terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Um elefante branco de cor...branca

Infelizmente este como outros projectos para Sines, que levaram responsáveis autárquicos a delirar com a perspectiva de duplicação da população, no espaço de uma década, geraram expectativas, inflacionaram primeiro do lado da procura imobiliária e depois do lado da oferta.
Lembro-me de projectos resplandecentes de uma Avenida General Humberto Delgado, ladeada por prédios (feios, no caso do empreendimento da Refer), arborizada, com faixa interior de circulação para os moradores, jardim público e ciclovia até à baixa de São Pedro, equipamentos públicos, etc. Passada que está quase uma década desde estes sonhos delirantes, e agora que já entendemos que a população não vai duplicar, que os investimentos não serão o que se previa, e não só por culpa da crise, que não serão criados os postos de trabalho imaginados, será que existe plano B, ou ficaremos rodeados por um anel de betão, com muitas casas a aguardar moradores e o centro desertificado. Sines é hoje, uma "bolha" especulativa pronta a rebentar.
A "falência" do empreendimento da Refer é só um ronco de um vulcão prestes a explodir.




Dezembro 2, 2008
Empresa imobiliária da Refer em risco de sobrevivência
A Invesfer, uma participada da Refer que tem como missão ganhar dinheiro com os terrenos e imóveis que já não têm utilidade "tendo em vista libertar meios financeiros para a melhoria da infra-estrutura ferroviária", acumulou dívidas de 48,9 milhões de euros."
Afigura-se muito difícil a sobrevivência da empresa com o modelo de gestão até agora prosseguido", diz um relatório da Inspecção-Geral de Finanças (IGF) a que o PÚBLICO teve acesso, que refere que existe a possibilidade de se terem vindo a "transferir prejuízos da Invesfer para a Refer".
A empresa tem empreendimentos em Viana do Castelo, Braga, Guimarães, Porto (Campanhã), Aveiro, Tomar, Lisboa (Rossio) e Sines, mas a sua rentabilidade tem sido fraca ou nula.
Publico online

Setembro 10, 2006
A Alameda da Paz, uma obra da Câmara, resulta de um protocolo celebrado em Outubro de 2000 entre a Refer, a Invesfer e a Câmara Municipal de Sines, no âmbito da qualificação urbana de toda a frente norte da Av. Humberto Delgado e do espaço do antigo trajecto do caminho-de-ferro.Um investimento global de 2,3 milhões de euros, quando estiver completamente concluído, o parque chegará à Baixa de São Pedro, atingindo uma extensão linear de 900m e uma superfície de 30 mil metros quadrados.
alentejomagazine

Setembro 8, 2006
No global, o projecto do novo parque urbano envolve um investimento de 2,3 milhões de euros, mas a primeira fase da obra, já concluída e na qual foi investido um milhão de euros
Designado Alameda da Paz, o parque, nesta primeira fase, estende-se por uma área de 18 mil metros quadrados, ao longo do antigo troço urbano da linha ferroviária, explicou hoje a Câmara Municipal.
No total, o projecto vai ter uma extensão linear de 900 metros e uma superfície de 30 mil metros quadrados, entre o Jardim das Descobertas e a Baixa de São Pedro, englobando um jardim público, ciclovias, vias pedonais e mobiliário urbano diverso.
Manuel Coelho explicou ainda que o projecto "resulta de um negócio entre a Câmara Municipal e a Refer Invesfer, que se traduziu numa permuta de terrenos".
A autarquia cedeu terrenos à Refer para a construção de loteamentos (os primeiros já estão prontos), enquanto a empresa ficou obrigada à realização de obras de urbanização, construindo o parque urbano e requalificando um troço da Avenida.
A construção do restante segmento do parque urbano será feita à medida que for evoluindo a edificação dos empreendimentos habitacionais promovidos pela Invesfer na zona.
Agência Lusa

Julho 25, 2002
Manuel Coelho, presidente da Câmara Municipal de Sines, acrescenta ainda que este projecto insere-se no esforço de qualificação da cidade e que a sua construção “acontecerá numa fase crucial tendo em conta os investimentos estruturantes projectados para o porto de Sines”. No dia de apresentação do projecto o autarca reafirmou a necessidade da construção de acessibilidades para que estes investimentos “tenham ainda mais sentido e para que sejam mais proveitosos”.
Setúbal na Rede

Onda de Assaltos


Para além da onda de frio, abateu-se um onda de assaltos a residência e àreas comerciais em Sines, tendo os larápios, curiosamente, ou talvez não, escolhido a àrea circundante da GNR.

Vasco ganha e volta ao 1º lugar!!!

Depois de na semana passada o Vasco ter perdido o primeiro jogo da época, e em consequência ter abandonado o topo da classificação, este domingo após a 7ª jornada, em que o Vasco recebeu e venceu o Botafogo por 2-0, recuperámos o primeiro lugar da tabela, beneficiando da derrota dos adversários directos.

Desde o primeiro jogo da corrente época (jogo de pré-época em Mora) ate á semana passada que não sabíamos o que era perder um jogo, pois bem, havia alguma expectativa com iríamos reagir durante a semana e neste jogo com o Botafogo a esse primeiro desaire.

Com chuva e bastante frio, que se fazia sentir não estava uma tarde agradável em Sines para assistir a um bom jogo de futebol. Nós parecendo solidários com o tempo realizámos uma primeira parte cinzenta, não dominando e mandando no jogo como é típico da nossa equipa permitindo que o Botafogo se superiorizar-se a meio campo e tendo ate três boas ocasiões de golo, valendo-nos uma grande exibição do guarda redes Lee, que regressou á titularidade passados dois jogos no seguimento da rotatividade dos guarda-redes do plantel.


Chegámos ao intervalo com o marcador em branco e o intervalo fez muito bem a nossa equipa pois revimos a estratégia e falamos no que tínhamos que mudar para levar de vencida a equipa do Botafogo. Foi o que aconteceu, entramos com outra atitude e determinação na conquista dos três pontos. Com mais bola, mais velocidade e mais solidários chegámos aos golos virando a história do jogo em relação ao primeiro tempo. Boa apresentação do Botafogo em Sines jogando quase sempre o jogo pelo jogo e contribuindo para um jogo aberto e em partes equilibrado.

Os nossos marcadores de serviço foram o Ismael e o Tiago Sobral a coroar a grande exibição do Lee que fez três ou quatro defesas de nível mantendo a baliza do Vasco invicta ate á data nos jogos em casa.
Ficou demonstrado que conforme dsabemos ganhar, também sabemos perder e aprender com os nossos erros.


Próximo domingo dia 07/12/2008 jornada 8 - Vasco da Gama vs Juventude Sarilhense ás 15h no municipal de Sines.



Classificação:

1º Vasco da Gama - 16 pontos
2º Beira-Mar Almada - 15 p.
3º Paio Pires - 15 p.
4º Luso Barreiro - 12 p.
5º Botafogo - 10 p.
6º Almada - 10 p.
7º Lagameças - 7 p.
8º Quinta do Conde - 5 p.
9º Juventude Sarilhense - 4 p.
10º Charneca Caparica - 0 p.

domingo, 30 de novembro de 2008

Para que o esquecimento não vença

Descobri recentemente o Blogue Cabo de Sines, onde obtive as fotos aqui reproduzidas, aproveitando para elaborar uma brevíssima resenha dos acidentes mais marcantes, registados em Sines, relacionados com a sua actividade industrial. Certo que outros existiram, mas estes quer pelas dimensões indisfarçáveis, como pelo impacto emocional, ambiental e económico, ficarão para sempre na memória.

Numa localidade tão despojada de homenagens traduzidas em monumentos públicos, mais que uma dever é uma obrigação que sejam perpetuadas as memórias das vitimas mortais, o sacrifício da população gravemente lesada pelos acontecimentos e louvar os actos dos heróis destes dias, efeito não é alcançado, seguramente, através de uma anónima hélice, colocada num local improvável.


15 de Agosto de 1980, explosão do navio petroleiro "Campéon", originando vítimas mortais.



Junto ao acesso à Docapesca de Sines existe esta hélice do navio "Campeon", - que sempre pensei ser um mero elemento decorativo, - espécie de Monumento a recordar o trágico acontecimento. Se isto é o melhor que conseguimos fazer para recordar o nosso passado, então não merecemos que nos recordem.


Inicio do verão de 1986, explosão de um dos tanques da APS, registaram-se 2 vítimas mortais.

26 de Maio 1987, o navio-tanque "Nisa" rebenta durante uma operação de descarga, espalhando cerca de dez mil toneladas de crude pelos areais de Sines, São Torpes, Porto Covo e ilha do Pessegueiro

A 14 de Julho de 1989, o petroleiro Marão, derrama cerca de 4.500 t de crude na sequência de um encalhe no terminal petroleiro. Procedeu-se à limpeza de 35 km de areais durante 45 dias. O rombo do petroleiro Marão, em Sines, formou uma mancha negra com mais de 20 Km quadrados.

Sines 2008



Alcool Clube - Sines Alentejo Litoral

sábado, 29 de novembro de 2008

Sines 1936




Filme de 1936, disponível no Museu de Sines, obtido a partir do arquivo da RTP, constituído por três partes: vistas de Sines e da sua praia, chegada do comboio a Sines e inauguração do Lar Prats.

Para efectuar o seu enquadramento, nada como o texto do historiador João Madeira, em Setúbal na Rede, a 15.02.2006.

"Um filme de propaganda

Vai para setenta anos que em Sines se juntou muita gente para esperar a chegada do primeiro comboio. Concluía-se assim o ramal de Sines. Ouvi há alguns anos mulheres ainda contarem como foram da Costa de Santo André, uns bons quilómetros a norte, a pé, pela praia, assistir ao acontecimento.
Há desse dia um filme, um filme de propaganda do Estado Novo, evidentemente, que termina com uma imagem curiosíssima – o administrador do concelho e o governador civil de Setúbal apertam as mãos, cumprimentando-se sorridentes, os olhos na câmara que lhes capta os movimentos e em fundo a baía com uma bandeira nazi, a cruz suástica inscrita, nítida, adejando.
O curioso reside no inusitado da situação, na presença ostensiva da bandeira no filme, situação explicada pela conjuntura política no distrito em que o governador civil, da extrema-direita do regime, representante activo de uma corrente claramente pró-nazi, teceu uma rede de administradores dos concelhos, a quem cabia nomear, da sua total confiança política, cuja acção foi por muito lado, em Sines e Santiago do Cacém concretamente, limpar do regime o velho conservadorismo liberal de extracção republicana, representado principalmente nesses concelhos prelos Presidentes da Câmara, e fascizá-lo no mais estrito sentido do termo.
O filme é aliás, todo ele, um documento extraordinário do que era a iconografia, o simbolismo de uma cerimónia pública encenada e explorada pelo regime até ao mais pequeno pormenor. A entrada da locomotiva na gare engalanada, a descida solene dos dignitários do regime, as ruas enfeitadas com cruzes de Cristo e esferas armilares, a assistência social aos ex-combatentes da 1ª guerra Mundial, o cortejo das escolas…
A sua importância longe de uma qualquer dimensão apologética permite a desmontagem do simbolismo da cerimónia, como permite também ver em movimento como era Sines, o seu porto, a baía, a praia nos anos Trinta.
O filme é neste sentido um objecto insubstituível de património documental e como tal merece a sua preservação no suporte no formato original, mas deve merecer também a sua reprodução para suportes hoje mais comuns e mais democratizados, como o vídeo e o DVD.
Por esses meios poderá ser divulgado entre a população de Sines; levado às escolas e tornado um recurso educativo passível de múltiplas utilizações; contextualizado e mediado pelos depoimentos orais dos protagonistas ainda vivos que assistiriam ao acontecimento; tomado ainda como peça documental de um conjunto substancialmente mais vasto do que pode constituir a memória, necessariamente plural, sobre o que foi e o que significou a chegada do comboio a Sines.
"

Medalhas de Mérito Municipal


No âmbito das comemorações do Dia do Munícipio, na Sessão Solene da Assembleia Municipal de Sines, é tradição serem atribuídas medalhas de mérito municipal a entidades e figuras de Sines, pelos serviços prestados à comunidade, assim como nas comemorações do 25 de Abril são atribuídas Medalhas de Mérito Desportivo Municipal.

Naturalmente que no conceito de "serviços prestados à comunidade" cabe toda a subjectividade que os homenageadores pretenderem.

A banalização da atribuição de medalhas de mérito desportivo, fazem lembrar o período final da Monarquia portuguesa, em que o Estado procedeu à venda de títulos nobiliários de modo pouco criterioso, facto que esteve na origem da célebre frase "Foge cão, que te fazem barão! - Para onde, se me fazem conde?"; e a politização da atribuição das Medalhas de Mérito Municipal ao longo dos anos retirou credibilidade à distinção, prejudicando e desvalorizando aqueles que efectivamente mereceram o reconhecimento e ostracizando outros.
Assim, foi de novo no passado dia 24 de Novembro, entre ausentes e esquecidos, merecedores e outros nem tanto, foram distinguidas duas entidades e oito personalidades:

A Cercisiago - Cooperativa de Educação e Reabilitação, foi fundada à 30 anos por um grupo de pais e amigos de crianças e jovens portadores de deficiência. Desde então tem desempenhado um papel fundamental e inovador na reabilitação e integração social de crianças, jovens e adultos com deficiência no litoral alentejano (concelhos de Sines, Santiago do Cacém e Odemira), apoiando neste momento 130 pessoas nas valências educacional, formação profissional, Centro de Actividades Ocupacionais e Lar Residencial.

A Cooperativa de Habitação e Construção Económica “Unidade e Acção” teve na sua origem a missão de apoiar os munícipes com menores rendimentos na aquisição de habitação. Em 30 anos de trabalho desenvolvido, acompanhou o crescimento da cidade de Sines, tendo sido responsável pela construção de 318 fogos, servindo um número estimado em mais de 1250 pessoas.

David Pereira (n. 1925) e Virgílio Gorgulho (n. 1941) distinguiram-se pelos seus serviços como bombeiros, tendo visto o seu mérito reconhecidos várias vezes, quer pelos seus pares, quer pelo Instituto de Socorros a Náufragos e pelos governos de Portugal e Espanha, destacando-se a sua participação no célebre salvamento de um navio espanhol naufragado ao largo de Sines em 1957.

João Fragoso (n. 1940) marcou gerações de jovens sinienses como professor e toda a comunidade pelo trabalho desenvolvido como autarca e dirigente associativo. Foi membro da Assembleia Municipal, fundador e dirigente de várias colectividades locais e director pedagógico da Escola Tecnológica do Litoral Alentejano durante 13 anos.

José Vilhena (n. 1940) foi autarca na Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Sines e na Assembleia Municipal (que presidiu por duas vezes), além de ter desempenhado um papel fundamental na dinamização do movimento sindical e associativo de Sines. É também um poeta, prosador e cronista de qualidade reconhecida.

Agostinho Rodrigues (1954-1992) foi um vértice do movimento sindical no concelho, fundador da União dos Sindicatos de Sines, Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal, além de ter desempenhado um papel preponderante no cooperativismo de habitação e, junto da comunidade piscatória, como funcionário e dinamizador da Mútua dos Pescadores.

João Doroteia (1954-2006) liderou a reactivação da Associação Cabo-verdiana de Sines e Santiago do Cacém, dando novo fôlego à divulgação e promoção da cultura cabo-verdiana e à integração de todas as comunidades imigrantes. Foi também eleito pela Junta de Freguesia de Sines, trabalhando em prol de toda a população siniense.

José Manuel Viana da Silva (1938-2007) foi um homem-bom de Sines, activo, durante décadas, em todas as dimensões da vida do concelho. Vereador da Câmara Municipal e presidente da Junta de Freguesia de Sines, é enquanto professor que, pelas suas inovações e dedicação, permanece de forma mais viva e afectiva a sua recordação entre os sinienses.

José Miguel da Costa (1922-2005) teve um papel central na recolha e tratamento do património arqueológico de Sines, tendo sido responsável pela fundação dos primeiros núcleos museológicos do concelho e pela organização da sua primeira biblioteca pública. A doação da sua colecção de obras de artes e biblioteca pessoal foram outros legados a esta comunidade.

ver aqui homenageados em anos anteriores

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

De Espanha nem bom vento, nem boas refinarias

Nova refinaria em Espanha ensombra projecto da Galp para Sines.
Já é uma fonte de ‘atrito’ entre Portugal e Espanha. Aos mais variados níveis. A futura refinaria da Extremadura, um projecto independente que conta com o beneplácito do governo local, está em marcha acelerada.
Situada na região de Badajoz, a cerca de 50 quilómetros da fronteira portuguesa, a Refinaria de Balboa promete ensombrar a rentabilidade da unidade da Galp, em Sines, para onde estão a ser canalizados investimentos de modernização na ordem dos mil milhões de euros.

A sensibilidade do projecto obrigou a Junta da Extremadura a intensificar contactos com o Governo português. O presidente da Junta da Extremadura esclareceu apenas que serão feitos todos os esforços para resolver as críticas ambientais levantadas pelo projecto. “Demos todas as garantias de que estas questões serão resolvidas”. O presidente da Junta da Extremadura vai ainda pedir à ministra do Ambiente de Espanha que envie toda a documentação sobre este tema ao Governo português.

As atenções recaem nos riscos de contaminação atmosférica e hidrográfica, numa região em que estão previstos grandes investimentos turísticos e agrícolas. Preocupação idêntica é partilhada pela EDIA, a gestora das infraestruturas do Alqueva que aponta também o dedo à dispersão dos poluentes atmosféricos. Já o Instituto da Água (INAG) e a Administração da Região Hidrográfica do Alentejo alertam para os impactes potenciais dos efluentes líquidos gerado pela refinaria na bacia hidrográfica do rio Guadiana e, em particular, na albufeira do Alqueva, fonte de abastecimento público para cerca de 200 mil habitantes da região do Alentejo.

Projectos prontos a arrancar no Alqueva
Seis anos após o enchimento da barragem do Alqueva, a região tem prevista a construção de projectos turísticos emblemáticos, como os PIN (Potencial Interesse Nacional) Parque Alqueva e Herdade do Barrocal, a que se junta o Vila Lago Monsaraz Golf & Nautic Resort. Com hotéis de cinco estrelas e turismo residencial de luxo, aliados a infra-estruturas de lazer, como golfe, os projectos têm o licenciamento praticamente concluído e as obras arrancam no próximo ano. Joel Santos, da Imoholding, promotora do Vila Lago, garantiu ao DE que a “refinaria preocupa” e pode pôr “todo o investimento em risco”, mas acredita que o Governo e a União Europeia irão saber acautelar os interesses do Alqueva.

Legitimas e salutares preocupações dos políticos e ambientalistas, nomeadamente porque está em causa os investimentos turísticos do Alqueva e a viabilidade económica da expansão da Refinaria da Petrogal de Sines. Doutro modo as preocupações como a refinaria de Badajoz decalcam-se para a Refinaria de Sines, com as devidas adaptações. Vimos agora os mesmos argumentos de quem justifica a poluição, serem esgrimidos do outro lado da fronteiras e quem pretende defender o seu investimento arremessa a mesmas justificações que outrora rebateu. Mais uma vez, e de novo, tudo resume-se a "desenvolvimento", economia, dinheiro...


Fonte Diário Económico

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pombais do nosso descontentamento

Emproados no topo da falésia, residem desde sempre, (pelo menos para várias gerações), um conjunto de barracas, que só um olhar mais avisado ou atento descortina tratar-se de pombais. Já passaram 3, 4 anos desde que na qualidade de vereador vi um projecto para a instalação dos pombais noutro local. Soube mais tarde que por motivos de saúde pública o local não foi aprovado, entretanto ao longo destes 3,4 anos tudo permaneceu igual.

A columbofilia é uma actividade que movimenta milhares de praticantes e admiradores, e que em Sines conta com uma tradição significativa. A incapacidade de resolução de uma questão , aparentemente tão simples, é confrangedora e em dignifica a Sociedade Columbófila, os seus associados e a Cidade.

Correio dos Leitores

Na qualidade de morador na Urbanização de Santa Catarina, estas imagens (obtidas no blogue Pedra do Homem) acompanhadas da música que envio, são tudo aquilo que me resta para homenagear aqueles que chegam, vêem e vencem, passando um atestado de ignorância a todos nós e passando, quiça, outras coisas a outros, com o beneplácito da Camara Municipal de Sines e dos seus doutos planos de pormenor e de urbanização, feitos para favorecer quem entendem.

Grato pela eventual publicação



Da Vinci - Conquistador

MEO, hummmm

Um dos bons hábitos de cidadania que adquirir é reclamar, condimentado com algum bom senso e paciência, quando estão m causa os meus dieitos de cidadão ou consumidor. Vendo-me privado de net pela 3ª vez em pouco mais de dois meses, reclamei. Entretanto dia 24.11, apareceu o técnico. Ah, isso é o (não sei o nome que ele disse) que ardeu na centrl, já venho...cinco minutos depois telefona. "Tente lá a ver se já tá tudo bem. Ok, até à próxima". VAI HAVER PRÓXIMA???

Mail enviado dia 21.11, às 14,30 h

Assunto: Reclamação
autor: Antonio Braz

Após alguns anos como cliente de outras operadoras, em má hora – sei-o hoje – mudei para o MEO.
No espaço de alguns meses, por três vezes tive, e tenho à presente data, problemas de acesso ao serviço Internet. De todas elas tentámos via telefone e depois remotamente solucionar o problema, o que em nenhuma foi possível, ficando dependente da assistência técnica in loco.
Após 48 horas de espera e várias chamadas para o serviço telefónico de assistência técnica, seguiram-se várias promessas de futuro e breve contacto telefónico, nunca cumprido. “Ainda hoje será contactado?” Não fui! “Até ao final da amanhã será contactado”. Não fui!
Das duas vezes anteriores esperei 15 dias, desta vamos numa semana. Não me é facultada a possibilidade de falar com nenhum supervisor do serviço de assistência técnica telefónica e não existe (???) livro de reclamações.

Aproxima-se o fim-de-semana seguido de um feriado municipal, ou seja espera-me, novamente, 15 dias sem Internet.

Entendo que dada a complexa tecnologia envolvida e a prematuridade do vosso serviço, ainda não permita a estabilidade e qualidade do serviço que gostariam de oferecer, contudo três questões carecem de resposta:

1. A não existência de livro de reclamações;
2. A constante indicação de contacto telefónico para agendamento de visita, sem se concretizar?
3. A cobrança de um serviço que não estão a prestar, ou seja para além de ser criada a falsa expectativa de que vou dispôr do serviço, ainda tenho que pagar um mês integralmente (enriquecimento sem causa), quando não usufrui este tempo dele.

Num país a sério, com instrumento e entidades de regulação eficazes, deveriam ressarcir os utilizadores dos custos que têm para usufruir do mesmo serviço noutros operadores? Basicamente quem pagará os custo que tenho tido e continuarei a ter para manter a internet em casa? E se não o fizer quem suporta os danos patrimoniais daí resultantes?

Como poderão constatar, da situação descrita apresento queixa à ANACOM, DECO e à Direcção-Geral do Consumidor, o que sinceramente, já duvido se vos preocupa.

Aguardando a v. resposta apresento os meus cumprimentos

A. Braz
_________________.....____________________________
Mail de resposta da MEO, recebido 21.11, às 21,24 h

Estimado Cliente,

Agradecemos o seu contacto que mereceu a nossa melhor atenção.
Em relação à sua questão gostaríamos de informar que efectivamente, a sua exposição identifica ocorrências não consentâneas com os procedimentos habituais e não correspondentes aos padrões de qualidade de serviço que pretendemos assegurar aos nossos clientes. Neste sentido, gostaríamos de agradecer o seu reparo, por nos identificar erros de actuação, permitindo melhorar procedimentos, assim como, manifestar a nossa compreensão pelo desagrado transmitido e apresentar-lhe o nosso sincero pedido de desculpa pelo transtorno e incómodo involuntariamente causado.
Quanto à questão do livro de reclamações, poderá requerê-lo em qualquer loja PT Comunicações, e lá registar a sua reclamação relativamente ao serviço prestado.
Por fim, relativamente à questão de facturação, informamos que quando ocorre uma interrupção de serviço devido a avaria, e a partir do momento em que o cliente procede à respectiva participação junto do serviço de avarias, se a resolução da mesma ultrapassar um período de 48 horas úteis, será efectuado um acerto ao valor da Assinatura Mensal do serviço que corresponda ao tempo de interrupção do serviço. No entanto, se por lapso, a factura PT Comunicações, não reflectir o respectivo acerto devido, agradecemos o seu contacto, através da nossa Linha de Apoio a Clientes, 16200, onde procederemos ao acerto de facturação devido.

Para mais informações estamos sempre disponíveis pelo e-mail meo@telecom.pt ou pelo 16200, chamada gratuita na rede PT.
O comando é seu!
Obrigado e até breve,
Serviço de Apoio ao Cliente MEO
www.meo.pt

____________________________....._________________________

Mail de resposta da ANACOM, recebido 24.11, às 8,13 h


Acusamos a recepção da sua reclamação, a qual será analisada dentro do mais breve prazo possível. Entretanto, aproveitamos para transmitir algumas informações prévias sobre o âmbito da nossa actuação e sobre aquilo que poderá esperar da intervenção desta Autoridade. A ANACOM é a entidade reguladora dos sectores das comunicações electrónicas e dos serviços postais, cabendo-lhe, entre outras atribuições, assegurar um elevado nível de protecção dos consumidores no seu relacionamento com os prestadores de serviços. Com este fim, a ANACOM procede à regulação, à supervisão e à fiscalização da actividade das entidades relevantes. No entanto, não tem esta Autoridade, de acordo com a lei, poderes para conciliar, mediar ou resolver conflitos entre os utilizadores e os prestadores de serviços. Se, com base numa reclamação, forem detectados indícios de infracção à lei por parte do prestador de serviços, isso dará lugar a um procedimento que poderá culminar na aplicação, pela ANACOM, de uma sanção a esse prestador. Tal, porém, não resolverá o conflito que motivou a reclamação, nem imporá ao prestador de serviços quaisquer obrigações para com o reclamante, nomeadamente de indemnização dos prejuízos eventualmente sofridos. Assim, será sempre nesta perspectiva que iremos analisar e responder à reclamação que nos dirigiu. Procuraremos transmitir informação que lhe possa ser útil, analisaremos a conduta do prestador de serviços à luz da legislação aplicável, desencadeando subsequentemente as acções adequadas, e, por fim, utilizaremos os dados resultantes do tratamento das reclamações para melhor orientarmos o desempenho das nossas funções. A sua reclamação constitui, neste sentido, um valioso contributo para a nossa actuação e para uma mais eficaz prossecução dos nossos objectivos. Estamos cientes, porém, que a sua preocupação se centra, acima de tudo, na resolução do conflito que esteve na base da reclamação. Neste sentido, poderá sempre dirigir-se à Direcção-Geral do Consumidor (anteriormente designada por Instituto do Consumidor), para obter informação quanto aos seus direitos e meios de reacção, ou recorrer aos tribunais ou aos centros de arbitragem de conflitos de consumo.

Com os melhores cumprimentos,
Maria Corte-Real
Chefe de Divisão de Apoio aos Utilizadores
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Mail recebido 27 de novembro, às 15:11
Boa tarde,

Li agora o seu post e tomei a liberdade do encaminhar, internamente para tentar resolver o seu problema com a maior brevidade.

Cumprimentos,

Ricardo Fernandes
Direcção de Comunicação Corporativa
Av.Fontes Pereira de Melo, 40
1069-300 Lisboa
Tlf. +351 21 500 09 29
Tlm. +351 96 244 63 97
Fax. +351 21 500 02 65
ricardo.d.fernandes@telecom.pt
www.telecom.pt

Nova Rotunda

Rotunda de ligação entre a Estrada da Vidigueira (quinta dos Passarinhos) e o Bairro CDH. Mais um exemplo da arquitectura viária de Sines. É certo que se trata de uma construção (??) provisória, só que em Sines o termo provisório ganha foros de eternidade.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Afinal havia outra

"Presidente da República afirma que não pode pactuar com mentiras", disse Aníbal Cavaco Silva em Sines.
Regressado de Lisboa, onde me desloquei para tratar de assuntos pessoais inadiáveis, não assisti à inauguração da Casa de Vasco da Gama e do Museu de Sines, daí que quando li o título acima logo não entendi que afinal se tratava do caso BPN.

Convite que agradeço e divulgo

O escritor e jornalista, FRANCISCO JOSÉ VIEGAS, vai estar na livraria A das Artes QUINTA-FEIRA, 27 DE NOVEMBRO, ÀS 18 HORAS, para apresentar e autografar o seu novo livro "Liberal à moda antiga" e ainda conversar sobre tudo e sobre nada com quem quiser aparecer.
Esperamos sinceramente que nos contemple com a sua presença.
O convite está feito!
Até Quinta!

Primeira derrota, Vasco cai para 2º lugar

Ao fim da sexta jornada a nossa primeira derrota, 2-1 em Almada frente a um adversário directo na luta pela subida de divisão. Á entrada para esta jornada éramos primeiros com um ponto de vantagem sobre o Beira-Mar de Almada e previa-se um jogo difícil e muito intenso, pois foi o que encontramos em Almada e de que resultou na nossa primeira derrota.

Entrámos praticamente a perder ao sofrermos um golo logos aos 5m de jogo, num lance de sorte por parte do Beira-Mar, livre directo em que a bola desvia na barreira e traí o nosso guarda-redes que nada podia fazer. Este golo curiosamente é o espelho do que viria a ser o jogo... a sorte do jogo que sobrava ao Beira-Mar era proporcional à que nos faltava a nós. Foram 90m sentido único (a baliza do Beira-Mar) em que quem se deslocou ao recinto de jogo para assistir só viu uma equipa a jogar futebol e a querer conquistar os três pontos que foi o Vasco da Gama. Ao intervalo ainda prevalecia aquele golo que dava o primeiro lugar aos locais, mas nós estávamos certos de que o nosso tento iria aparecer e repor a verdade no jogo. Entrámos determinados na segunda parte e fizemos o empate através de um remate fora da área do médio João Guedes, o mais difícil estava feito.. ultrapassar a barreira defensiva que em alguns momentos era feita por nove jogadores do Beira-Mar (mostra bem o ascendente do Vasco). E quando tudo levava a querer que mais cedo ou mais tarde iríamos fazer o golo da vitória, mais um golo inesperado o 2-1 final. No segundo remate do Beira Mar de Almada em todo o jogo, segundo golo.

O futebol tem destas coisas, nem sempre a equipa que joga mais e melhor futebol, a que quer vencer e a que respeita o espectáculo ganha o jogo. Foi o que aconteceu no domingo, o Vasco da Gama voltou a oferecer ao público bom futebol e boa postura em campo, embora pecando na finalização, e como quem marca mais vence... parabéns ao Beira-Mar de Almada pela vitória e a subida ao 1º lugar. pedimos desculpa pelo incómodo, mas prometemos ser breves no regresso ao 1.º lugar.

Domingo, dia 30/11/2008, às 15h, recebemos o Botafogo, no Municipal de Sines, em jogo a contar para a 7ª jornada do campeonato distrital da 2.ª Divisão.