quarta-feira, 28 de julho de 2010

Despesismo com vista para a baía

imagem meramente ilustrativa, não corresponde ao banquete mencionado no post

Desenganem-se os guardiões da contenção de custos, os defensores da redução de despesas e os inocentes que acreditavam que doravante nada seria igual. Contenção de custo e redução de despesas há, mas ao contrário do sol, quando nasce não é para todos.

Por mais que a crise aperte, os fornecedores gemam, os munícipes berrem e os eleitores se sintam defraudados se existe algo inatacável pela crise é a paparoca na abertura do FMM. É certo que mais comedida, devido à crise. Ou seja existir festim com o dinheiro dos contribuintes é garantido, só que apenas para alguns, o povoléu ficou de fora. 

E assim, junto aos canhões do Castelo, com o manjar em nova localização, dá-se o tiro de partida para mais uma etapa do vale tudo. Unidades hoteleiros com repórteres instalados à despesa - que isto de laudatórios também tem o seu preço -, restaurantes a servir músicos a crédito, música até o sol raiar (como justificar depois de todas as limitações horárias a bares e festas, iniciar um espectáculo na avenida da praia às 3 da manhã, numa quarta-feira), estacionamentos nos telhados se conseguirem, acampamentos dentro da nossa casa se permitirmos, vale tudo para o prazer, lucro e protagonismo de poucos.  

Autêntico atavismo provinciano, comida, procissão e patrono e foguetório não podem faltar num arrial popular, mesmo que travestido (ah! que prazer utilizar este termo do Primeiro) de evento cultural erudito. Esquecendo a procissão que os compêndios marxistas da juventude afastaram-nas para longe até como sinal do progressismo de uma juventude libertária, o resto está bem presente.

9 comentários:

  1. De certeza que este foi o melhor show do FMM.
    MC vs troupe do kroket. Acompanhado pela orquestra dos amigos do CS.
    O povo encheu a barriga de Janita hum nham nham!!!

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  2. Na mouge! É por este tipo de artigos que alguns nem te podem ver. És único, mas só te vão dar valor daqui a uns 20 anos.

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  3. os convidados repatiam-se entre os doadores (grandes empresas), os credores (pequenas empresas) os institucionais e os outros (partido e amigalhaços).

    Nós os outros, o povão, pagámos o banquete.

    Ponto final, assim tem sido e assim continuará a ser.

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  4. trancreves-te o que vai na alma de uma imensa maioria silenciosa.

    Mas a malta quer é dinheiro, comida, favores e aparecer na foto, para o resto estão a cagar.

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  5. Que bom ser português....

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  6. Na minha opinião, o banquete nos outros anos não teve lógica e o deste ano tambem não. Empresas e financiadores não querem croquetes, querem favores.
    A musica sem pagar na avenida e as entradas no castelo a 12,5€ não serão uma das razões para o prejuizo do festival? Eu pago para ver o carnaval e estes gajos não pagam para ouvir e ver músicos que são remunerados. Tem lógica isto?
    Findo o 1º dia, parece que a música techno até ás 7 da manhã, acabou. Malta que odeia a água, tambem parece em menor número este ano. Veremos como isto vai correr...

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  7. Tanta mediocridade. Preferiam que a atracção do ano em Sines fosse uma feira pacóvia tipo a pimel de alcacer ou a feira de agosto de grandola? igoradas no mapa nacional? pode haver erros, mas a mediocridade destas observacoes mostra que sines nao merece o que tem.

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  8. em termos de publico parece que ainda está menos pessoal mas vamos esperar pelos restantes dias nem toda a gente está disponivel a meio da semana nem está todo o ano de férias para percorrer todos os festivais
    em termos de organização foi o pior dos ultimos tempos apesar do esforço de quem lá trabalha no duro (perguntem a alguns deles)e não estou a falar no celebres voluntários mas sim no descontentamento dos chamados já veteranos.
    É tudo feito á ultima hora parece o primeiro ano.
    Até a colocação das bandeiras a anunciar o FMM, que custam um balurdio, apenas foram colocadas no segundo dia do mesmo.

    Enfim é o que temos

    É só fachada

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  9. Sr ou Sra anónimo que publicou o que se segue:
    ..."Tanta mediocridade. Preferiam que a atracção do ano em Sines fosse uma feira pacóvia tipo a pimel de alcacer ou a feira de agosto de grandola? igoradas no mapa nacional? pode haver erros, mas a mediocridade destas observacoes mostra que sines nao merece o que tem."...

    Que falta de respeito por Grandola e Alcácer...
    Eu quero lá saber que Sines apareça no "seu" mapa ou não...o que eu quero é "qualidade de vida" para mim, meus familiares, meus amigos e restantes habitantes de Sines...
    Isso não são as "suas" músicas do mundo que trazem...
    Isso é o reflexo do trabalho dos autarcas que dirigem Sines...
    Então, olhe à sua volta e veja a qualidade de vida dos cidadãos da área territorial de Sines...(que, à excepção de "alguns", talvez você incluido/a, teem muitas razões de queixa).
    Tirem as palas dos olhos e olhem à volta, não olhem só para o mesmo lado...porque talvez ainda se venham a arrepender...

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