sábado, 9 de maio de 2009

Fraude milionária foi neutralizada

Nove milhões de cigarros apreendidos no Porto de Sines

Um contentor de tabaco de contrabando proveniente da China, com cerca de nove milhões de cigarros, foi apreendido hoje por funcionários da Direcção-Geral das Alfândegas e de Impostos Especiais e de Consumo (DGAIEC). Estava num contentor, num dos cais do Porto de Sines. A origem dos cigarros de contrabando parece ser, por coincidência, a mesma da penúltima grande apreensão de tabaco de contrabando, realizada pela Unidade de Acção Fiscal (UAF) da GNR. Nesta operação foram detidos oito indivíduos, dois dos quais estão presos preventivamente.
( Notícia na íntegra aqui )

Dois estão presos preventivamente... e os outros 6? Que será feito deles? Estarão por aí a fumar um cigarrito numa qualquer esquina, impunes à (in)justiça portuguesa? E depois querem que o povo acredite na senhora de olhos vendados...

3 comentários:

Anónimo disse...

Os outros 6 andam aqui passeando pelas ruas de Sines e aproveitando a vida. Como muitos outros que em vez de estarem encanados andam por aí impunemente. O combate ao déficit tem destas coisas e sempre são uns bons cobres que o Estado poupa com estes tipos, porque roupa, cama e mesa dão despesa ao erário público.

sglaites disse...

Os outros seis não eram fumadores.

Marius Herminius disse...

Se o mal da nossa Justiça fosse apenas representado por exemplos como este, Portugal estaria muito melhor do que está, sem dúvida.
Sem querer desvalorizar o contrabando de tabaco, penso que a nossa Justiça tem pecados muito maiores do que este, do qual o atraso da maioria dos processos depositados nos tribunais é exemplo.
Decerto que todos temos acompanhado o julgamento do Caso Casa Pia. Do tempo que já decorreu desde a 1ª sessão; dos arguidos presos e já libertados; das dúvidas que persistem sobre a quem atribuir a culpa; das influências que se moveram para ilibar figuras com notoriedade pública, com a utilização descarada e abusiva da Comunicação Social.
E se um dia o tribunal ditar alguma sentença, será esta uma vitória da Justiça?
Será que a Opinião Pública vai acreditar que quem maltratou aquelas crianças foi seriamente punido, de acordo com o crime que praticou?
Tenho muitas dúvidas que estas perguntas tenham resposta positiva.

Entretanto, temos também o Caso Freeport a merecer a atenção – por vezes de forma muito exagerada – da Comunicação Social. A “estória” começou há cerca de 5 anos. Esteve enterrado nas gavetas das entidades que têm a responsabilidade de investigar até ser ressuscitado no início do ano. Entretanto recordem as inúmeras contradições e reviravoltas do processo, às quais nem o Ministério Público escapou!
Houve corrupção? Uns dizem que sim e outros o seu contrário.
Há corruptos? Idem idem, aspas aspas.
E a procissão ainda vai no adro, segundo afirma quem sabe do assunto.
Com um pouco de “sorte”, pode ser que prescreva.
Ou seja arquivado…

Outra forma de maltratar a nossa Justiça é a actuação dos agentes da mesma.
O exemplo mais recente foi o arquivamento da queixa apresentada por um polícia da PSP contra um Procurador da República. Ver jornal Público de 09 de Maio.
Aquele Sr. Procurador ia a conduzir e a falar ao telemóvel e quando o polícia lhe pediu para assinar o auto de contra-ordenação, ele recusou, ofendeu e ameaçou o agente, fazendo uso indevido da sua função.
O assunto chegou à Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa e…foi arquivado!
E por quê? Porque alguém entendeu que o Sr. Procurador prevaricador apenas “desabafou” e que a expressão “C……o”, ainda que dirigida ao polícia, não mais é do que o uso da “gíria popular”. De igual forma, as ameaças proferidas não foram consideradas como tal porque blá...blá…blá. Percebem?
Falta só dizer que o processo foi arquivado por…um Procurador, pois claro!
Ou seja, foi um colega daquele Procurador – que até podia ser seu amigo, porque não? – que “resolveu” o problema.
Chamam a isto justiça? São estes Srs. que depois nos ditam sentenças?
É desta forma que se dignifica a Justiça?

Já alguém dizia que cumprir a Lei nem sempre é fazer Justiça e eu acredito.