quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vasco da Gama A.C. entra a ganhar na Taça Distrital

Ricardo Rodrigues (Nita) foi titular e marcou um golo


Domingo em Sines e em muitos outras cidades assistiu-se ao regresso da Taça Associação Futebol Setúbal (AFS), mais de uma década depois da sua última edição. O reaparecimento desta prova tem como objectivo garantir uma maior dinâmica competitiva para o futebol sénior da região e aumentar a visibilidade sobre todos os clubes participantes, uma vez que a Taça AFS engloba clubes da 1ª e 2ª divisões distritais.


Em sorteio fomos incluídos no grupo B, juntamente com as equipas do Olímpico Montijo, da 1ª divisão, Quintajense F.C. e G.D. Lagameças ambas da 2ª divisão distrital.


Nesta primeira jornada recebemos em Sines o Olímpico Montijo, líder do nosso campeonato com mais dois pontos que nós, o segundo classificado. Mesmo sendo em provas distintas é sempre um grande confronto em perspectiva entre dois clubes com os mesmos objectivos, vencer todas as competições que estão em disputa. Apesar das tradicionais alterações que os treinadores aplicam nos jogos da Taça para ver em acção os jogadores com menos minutos de jogo, o jogo foi bastante intenso e de qualidade.


No que diz respeito á equipa que me interessa, a nossa, tinha o sentimento que o grupo tem muita qualidade e competitividade interna onde este jogo veio-o confirmar. Os jogadores que ainda não tinham jogado qualquer minuto oficial e os que têm vindo a procurar uma oportunidade no onze deram na minha opinião uma excelente resposta com uma atitude fantástica de quem respeita qualquer competição e de quem se sente titular, não me interessa minimamente se o Montijo estava com a equipa A, B ou C, sei que nós apresentamos a única que temos, a A, vencemos por 2-0, vitória justíssima da melhor equipa em campo durante os 90 minutos.


Dois golos de bola parada deram a vitória a quem sempre a procurou, primeiro por Luiz Gustavo com excelente cabeceamento depois de boa combinação na marcação de um canto á maneira curta entre o Paulinho e Luis Fassy, o segundo através de Ricardo Rodrigues (Nita) que após ressalto dentro da área adversaria encostou fazendo o resultado final.


Grupo A : Almada 1-3 Melidense e Charneca Caparica 3-5 Grandolense.


Grupo B: Vasco da Gama A.C. 2-0 Olímpico Montijo e Quintajense 5-1 G.D. Lagameças.


Grupo C: Paio Pires 2-1 Barreirense e Quinta do Conde 1-1 Comércio Industria.


Grupo D: Monte Caparica 4-3 Alfarim e Estrela Sto André 0-0 Arrentela.


Grupo E: Botafogo 2-3 ACRUT Zambujalense e Desportivo Portugal 4-0 Jardiense.


Correcção: No meu ultimo post informei incorrectamente sobre o número de grupos nesta fase, são 5 grupos de 4 equipas com apenas um jogo entre as equipas, aqui fica a correcção.


Domingo, dia 24 às 15h regressa o campeonato: Desportivo Portugal vs Vasco da Gama A.C.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Jamais pensei assistir a uma coisa assim. Dizem os livros que o estado, incluindo autarquias locais, é uma pessoa ou entidade de bem. Que queria isto dizer? Queria dizer simplesmente que o estado português cumprirá sempre com os seus compromissos perante os cidadãos e suas organizações. Então que pensar da câmara municipal de Sines cuja maioria politica apresentou na última reunião uma proposta de anulação de compromissos financeiros assumidos em 2009, ANO ELEITORAL, para com as colectividades e associações sinienses? O valor, do qual ainda aguardo informação é bem superior a cem mil euros. Do que me foi informado e apenas em relação a 2009, os Bombeiros Voluntários ficam sem 21.500 euros, o Centro Cultural Emmérico Nunes com menos 5 mil euros, a Banda da Música com menos 5.375 euros, e as associações desportivas com menos 66 mil euros. Tudo valores que a câmara municipal decidiu em reuniões atribuir, será que está em acta (?) em 2009, que as várias entidades esperavam receber, mesmo atrasados, e que agora se esvaiem como fumo.
Ainda mais grave, durante 2010, os valores a pagar às colectividades e associações será reduzido a cerca de um terço do compromisso, isto é, como nada foi pago este ano apesar da sua inscrição orçamental, em vez de cumpridos os compromissos assumidos durante todo o ano, a tal "entidade de bem", decide unilateralmente que só paga um trimestre. Simplesmente abominável.
Francisco do Ó Pacheco

domingo, 17 de outubro de 2010

O mal amado Porto Covo

Foto obtida a partir do site da CMS


Oiço novidades escabrosas sobre o mais famoso artigo do Concelho de Sines, o 47º de Porto Covo.
Por manifesta falta de tempo, ainda não confirmei as informações, o que a verificar-se é um verdadeiro atestado de incompetência e de grave responsabilidade.

Brevemente regressaremos a este assunto, entretanto aconselho a leitura atenta da acta 23/2008 da reunião de Câmara de 15.09.2008, onde consta o enquadramento histórico desta questão e recordar o programa do Movimento SIM que referia a pretensão de "Construir um novo Jardim Público em Porto Covo, no âmbito das obras do artigo 47º, com campos de jogos, parque infantil e equipamentos de lazer."


Quem tem medo do FMI

Portugal está perante uma bifurcação com um mesmo destino final, a recessão. Apenas falta saber se começa numa crise política e se acaba com o FMI à nossa espera.

Se o OE for aprovado agravará a crise económica e entraremos em recessão, se o OE não for aprovado entraremos em crise política, continuará a crise económica, entraremos em recessão e virá o FMI. Se a vinda do FMI significa que não fomos (eles políticos) capazes de travar o défice, como afirmou o Ministro das Finanças, então estão atrasados uns bons pares de anos, e depois os famigerados "mercados" acalmam com a entrada do FMI.


Afinal existe vida para além do défice mas é muito cara.

Divulgação

sábado, 16 de outubro de 2010

Do mais elementar bom senso

As câmaras municipais que “que se encontrem em situação de desequilíbrio financeiro estrutural ou de ruptura financeira” ou que tenham ultrapassado os limites de endividamento estão proibidas de contratar pessoal, segundo a versão preliminar do OE 2011. Qualquer contratação que “escape” a esta imposição é imediatamente considerada nula, e as câmaras que a perpetrem incorrem em “fazem em responsabilidade civil, financeira e disciplinar”.

Não apenas concordo como é do mais elementar bom senso a medida prevista no OE. 

Mas faltou arrojo para disciplinar a gestão autarquia e o regabofe despesista das autarquias.
O corte de 5% previsto nas transferências apenas deveria ser efectuado naquelas autarquias cujos autarcas tem delapidado os cofres municipais penalizando estas e premiando os casos de sucesso na gestão camarário, como por exemplo em Grândola.

Para controlar as finanças de muitas das autarquias, seria necessário recorrer à imposição de mecanismos cujos autarcas por sua iniciativa são incapazes, criar uma versão de FMI para consumo interno que actuasse nas autarquias e o mais importante, os actos de má gestão continuada que levam à falência dos municípios deveriam ser considerados crime público e os seus responsáveis responderem criminalmente.

Aos contrário do que afirmam e praticam certos Presidentes o voto não legitima tudo, muito menos a destruição da riqueza comum e o comprometimento do desenvolvimento económico e social dos Concelhos que desgraçadamente o destino lhes colocou nas mãos. 

Fui



O mais importante acontecimento económico dos tempos recentes para a nossa região passou quase despercebida pela imprensa e pelo conhecimento dos Sinieneses.

Actualmente a economia local atravessa um bom momento, com um poder de compra globalmente elevado que quase torna Sines imune à crise. Os trabalhos na petrogal arrastaram uma pequena multidão para Sines que entre alimentação e arrendamento de imóveis - ilegais na esmagadora maioria - permite rendimentos anuais muito interessantes para uma parte significativa da população.

Contudo como em todos os investimentos industriais também este tem um pico de necessidade de mão-de-obra no inicio e a partir sensivelmente dos 2/3 da construção vai diminuindo abruptamente. No final restam instalações industriais com pouca necessidade de pessoal para assegurar o funcionamento e manutenção.

Sines perdeu recentemente a possibilidade de no final do investimento da refinaria da Galp, arrancar um novo e importante investimento. Tratava-se da instalação de uma fábrica que produziria polisilício - a matéria-prima destinada a fabricar painéis solares, num investimento de cerca de 440 milhões de euros, estimando-se que criasse 480 postos de trabalho directos e 1000 indirectos.

Ao que se sabe não faltou interesse, nem a necessária diplomacia económica, apenas e só faltou financiamento para o projecto, incluindo da própria CGD. Tanto mais estranho que de acordo com os especialista do processo industrial em causa referem que se trata de um investimento com um retorno bastante interessante ao contrário de outras trabalhadas em que o banco do Estado se tem envolvido.

Entretanto arrancará no Egipto, com parte de capitais chineses, o investimento na área das energias renováveis, com um impacto ambiental reduzido e gerador de postos de trabalhos, que o capital financeiro negou para Sines.

E dos responsáveis políticos locais e regionais, tivemos o habitual e coerente silêncio ou desconhecimento. Parece mais importante discutir elevadores panorâmicos e escolas de música.

É a politica local reduzida à sua dimensão.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

As contradições de Sócrates

Palavras para quê?

há coisas novas na TV

Desde 20 de Setembro, devido ao pedido de suspensão de mandato da vereadora Carmem Isabel Amador Francisco, Tiago Jorge Guerreiro dos Santos exerce funções de vereador em regime de não permanência, tendo sido-lhe delegadas competências na área do Turismo.

Bateu no fundo? Qual fuuuuundoooo...???



Depois de anos de decadente monarquia, uma violenta e sanguinária I república, seguiram-se umas décadas governado por um ditador provinciano e os seus algozes, depois vieram os sonhadores utópicos, e quando era difícil esperar pior foi delapidado por políticos bem mais espertos que inteligentes, agora é  governado pela Europa e a tirania dos mercados. Triste país o nosso. Pobre gente que não perdeu a independência pela força das armas, hipotecou-a por manifesta incapacidade de governar. A crise não existe, nem se colou à pele, vive dentro de nós.

Bombardeados pelas mensagens politicas devidamente gasolinadas por algumas imprensa vendem-nos algumas ideias que aceitamos e discutimos com um PS de vitória em vitória até à derrota final.

Primeira questão. Todos os anos discutimos o valor do défice, mais décima, menos décima. Mas subsiste uma questão fundamental nunca discutimos a ausência de superavit, o que significa que todos os anos agravamos a divida pública e alguém a tem de financiar e um dia pagar. Atingimos o ponto em que um défice de 7% é um sucesso, nem nos lembramos que um défice significa uma degradação das contas públicas em menor ou maior grau.

Segunda questão. A competividade e as exportações. Venderam devidamente embalada a ideia que é necessário aumentar as exportações. É apenas metade da verdade. A balança comercial tem dois pratos, no caso de Portugal para equilibrá-la ou se aumenta as exportações ou se reduz as importações. A impossibilidade de cunhar moeda desvalorizando-a, para aumentar as exportações ou criar barreiras alfandegárias para travar as importações, deixa-nos perante o cenário de produzirmos melhor e mais barato para consumo externo - aumentar exportações - mas também para consumo interno - reduzir importações. 

Terceira questão. Medidas orçamentais. A esmagadora maioria das medidas orçamentais tem resultados imediatos como necessário, mas cujo efeito não se propaga no tempo. Não é possível por exemplo manter por muito tempo as reduções salariais dos funcionários públicos, o contrário já era verdade no caso de uma reforma administrativa do território, na extinção de muitos dos institutos públicos e na redução dos gastos do estado. Ou seja para o ano estaremos a discutir o mesmo, mas mais endividados.

Quarta questão. A crise. A crise não começou, nem acabará agora, nem tãopuco é meramente importada como tentaram passar a mensagem. Tem anos, décadas. Tivemos a carestia, a contenção, a tanga e tudo isto banhado a fundos comunitários e acesso fácil ao crédito, cénarios que dificilmente se repetirão.

Quinta questão. O orçamento. Impingem-nos que com a aprovação do OE a crise fica resolvida, nada mais falso. Primeiro temos que entender porque motivo quem apresenta a suposta solução, não conseguiu anteriormente com os mesmos argumento atingir os fins a que agora se propõe. O PEC e o PEC II falharam na competência e capacidade do Governo de controlar a despesa pública, a mesma que continuará a não controlar com ou sem orçamento aprovado.
  
Sexta questão. Os mercados. É o eufemismo para os especuladores ávidos de países destrambelhados como jogadores viciados num casino. De facto os mercados reagem mal à incerteza, comportam-se como um dealer que pretende ver o seu cliente devidamente "agarrado". A falácia dos mercados é o maior produto de marketing deste governo. Os mercados agem como os agiotas, querem emprestar, cobrando o mais possível, mas tendo a certeza que recebem. Nesta óptica gostam do risco, pois somente assim obtêm mais valias elevadas. Preferem de facto a certeza de um mau orçamento que não resolva o problema a longo prazo do que uma ruptura que tenda para uma solução duradoura. Sou de opinião que é melhor não viabilizar um mau orçamento que aprová-lo. Pagaremos um preço imediato no curto prazo, certamente, mas um bom orçamento é a garantia de libertarmo-nos dos "mercados" no médio prazo. A verdadeira questão é quem tem coragem de assumir o ónus politico de fazer um "orçamento de base zero".

Entretanto Portugal que precisa urgentemente de um governo de regime presidencialista, será "salvo" por um orçamento feito fora das fronteiras - Alemanha, FMI, OCDE - e viabilizado por uns quaisquer deputados "limianos", que desobedecerão à disciplina partidária e ganharam primeiro aura de salvadores da pátria na imprensa e depois mantendo-se o status quo,  gozaram uma suave e dourada "reforma" num obscuro instituto do estado. 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vasco da Gama regressas ás vitorias em casa

Zé Luís Brito autor de um golo fantástico

Depois de na jornada anterior termos alcançado a primeira vitória no campeonato em Sarilhos, este domingo continuámos a senda vitoriosa ao vencer em Sines o Maritímo Rosarense por 2-1, na 3ª jornada do campeonato, liderado pelo Olímpico Montijo com nove pontos, seguido por Vasco da Gama e ACRUT Zambujalense, ambos com sete pontos.

Após a vitória fora de portas na jornada anterior e por resultado expressivo, qualquer outro resultado que não fosse a vitória seria forte revés nas nossas aspirações.

Voltou a estar mau tempo em todo o país como no fim de semana anterior, de novo a intensa chuva e vento condicionaram a qualidade do jogo.

Recebemos o Marítimo Rosarense que tinha um ponto em dois jogos, viria a Sines em busca de um ponto com sabor a vitória, de acordo com as suas ambições. A tabela classificativa neste campeonato em nada se reflecte dentro das quatro linhas onde os jogos são quase sempre muito competitivos independentemente  dos lugares que as equipas ocupam.

Foi o segundo jogo em casa, depois do empate no primeiro queríamos vencer perante os nossos sócios e adeptos mostrando-lhes que estamos empenhados em atingir os objectivos. A verdade é que não fizemos um bom jogo, não fomos capazes de fazer boas transições defensivas e ofensivas como é normal, o nosso adversário e bem aproveitou sempre para trocar a bola e ocupar melhor os espaços no campo. Mesmo sem jogar bem fomos sempre a equipa mais perigosa pertencendo-nos as oportunidades de golo mais evidentes, o Marítimo Rosarense apesar de estar bem organizado fez apenas três remates á nossa baliza em todo o jogo.

Chegamos á vantagem através do Zé Luís, após cruzamento milimétrico do Cadu para o segundo poste onde o Zé Luís sem deixar cair a bola remata de pé esquerdo ao ângulo contrário, quem conhece a capacidade de remate do Zé pode imaginar o grande golo que foi. Poucos minutos depois do golo e quando parecia que iríamos a ganhar para o intervalo o Marítimo empata num lance de bola parada, muita confusão de ressaltos na nossa pequena área sobrando a bola para um adversário encostar para o golo. Empate a uma bola ao intervalo.

Na segunda parte o nosso caudal ofensivo foi muito grande onde as jogadas por ambos os flancos já começavam a sair de acordo com o nosso estilo de jogo habitual, as oportunidades de golo e o número de cantos faziam adivinhar o golo a qualquer momento, o que veio a suceder já no ultimo quarto de hora de jogo, depois de Luiz Gustavo assistir Idi que na cara do guarda-redes não perdoou. Até final o Marítimo utilizou um jogo directo mas sem efeitos práticos e o resultado já não se alterou.

A exibição não foi a melhor para aliar á vitória e entrega de todos nós, mas o objectivo foi alcançado justamente.

Domingo não há jogos do campeonato, realiza-se a 1ª jornada da Taça de Setúbal e nós recebemos em Sines o Olímpico Montijo em jogo do grupo B. Prova com quatro grupos de quatro equipas havendo uma só volta nos jogos entre as equipas.

Confira todos os grupos e jogos da Taça em: http://www.zerozero.pt/edicao.php?id_edicao=18266 .

Somos carneiros


Estamos falidos. Não é de hoje, nem da crise financeira mundial, não são os PEC, nem a aprovação do Orçamento de Estado que resolverão o problema. Estamos falidos desde o primeiro orçamento deficitário em 1976, que se repetiu até hoje, apenas aumentando a ordem de grandeza.
A questão não é conjuntural é estrutural, atávica e cultural. Desde que exista quem empreste gastaremos sempre mais do que aquilo que temos, assim foi com todos os partidos que passaram pelo poder, desrespeitando o futuro.

Sou de esquerda, mas conheço a ideologia subjacente e os movimentos históricos, princípios estranhos à maioria dos actuais políticos.  Uma esquerda solidária, humanista, mas também realista e pragmática, nada de confundir com terceiras vias ou de pôr o socialismo na gaveta.

Acredito no estado social. Pelo que defendo que as áreas que gerarão sempre prejuízo não se deve em seu  nome esquecer o rigor orçamental, assim como existem áreas de actuação do estado que geram mais valias, que não podem ser motivo de laxismo ou de vergonha, o lucro é motivo de inteligência, não é pecado. A avidez não é sinónimo de lucro, não deve nem pode ser.

Faltou a este partido socialista coragem. Foi e é forte com os fracos - professores, funcionários públicos, classe média e fraco com os fortes - a banca, os magistrados, os médicos, as regiões administrativas, etc. Deixa as mais importantes reformas por fazer, excepto a da segurança social.

Continua a aguardar a reforma administrativa do território, temos concelhos, presidentes, vereadores e assessores a mais, temos que esclarecer a questão das regiões administrativas. Hoje olhando para trás, sábio foi o povo que rejeitou o mapa das regiões.

Continua-se a empregar e nomear por motivos políticos, de suposta confiança politica, pois criou-se a ideia que os motivos políticos a tudos se suprepõem e tudo justificam. Não se exige currículo ou experiência anterior nas funções a desempenhar, este modus operandi é transversal a todos os políticos desde as juntas de freguesia até ao governo central.

Ao contrário de muitos fundos europeus canalizados para bens intangíveis, temos que regressar às origens e produzir muito, bem e barato - a tal competividade. A fobia das exportações, tem feito esquecer a necessidade de reduzir as importações, produzindo e consumindo bens produzidos por nós. Precisamos de empresários, industriais, basta de empresários de pacotilha e corra-se com os especuladores.

Proíbam as autarquias - todas-  de festas, romarias e foguetes e paguem aos funcionários público aquilo que é seu por direito, o seu ordenado.

Mandem para o mercado de trabalhos as centenas, talvez milhares de políticos acoitados em fundações, institutos, empresas municipais e para municipais, e mantenham o IVA nos valores médios europeus.
Somos todos culpados, apaziguámo-nos na melhoria de vida material, acreditámos que o futuro era sempre a melhorar, como se não houvesse retrocesso. A especulação e o dinheiro fácil conseguiram aquilo que durante milhares de anos ao longo da história nenhuma guerra, ditadura ou calamidade conseguiu, tornar o rebanho calmo, pacifico e ordeiro, caminhando para o abismo sem o mais pequeno balido, ou olhar para trás. Rendemo-nos porque o sistema de saúde melhorou, entregámos os pontos porque a educação avançou, jogámos a toalha ao chão porque passámos a ganhar mais, de facto a qualidade de vida melhorou, mas a um preço insuportável.

Mas como em tudo existem uns mais culpados que outros e desta é fácil a culpa não morrer solteira. Os culpados são quem nos governa e governou, seja por acção como por omissão. Desde o inicio da década de oitenta até à actualidade - perdoem-se os anos de revolução, PREC incluído por a politica era o ópio colectivo que tudo desculpava - não existirá um único politico que tenha cavalgado o poder que não tenha culpas no cartório.

A politica enquanto causa nobre já não existe, a geração anterior ainda produziu alguns políticos, na verdadeira acepção da palavra, a nossa tratou de mostrar que a politica acabou. Mais que a geração rasca, somos a geração em que os políticos se desenrascaram.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Jardim Zoológico

Juntamente com a minha família partilhamos o nosso apartamento com um cão, um gato, 3 peixes e uma tartaruga, mais seguramente com algumas ocasionais formigas, moscas, mosquitos e permanentes ácaros e restantes familiares. Não que não me tenha já ocorrido ter um rinoceronte na banheira, mas questões logísticas e legais demoveram-me de tal sonho, que continuo a acalentar.

E tudo isto permanece numa curiosa harmonia, muito raramente quebrada pelos humanos e quase nunca pelos animais. O cão e o gato dão-se como os melhores amigos dividem cama, mesa e até algumas brincadeiras menos recomendáveis a dois seres do mesmo sexo, mas como sou liberal nesta coisas, é lá com eles. Quanto aos peixes e ao gato mantêm desde longa data uma relação alimentada de admiração, receio e medo, em partes iguais. Admiração pelo movimento vermelho que desenham no aquário e nos olhos do felino, receio pela àgua, única barreira que o impede de pôr em prática milhares de anos de registo genético e medo, medo pavoroso da parte dos peixes. Já quanto à tartaruga passa por isto de forma cool, quando o gato decide brincar com ela, hiberna e desaparece, literalmente, durante uns dias.

E vinha isto a propósito dos animais abandonados na nossa cidade cuja invernia acentua a sua dramática existência. Triplamente abandonados, pelo dono que algum dia tiveram, pela sociedade que os rejeita e finalmente pela autarquia que não consegue construir um canil digno, que promova o seu resgate por alguma alma caridosa. Triste sina a de quem a democracia não deu direito de voto.

domingo, 10 de outubro de 2010

O Nortenho até tem razão (Vernáculos)

Desabafo
Escrito por uma pessoa revoltada, pelo que teremos que desculpar algumas palavras mais fortes.
A este saltou-lhe a tampa... e não é o único.
Em vernáculo, mas uma realidade...

Justo é o C-----O.


Parece que o Primeiro-ministro terá dito que desta vez os sacrifícios serão distribuídos de forma mais justa. Justa é o C-----O!!!!

São 23 horas, cheguei agora a casa e trabalhei hoje doze horas. O meu filho já esta a dormir. Este ano já paguei em impostos e multas dezenas de milhares de euros, todos os meses pago um balúrdio de TSU, tenho custos financeiros indescritíveis por causa da forma como é cobrado o IVA, pago o PEC sobre um rendimento que pode não acontecer e este filho da p*** vem-me dizer que os sacrifícios serão distribuídos de forma mais justa???

O C-----O!!!!!
Tenho semanas durante o ano em que trabalho 20 horas por dia, este fim de semana não sabia sequer que dia era, no dia da greve de uma chusma de paneleiros andei na estrada a pagar portagens e a trabalhar para poder pagar impostos, comecei numa puta duma garagem sozinho e dei trabalho a uma carrada de gente a quem pago o IRS, a Segurança Social, Seguros de Trabalho e todas as taxas que o estado me exige, não negoceio salários brutos, por isso que vão para o C- --LHO com as contribuições dos trabalhadores, pago salários decentes e recuso-me a pagar o salário mínimo seja quem for, investi e perdi, arranjei-me, voltei a investir e falhei de novo, recuperei e investi de novo e consegui.

E estes paneleiros do C---LHO vêm agora dizer-me que os sacrifícios são distribuídos de forma justa???; e ainda por cima querem casar uns com os outros!!! Como o Guterres que fodeu o pais todo com o rendimento mínimo garantido, a pior opção económica de sempre, nem sabem sequer o que é não dormir, desesperar, cair e levantar sem pedir um tostão que seja ao filho da p*** do Estado?!

Nem subsidio de desemprego nem o C----O?! E tenho que ouvir todos os dias as queixinhas dos funcionários, dos professores com horário zero (!), dos funcionários dos correios, dos anacletos e afins, que fujo ao fisco, que exploro os trabalhadores, que tenho que pagar mais impostos, que sou um parasita?!

Já paguei todos os impostos de facturas que até agora não consegui cobrar (IVA e IRC), paguei IRC sobre stocks que não sei se algum dia conseguirei vender e os sacrifícios são distribuídos de forma justa?!

Justo é o C-----HO.

Os 2000 funcionários da CM de Portimão trabalham das 9h às 15h com intervalo para almoço e de caminho a mesma CM gasta o nosso dinheiro em foguetes, almoços, festivais de aviões e de motas de água. etc e depois entrega e paga serviços a empresas privadas;

Decidiram mudar a escada da parte velha, fecharam-na, derrubaram a antiga e colocaram a estrutura em metal, e após quinze dias retiraram a mesma estrutura e colocaram-na em madeira! E ainda queriam fazer um elevador até à praia!!! E eu pago. Num qualquer Instituto mais de 50 chulos tratam de 9(!) putos. E eu pago.

Substituem administradores pagando indemnizações, contratam o Fernando Gomes e o Nuno Cardoso(!!!!). E eu pago. Inventam Institutos e Fundações. E eu pago. Inventam as SCUTS. E eu pago. O PEC. E eu pago.

O Presidente apela ao patriotismo. E eu pago.

Sr. Presidente, com todo o respeito que me merece:

Vá-se F**** com todas as letras! você e os camaradas no avião fretado para irem passear para a China.
A CM de Paredes de Coura faz Parques de estacionamento sem trânsito. E eu pago.

O Anacleto Sá Fernandes rebenta com o C----HO do orçamento da CM de Lisboa. E eu pago.

O Sócrates vai à borla de avião Falcon da Força Aérea. E eu pago.

Sacrifícios???!! De quem, CA---HO?! Prestam-me um serviço de merda na saúde, a educação é tão miserável que sou obrigado a por o meu puto num colégio privado, nem me atrevo a cobrar dividas em Tribunal devido à miséria que é a Justiça. E pago.

Preciso de uma puta de uma cirurgia e tenho dezasseis mil pessoas em lista de espera, pelo que se não tivesse um seguro de saúde estaria como milhares de desgraçados que se calhar já morreram. E eu e eles pagamos.

Os sacrifícios são distribuídos de forma justa?

Como, CA---HO?!

E aquela esfinge paneleira de óculos que preside ao Banco de Portugal, que ganha mais que o secretário do tesouro dos E.U.A., está à espera de colectar mais 0,03% do PIB com o aumento do IVA? Pois tenho uma pequenina novidade para o reconhecido génio.

Talhos, advogados, lares, lojas de moveis e outros pequenos negócios que conheço já têm a contabilidade e pagam impostos em Espanha e eu, assim seja possível, no ano da graça de 2010 pagarei todo o IVA, IRC e contribuições em Vigo.

A chulice destes filhos da p*** que vá cobrar ao CAR---!!!

E quero que se f**a a solidariedade e a conversa de merda porque não me sai do corpo para o dar a chulos. Por alma de quem? Mais Justo??!!

E mais, passo a meter gasolina, gasóleo e gás em Espanha.

Pois é meus amigos, Justo é o PÉNIS QUE OS FECUNDE!!!!!!!!!!!

Mais ao Vara e aos sucateiros que nos fo**m a nós.

Só nos faltava este filho da p**a para completar o baralho dos gate:

Diplomagate; universidadegate casasgate, CovadaBeiragate, relatóriogate, sobreirogate, freeportgate, etc, etc, mais este Varagate...

Realmente é demais.....Tudo Pró CAR--HO

Um abraço de um Português fo**do e refodido como o Car--ho.

Óscar Azevedo

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Iniciou o Julgamento

Iniciou hoje cerca da 10 horas, no Tribunal de Santiago do Cacém, o julgamento em que sou arguido, na qualidade de administrador deste blogue, devido a ter aceite e publicado comentários a um post de minha autoria e que de acordo com o queixoso - Manuel Coelho - serão atentatórios do seu bom nome e dignidade profissional.

Dado estar a decorrer o julgamento, com continuação marcada para dia 21 do corrente mês, reservarei para após a sentença a minha opinião sobre os factos ocorridos, o julgamento e as suas incidências.

Não deixou de ser estranho encontrar-me na qualidade de arguido no local onde em experiências anterior estive na qualidade de testemunha ou perito.

Entrei com a certeza da minha inocência e a convicção da minha absolvição. Nada abalou ou mudou a minha certeza e convicção que levarei até onde o sistema jurídico português e europeu permite.