleições dependiam de 2 factores: de que forma os eleitores habituais da CDU se dividiria e como se comportaria o eleitorado do PS.

Historicamente está provada a dificuldade de desalojar um Presidente recandidato, hoje em vários Concelho do País voltou a verificar-se esta realidade, Sines foi apenas só mais um.

Tudo isto é triste...

Lisboa, 11 Out (Lusa) - A Comissão Nacional de Eleições (CNE) recebeu hoje reclamações sobre propaganda política ilegal que não ocorriam no país há mais de 10 anos, incluindo a de um autarca instalado à porta das urnas a pedir para ser reeleito.
"Esta manhã denunciaram-nos que um presidente de Câmara do distrito de Setúbal foi para o pátio de uma escola, onde os eleitores iam votar, a pedir para votarem nele e a distribuir cópias do boletim de voto já com a cruz no local onde deviam votar", afirmou à Lusa Nuno Godinho de Matos, porta-voz da CNE.
Este responsável escusou-se a identificar o presidente de Câmara: "A situação é tão grave que posso apenas dizer que é do distrito de Setúbal", afirmou, adiantando desconhecer se a GNR foi chamada ao local ou se foi entregue queixa ao Ministério Público.

Sapo Notícias

Autárquicas 2009

Duas notas dignas de registo:

A afluência às urnas, às 14,30 h, registava mais 9% que nas últimas autárquicas, o que significa que no fecho das urnas poderá ultrapassar os 6.500 eleitores, pelo que podemos estar perante o acto eleitoral mais participado de sempre em Sines.

Registos de incidentes, que resultaram na apresentação de queixas junto da Comissão Nacional de Eleições, devido à suposta distribuição de propaganda politica do Movimento SIM, no dia de hoje.

sábado, 10 de outubro de 2009

Retomamos a emissão Domingo,às 20 horas


obrigado

1235 intenções de voto. Obrigado a todos, mesmo aqueles que votaram umas dezenas de vezes.