domingo, 2 de outubro de 2011

Encerramento da Extensão de Saúde de São Francisco da Serra


Divulgação
As Comissões de Saúde do concelho de Santiago do Cacém, tiveram conhecimento do encerramento da Extensão de Saúde de São Francisco da Serra, desde o dia 3 de Outubro de 2011.
 
   São Francisco da Serra é uma pequena freguesia, no concelho de Santiago do Cacém com cerca de 900 habitantes. A Extensão de Saúde mais próxima desta freguesia é na sede de concelho. Uma distancia de mais de 15km e onde não existe transportes públicos. A maioria desta população é idosa, com baixos rendimentos e sem viatura própria.
 
   O encerramento da Extensão de Saúde restringiu o acesso de todos os habitantes aos cuidados de saúde primários. O direito à Saúde está colocado em causa para esta população.
 
   O encerramento da Extensão de Saúde de São Francisco da Serra insere-se numa política de desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde, de redução e/ou encerramento de serviços e de redução dos profissionais de saúde, onde as questões economicistas imperam, em detrimento da prestação dos cuidados de saúde à população. A política de saúde não pode estar sujeita a critérios cegos.
 
   O Governo PSD/CDS tem a responsabilidade de assegurar a toda a população o acesso a cuidados de saúde com qualidade e eficiência. Cabe ao Governo PSD/CDS assegurar o direito à saúde, como está consagrado na Constituição da República, através do reforço do investimento público e assente numa política de proximidade, que dê resposta às necessidades da população.
 
   As Comissões de Utentes do concelho de Santiago do Cacém, informam que estão contra a mais este encerramento.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Poema de agradecimento à Corja

Obrigado, excelências.

Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade de vivermos felizes e em paz. Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade. Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada. Por não nos darem explicações.  Obrigado por se orgulharem de nos tirar as coisas por que lutámos e às quais temos direito. Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria. Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero. Obrigado pela vossa mediocridade. E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer. Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber. Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera. Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias um dia menos interessante que o anterior. Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar. Obrigado por nos darem em troca quase nada. Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade. Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço. E pelo vosso vergonhoso descaramento. Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer, o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar. Obrigado por serem o que são. Obrigado por serem como são. Para que não sejamos também assim. E para que possamos reconhecer facilmente quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Governo faz, dissimulado, o pior ataque aos direitos dos trabalhadores desde o 25 de Abril

Em 1 de Outubro é necessário a manifestação de todos. Juntos temos que travar este ataque feroz 

sábado, 24 de setembro de 2011

Fossas sépticas no centro da nossa cidade em 2011?


Na caixa do correio
Sines parece a terra dos fenómenos ! Senão vejam lá o desfecho de um problema que há anos afligia um dos moradores desta rua vulgarmente conhecida como rua do depósito da água.
Há anos que os proprietários se queixavam de problemas de mau cheiro , até que ultimamente o problema se agravou com o total entupimento  da canalização . Afinal , apesar do pagamento da taxa de conservação dos esgotos ao longo dos anos, a moradia não tinha ligação àquela rede , sendo os mesmos enviados para uma fossa séptica o mesmo acontecendo a várias moradias da referida rua!!!
Fossas sépticas no centro da nossa cidade em 2011? Será que há mais? Este problema transformou-se num problema de saúde pública que merecia uma justificação à população !

sábado, 17 de setembro de 2011

Cadaver em decomposição

Cada vez mais eu me convenço de que os seres humanos dão mais valor ao dinheiro e a si próprios, e pouco se importam se os outros estão bem ou mal
Esta semana ao subir para o meu apartamento notei um cheiro naseabundo num piso do edificio ancorope, e pelos vistos já outros residentes daquele piso se apercebiam do mesmo, nada tendo feito para averiguar o que se passava
Sabendo eu que ali morava um enfermeiro que a solidão fazia com que se refugiasse no alcool e que há algum tempo tinha estado doente, não o vendo também já há algum tempo, achei por bem alertar a GNR e os Bombeiros de Sines
que protamente se deslocaram ao piso e se depararam com o cadaver do dito senhor que já estava morto há pouco mais de uma semana.
O curioso é que na falta do pagamento da renda do apartamento, a administração do prédio em causa, apenas teve a preocupação de colocar um papel na porta ou por baixo da mesma para chamar o inquilino a atenção para a limpeza do apartamento e o pagamento da renda do mesmo.
Já há alguns anos ocorreu uma situação semelhante em que uma residente no primeiro andar esteve morta 26 dias dentro de um apartamento a dois ou três metros do escritório da administração. Pelos vistos o mau cheiro não incomóda muita gente que apenas se preocupa com dinheiro ou a manutenção de lugares, e não é capaz de pensar que o civismo e os actos de cidadania são atitudes mais nobres

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sines-Trocar saúde por trabalho


Na caixa do correio

O Sr. Van Zeller fez um exercício curioso ao dizer que acha normal a contestação dos trabalhadores às medidas anunciadas pelo governo. O dito patrão dos patrões faz um exercício de normalização da luta dos trabalhadores tentando retirar-lhe força e ao mesmo tempo integrando-a numa rotina como ele diz normal. Disse ainda o mesmo senhor que se assim não acontecesse o povo seria tonto ou molenga.
Serve este episódio para introduzir o tema que realmente quero abordar: o mau-cheiro que repetidamente invade a cidade e a resposta a essa mesma situação.O problema permanece sem que alguém ouse levantar a voz e agir no sentido de resolver alguma coisa. Quem o deveria fazer em primeiro lugar seria a Câmara Municipal porém esta está completamente manietada e comprometida com as Empresas do Complexo fazendo parte do problema e não da solução. O actual executivo aprofundou a dependência da CMS, muito devido à gestão ruinosa e a sempre pronta mão estendida para subsídios e patrocínios de ordem vária.Junto da população o sentimento não é muito diferente, é regra geral associada a criação de emprego ao complexo e este à poluição, o que indirectamente associa o emprego à poluição e faz com que a aceitem como uma coisa normal retirando-lhe o peso negativo à semelhança do Sr. Van Zeller. De uma forma simples é feita uma troca de saúde por trabalho o que não faz sentido. O negócio não é justo nem compensa porque temos direito a ter emprego e saúde sem considerar que nos fazem um favor. São 23:50h de 12 de Setembro e o ar na Cidade de Sines está irrespirável, seria normal a revolta e a indignação. Porque não é assim?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Carnaval de Sines - O que é preciso mudar?

Pela importância que tem tradicionalmente e como veículo de promoção da cidade, o Carnaval vive momentos difíceis. Mais que um opinião acabada, este post pretende ser um contributo para iniciar um debate que está pendente e que.por falta de coragem de uns, "medo" de outros e apatia de muitos se vai adiando...


A imposição da localização na Avenida imposta pela Câmara Municipal é ou não a melhor solução?

A apropriação do Carnaval por uma Associação tem-se revelado a mais ajustada para o desenvolvimento da iniciativa ?

Faz sentido realizar uma mostra de Carnaval de Verão e nos moldes imitativos do original brasileiro?

Deve o Carnaval de Sines assumir uma identidade própria que o diferencie dos demais?


São apenas perguntas às quais penso que a comunidade local pode e deve responder.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

As Obras nas Vias rápidas..."Xanta Ingrácia" 3

"Ricas" Obras num "rico" País

Pachorrentamente como tem sido adjectivado nos artigos anteriores e por muita gente, cidadãos comuns que assistem impacientes ao desenrolar destas estruturas, umas necessárias, outras de interesse duvidoso e outras pode dizer-se que nem por isso.
Via Rápida Santo André-Barbuda
A Autoestrada (IP8) Sines-Espanha é segundo muitos, uma via estruturante como agora se diz, da economia Portuguesa que ligará o maior porto de mar da "praia lusitana" a Castela para que estes e não só, a possam utilizar para escoar e receber mercadorias (atenção que para o mesmo efeito será construída uma via férrea de alta velocidade). A transformação da actual via rápida entre Santo André e a rotunda da Barbuda em Autoestrada, salvo algumas pequenas obras de colocação de tubagens, entendo-a como uma obra desnecessária, megalómana e com um futuro muito duvidoso de interesse para os cidadãos. A prová-lo está a construção de uma via paralela destinada a ciclistas, tractores, "porra velhos" e a todos os veículos não automóveis - Gente com dinheiro a mais faz destas coisas.Outro bezilus  é a construção de Pontes (que posso calcular serem caríssimas não só pela estrutura em si, bem como a movimentação de terras que provocam e o tempo que levam a construir) que não levam a lado nenhum, tal como aquela em construção sobre a via rápida referida e que ligará os acessos praia das areias brancas ao aterro sanitário.

Tanto quanto me é dado saber, por interferência do ICN, não será possível construir uma estrada digna desse nome para a praia das areias brancas. Logo, iremos ter uma bela ponte sobre uma autoestrada que mais ano menos ano levará com uma portagem, e que dará acesso a coisa nenhuma o que só comprova o título deste texto. É uma questão de deixar passar o tempo.

Independentemente da forma e do tempo que estas obras estão a decorrer que já foram suficientemente criticadas pela forma displicente como são geridas há, para mim sem dúvida nenhuma, a montante alguma falta de visão de futuro, atendendo até, e principalmente, aos custos das mesmas. Temos de facto obras rodoviárias não muito longe daqui, e da tutela do mesmo instituto, essas sim que necessitariam de uma remodelação completa. Estas por cá, é óbvio que não vão agora destruir o que está feito mas, não seria MUITO MAIS BARATO E MUITO MAIS EFICIENTE construir-se uma pequena via de Santo André à praia e outra desta cidade ao aterro sanitário? Se calhar, só o preço da ponte dava para as duas vias e ainda sobravam umas massas, digo eu!


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Redução da TSU: um favor ao grande capital, um rombo na Segurança Social


Pela Importância que tem, transcreve-se texto integral

O anúncio do Governo PSD/CDS de proceder à redução da taxa social única, medida inscrita no Programa de submissão e agressão externa que o PS, o PSD e o CDS acordaram com o FMI e a União Europeia – constitui, para lá do que comporta de alteração em sentido negativo do modelo de financiamento da segurança social, uma transferência directa da riqueza produzida para os bolsos dos grupos económicos e financeiros e uma preocupante quebra de receitas para a segurança social.
Ao contrário do que dizem, o Governo ou aqueles que pretendem embolsar milhões de euros à custa dos trabalhadores, a redução da taxa social única não introduz qualquer ganho de competitividade no tecido económico nacional – que aliás em breve sofrerá as consequências dos brutais agravamentos do IVA sobre a energia eléctrica e o gás – como implicará, se a contrapartida for o aumento ou a reclassificação das taxas do IVA, um aprofundamento da contracção do mercado interno e do quadro recessivo em que Portugal se encontra e uma dupla contribuição dos trabalhadores para a segurança social, seja por via dos descontos directos, seja por via do IVA.
O PCP opõe-se à redução da taxa social única. Trata-se de uma medida que terá repercussões na degradação da situação financeira do regime contributivo dos trabalhadores tornando-o mais permeável às consequências da actual crise (desemprego, baixos salários, elevada evasão contributiva) e do seu mais que provável agravamento. Trata-se de subtrair receitas decisivas para garantir o direito à protecção social das novas gerações no âmbito do Sistema Público de Segurança Social. Trata-se de iludir a real causa dos níveis de competitividade da nossa economia e de atirar para cima dos ombros dos trabalhadores, dos reformados e do povo português um novo agravamento dos impostos e do custo de vida.
"in PCP -ver texto completo"

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Reflexão sobre a suposta vocação turística de Sines

Na caixa do correio


Numa altura em que podemos dizer que o Verão já acabou cá no burgo está na hora de fazer um balanço do que foi e é o turismo em Sines e se a aposta da Câmara Municipal de Sines é a mais correcta. 


Antes temos que reflectir sobre a suposta vocação turística da cidade se Sines e mesmo do Concelho (Porto Covo incluído). Sines apesar de contar com praias de muito razoável qualidade, pelo menos com bandeira azul há muitas, tem um clima geralmente ventoso que não propicia o turismo de Sol e mar que possa concorrer com o Algarve, ou sequer com a próxima Comporta ou Carvalhal por estes se encontrarem a Norte do Complexo Industrial a salvo das poeiras que respiramos e dos incessantes maus cheiros. 

O grande problema em termos turísticos é precisamente o antagonismo entre a cidade e o Complexo e enquanto não for resolvido esse conflito não haverá política de promoção turística que resista.Neste campo a Câmara até tem feito um esforço assinalável com a animação de Verão integrada no FMM, porém se virmos bem, quem enche o recinto das tasquinhas são os locais e das redondezas, basta comparar a afluência no fim-de-semana e nos dias de semana. 

A grande incapacidade da CMS tem sido a resolução do problema do Parque de Campismo que poderia ajudar na promoção de um turismo mais massificada em vez da aposta municipal no turismo cultural elitista de classe média/alta cuja disponibilidade financeira o leva para outras paragens. Onde o ar seja respirável e não cheire mal!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

KEEP CALM AND CARRY ON….Mantém-te Calmo/a e segue em frente..

Histórias de Vida…na caixa do correio 

Esta frase não lhe saía da cabeça. “Mantém-te calmo/a e segue em frente”.

Tinha sido criada, durante a 2ª Guerra Mundial, pelo Ministério da Defesa Inglês, para levantar o ânimo aos cidadãos face à brutalidade dos bombardeamentos de que as cidades inglesas eram vítimas.

Não conseguia manter-se calma e, muito menos seguir em frente sem se sentir frustrada e sobretudo humilhada. Todos os dias tentava, mentalizar-se que a situação em Portugal havia de melhorar, mas a desilusão com o que a rodeava era cada vez maior.

Tudo pelo que a sua geração tinha lutado e que tinha custado tanto a conquistar, estava a um passo de se desmoronar.

Direito ao trabalho, direito à saúde, direito à educação, direito a uma reforma digna após anos e anos de trabalho. Todos os dias acordava a pensar qual seria a surpresa que o Governo lhe/s reservaria naquele dia qual seria o direito que o governo lhe/s iria tirar nesse dia?

Já não podia ouvir o argumento de que teríamos de fazer sacrifícios pelo futuro, a bem das novas gerações.
Que futuro? Onde estavam os empregos para as novas gerações? No estrangeiro????? Qual estrangeiro?
Como se podia pensar em futuro se as medidas que o governo tomava eram as mais fáceis. Apenas, e apenas, se limitava a aumentar os impostos ?????
Mais uma vez sentiu náuseas ao ouvir o Ministro da Defesa. A culpa é sempre dos outros !!!!!!

Que POPULISMO !!!!!!!

Do acordo com a TROIKA só tinham retido o que lhes interessava, o aumento dos impostos para aumentar a receita.
Não era ingénua ao ponto de pensar que, no imediato fosse possível criar novos empregos, mas que pelo menos não aumentassem o desemprego ou que o tentassem reduzir por pouco que fosse.
Onde estava o tão apregoado orçamento de base zero na base do qual iriam governar ????
Será que o Senhor primeiro - ministro já se esqueceu do que disse?
Seria só ela que sentia náuseas cada vez que os ouvia falar?
O discurso do “Pontal” tinha-a tirado do sério. Deu consigo a falar sozinha para a televisão aos gritos.

- Vá, diga lá onde é que cortou na despesa? Diga? Onde estão as medidas de fundo?

Claro que não obteve resposta, nem ela nem os milhares de portugueses que iriam ficar sem uma parte do seu Subsídio de Natal e que cada vez tinham menos dinheiro para os bens essenciais!!!!

Calma, iria manter-se certamente, seguir em frente também, mas não iria deixar, por preço algum, de manifestar a sua opinião de que as medidas eram injustas e apenas superficiais, embora lhe começasse a dar vontade de fugir para bem longe daqui.
Porque que é que só os rendimentos de trabalho eram penalizados? Onde estava a contribuição dos rendimentos de capital para ajudar a superar a crise?

Certamente que não estava na venda do BPN a preço de saldo !!!!

-“Mantém-te calma e segue em frente, mas não deixes que te calem, nunca desistas do direito à indignação”- deu consigo a pensar, quando desligou a televisão farta de ouvir tanta baboseira.. KEEP CALM AND CARRY ON!!!!!!

domingo, 14 de agosto de 2011

Saúde a quanto obrigas...

A Saúde é um direito e sem ela nada feito

Mas, ao fim de semana ou feriados se os cidadãos do Litoral Alentejano ou quem nos visita precisarem de fazer um qualquer tratamento de enfermagem só tem duas hipóteses onde recorrer:

HLA
Clinica Privada

Porquê?

Porque os centros de saúde estão fechados!

Como o HLA principalmente nesta altura está muito concorrido, nada mais resta aos cidadãos do que pedir por favor a um ou outro enfermeiro que conheçam, para que pagando, possam fazer o favor de lhe dar uma injecção ou fazer curativo a algum ferimento.

É de facto curiosa este tipo de gestão dos Centros de Saúde Públicos (de todos nós), que durante os dias de semana funcionam em horários de escritório e ao fim de semana fecham para descanso do pessoal como se a saúde ou neste caso a falta dela tivesse horas pré-determinadas.
Só falta de facto fecharem para férias do pessoal.

Parece-me assim que a revisão da constituição da república que os "troikos" apregoam a propósito da crise que construiram para atacar a saúde, a educação, o trabalho e a cidadania, se vai fazendo  à margem da própria sede e, o povo se vai calando...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

TSU a baixar - IVA a SUBIR. A quem serve isto?

Aí está o Governo a servir os "Tubarões"

Se alguém tinha dúvidas sobre os desígnios dos Governos de direita, e que fervorosamente, defende a tal economia de mercado onde haja menos Estado e melhor Estado, aqui está mais uma medida onde o Estado deixa de o ser para se submeter ás exigências da "finança" e do roubo generalizado dos cidadãos.

Todos sabemos que ao longo dos últimos mais de dez anos que a Segurança Social (aquele serviço que nos paga as reformas e pensões, os subsídios de doença, o RSI, o Apoio à Infância e 3ª idade, os subsídios de desemprego, etc), tem as contas muito apertadas pela redução das contribuições derivadas dos mais variados factos, entre os quais o aumento do desemprego que faz aumentar a despesa e reduzir consequentemente a receita.

A acrescer a isto tudo há o "buraco" no fundo de estabilização financeira da SS que durante os anos 2003 a 2005 quando governavam Durão Barroso e Santana Lopes com Bagão e Portas pelo meio, não meteram sequer "um tusto" naquele fundo. É importante referir que aquele fundo, deve manter-se suficientemente estável para em caso de crise agravada nas contas do estado, possa servir de almofada para durante um ano permitir pagar reformas e pensões.

Assim, a Segurança Social é uma instituição solidária que vive à custa de quem paga (Trabalhadores e Empresários) e está visto com muitas dificuldades por razões óbvias.

Quando se propõe baixar a Taxa Social Única para as Empresas (mas pelos vistos não é para todas), no meu entender está implícita a destruição financeira da Segurança Social, a não ser que o aumento do iva nos bens e serviços seja transferido directamente para a Segurança Social. Claro que isto só acredita quem quer ou quem for "burro". Porque será que  a redução da TSU não desce também para os trabalhadores?

É lugar comum dizer que este Governo pretende destruir todos os benefícios que eu chamo direitos, emergentes dum Estado Social, arduamente conquistados há muitos anos pela sociedade civil. Mas isto é mesmo Verdade!

O Pontapé de saída sobre este ataque à Sociedade é importante não esquecermos que foi dado pelos Governos anteriores "xuxialistas" que tendo o apoio maioritariamente popular, governaram à direita e sempre com os mesmos objectivos da direita.

O Povo quando correu com aquela corja foi  e é soberano e não votou nesta "senhora" porque gostaria de o ver no poder, Votou contra Sócrates e seus muxaxos pela "merda que foram fazendo ao longo dos anos.

Agora, lixamo-nos todos, excepto alguns Tubarões que dominam cada vez mais o mundo.

Nunca os Estados estiveram tanto nas mãos dos Tubarões da Finança e da especulação.

Dar a volta a isto será uma tarefe muito difícil mas, Não Impossível. Onde anda o ânimo?
ef

domingo, 7 de agosto de 2011

«os pobres são muitos e já estão habituados»

Paulatinamente, ao ritmo de uma medida por semana, vem o actual Governo implementando um conjunto de medidas com que se pretende restringir drasticamente direitos sociais e direitos laborais, juridicamente garantidos, conquistados ao longo de muitas décadas.Há duas semanas foi o imposto sobre o 13.º mês (50%), a semana passada foi o aumento de 15% do preço dos transportes públicos, esta semana o pacote laboral.Estas decisões apresentadas como inapeláveis, e onde começam a surgir tenuamente tiques ditatoriais (veja-se a posição assumida pela presidente da Assembleia da República sobre o direito de parecer das organizações dos trabalhadores na discussão do pacote laboral), são-nos apresentadas como consequência da situação económica doPaís que, dizem, não comporta os custos desses direitos.
Como inserir neste discurso o vencimento do agora nomeadopresidente da CGD que vai auferir mensalmente mais de 46 salários mínimos?!! O princípio de que o País não comporta determinados custos não se aplica aqui?
O desfasamento entre os salários dos trabalhadores portugueses e o custo de vida cresce exponencialmente tornando-se incomportável e insuportável para a maior parte da população. Inversamente, até ao momento, não foi apresentada uma única medida que penalize o capital.
Aliás, esta medida de um aumento brutal do preço dos transportes visa, essencialmente, sanar as empresas públicas de transportes das dívidas existentes para depois as privatizar. Ou seja: aqui vamos todos fazer mais um esforçozinho para dar uma ajuda ao capitalismo a braços com uma crise que ele próprio criou.
Esta crise não é nossa – é uma crise do capitalismo que, «democraticamente» nos impõem que paguemos.
Estas decisões fazem lembrar uma frase atribuída ao ditador Salazar, que continua bem vivo na memória colectiva do nosso povo – um dia perante uma decisão que apenas penalizava os mais pobres, alguém o questionou pelo facto de os ricos não serem afectados, ao que ele terá respondido «os pobres são muitos e já estão habituados».
Ao poder político aqui fica o recado – o povo português jamais aceitará ser de novo tratado da mesma forma.
in “Avante!” nº 1965 de 28.07.2011

sábado, 6 de agosto de 2011

A capacidade de indignação


“Não há volta a dar-lhe. Neste pobre País, por maior que seja a infâmia, é escusado esperar de alguém qualquer assomo de repulsa. Todos fazem de conta. O aviltamento chegou a tal ponto que já nem a natural revolta dos ofendidos se entende. Temos ainda o nome de homens. Mas perdemos o mais elementar dos seus atributos, aquele que o próprio Cristo assumiu, com todas as consequências: a capacidade de indignação.”

Miguel Torga – Diário( Janeiro 1979)