domingo, 7 de fevereiro de 2010

De mal a pior

Duas históricas empresas industriais de Sines -não viram renovados os contratos plurianuais que tinham desde longa data, uma na Refinaria da Petrogal e outra no Terminal da APS.

Considerando que pelo factor experiência seriam imbatíveis, terá sido o factor preço a determinar a decisão. Contudo não deixa de ser lamentável que empresas sedeadas em Sines com responsabilidades sociais e com forte impacto económico na região e consequentemente na vida das empresas locais não adoptem uma discriminação positiva relativamente às empresas locais, quando a diferença de preço não é significativa, o que creio fosse o caso.

Certamente, e do mal o menos, a esmagadora maioria dos trabalhadores deverá manter os seus postos de trabalho, limitando-se a transitar para as empresas vencedoras. Mas perdem as empresas locais em capacidade de gestão e supervisão, em massa critica e o município em impostos.

São centenas de trabalhadores que deixarão de ser funcionários de empresas de Sines, trata-se de um rude golpe no tecido empresarial siniense, pelo que não devemos minimizar o sucedido.

Dos políticos nem um sussurro.

16 comentários:

  1. quem ganhou os contratos?

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  2. Efacec/ATM - Petrogal
    Engigás - APS

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  3. Tinha de ser... uma para ti, outra para mim...

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  4. Quem são as empresas de Sines que ficaram de fora?

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  5. Nada de novo. O Capital orienta-se. Nós, nem por isso!
    Mas há mais...

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  6. Empresas que andam ou já andaram pela central termica.

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  7. saiu a Setrova a Compelmada e a Masa

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  8. A discussão deste assunto tem pano para mangas... Deixo um apelo a um qualquer orgão de comunicação social que tente investigar o que se passa para elucidar a nossa população...
    Será que alguém lhe vai pegar?!?!?

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  9. Realmente, ainda gostava de analisar a situação, isto tem de estar qualquer coisa por detraz, quem fica a ganhar??? Os sineenses é que não são de certeza. Mais desemprego, mais roubos, mais desgraça em Sines e arredores.... Onde é que isto vai parar???!!!

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  10. Se se derem ao trabalho...basta ver alguns nomes das administrações envolvidas...e depois é só aplicar algumas teorias da conspiração...

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  11. Aqui há uns anos, numa dessas grandes empresas, houve um concurso público, e ganhou uma empresa de fora, com um preço "imbatível" pelas empresas experientes da terra.
    A "grande" empresa não "estranhou" o valor tão baixo e entregou o trabalho a essa empresa de fora.
    Resultado: A "empresa de fora" não teve pedalada, faltava papel higiénico, material de limpeza, ordenados das trabalhadoras, etc,etc...
    A "grande" empresa, ainda não tinha chegado a metade do tempo do contrato e "teve" que tomar em mãos a situação e entregar o "trabalho" a uma empresa da terra...
    Daqui podem-se tirar várias lições...
    Mas será que "essa" grande empresa aprendeu alguma coisa ou já se esqueceu pelo que passou?...

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  12. Devíamos candidatar-nos a uma fabrica da ETA para SINES

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  13. Estes "casos" que proliferam por todo o País, "rebentam" com as pequenas e médias empresas.
    Todos nós ouvimos todos os dias que a empresa X e Y faliu porque a grande empresa não lhe paga a tempo e horas e como os lucros a obra que executaram para essa grande empresa são quase nulos não "aguentam" .
    Estes emopresas, Engigás-Somague, estão sempre nos corredores do poder, pagam "campanhas" e daí recebem estes bónus.
    Como isto vai acabar, não sei ....mas que vai haver "porrada", aí sim acredito.

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  14. É a lei da concorrência, isto passa-se; se bem me lembro em todos os sectores de actividade.
    As empresas concorrem e depois ganha a que apresentar preços mais baixos.
    É por isso que cada vez vivemos melhor, e também é desta forma que se obtém mais qualidade, aliado a um serviço muito mais profissional.
    Já pensaram como seria possivel vivermos doutra forma? O País antigamente estava morto, mas desde que se começou a trabalhar assim acordou!
    Eu é que não consigo acordar de maneira nenhuma, não sei o que se passa mas a verdade é que morri!
    E porquê? porque entendo que tudo deve ter o seu preço justo, porque prefiro a qualidade e porque prefiro o profissionalismo e a inteligência, como tal nunca serei adepto desta nova realidade.
    Sobre condições de vida haverá também muito que falar.

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  15. È só para corrigir:

    O terminal, dito "da APS", mais conhecido por TGLS, foi concessionado à CLT, empresa do grupo Galp Energia

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