
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
O Zé da Câmara
Zé, nasceu num monte, criado sozinho pela mãe enquanto o pai andava na lavoura. O Zé, pai do Zé trabalhava a terra que lhe calhara em sorte, aquando da morte de Zé, seu pai, com afinco e engenho, num dessassossego tal que lhe permitiu desejar mais sorte para Zé, seu filho.
Assim depois da Escola Primária, mantida pela Câmara, aonde Zé chegava todos os dias em transporte assegurado pela Câmara, por decisão dos pais, seguiu-se a Escola na Cidade, apoiada pela Câmara e cujo transporte continuava a ser da Câmara.
Faces rosadas do pai, corpo roliço da mãe, voz esganiçada e efemininada da idade, Zé tornou-se alvo de chacota dos colegas, nesta coisas existe sempre um. Foi o desporto escolar promovido pela Câmara que salvou Zé, se na natação pouco saiu da beira da piscina, era na ginástica cujo clube era subsidiado pela Câmara, que Zé se destacou. O seu amor pela modalidade, dizem devia-se mais aos calções de lycra, do que propriamente ao desporto, boato que o timbre da sua voz ajudou a cimentar.
Preocupado com o tempo que estava afastado do rapaz, o peso da idade e o dessafogo económico, levou o pai do Zé a candidatar-se a um terreno cedido pela Câmara em direito de superfície, cujo projecto a câmara rapidamente aprovou. Vivendo na cidade, e porque a escola não era o seu forte, aconselhados pela professora das actividades extra-curriculares, paga pela câmara, Zé frequentou escola de música, Biblioteca, ateliê, teatro, grupos corais, tudo da Câmara. Mas o raio do moço, teimava em ser calceteiro.
E assim foi, 18 anos, aprendiz de calceteiro na Câmara Municipal. Depressa lhe passaou a vontade, arrependeu, destes meses herdaria para sempre, o apelido Câmara, - Zé da Câmara-, de tal modo odiava a herança, que anos mais tarde quando na Capital, alguém da terra o encontrava, em rápida e fugidias explicações aos seus colegas de Universidade, fazias breves e inconclusivas alusões de parentesco com os Da Câmara Pereira.
Afincou-se com ganas nos estudos e volvidos três anos, a sua vida mudou. Dizia que queria sair do armário, afirmação que os pais nunca entenderam, e rumou à universidade, com bolsa de estudo da Camara. Formou-se engenheiro e regressou, ingressando como estagiário na Câmara, passou para os quadros da Câmara, consegui, vá-se lá saber porquê um T1 a custos controlados, promovida pela Câmara. Um T1, porque teimou em ficar solteiro, fora casado e a habitação seria outra, dizia o pai. A mãe desgostosa por não conhecer netos, assim como quem não quer a coisa, falava-se maravilhas, todos os dias do novo pré-escolar da Câmara, por onde passava a caminho de casa após mais um dia de trabalho no refeitório da Câmara.
Nem o pai, nem a mãe viveram o suficiente, para conhecer a moradia do Sr. Zé da Câmara, em terreno comprado à Câmara. Fez-se velho na solidão de solteiro e na companhia de muitos amigos. Dinamizou a universidade sénior, iniciativa da Câmara, frequentou o Centro de dia da Câmara, e era presença assídua nos bailes, excursões e festas para a terceira idade, promovidos pela Câmara.
Quando chegou a sua hora, e se soube de testamento, sem se lhe conhecer parente próximo, nem distante, espicaçou-se a curiosidade da populaça. Chamados três dos amigos próximos, leram-se as poucas palavras do seu testamento:
“Por favor não permitam que fique em Câmara Ardente”
E assim, foi Zé da Casa de Velório da Câmara, a enterrar no Cemitério Municipal.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Reclamação MEO
Há já algum tempo tive problemas com o serviço prestado pela PT/MEO, que descrevi aqui na Estação. Das queixas que apresentei de todas obtive resposta, o que não é pouco no nosso país, e mais da PT consegui o desconto na factura dos dias em que não tive acesso em perfeitas condições ao serviço contratado, para Portugal é digno de medalha, ainda mais consederando que desde essa data o serviço tem sido de qualidade.
Ontem recebi a resposta que faltava das várias queixas apresentada. Apesar da nossa cultura de nacional-porreirismo, sempre vale a pena reclamar.
_______________........_______________
Reclamação / PT Comunicações, S.A.
De:
info@anacom.pt
Enviada:
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 12:16:41
Para: antonio.luis.braz@hotmail.com
Na sequência da análise da sua reclamação contra a empresa PT Comunicações, S.A., que deu entrada nesta Autoridade a 21/11/2008, informamos que, quanto ao assunto do livro de reclamações, nos encontramos a desenvolver as diligências necessárias ao apuramento dos factos denunciados e à verificação do cumprimento da legislação por parte do referido prestador de serviços. Se, com base na sua reclamação, esta Autoridade detectar indícios de infracção à lei, isso dará lugar a um procedimento contra-ordenacional, que poderá culminar na aplicação de uma sanção ao prestador. Tal, porém, não resolverá o conflito que motivou a sua reclamação, nem imporá ao prestador de serviços quaisquer obrigações concretas, nomeadamente de indemnização dos prejuízos eventualmente sofridos; para isso, deverá dirigir-se ao próprio prestador de serviços ou, caso o conflito se mantenha, recorrer a um centro de arbitragem de conflitos de consumo ou aos tribunais.
(...)
Com os melhores cumprimentos,
Maria Jorge Corte-Real
Chefe de Divisão de Apoio aos Utilizadores
Ponto de ordem
Desde o inicio que raramente impus regra de participação neste blogue, como espaço de intervenção cívica e de liberdade de expressão, que orientam a sua existência, aceitei todas as participações por mais disparatadas que s revelem. E se existem muito bons comentários, existem outros que em nada contribuem para o diálogo e troca de ideias que se pretende. Até à data adoptei critérios muito latos nas intervenções, correndo o risco de os visados, legitimamente, sentirem-se lesados na sua honra, o que nada de bom augura para a manutenção deste espaço e da minha pessoa.
Com a realidade da nossa terra a ultrapassar a ficção, sem pedir licença, dispararam as visitas à Estação e consequentemente os comentários. A profusão de informação permitiu a publicação de comentários, que sinceramente me causam algum desconforto.
Não pretendo mudar a politica de publicação de comentários, mas peço que considerem sempre que pretendam fazer acusações ou levantar suspeitas, do mesmo modo que os anónimos quando responderem a comentários anteriores de visitantes identificados, que o façam também identificando-se, pois doutro modo estarão a contribuir para a proliferação do anonimato e muitas vezes da ofensa fácil a quem de boa fé se identifica.
Com a realidade da nossa terra a ultrapassar a ficção, sem pedir licença, dispararam as visitas à Estação e consequentemente os comentários. A profusão de informação permitiu a publicação de comentários, que sinceramente me causam algum desconforto.
Não pretendo mudar a politica de publicação de comentários, mas peço que considerem sempre que pretendam fazer acusações ou levantar suspeitas, do mesmo modo que os anónimos quando responderem a comentários anteriores de visitantes identificados, que o façam também identificando-se, pois doutro modo estarão a contribuir para a proliferação do anonimato e muitas vezes da ofensa fácil a quem de boa fé se identifica.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
A todos os interessados

Pede-se encarecidamente a quem disponha de informações sobre uma associação (???), cujas futuras instalações serão no Bairro 1.º Maio, em Sines, que entre em contacto com a Estação.
Tratar-se-á do embrião de um futuro movimento de cidadão independentes (???), com pretensões de candidatura autárquicas?
Trata-se de uma Associação chamada Sines Solidário, a que de facto Manuel Coelho e alguns quadros da autarquia pertencem. As instalações são no 1.º de Maio desde o Verão, estando de malas aviadas para junto da Praça da República. O facto de ter cerca de meio ano em nada muda a legítima suposição de tratar-se de um movimento de cidadãos, com pretensões mais que solidárias.
...e ao 7.º Dia, Sines Acoelhou-se
Nestas coisas de blogues locais, é necessário uma rede social, relativamente bem ramificada que permita chegar a vários grupos sociais: reformados, cafés e pastelarias, cabeleireiras, etc.Tenho recolhido com paciência e algum pasmo informações de várias fontes, sobre o que pensam e o que vão ouvindo, e por tabela, também o que pensam do que ouvem, e por aí fora.
Neste ponto posso afirmar com convicção que ao 7.º dia, Sines está com Manuel Coelho. Existe é certo o núcleo duro do PCP, que jamais lhe perdoará, existem socialistas mais acérrimos que não votarão no PS, se o candidato for Manuel Coelho, mas nada significam contra a vaga, que o tempo transformará em tsunami, de apoio ao actual Presidente da Câmara Municipal de Sines.
Não deixo de ficar surpreendido com os anti-corpos que o PCP criou na sociedade siniense, o que somente reforça o que todos sabíamos: enorme a força dos seus candidatos autárquicos que lhes permitiu chegar à vitória.
Entretanto alguns socialistas mais renitentes, lá vão aceitando que é uma forma de mudar e por força da lei, sendo o último mandato, o PS terá oportunidade e tempo de preparar o seu candidato, já devidamente integrado no próximo executivo. Apontam ainda outro aspecto relevante, a vantagem para Sines de ter um presidente eleito pelo mesmo partido do Governo Central. Ou seja, fazendo da sua fraqueza - incapacidade de apresentar um candidato elegível - a sua força, para eles MC é apenas um instrumento de mudança e oportunidade e uma rampa de lançamento. Desenganem-se, pois MC tem mostrado que poderá ser tudo isto, mas é muito mais. E o mais é precisamente o que o alguns Socialistas não querem ver: a sua independência, liberdade e uma visão pessoal e apartidária de Sines.
Parte substancial dos Sinienses vêem Manuel Coelho como a solução contra a CDU, o contra-poder, o PS só ganhará com ele, basta saber se Manuel Coelho necessita do PS para ganhar. Penso que não.
Manuel Coelho basta-se a si próprio. A obra realizada e a mística do poder, conjugadas com a imagem do heróico combatente contra a opressão comunista - todas as causas necessita de um mártir -, e a máquina politico-partidária que significa a "posse" do aparelho autárquico
Para resumir o espírito da coisa, nada como lembrar Fernando Pessoa no famoso anúncio para a Coca-Cola: "Primeiro estranha-se, depois entranha-se".
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Vasco vence em Almada e mantém 1º lugar!!
Domingo, deslocámo-nos ao terreno do Almada, em jogo a contar para a jornada 14º do campeonato, onde vencemos por 4-2, defendendo assim a liderança. Jornada importantíssima, pois os seis primeiros classificados jogavam todos entre si, ainda que já definida a passagem de algumas equipas à segunda e decisiva fase, os pontos amealhados são importantes e decisivos para a segunda fase.
Como já acontecera antes, voltámos a entrar praticamente a perder, sofrendo um golo nos primeiros 5m de jogo. Não era a entrada prevista mas como nos competia fomos atrás desta contrariedade inicial e respondemos por Carlos Fio, num grande golo, repondo a igualdade que voltaria a ser desfeita ainda na primeira parte, com golo de Gerson, através de livre colocado na área e a bola entra caprichosamente na baliza, depois de desviar num defesa do Almada. Deste modo chegámos ao intervalo a vencer.
Entramos na segunda parte com uma atitude totalmente diferente daquela com que tínhamos começado o jogo, e num espaço de 10m fizemos o terceiro e quarto golo por Daniel Direito e Ismael. O Almada nos últimos minutos e quando já jogávamos com dez jogadores (expulsão de Fio) reduziu para 2-4 num lance de bola parada.
Até a este jogo nunca tinha falado nem criticado nenhuma equipa de arbitragem, mas neste jogo é impossível não fazer um comentário sobre o trabalho do árbitro da partida. O jogo estava a ser disputado normalmente, sem qualquer agressividade que não a normal num jogo de futebol, quando num lance completamente normalíssimo junto a linha lateral e a meio campo, Fio faz falta e o árbitro da partida para surpresa de todos expulsa-o. Além da injusta expulsão o árbitro durante o jogo todo teve uma postura não muito correcta para com os jogadores, querendo ser ele o protagonista do jogo. Arbitragem infeliz.
Domingo, dia 8 de Fevereiro em Sines perspectiva-se um grande jogo, que coloca frente a frente 1º e 2º classificados que estão separados por um ponto. Vasco vs Beira-Mar, ás 15h!!
Entrevista a Manuel Coelho
Boa Tarde,
Na sequência dos recentes acontecimentos, é minha pretensão publicar no blogue, http://www.estacaodesines.blogspot.com/, que administro, a resposta integral às questões infra. Deste modo solicito que encaminhe este mail ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Sines. Em caso de haver disponibilidade e interesse em responder às questões colocadas, agradecia que fossem devolvidas pela mesma via.
Obrigado
1. O que mudou na relação com o PCP, foi o Manuel Coelho, o PCP ou as circunstâncias?
Na sequência dos recentes acontecimentos, é minha pretensão publicar no blogue, http://www.estacaodesines.blogspot.com/, que administro, a resposta integral às questões infra. Deste modo solicito que encaminhe este mail ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Sines. Em caso de haver disponibilidade e interesse em responder às questões colocadas, agradecia que fossem devolvidas pela mesma via.
Obrigado
1. O que mudou na relação com o PCP, foi o Manuel Coelho, o PCP ou as circunstâncias?
2. Que cenários políticos equaciona para si: uma candidatura com uma lista independente, como candidato independente do PS ou outra força politica ou o afastamento da politica activa?
3. Afinal, em sua opinião, quem ganhou a autarquia de Sines: Manuel Coelho ou a CDU?
4. Como pode tranquilizar a população de que a instabilidade politica que vivemos não comprometerá o normal funcionamento da autarquia nem os investimentos em curso?
______________________..............________________________
Caro António,
O Presidente da Câmara considera que as questões colocadas se encontram respondidas no texto lido na passada terça-feira (versão abreviada disponível aqui) e nos posteriores esclarecimentos através da comunicação social, pelo que não se justifica neste momento novas declarações.
Muito obrigado pela atenção
Paulo MestreSIDI/CMS
IP8

Tendo como pano de fundo a ausência dos autarcas, excepto Manuel Coelho, eleitos pela CDU, nas Câmaras Municipais do Baixo Alentejo e Litoral, o Governo anunciou 690 milhões para novas vias, onde se inclui o IP8. De acordo com o jornal Público o presidente da Câmara Municipal de Sines, foi muito felicitado por dirigentes socialistas, pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino (outro ex-comunista), e pelo primeiro-ministro. Mais um sinal que a provável candidatura de Manuel Coelho pelo PS, é promovida e apoiado a partir das cúpulas do partido socialista.
Depois de Janeiro de 2007, José Sócrates ter prometido aos autarcas da região, que o novo traçado do IP8 arrancaria durante o primeiro semestre de 2007, no final desse semestre o secretário de Estado adjunto das Obras Públicas, Paulo Campos, admitiu que o concurso para adjudicação da obra seria lançado ainda em 2007. Em 12 de Dezembro de 2007, José Sócrates, voltou a prometer o arranque da obra em Novembro de 2008, este Sabado, na sequência da assinatura do contrato da concessão do Baixo Alentejo ao grupo Estradas da Planície, que vai construir o IP8, a data provável para o arranque dos trabalhos será em Abril de 2009, estando a sua conclusão prevista para Janeiro de 2012. O IP8 entre Sines e Beja, terá perfil de auto-estrada e portagens entre Santiago do Cacém e Beja.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Mário Duarte, assina pelo Benfica
Mário Duarte, a maior promessa do desporto Sinienese, fruto da formação do Vasco da Gama, onde deixou marcas de enorme qualidade, assinou por quatro épocas pelo Benfica.
Marinho, como é conhecido, começou a jogar no Vasco da Gama, onde rapidamente deu nas vistas, tendo ingressado no Sporting, sendo presença obrigatória nas selecções nacionais. Do Sporting transitou para o Valência (Espanha) , onde o Benfica fez questão de ir buscar este lateral esquerdo de 17 anos. A qualidade do seu futebol, quer ao serviço dos clubes que repressentou, como da selecção nacional (actualmente nos sub-19), fazem deste sineense, mais que uma promessa, uma certeza.
Boa sorte, Marinho. (No Benfica bem vais precisar -não resisti).
Ver reportagem de agosto de 2008 em Academia de Talentos
Marisa Santos

PCP de Sines volta a pedir demissão de Manuel Coelho e também de Marisa Santos. Finalmente ficou esclarecida a posição do PCP relativamente à desvinculação da vereadora.
Candidatos
Quando penso quais seriam os candidatos ideais à autarquia de Sines, numa perspectiva de dignificação da politica, de aproximação dos militantes e simpatizantes dos partidos, duma campanha assente no futuro, ocorria-me quase sempre os mesmos elementos:
Marisa Santos, pela CDU. Apresenta como pontos fortes a elevada notoriedade, resultante de pertencer uma familia tradicional de Sines e aos seus anos como autarca, o distanciamento da politica dogmática da CDU, e o reconhecido empenho em pelouros como o da Juventude. Contra si, polémicas resultantes de questões urbanísticas e mais recentemente a cisão com o PCP, que paradoxalmente pode ter contribuido para a sua candidatura, dado o extremar de posições entre os votantes CDU necessitar de um elemento que permita gerar aproximações .
Filipa Faria, pelo PS. Apesar de não se tratar de um nome familiar para alguns, não é uma desconhecida dos sinienses. O seu trabalho na Associação de Armadores da Pesca Artesanal e do Cerco do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a sua ligação familiar às gentes do mar e de sines e a sua actividade profissional de advogada, conferem-lhe um potencial subvalorizado pelo PS. O seu distanciamento da actividade politico-partidária seria no actual contexto uma mais-valia nada desprezível.
Micael Raposo, pelo PSD. O trabalho desenvolvido na Associação de Empresário de Sines, a par do trabalho autárquico desenvolvido com coerência e seriedade, a sua personalidade conciliadora e a sua juventude, permitem-lhe ser uma figura consensual num partido eternamente dividido. O PSD poderá ter aqui encontrado o seu candidato para mais que uma eleição, dada a elevada margem de progressão que a experiência politica lhe trará.
Há medida que o tempo avança e o jogo politico se vai mostrando, cada vez parece mais perto de se concretizar os meus desejos, excepto o PS, cujo destino teima em desencontrar as nossas vontades.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Aliança Atlântica - actualizado

A crise que se instalou para ficar, como visitas incómodas, na nossa sala de estar e o caso Freeport, quase fizeram passar despercebida mais um capítulo entre as nações subscritores da mais antiga aliança diplomática do mundo, ainda em vigor.
Operários das refinarias britânicas fazem greve contra o desemprego e a contratação de Portugueses e Italianos, mais baratos do que os Britânicos que estão no desemprego.
Nunca simpatizei com os Ingleses. Se não bastasse a sua sobranceria, a história das relações de Portugal/Inglaterra seriam suficientes para não morrer de amores por aquela gente. Este meu sentimento não impede que reconheça a sua importância na História Mundial e no contributo para o desenvolvimento da sociedade ocidental, nomeadamente o seu papel na 2.ª Guerra Mundial.
Faz cerca de 4 anos por motivos profissionais, desloquei-me a Inglaterra, concretamente aos arredores de Manchester, onde a empresa onde trabalho, cumpria um contrato de empreitada numa refinaria. Os sindicatos locais recorriam a todos os argumentos legais para impedir as empresas portuguesas de lá trabalhar, usando precisamente os mesmos argumentos de hoje.
A recorrente afirmação “This is a fight for work” das autoridades e sindicatos, não coincidia com os cartazes “Portuguese workers, go home”, empunhados por centenas de pessoas que se juntavam nas saídas da refinaria e afirmações como os portugueses serem os "pretos" da Europa denunciavam os que pensavam de nós e dos africanos.
Esgotados os argumentos legais e administrativos, optaram com sucesso pelos argumentos físicos, agredindo os portugueses que se aventuravam na cidade. Se desde cedo o que nos mantinha era mais uma questão de principio, do que o aspecto económico, todas batalhas tem limite, e o nosso era a integridade física dos trabalhadores.
Aquela região era então, como hoje, assolada pelo desemprego, e ensina-nos a história que o recrudescimento do racismo está intimamente ligado às dificuldades económicas.
Mais uma noticia preocupante para o rol de preocupações que a crise trará ao nosso país e particularmente a Sines, onde a bem sucedida emigração sazonal de técnicos qualificados da indústria para países que hoje enfrentam taxas de desemprego elevadas, sofrerá um forte revés.
Operários das refinarias britânicas fazem greve contra o desemprego e a contratação de Portugueses e Italianos, mais baratos do que os Britânicos que estão no desemprego.
Nunca simpatizei com os Ingleses. Se não bastasse a sua sobranceria, a história das relações de Portugal/Inglaterra seriam suficientes para não morrer de amores por aquela gente. Este meu sentimento não impede que reconheça a sua importância na História Mundial e no contributo para o desenvolvimento da sociedade ocidental, nomeadamente o seu papel na 2.ª Guerra Mundial.
Faz cerca de 4 anos por motivos profissionais, desloquei-me a Inglaterra, concretamente aos arredores de Manchester, onde a empresa onde trabalho, cumpria um contrato de empreitada numa refinaria. Os sindicatos locais recorriam a todos os argumentos legais para impedir as empresas portuguesas de lá trabalhar, usando precisamente os mesmos argumentos de hoje.
A recorrente afirmação “This is a fight for work” das autoridades e sindicatos, não coincidia com os cartazes “Portuguese workers, go home”, empunhados por centenas de pessoas que se juntavam nas saídas da refinaria e afirmações como os portugueses serem os "pretos" da Europa denunciavam os que pensavam de nós e dos africanos.
Esgotados os argumentos legais e administrativos, optaram com sucesso pelos argumentos físicos, agredindo os portugueses que se aventuravam na cidade. Se desde cedo o que nos mantinha era mais uma questão de principio, do que o aspecto económico, todas batalhas tem limite, e o nosso era a integridade física dos trabalhadores.
Aquela região era então, como hoje, assolada pelo desemprego, e ensina-nos a história que o recrudescimento do racismo está intimamente ligado às dificuldades económicas.
Mais uma noticia preocupante para o rol de preocupações que a crise trará ao nosso país e particularmente a Sines, onde a bem sucedida emigração sazonal de técnicos qualificados da indústria para países que hoje enfrentam taxas de desemprego elevadas, sofrerá um forte revés.
É nos momentos dificeis que conhecemos os nossos aliados e quem nos presta solidariedade, os ingleses já tiveram várias oportunidades de comprová-lo e desperdiçaram.
Ver : The Sun e Semanário Expresso
Greve contra estrangeiros levou grupo de dez portugueses a regressar ontem
“A situação está muito má"
“A situação está muito má"
Idade do "ece"
Cantor brasileiro de estilo satírico, passou a apresentar shows em que conta inúmeras anedotas. Chegou a compilar mais de 30.000 piadas, que contava em shows, discos, programas de TV e livros.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Coelhinhas
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Querida Estação,
Chamo-me Maria, mas os meus amigos tratam-me por Mia, sou de Sines e não digo a idade. Estou a escrever-lhe pois ando muito nervosa. Recentemente descobri a infidelidade do meu marido, que me trocou por outra, 20 anos mais velha. Tentei tudo, desde a medicina convencional à tradicional, passando pela oriental, lancei búzios, fui à Maya, leram-me as cartas, até comecei a ir à Toca da Zorra, mas nada, nada me fazia esquecer o Alfredo.
Quis o destino, e os banhos de sol que o meu vizinho Casimiro toma no quintal, que numa noite de falta de electricidade, tenha ido ver a novela à sua casa, depois de desabafar no seu ombro, acabei no seu colo.
Casimiro era o homem perfeito, até a semana passada, quando estávamos na cama e me chamou Coelhinha. Fosse noutra altura e talvez eu não ligasse, mas nos dias que correm, não lhe consigo perdoar, e desde então nunca mais consegui fazer amor com o Casimiro.
Ando numa angústia tremenda. Dizem-me que se apoiar Manuel Coelho, significa que sou contra a CDU, ou até do PS; se disser que sou socialista pode significar que apoio Manuel Coelho, ou ser contra a CDU; se apoiar a CDU é porque não gosto do Manuel Coelho e provavelmente do PS, ou até pode significar que gosto do PS e não do Manuel Coelho. Se não disser nada pode significar que sou contra todos, que sou do PSD, ou que estou à espera para ver onde me encosto, e quem me conhece sabe que eu só me encosto ao Casimiro. Acho que é esta a minha dúvida, ou será tudo ao contrário.
O que tem isto a ver com a minha relação com Casimiro? Pergunta-me a Querida Estação. Quando contei às minhas colegas que Casimiro me chamara Coelhinha, estas deixaram de me falar, pois contou-me a telefonista da empresa que Coelhinhas são os apoiantes de Manuel Coelho.
Querida Estação, será Casimiro apoiante de Manuel Coelho, ou pensará que eu sou? Devo contar-lhe tudo? Será que estou grávida? Por favor, ajude-me.
Sua Mia
Chamo-me Maria, mas os meus amigos tratam-me por Mia, sou de Sines e não digo a idade. Estou a escrever-lhe pois ando muito nervosa. Recentemente descobri a infidelidade do meu marido, que me trocou por outra, 20 anos mais velha. Tentei tudo, desde a medicina convencional à tradicional, passando pela oriental, lancei búzios, fui à Maya, leram-me as cartas, até comecei a ir à Toca da Zorra, mas nada, nada me fazia esquecer o Alfredo.
Quis o destino, e os banhos de sol que o meu vizinho Casimiro toma no quintal, que numa noite de falta de electricidade, tenha ido ver a novela à sua casa, depois de desabafar no seu ombro, acabei no seu colo.
Casimiro era o homem perfeito, até a semana passada, quando estávamos na cama e me chamou Coelhinha. Fosse noutra altura e talvez eu não ligasse, mas nos dias que correm, não lhe consigo perdoar, e desde então nunca mais consegui fazer amor com o Casimiro.
Ando numa angústia tremenda. Dizem-me que se apoiar Manuel Coelho, significa que sou contra a CDU, ou até do PS; se disser que sou socialista pode significar que apoio Manuel Coelho, ou ser contra a CDU; se apoiar a CDU é porque não gosto do Manuel Coelho e provavelmente do PS, ou até pode significar que gosto do PS e não do Manuel Coelho. Se não disser nada pode significar que sou contra todos, que sou do PSD, ou que estou à espera para ver onde me encosto, e quem me conhece sabe que eu só me encosto ao Casimiro. Acho que é esta a minha dúvida, ou será tudo ao contrário.
O que tem isto a ver com a minha relação com Casimiro? Pergunta-me a Querida Estação. Quando contei às minhas colegas que Casimiro me chamara Coelhinha, estas deixaram de me falar, pois contou-me a telefonista da empresa que Coelhinhas são os apoiantes de Manuel Coelho.
Querida Estação, será Casimiro apoiante de Manuel Coelho, ou pensará que eu sou? Devo contar-lhe tudo? Será que estou grávida? Por favor, ajude-me.
Sua Mia
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