sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Precariedade mata na Petrogal em Sines
Comunicação
Trabalhador em situação precária morre a trabalhar na Petrogal em Sines
Um trabalhador com cerca de 50 anos de idade morreu, vítima de acidente de trabalho, às 00.30 horas do dia 5 de Outubro, quando trabalhava na reparação de uma instalação da Petrogal em Sines. É mais uma vítima da precariedade contratual, do trabalho à hora onde tudo se exige, pouco se paga, os trabalhadores não têm direitos e raramente constam das estatísticas, são carne para canhão - como eles costumam dizer.
O trabalho que estava a desempenhar, com outros trabalhadores, era de carácter urgente, considerado de curta duração e, por isso, obrigava a várias horas de trabalho quase seguidas e com pouco descanso, mas ainda não existem dados que confirmem que tenha sido essa a razão principal do acidente.
O trabalhador desempenhava, naquela obra, funções por conta de uma empresa mas, ao que consta, estava a recibo verde, o que significa que quanto mais horas fizesse mais ganhava e menos a empresa descontava para a Segurança Social.
A vida dos trabalhadores precários é dura, estão sujeitos a todas as arbitrariedades patronais e das próprias chefias. Um trabalhador, pelo facto de ser precário, tem muitas vezes receio de reclamar melhores condições de trabalho, mais segurança e, inclusive, de recusar fazer determinados trabalhos sem condições - o que não aconteceria se tivesse segurança no emprego.
Na Petrogal neste momento existem alguns milhares de precários, portugueses e estrangeiros.
Têm normalmente contrato a termo, mas recebem à hora, não gozam férias, não recebem subsídio de férias nem de Natal, não recebem horas suplementares, o salário é o mais baixo possível, para que o patronato pague o mínimo possível para a Segurança Social, e o restante vem no recibo como ajuda de custo, quando afinal não existe deslocação. Outros estão a recibo verde, como parece que seria o caso do trabalhador falecido. Chamam-lhes trabalhadores por conta própria, mas não têm qualquer autonomia,cumprem um horário de trabalho, as ferramentas utilizadas são da empresa e, no local de trabalho, estão sob ordens, direcção e autoridade de um responsável da empresa que ganhou o trabalho e na Petrogal está também sempre presente um quadro desta.
O sindicato tem reclamado por variadíssimas vezes a intervenção da ACT nestas grandes empresas, por causa dos direitos e da fuga das contribuições para a Segurança Social, mas os resultados têm sido quase nulos, por isso vamos voltar a reclamar a intervenção. A precariedade é dura, desumana, injusta e ilegal.
Os serviços da ACT têm que ter uma melhor e mais eficiente intervenção.
A luta em defesa dos direitos vai continuar e vai estar presente na greve geral de 24 de Novembro!
Setúbal, 7 de Outubro de 2010
A Direcção do SITE SUL
Imaginem...
Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.
Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.
Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência.
Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.
Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam.
Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.
Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.
Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.
Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.
Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido.
Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos.
(MC)
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
VASCO DA GAMA A.C. vence em Sarilhos
No passado domingo deslocámo-nos até Sarilhos para defrontar o 1º de Maio Sarilhense em jogo a contar para a 2ª jornada do campeonato distrital de Setúbal, onde vencemos por 4-1 e alcançamos assim a primeira vitória no campeonato.
É sempre uma deslocação difícil ao campo do Sarilhense, como prova a derrota na época anterior e este ano queríamos 'vingar' essa derrota injusta que nos penalizou pelos golos desperdiçados.
Na primeira jornada perdemos dois pontos em nossa casa e a responsabilidade junto do grupo aumentou, o que tornava ainda mais importante ganhar em Sarilhos e provar que somos efectivamente candidatos á subida.
O mau tempo que se fez sentir em todo o país no domingo condicionou muito o jogo, vento forte e com chuva em muitos períodos do jogo não permitiram às equipas apresentarem o seu melhor futebol. Começamos o jogo contra o vento, atenção redobrada nas bolas paradas e às bolas bombeadas para as costas da nossa defesa era a prioridade para travar as iniciativas do adversário que procurava deste modo aproveitar o factor vento. Como temíamos sofremos um golo de bola parada, logo no inicio do jogo através de um ponta pé de canto, com a bola ajudada pelo vento e muito chegada ao primeiro poste sendo desviada por um jogador nosso para a própria baliza. Lance infeliz da nossa equipa que desde cedo começou a perder, reagimos bem ao golo sofrido e partimos logo em busca do empate numa altura que jogávamos com mais um jogador depois de o àrbitro expulsar directamente um adversário.
Na segunda parte e com mais um jogador competia-nos fazer tudo para ganhar este jogo, onze para onze já éramos a melhor equipa em campo com mais um jogador tínhamos que finalizar melhor as jogadas de ataque criadas. E é aqui que entra o Luiz Gustavo na partida em detrimento de um defesa para a finalização começar a ser eficaz, na primeira vez que toca na bola com um movimento de grande ponta de lança fez o empate e já era aposta ganha do mister.
Com o golo a equipa acreditou que a vitória estava mais perto, após mais uma jogada de ataque Luiz Gustavo isola-se dentro da área e é derrubado em falta, penalti que Daniel Direito converteu em 1-2 a nosso favor. Estava dada a reviravolta ao resultado, os nossos objectivos e princípios de jogo não no permitem abrandar ou defender resultados e continuamos a jogar ao ataque sempre em busca de mais golos, Luiz Gustavo que já estava a ser a figura do jogo ainda marcou o 1-3 depois de um excelente passe do Cadu desde a nossa defesa a isolar o avançado.
Já bem perto do final do jogo o Paulinho também ele saído do banco fez o resultado final em 1-4 a finalizar uma boa jogada colectiva.
Destaque para o Luiz Gustavo que saiu do banco de suplentes e marcou 2 golos e sofreu a falta do penalti, ele que chegou do Brasil há pouco tempo e com certeza lhe dará um alento extra.
Resultado justo para a nossa equipa que aproveitou bem a vantagem numérica em campo, o Sarilhense a ganhar 1-0 talvez não merecesse a atitude do seu jogador que complicou muito a tarefa dos seus colegas.
Domingo, dia 10/10/2010 às 15h em Sines: Vasco da Gama A.C. vs Marítimo Rosarense.
Divulgação - Comissão de Utentes de Santiago do Cacém
Caros Amigos
A Comissão de Utentes de Saúde da Freguesia de Santiago do Cacém, vem pelo presente informar que vai realizar um debate com a população sobre o 31º Aniversário do Serviço Nacional de Saúde e os Serviços de Saúde em Santiago do Cacém no dia 8 de Outubro (Sexta-Feira) às 21:00, na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca (Santiago do Cacém) com a presença de Joaquim Judas (Médico).
Agradecemos que divulguem junto dos vossos Associados, mobilizem e participem!
Cumprimentos
Dinis Silva
Para quaisquer outro esclarecimento:
Dinis Silva
916418226; 963700945
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Holandeses querem criar parque de eco-estufas em Odemira
Notícia completa DN
É preciso virem os Holandeses para Odemira para ensinarem aos portugas que investimentos de 200 milhões de euros se recuperam em 4 anos. Não havemos nós de estar na miséria que estamos...
É preciso virem os Holandeses para Odemira para ensinarem aos portugas que investimentos de 200 milhões de euros se recuperam em 4 anos. Não havemos nós de estar na miséria que estamos...
CR Vasco - Vasco da Gama A.C
Caros sócios, simpatizantes e torcedores do Clube de Regatas Vasco da Gama o disparar de acessos a este blog devido à simples menção ao vosso clube neste blog, no âmbito da parceria com o Vasco da Gama Atlético Clube de Sines, é uma demonstração da vossa dimensão enquanto clube e massa associativa.
Creio contudo que existirá um equivoco relativamente à maioria dos vossos comentário e observações. Não me parece que por cá alguém duvide da dimensão ou valor do CR Vasco da Gama, nem desconheça a dimensão história do vosso emblema, nem dos craques que deu à selecção canarinha e ao mundo do futebol. Também, muito devido à recente parceria, não ignoramos a vossa estóica luta contra os então poderes políticos ditatoriais e as elites, que viam num clube vencedor um desafio à sua supremacia.
Nada disto nos é estranho, do mesmo modo que não deverá ser para vós que independentemente da dimensão de um clube para os seus admiradores este é motivo de orgulho e admiração. É pois legitimo que alguns Sinienses não vejam com agrado o seu clube de sempre envergar um uniforme diferente daquele que se habituaram durante décadas. Confesso que esta questão do equipamento me parece uma questão de somenos, deveríamos antes debruçarmo-nos sobre os aspectos da formação e das vantagens que podem resultar para os clubes - principalmente para nós, pois sinceramente tenho muito dificuldade em entender quais as vantagens que possam advir para o vosso clube.
As questões dos símbolos - hino, bandeira, cores, equipamentos, etc - são questões sensíveis que mexem com sentimentos de paixão e amor, sempre mais ou menos irracionais.
De tudo isto deve resultar muito claramente que não conheço nenhum admirador do Vasco da Gama de Sines que tenha algo contra o vosso clube, trata-se de questões internas do nosso clube, próprias e naturais em período de mudança, como a história nos ensinou.
Sucessos desportivos para o "Vasco Brasileiro".
Novo relvado sintético em Sines
Depois de várias gerações a esfolar joelhos, e não só, num terreno argiloso - de que nunca descobri a origem -, primeiro no campo principal, depois no campo de treinos, a partir de ontem resta apenas um pequeno campo de futebol 7, aos atletas vascaínos para sentirem o desagradável ardor do saibro fino.
Se existe algo de comum aos atletas do Vasco da Gama dos vários escalões de formação, seniores e veteranos era até ontem conhecerem vários campos de relva sintética, alguns dos quais já necessitarem de substituição, pois levam mais de uma década de uso. Sejam clubes de dimensão nacional a pequenas freguesias de 2 ou 3 mil habitantes desde longa data que estão dotados de infraestruturas, o que para nós eram "um sonho". - sonho, assim classificou o Presidente da autarquia o recente campo de relva sintética.
A infraestrutura ontem inaugurada tem pelo menos um década de atraso, claramente de mais para um clube e localidade que tem de afirmar-se definitivamente como a locomotiva do litoral alentejano.
O humanismo de uma causa
Há cem anos atrás, às 9 da manhã, foi proclamada a república da varanda da câmara municipal de Lisboa. As palavras de José Relvas ecoaram pela Praça do Município e oficializaram uma das primeiras grandes vitórias do humanismo. Uma vitória que começou a ser idealizada no principio do século XIX, num território que germinou no mesmo dia 5 de Outubro, mas 767 anos antes, em 1143, aquando da assinatura do tratado de Zamora.
Muitos séculos e dinastias depois, com a vitória dos Liberais em 1820, inspirados pela igualdade e fraternidade Francesa e pelos ventos do outro lado do oceano, Portugal passou a viver sobre uma Monarquia Constitucional, abolindo o absolutismo e passando a eleger as cortes gerais, dando origem à Primeira constituição Portuguesa em 1822. Era no entanto uma eleição que apenas cerca de 15% da população tinha direito a sufragar, uma vez que a mulheres e analfabetos não era dado o direito ao voto. Convém situarmo-nos no tempo da história que contamos ou revivemos, nem que seja na nossa imaginação, julgo que só assim podemos compreender verdadeiramente o grande passo que terá sido o estabelecimento de um regime atribuído por eleição em detrimento do poder nascido em berço real.
Nada mais justo… nada mais lógico…
Em 1910, a corte tinha perdido quase todo o encanto. Vergada ao ultimato Inglês que punha em risco as nossas colónias e exposta a um partido republicano cada vez mais forte, viu Bordalo Pinheiro caricaturá-la com uma grande porca da qual todos os políticos mamavam e que a carbonária e a sua artilharia civil queriam destruir à bomba e ao tiro, aparentemente, sem grande indignação da população. Anos antes, no primeiro dia de Fevereiro de 1908, o brutal assassinato do Rei D. Carlos e do seu filho sucessor, em plena praça do comércio, que à época se chamava Terreiro do Paço, lançou o jovem de 18 anos D. Manuel II para o trono, tornando ainda mais frágil a já débil monarquia constitucional vigente.
Não quero estar aqui a contar os pormenores de uma revolução que não vivi, mas há nomes que não devemos esquecer, Machado Santos, Cândido dos Reis, José Relvas, Miguel Bombarda, Magalhães Lima, Luz de Almeida, Teófilo Braga, João Chagas, Afonso Costa, Manuel de Arriaga, António José de Almeida, Bernardino Machado, Egas Moniz, Carolina Beatriz Ângelo, a 1ª mulher a votar em Portugal, entre tantos outros mais ou menos anónimos, fizeram nascer uma Republica num País com mais de 80% de analfabetos, virgem da radiofonia, em que a noticias se espalhavam, na maior parte dos casos, de boca em boca. Para quem vive numa sociedade de informação, em que as noticias nos caem no colo minutos depois de se desenrolarem as situações que lhes dão origem, é difícil imaginar como seria viver na completa ignorância, sem saber ler nem escrever e nem a isso ter direito, sobrevivendo tantas vezes do campo ou da pesca, trabalhando dia após dia, sem folgas, sem horários, nem leis que nos protegessem de toda e qualquer injustiça que sobre nós recaísse.
Foram os homens, civis e militares, que se barricaram na rotunda, agora Marquês de Pombal,apoiados por 2 cruzadores estacionados no terreiro do paço, os responsáveis por quase tudo aquilo que muitos agora dizem estar em risco. A grande maioria dos nossos direitos, foram conquistados nos anos seguintes, no período mais conturbado da nossa história recente, entre 1910 e 1926. Terá sido um período caótico, com 9 presidências e 48 governos e uma ditadura sidonista pelo meio, mas por certo terá sido a altura, a par do pós 25 de Abril, em que mais se pensou o futuro de Portugal.
Escreveu-se a primeira constituição da República, domingo passou a ser folga obrigatória e os analfabetos passaram a poder votar, introduziu-se o casamento civil, compôs-se um novo hino, desenhou-se uma nova bandeira e um novo espírito nasceu.
O povo ganhou o poder de poder escolher, ou pelo menos ganhou as condições para o ter, porque para de facto o exercer em consciência foram precisos muitos anos, pois em 1926 diz-se que o povo escolheu o pão em vez da educação, entregando-se às mãos dos conservadores apoiados pela Igreja, numa santa aliança contra o conhecimento e educação de um povo, dando poder a uma ditadura que castrou a lápis azul o desenvolvimento intelectual português.
É por isso que apesar de sermos uma das repúblicas mais antigas do mundo, somos ainda uma jovem democracia, cheia de vícios antigos e reverências fora de moda. O tempo porém encarregar-se-á de mudar isso, tornando-nos numa sociedade cada vez mais participativa nas políticas que nos condicionam a forma de viver. As crises nunca são agradáveis, mas é quando as vivemos que nos esforçamos para perceber o que fizemos de errado e o que podemos fazer dai para a frente para que não tenhamos que passar por elas novamente.
Hoje sentimos no bolso as medidas que dizem ser solução para sairmos da crise em que parece nos estarmos a afundar, e mais do que nunca, o povo está atento, o povo está a ver.A pouco e pouco, novas vitórias como a limitação de mandatos e a criação de movimentos de cidadãos,abrem portas a uma democracia mais justa e mais igual. Culpar este governo por todos os males e fechar os olhos, é a forma mais fácil de não evoluirmos e deixarmos escapar uma oportunidade de fazer algo que fique gravado na história, algo que daqui a cem anos seja celebrado da mesma forma que hoje celebramos a republica.
As verdadeiras mudanças começam em nós.Começam na capacidade de nos distanciarmos e percebermos o que vemos, as coisas boas, as coisas más, o negro e o branco… e juntar tudo num puzzle a cores que nos mostre o suposto quadro perfeito, de como tudo deveria ser. Mas é mais difícil sermos capazes disso quando estamos órfãos de referências, cobertos de nuvens de suspeição sobre tudo e todos, esponjas de uma informação instantânea que insiste em esbarrar na obscuridade do estado.
Mas não é a velocidade e quantidade de informação que temos que mudar, essa seguirá o seu caminho separadamente do estado, desde que isenta e livre, mas deve ser sim, o próprio estado a abrir-se ao povo, porque essa é a única forma de atrair as pessoas para a política e restituir o valor a tão nobre actividade, que hoje insiste em repudiar os melhores quando devia aliciá-los e conquistá-los para si.
Sejamos por isso mais claros no que pudermos ser, mostremos como são aplicados os impostos das pessoas, divulguemos os custos e abramos os cofres das nossas receitas, para que todos juntos às claras e não às escuras num gabinete qualquer, se pense sobre o futuro de tão nobre País. Pessoalmente acredito que a qualquer um de nós, saiba melhor saber que deu 25€ para a biblioteca poder funcionar devidamente, ou 50 cêntimos para aquele concerto que até foi ver e gostou, ou qualquer outro valor para que pudesse ter uma piscina coberta e aquecida.No fundo, saber que se foi útil para alguma coisa em especifico, e por isso dar-lhe mais valor. Só assim teremos a possibilidade de devolver a credibilidade ao estado, permitindo a participação em vez do desinteresse, a discussão em vez do silêncio, no sentido de uma democracia participativa, plural, justa, alicerçada numa noção de mérito e de reconhecimento inquestionável.
Façamos por merecer um passado como o nosso, inspiremo-nos na memória dos grandes homens, que tornaram possível hoje termos também direitos e não só deveres e façamos o melhor que soubermos, se não por nós, por eles e pelos que virão a seguir a nós.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Keep It Simple
Keep It Simple é um princípio geral que valoriza a simplicidade de projecto e defende que toda a complexidade desnecessária seja descartada. Serve como fórmula útil em diversas áreas como o desenvolvimento de software, a animação, a engenharia no geral e no planejamento estratégico e táctico. Também é aplicado na Literatura, na Música e nas Artes em geral.
Fonte: Wikipédia
Não há Inocentes... são todos culpados!
No Centenário da República...
Isto foi dito hoje por um Ex-Presidente!
Durante as entrevistas de circunstância na fase que antecedeu as "cerimónias" de hoje em Lisboa , a propósito do centenário da República, há uma frase curiosíssima, a meu ver, proferida por um ex-presidente que diz, a propósito do estado actual da República Portuguesa:
SOMOS TODOS CULPADOS!
À primeira vista e no momento, cresceu em mim uma onda de indignação que me levaria naquele impulso a dizer: De onde veio este tipo, em que hospital ele esteve?
Pensando melhor no assunto, e ponderando aquela frase, é de concluir que, embora a Semântica da frase não tenha sido esta, MUITOS DE NÓS, SOMOS DE FACTO MUITO CULPADOS pelo que acontece hoje com a vida social e política do nosso País.
Mas SOMOS CULPADOS como já disse, não em função obviamente, da semãntica da frase daquele "EX".
O País chegou ao que estamos a sentir, não pela "malandragem" de quem trabalha mas pelo mesmo adjectivo atribuído sem dúvida à Classe dirigente - SÃO FACTOS!
Cavaco diz: Abandonem o clima de crispação, Apelando aos entendementos ao Diálogo
Cavaco defende a coesão nacional para enfrentarmos as dificuldades...
POIS... já todos percebemos.
Voltando ás "vacas" frias, o tal "ex" acaba por ter toda a razão porque afinal, vivendo nós numa Democracia Representativa, e que se saiba, Cavacos, Sócrates, Coelhos, Portas, Constâncios, Barrosos, Teixeiras dos Santos, Santanas, Marcelos, e tantos outros, não tomaram os diversos poderes pela força ou por qualquer golpe de estado - Foram Eleitos!
Daí, a culpa deste estado de coisas tem que, forcosamente ser repartida.
domingo, 3 de outubro de 2010
RES PUBLICA
Quando o professor Arnaldo Soledade nos informou que existia uma carta de foral assinada pelo rei D. Pedro I que criava o concelho de Sines emitida em Évora no dia 24 de Novembro de 1362, logo decidimos estabelecer o novo feriado municipal em 24 de Novembro e comemorar a efeméride com uma recriação histórica no castelo de Sines. Foi um dia inesquecivel de particioação popular. Mais tarde recriámos também no castelo de Sines um torneio medieval a que o nosso povo se associou entusiásticamente. O povo gosta muito das coisas da nossa história.
Amanhã à noite dia 4 de outubro, a partir das 22 horas integrado nas comemorações do centenário da república vamos ter a RES PUBLICA também no castelo de Sines e noutros locais com a direcção cénica competente e profissional do Teatro do Mar. Aliás a experiência nacional e internacional do Teatro do Mar é sinónimo na minha opinião de qualidade elevada. Não faltemos.
Francisco do Ó Pacheco
O criador e as suas criaturas
Ainda nem tinha arrefecido o post sobre a toxicodependência que a autarquia dissemina transversalmente na sociedade siniense e chega-me às mãos mais uma evidência de que a verdade afinal existe.
A Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica nº 3, entidade que para todos os efeitos ainda não existe, conforme me informaram os seus representantes esta semana, uma vez que a comissão instaladora de que fiz parte, ao que parece não registou os futuros estatutos dentro do prazo legalmente estipulado para o efeito. Situação que obriga a nossa aprovação dos estatutos e eleição para a futura associação de Pais e Encarregados de Educação.
Mas o documento entregue aos alunos da Escola n.º 3, acima reproduzido, contêm várias mensagens, assim as saibamos descodificar.
Desde logo na sua forma. Porque motivo é a Associação de Pais a comunicar que os transportes facultados pela autarquia, para transportar os alunos para um ATL da Junta de Freguesia, passam a ser pagos? Qual a relação da Associação de Pais com o ATL? Nenhuma.
Depois a pseudo-associação não só extravasa as suas competências, como não exerce as que lhe competiriam, caso estivesse legalmente em funções. Ao invés de estar a comunicar impopulares cortes nos apoios sociais, substituindo-se a uma autarquia falida, deveria estar a defender os interesses dos alunos e pais e não os da autarquia, ATL ou Junta de Freguesia.
Quanto ao conteúdo, era importante a Junta de Freguesia ter distinguido quais os utentes do ATL que devem - e bem - suportar este custo ou outro superior e quais os que devem ficar isentos.
As associações de Pais não tem legitimidade para efectuar comunicados desta índole, pois deveria representar e defender os interesses e direitos dos encarregados de educação e utentes da escola e não do ATL, esta não é claramente uma atribuição ou função da associação de pais, caso não queira tornar-se uma célula ou braço-armado da politica de Manuel Coelho, manipulando a boa vontade de alguns pais que foram ao engano e utilizando outros que sabem bem qual a sua função e respectiva recompensa.
Uma simples informação que é uma autêntica metáfora da política local actual. A ausência duma efectiva e reflectida política de contenção de custos, a utilização e manipulação da sociedade e das suas instituições ao serviço dos interesses políticos de manutenção do poder e dos seus interesses e a ausência de uma oposição informada e activa que denuncie e trave estes procedimentos.
Simplesmente estamos perante uma informação emanada por uma associação, que caso existisse estaria a ultrapassar as suas competências, comunicando cortes de apoio social por parte de uma Câmara que joga a pedra e pretende esconder a mão.
A Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica nº 3, entidade que para todos os efeitos ainda não existe, conforme me informaram os seus representantes esta semana, uma vez que a comissão instaladora de que fiz parte, ao que parece não registou os futuros estatutos dentro do prazo legalmente estipulado para o efeito. Situação que obriga a nossa aprovação dos estatutos e eleição para a futura associação de Pais e Encarregados de Educação.
Mas o documento entregue aos alunos da Escola n.º 3, acima reproduzido, contêm várias mensagens, assim as saibamos descodificar.
Desde logo na sua forma. Porque motivo é a Associação de Pais a comunicar que os transportes facultados pela autarquia, para transportar os alunos para um ATL da Junta de Freguesia, passam a ser pagos? Qual a relação da Associação de Pais com o ATL? Nenhuma.
Depois a pseudo-associação não só extravasa as suas competências, como não exerce as que lhe competiriam, caso estivesse legalmente em funções. Ao invés de estar a comunicar impopulares cortes nos apoios sociais, substituindo-se a uma autarquia falida, deveria estar a defender os interesses dos alunos e pais e não os da autarquia, ATL ou Junta de Freguesia.
Quanto ao conteúdo, era importante a Junta de Freguesia ter distinguido quais os utentes do ATL que devem - e bem - suportar este custo ou outro superior e quais os que devem ficar isentos.
As associações de Pais não tem legitimidade para efectuar comunicados desta índole, pois deveria representar e defender os interesses e direitos dos encarregados de educação e utentes da escola e não do ATL, esta não é claramente uma atribuição ou função da associação de pais, caso não queira tornar-se uma célula ou braço-armado da politica de Manuel Coelho, manipulando a boa vontade de alguns pais que foram ao engano e utilizando outros que sabem bem qual a sua função e respectiva recompensa.
Uma simples informação que é uma autêntica metáfora da política local actual. A ausência duma efectiva e reflectida política de contenção de custos, a utilização e manipulação da sociedade e das suas instituições ao serviço dos interesses políticos de manutenção do poder e dos seus interesses e a ausência de uma oposição informada e activa que denuncie e trave estes procedimentos.
Simplesmente estamos perante uma informação emanada por uma associação, que caso existisse estaria a ultrapassar as suas competências, comunicando cortes de apoio social por parte de uma Câmara que joga a pedra e pretende esconder a mão.
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