
Domingo de Páscoa, almoço tradicional em família, seguido de um café. Ruas de Sines despidas de gente, que procuram os recantos solarengos com vista para o mar e escondidos do vento forte. No chão da zona históricas imensas marcas de sangue que denunciam uma noite de violência. Trata-se da violência silenciosa nas estatísticas e estridente na população. Marcas de violência que deixam rasto nas ruas e não nos relatórios policiais. Talvez algum registo hospitalar mencionem um acidente doméstico - que ao contrário da agressão não obriga a comunicar às autoridades de segurança - verificado no sábado à noite, demasiado longe do quartel da GNR, demasiado próximo da nossa vida. A violência em Sines, como em todo o País, continua subavaliada, escondida em estatísticas quase exclusivamente resultantes de denúncias. A GNR de Sines, como em todo o País, carece de meios materiais e humanos que respondam a uma violência latente na sociedade e criem com a sua presença dissuasora um clima de segurança que bem precisamos e merecemos.
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