quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Vasco da Gama, o de Sines , o do Brasil e o Outro

Amanhã dia 12, está marcada uma assembleia extraordinária do Vasco da Gama Atlético de Sines, segundo tudo indica um grupo de sócios - cuja dimensão só o tempo dirá - pretendem antecipar as eleições e apresentar uma lista à direcção do clube, que pretendem ver tomar outro rumo nomeadamente nos escalões de formação.

Até aqui todo normal. Estas (r)evoluções decorrem da vida dos clubes e a história de todos eles, sem excepção estão recheados de acontecimentos semelhantes. Chama-se alternativa democrática e os sócios serão soberanos. Veremos o que daqui resultará.

Neste cenário é inevitável estabelecer uma correlação com as notícias divulgadas em primeira mão e exclusivo pela rádio Miróbriga, sobre as intenções do presidente do Vasco da Gama do Brasil (clube histórico do futebol brasileiro e mundial), que de acordo com aquela rádio virá a Sines com o intuito de preparar um protocolo de colaboração com o Vasco da Gama de Sines, que poderá, segundo os responsáveis "revolucionar o futebol regional e nacional".

vamos por partes:
primeiro, o que leva um clube com a dimensão e historial - 4 vezes campeão brasileiro e 1 vez vencedor da Taça dos Libertadores da América, o equivalente à Champions no continente americano - do Vasco da Gama do Brasil, em pretender estabelecer um protocolo com o Vasco da Gama de Sines? Em segundo porque motivo a notícia é dada em 1.º mão na Rádio Miróbriga?

Quanto á segunda questão, a resposta é simples. Nada!. Até porque a noticia da rádio Miróbriga é em 1.º e única mão, dada não existir nenhuma referência na imprensa oficial sobre este assunto, ainda mais quando, segundo a rádio Miróbriga, o presidente do Vasco da Gama do Brasil se irá encontrar com os responsáveis do Sporting e Benfica.

No que concerne à segunda questão, o que leva a escolherem o Vasquinho e Sines? Vejo um ponto em comum que credibiliza a notícias - Vasco da Gama, o nome e a terra que viu nascer o navegador que deu o nome a ambos os clubes.


Mas segundo o Blogue Jornal do Desporto : "Segundo apurámos se esta proposta dos empresários brasileiros for aceite pela autarquia, será depois apresentada aos sócios do Vasco da Gama que terão a palavra final se o clube vai ou não entrar neste projecto. Se a autarquia aceitar, mas depois os sócios do Vasco da Gama recusarem, o projecto será desenvolvido em Sines, mas com outro clube como parceiro. Se a autarquia recusar, o projecto será desenvolvido noutro município da região."

O que significa que se não for o Vasco da Gama, será outro clube de Sines e lá se vai a teoria do nome do clube ser o mesmo. E depois se não for em Sines será noutro munícipio da região e lá se vai a teoria de terem escolhido Sines por ser o berço do navegado que deu o nome a ambos os clubes.

E mais o mistério se adensa quando o citado blogue afirma que: "Embora os pormenores ainda não sejam conhecidos oficialmente, conseguimos apurar que os empresários brasileiros pretendem formar uma Sociedade Anónima Desportiva SAD para formar uma equipa profissional de futebol, mas em troca exigem condições desportivas para que a equipa possa jogar e treinar."

Afinal se não é pelo nosso Vasquinho ser homónimo do clube brasileiro, se não é pelo facto de ser a terra natal de Vasco da Gama, é pelas condições desportivas que uma suposta equipa profissional tem para poder jogar e treinar.

De facto existe algo de estranho nesta história, mas de modo que não condicione a livre escolha dos sócios, deveria o presidente da assembleia alterar a data desta, para depois do devido esclarecimento e apresentação do projectos aos sócios.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Vasco vence (0-2) 'clássico' em Grândola

Idi voltou aos golos em Grândola


Domingo, houve clássico do litoral alentejano em Grândola que pôs frente a frente o Grandolense e Vasco da Gama, em jogo a contar para 19ª jornada do campeonato distrital da 1ª Divisão de Setúbal. Na primeira volta do campeonato em Sines o resultado foi 1-1. Resultado inesperado e comprometedor para os objectivos do Vasco e para o Grandolense um empate com sabor a vitória.

Duas equipas com objectivos bastante diferentes, reflectido na tabela classificativa, somos o 4º classificado e o Grandolense 13º classificado, não quereria antecipar qualquer resultado ou favoritivismo para alguma das equipas já que se tratava de um jogo de 'velhos' conhecidos desde os escalões de formação, e pela proximidade geográfica entre Grândola e Sines, ninguém quer perder, são sempre jogos diferentes.

A verdade é que o Vasco da Gama desde o apito inicial do árbitro transportou toda a diferença que a tabela classificativa indica e dominou o jogo por completo, muita posse de bola da nossa parte com variações de jogo constantes e sempre com os sectores em sintonia. Do Grandolense esperava-se muito mais, tínhamos consciência que iria ser muito difícil e que a equipa adversaria tinha 'vendido' cara a derrota (1-0) em Sesimbra na jornada anterior, mas certamente não tem sido esta a imagem do Grandolense nos últimos jogos a que deixou frente ao Vasco. Ao intervalo vencíamos por 0-1, golo de Idi na recarga de um livre apontado pelo Daniel Direito e após defesa do guarda-redes para frente da sua baliza.

A segunda parte foi igual ao que se assistiu na primeira, nós sempre muito mais perigosos no ataque e continuávamos muito personalisados em campo. Com naturalidade fizemos o 0-2 através do Ismael que tal como o Idi na primeira parte aproveitou muito bem um lance de bola parada e ao segundo poste encostou para o golo, com jogadas rápidas de ataque poderíamos talvez ter ampliado a vantagem não fossem os três foras de jogo mal assinalados ao nosso ataque. O Grandolense dispôs apenas de um lance de perigo junto da nossa baliza em todo o jogo num cabeceamento á barra. Vitória justa por parte do Vasco que foi a melhor equipa.

Domingo de Carnaval recebemos em Sines o Beira Mar Almada, às 15h no estádio municipal.

Apita o comboio, lá vai a apitar...

Dum lado os Presidentes das Câmaras Municipais de Santiago do Cacém, Beja, Grândola, o professor Costa Lobo, do Instituto Superior Técnico, a REVER - Associação de Defesa do Montado, o presidente do núcleo da Quercus do Litoral Alentejano que lutaram e congratulam-se com a anulação da opção do traçado da ferrovia de mercadoria Sines – Elvas, no troço Sines – Santiago – Grândola.

Recorde-se que o troço do traçado Sines-Santiago-Grândola iria passar a cerca de 250 metros do Hospital do Litoral Alentejano, “ferir de morte o Badoca Safari Park, as quintas histórias do concelho de Santiago, para além do abate de 7 mil sobreiros”. Ainda segundo o autarca de Santiago do Cacém, “o traçado que a REFER quis impor condicionava para todo o sempre a paisagem, o ambiente e o turismo no Litoral Alentejano, particularmente em Santiago, Santo André, Melides e Grândola”.

Na reunião com o Secretário de Estado dos Transportes ficou claro que a mudança no traçado, optando-se pelo ramal de Ermidas, não atrasará as metas que a Secretaria de Estado tem para tornar a linha operacional em 2012.

Do outro lado, orgulhosamente só, o presidente da Câmara Municipal de Sines, que através de comunicado, manifesta a sua apreensão e incompreensão pelo anúncio do governo de anular o traçado previsto para a nova ferrovia de mercadorias entre Sines e Grândola Norte, considerando esta decisão grave e incompreensível, pelas suas consequências para o pólo portuário e industrial de Sines e para a economia nacional.

Ainda através do comunicado o presidente da Câmara Municipal de Sines afirma que “não compreende nem aceita esta situação, manifestando o seu desapontamento e preocupação pela decisão tomada e suas graves consequências para o futuro do Porto e do Complexo de Sines, assim como para a economia e o desenvolvimento do nosso país. Neste contexto, o presidente da Câmara Municipal de Sines pede uma clarificação urgente dos responsáveis políticos por esta decisão e a apresentação urgente de soluções que viabilizem a concretização rápida desta ferrovia, indispensável ao Pólo Portuário, Industrial e Logístico de Sines.”

Talvez devesse ter integrado o grupo de trabalho do novo traçado, talvez deva entender que depois de acabar a indústria continuará a existir vida no Litoral alentejano, talvez deva aceitar que a construção da ferrovia não se atrasará, ou que esse atraso nada significa perante aquilo que a sua mais rápida execução significava, por fim pode não compreender a decisão, já quanto a aceitá-la, nada a fazer.

Trata-se de compatibilizar uma localidade eminentemente industrial, numa região com cariz mais rural e turístico. Por vezes há momentos assim, onde o interesse colectivo da região se sobrepõe ao interesse local das empresas, em que o interesse das populações é superior aos das empresas.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

É Extraordinário !

"Chegou a haver o perigo, há três meses atrás, de não se realizar o Carnaval", revelou o presidente da autarquia, explicando os 50 mil euros de "subsídio extraordinário", quer permitiram à Associação Siga a Festa continuar a organizar o certame.

Lusa

Nós e os Outros

Sábado passado mais uma deslocação dos veteranos do Vasco, desta feita a Oeiras para jogar frente à Associação Desportiva de Oeiras, no Parque Desportivo Prof. Carlos Queiroz (Estádio Municipal de Oeiras).

Mais umas instalações desportivas, que nos envergonha quando comparado com a realidade local, o campo onde até pouco tempo atrás recebíamos os adversários - campo do Casoto, pelado e com uns casinhotos que usávamos como balneários - é hoje motivo de chacota entre as equipas.

O Estádio Municipal de Oeiras cujas obras de requalificação foram da responsabilidade da autarquia, integram para além do estádio um conjunto de equipamentos de apoio como auditório, balneários, bares, áreas de fisioterapia e um consultório médico e requalificação da área envolvente, representou um investimento de cerca de quatro milhões de euros.

Com esta obra o número de atletas mais que quadruplicou, hoje se o Oeiras conta com todos os escalões de formação nas principais divisões nacionais, não será somente pelas instalações, mas também é devido a estas, certamente.

I Gala Sines Surf Clube

Aconteceu no sábado à noite, na Esplanada Alentejana, a I Gala do Sines Surf Clube, evento que desde logo registei como obrigatório na minha agenda, quer pelos amigos que fazem parte da direcção, quer por tudo aquilo que este Clube representa para toda a região de Sines.
Quando nasceu, há pouco mais de um ano, fez-me questionar sobre como teria sido a minha vida desportiva de criança e adolescente, caso existisse um clube de surf na região no inicio dos anos 90, altura em que comecei a praticar bodyboard. Talvez tivesse optado pelo bodyboard em detrimento da natação ou, talvez não, mas ao menos teria tido hipótese de escolher entre os dois que pratiquei paralelamente, um como federado, outro como free surfer apenas. Eu sei, esta história dos termos técnicos do Surf serem quase todos em Inglês é uma verdadeira traição à nossa tão nobre e rica língua Portuguesa, prometo que não uso mais nenhum neste post, mas é-me impossível encontrar outro termo que defina melhor aquilo que considero a verdadeira essência do Surf, o free surf, a prática não competitiva do desporto, que não é só um desporto, é também um estado de espírito.
À entrada, um grupo de actores do Teatro do Mar, animava os que iam chegando, seguindo-se um par de fotos em grupo, com todos os adereços que eram exigidos tendo em conta a ocasião, tudo com muito bom humor e descontracção, até porque o traje exigido para a gala era descontraído, o que fez todo o sentido e toda a diferença.
Por 15 euros, os presentes tiveram direito a refeição, bebidas, sobremesa e café e puderam, já de estômago cheio(alguns depois de um dia de surf), ouvir uma pequena apresentação sobre a flora nativa da Costa Vicentina em jeito de consciencialização ambiental, tudo mediado pelos excelentes apresentadores, Francisco Mendes e a simpática Lucia Coelho. Ponto alto da noite, o discurso do Presidente Sérgio Santos disse quase tudo, com os devidos agradecimentos a fecharem uma viagem pelo passado e um piscar de olhos ao futuro do surf, do bodyboard e do skate na região.
Seguiu-se a entrega de prémios aos Campeões Alentejanos de Surf e Bodyboard nos diferentes escalões, com muita e boa musica pelo meio, com Alex e Chininha a abrilhantar a noite com temas originais, bem tocados e com letras que prestigiam e muito a nossa língua. No final o DJ Black Mamba, que além de Dj é também colaborador do SSC e, claro, surfista e o DJ Júnior que faz parte da banda Portuguesa Terrakota, animaram as hostes e mantiveram-nos acordados e bem dispostos durante o resto da noite.
Esperamos mais e cada vez melhores galas, que celebrem os anos vindouros que se prevêm dourados para estas modalidades e que ao mesmo tempo, se possa manter o espírito puro que este clube demonstra.
Parabéns Sines surf Clube e continuação de boas ondas!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Dizem que é uma espécie de empresa municipal

A Câmara Municipal de Sines constitui a Associação Pró-Artes de Sines, agora a Câmara Municipal de Sines protocola com a Associação Pro-Artes de Sines o desenvolvimento do Programa de Generalização do Ensino da Disciplina de Música - Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) no 1.º ciclo do ensino básico da rede pública do concelho de Sines.

O ensino de música pela Associação Pro-Artes, no âmbito das AEC, é feito em horário lectivo, por professores qualificados, em articulação pedagógica com o Agrupamento Vertical de Escolas de Sines, para o que o municipio atribuiu um subsídio anual de € 64.200 euros.

A questão das AEC, consiste na transferência para os municipios que fizeram o acordo com o Ministério da Educação, da gestão de um conjunto de actividades como ensino de Inglês, Expressão Dramátca, Música. Envolta em polémica esta transferência permitiu manter os professores com vinculo laboral precário com as autarquias e tantas vezes tratados por professres de segunda.

Eu que sempre critiquei a autarquia de Sines por não delegar competências nas associações e colectividades locais, tenho agora que reconhecer a virtude deste protocolo que a autarquia faz com a autarquia...Afinal sempre delegam, neles próprios.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

De mal a pior

Duas históricas empresas industriais de Sines -não viram renovados os contratos plurianuais que tinham desde longa data, uma na Refinaria da Petrogal e outra no Terminal da APS.

Considerando que pelo factor experiência seriam imbatíveis, terá sido o factor preço a determinar a decisão. Contudo não deixa de ser lamentável que empresas sedeadas em Sines com responsabilidades sociais e com forte impacto económico na região e consequentemente na vida das empresas locais não adoptem uma discriminação positiva relativamente às empresas locais, quando a diferença de preço não é significativa, o que creio fosse o caso.

Certamente, e do mal o menos, a esmagadora maioria dos trabalhadores deverá manter os seus postos de trabalho, limitando-se a transitar para as empresas vencedoras. Mas perdem as empresas locais em capacidade de gestão e supervisão, em massa critica e o município em impostos.

São centenas de trabalhadores que deixarão de ser funcionários de empresas de Sines, trata-se de um rude golpe no tecido empresarial siniense, pelo que não devemos minimizar o sucedido.

Dos políticos nem um sussurro.

Centro Histórico

Um académico, erudito e apurado inquérito concluiu, ao fim de alguns meses que o Centro Histórico de Sines, se encontra velho, pobre, deprimido e se não abandonado, tal se deve ao baixo preço da habitação, no incontornável mecanismo da lei da oferta e da procura. Algo que em muito menos tempo e com menor dispêndio, qualquer um podia explicar, sem se ter sentado um minuto num banco da Universidade.

Mais um plano de para a Zona Histórica de Sines, confirma aquilo que um dia ouvi a um conhecido e reformado politico nacional, os governos quando não querem decidir encomendam um estudo ou formam uma comissão.

O que nos leva a frequentar ou viver num local em detrimento de outro desde que possamos escolher? Lazer, conforto, proximidade, qualidade de vida? Tudo o que o centro histórico de Sines hoje não oferece.

Primeiro levaram o velhinho mercado do castelo e aos poucos o comércio, nada fizeram para manterem os serviços, depois encerrou-se os bares e esplanadas porque incomodavam os moradores e insistem nas Tasquinhas e o no Carnaval na Avenida da Praia ao mesmo tempo que o mastodôntico Centro de Arte fecha definitivamente o trânsito e a galopante especulação imobiliária, que alimenta os famintos cofres das autarquias, sangravam em definitivos os centros históricos.

Agora sem trânsito, comércio, bares e esplanadas, poucos moradores e menos visitantes planeia-se derramar dinheiro e betão sobre o centro histórico, com se daí viesse a solução. Fosse uma ditadura e povoava-se o Centro por Decreto-Lei.

Isto das maioria de 30 anos tem uma vantagem, conhecer os culpados.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Recordar é viver

A 30 de Março de 2009, ficou registado na acta da reunião extraordinária da Câmara Municipal de Sines, sobre a Candidatura ao Programa de Acção para a Regeneração Urbana de Sines, um diálogo interessante e esclarecedor entre o executivo e a posição dos diversos membro, de então, sobre o Centro Cultural Emmerico Nunes:

"O Sr. Vereador Nuno Mascarenhas referiu que estranha o facto de o CCEN ter sido retirado da candidatura ao Programa de Acção para a Regeneração Urbana, questionando o Presidente sobre o motivo para esta decisão.

Relativamente ao CCEN disse que quando a CMS propôs a parceria com este não esperava nem previa a apresentação de uma série de exigências, designadamente a inclusão de uma cláusula de acompanhamento e “inspecção” das obras, ao qual a Câmara não pode permitir isso, sendo essa a razão pelo qual o CCEN não se encontra como parceiro neste Projecto, esperando-se que venha a integrar o projecto após a aprovação da candidatura.

O Sr. Vereador Carlos Silva, perante a justificação do Sr. Presidente disse que o mesmo tem uma visão da política cultural do Município que era bom não confundir com a visão de o Município fazer tudo, sendo salutar a existência de diversos “actores” nesse sentido. Mais referiu que o CCEN tem prestado ao longo dos anos um bom serviço ao Município, sendo que uma razão deste tipo não justifica o afastamento de uma colectividade.

O Sr. Presidente respondeu que a Câmara tem políticas definidas para a cultura, para o desporto, para a educação, etc., sendo que tem a obrigação de as concretizar, sendo que aquilo que entender não conseguir fazer deve contratualizar com terceiros. Agora, o que se passa é que o CCEN foi criado para fazer a politica cultural da Câmara aquando dos mandatos do Sr. Francisco Pacheco, e ao longo do tempo foi-se desvanecendo, acabando por ter uma actividade muito reduzida, praticamente a exposições e palestras.

Mais disse que com a construção do Centro de Artes a Câmara propôs uma parceria com o CCEN, à qual não aceitaram. Acrescentou dizendo que a Câmara tem a obrigação de apoiar as colectividades, mas apoiar em projectos com interesse para o Município, sendo que aquela não é diferente das demais, nem tem direitos especiais.

O Sr. Vereador Nuno Mascarenhas reiterou que o CCEN deve-se manter como parceiro neste projecto, e sugeriu que com o decorrer do mesmo fossem encontradas soluções conjuntas de modo a resolver eventuais obstáculos.

Os Srs. Vereadores Carlos Silva e Nuno Mascarenhas, disseram que só aprovariam o proposta apresentado se fosse incluído o Centro Cultural Emmérico Nunes. Idêntica posição foi aquela apresentada pelo Sr. Vereador Albino Roque

Deliberação: Aprovada a candidatura, por unanimidade, com a condicionante de ser incluído como parceiro o Centro Cultural Emmérico Nunes"

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Rafa Brasileiro

Mal o conheci, ou tal nunca tenha conhecido, o pai do Rafael.
Chegava invariavelmente com uma mal disfarçada timidez, "meio sem jeito", alegre, humildade e simpático, depressa cativou todos os outros pais que assistiam aos treinos dos seus petizes.
Primeiro juntinho à rede do campo, discretamente chamando a atenção do seu moleque, para se ir enturmando, depois na bancada com os outros pais, sorriso fácil, palavra amiga, sempre presente.
O filho, o Rafa Brasileiro, assim o tratavam os amigos, esquerdino, meio desajeitado, como todos da sua idade, ia aprendendo os primeiros passos no futebol. Ligeiramente acanhado, divertido, grande espírito de camaradagem, conquistou a amizade de todos os coleguinhas.
Na última sexta-feira, o Rafa aparece no campo pela mão de um adulto, desconcertante pede desculpa ao treinador: "Hoje não treino, o meu pai tá lá - apontando para o céu-, é aquela estrela". Assim! Puro, doce, ingénuo.
Foi então que soubemos, que o pai do Rafa estava desempregado, tal como a mãe, que tinham chegado havia cerca de dois anos, que o pai contrariando o infortúnio da busca infrutífera de emprego, caira de uma árvore enquanto apanhava pinhas, e morrera. Agora o dinheiro não chegava para levar o seu corpo sem vida, para casa, para o Brasil.
De pronto combinámos entre nós assegurar a continuação do Rafa nas escolas do Vasquinho, a sua mensalidade, deslocações aos torneios e tudo mais que se revelasse necessário. Mal sabíamos que nem chegaria a saber da nossa intenção.
Passaram alguns dias, poucos, até que ontem: " o Rafa Brasileiro, foi para o Brasil, já não volta", disse-me o meu filho.
Agora reparo que nem o seu nome soube, "apenas" era o pai do Rafa.
Nota: Esta, afinal esta é uma estória, que poderá ter um final feliz. Rafa, o miúdo, continua cá.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PIDDAC, menos 97% para Sines

Verbas atribuídas ao distrito no PIDDAC descem 83,1 por cento
As verbas atribuídas ao distrito no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) vão descer mais de 80 por cento em 2010, em linha com a situação verificada noutros distritos do país. O investimento previsto na distribuição regional de verbas deverá descer cerca de 149 milhões de euros, situando o nível de investimento semelhante ao de 1995. No cado da sub-região do litoral alentejano o desinvestimento do Governo supera os 90%.
Comparando com 2009, Sines é o segundo concelho, a seguir a Grândola, com a maior redução, 96,6%.
Aguarda-se a posição do PS de Setúbal e do Presidente da CMS.

Vasco da Gama regressa ás vitorias

Gerson Estrela inaugurou o marcador


Recebemos e vencemos por 2-0 a equipa do Comércio Indústria, em jogo da 18ª jornada. Depois da derrota na Amora o objectivo da subida de divisão ficou mais distante, não não inalcançável, resta ganharmos os nosso jogos e esperar por um deslize dos primeiros classificados.

O Comércio Industria ocupa os últimos lugares da classificação e certamente vinha a Sines com o objectivo de pontuar demonstrando que o valor da sua equipa não corresponde à tabela classificativa. Nós como sempre, encaramos este jogo com muito respeito pelo adversário e não olhamos para a classificação, onde a concentração e motivação poderiam ser penalizadoras.

Éramos favoritos para este jogo e desde o apito inicial que justificámos esse estatuto, dominámos o jogo por completo com circulação de bola e ataques constantes, criando bastantes dificuldades ao adversário em sair a jogar desde a sua defesa e em criar perigo junto da nossa área. O jogo não era espectacular para quem estava a assistir, com sucessivas faltas a quebrar o jogo. Apesar do domínio e posse de bola sentíamos dificuldades em criar oportunidades de golo. Pouco esclarecidos no ataque seria o nosso médio defensivo Gerson com um remate já dentro da área adversária a inaugurar o marcador, com o golo assentámos o nosso futebol e já com jogadas atacantes bem trabalhadas chegamos ao 2-0 através de Ismael que cabeceou para o golo após excelente cruzamento do Nuno Diogo. Resultado justo ao intervalo.

Na segunda parte o resultado não sofreu alteração, o Comércio Industria subiu um pouco mais no terreno, obrigando-nos a recuar e utilizar o contra-ataque onde poderíamos ter feito mais um ou dois golos. De volta às vitórias e aos jogos sem sofrer golos, traduz a superioridade sobre o Comércio neste jogo.

Domingo, 07/02/2010 às 15h jogamos em Grândola, para a 19ª jornada do campeonato.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Serve que nem uma luva

Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.

Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”.

extracto do texto do jornalista Mário Crespo, cuja recusa de publicação, ditou o termo da sua colaboração no JN.

Assim vai o Governo da Cidade


Enquanto alguns vendiam a ideia de um parque de campismo na zona da Ribeira dos Moinhos, "integrado" no projecto da Cova do lago e a fantasiavam com um Parque da Cidade no local do actual Parque de Campismo, andava aqui o escriba no post de 17.08.2009, intitulado de “Referendo Municipal”, a opinar que:

“Do encerramento da Avenida Vasco da Gama e em sentido mais lato do futuro desta avenida, assim como o Parque de Campismo e o Complexo Desportivo Municipal, resulta uma certeza, a população não está devidamente esclarecida e entre quem conhece as soluções, não existe uma posição dominante, o que significa que falta fazer um amplo debate com a sociedade siniense.”

E pouco tempo depois, mais precisamente a 29.08.2009, no post “115 propostas para o Concelho de Sines”, referia que era necessário a “Requalificação, modernização e alargamento do actual Parque de Campismo”.

Mas fosse a campanha eleitoral que se avizinhava, fosse a utopia que as falidas finanças locais não acalmavam, o novo parque campismo e o parque da cidade faziam parte do futuro radioso que nos esperava.

Agora com o desinvestimento privado e o retorno à realidade que a crise financeira obriga, surge a notícia (setúbal na rede, 20.01.2010)óbvia: "Parque de campismo da zona poente de Sines vai ser reconvertido". A autarquia constatou que a manutenção e reconversão daquele parque urbano, seria mais interessante para os turistas e muito importante para estimular a economia local.

A vereadora com a responsabilidade do pelouro do urbanismo explica que o PU previa que o actual parque de campismo desse lugar a “um parque de fruição naquela área da cidade”, embora se tenha constatado, “durante a maturação de ideias”, que a manutenção e reconversão do espaço actualmente existente seria a melhor solução.

Estranha e rápida maturação, o orçamento para 2010 e as GOP 2010-2013, aprovados à sensivelmente um mês nada referem acerca desta matéria.

Ainda segundo a vereadora, nessa zona pretende-se também “valorizar os espaços verdes, melhorar os espaços públicos, preencher alguns vazios urbanos e definir áreas por onde possam circular os cidadãos e os próprios veículos”.

Quanto a valorizar os espaços verdes, ainda temos presente na memória a "famosa" reflorestação de pinheiros nesta zona da cidade, acerca de "preencher vazios urbanos", todos entendemos o eufemismo.

Mas se restarem dúvidas estas são dissipadas pelo site da CMS, quando sobre este assunto afirma que é intenção "...actuar na requalificação e reconversão urbana de espaços cuja urbanização pontual e dispersa tende a nuclear a urbanização e a originar a descaracterização do tecido urbano e conduzir a dinâmica imobiliária, tirando partido da mesma de forma sustentável." Agora sim, todos estamos esclarecidos.

Como se não bastasse, no meio de tudo isto, esfumou-se o outrora fundamental Parque da Cidade.